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OBSERVAÇÃO DIRETA

2008/1
Prof.a. Solange Jorge
Histórico

• Darwin (1872) – Trabalho de observação da


expressão das emoções.

• 1970 – O trabalho de observação chega às


universidades brasileiras.
DEFINIÇÃO

“Observação é uma técnica de coleta de


dados para conseguir informações e utiliza
os sentidos na obtenção de determinados
aspectos da realidade”
A OBSERVAÇÃO é utilizada para coletar
dados acerca do comportamento e da
situação ambiental
Observação Direta

Podemos assim classificar os tipos de


OBSERVAÇÃO :
• Assistemática x Sistemática
• Campo x Laboratório
• Participante x Nâo-participante
OBSERVAÇÃO ASSISTEMÁTICA

OBSERVAÇÃO SISTEMÁTICA
OBSERVAÇÃO ASSISTEMÁTICA

• Uma Observação Assistemática é uma


observação vulgar, sem nenhum critério ou
cuidado metodológico.
• Nossa observação do dia a dia, onde
olhamos tudo sem nenhum objetivo
específico é uma Observação Assistemática.
OBSERVAÇÃO
SISTEMÁTICA
• Uma Observação Sistemática tem objetivos
definidos, regras, rigor metodológico, enfim
SISTEMATIZAÇÃO.
• A Observação Sistemática é cuidadosa e
científica.
OBSERVAÇÃO DE CAMPO

OBSERVAÇÃO DE LABORATÓRIO
Observação de CAMPO
(Naturalista)
• O sujeito é observado no seu “habitat”
natural.
• Uma das grandes vantagens é o
comportamento natural, espontâneo que se
obtém.
• Uma das grandes desvantagens é a
impossibilidade de se controlar as variáveis
externas.
Observação de LABORATÓRIO

• O sujeito é colocado em um espaço onde


será então observado.
• Uma das grandes vantagens é a
possibilidade de se controlar as variáveis
externas
• Uma das grandes desvantagens é a falta de
espontaneidade dos sujeitos experimentais.
OBSERVAÇÃO PARTICIPANTE

OBSERVAÇÃO NÃO-PARTICIPANTE
Observação Participante

• O sujeito observado e o observador interagem,


mantém algum contato físico e/ou verbal.
• Sempre que possível o observador deve evitar a
observação participante, em função do viés, da
tendenciosidade, da interferência.
Observação Não-Participante
• O sujeito observado e o observador não
interagem de forma alguma.

• O observador fica à distância somente


observando e registrando o comportamento
do sujeito observado
Em uma observação direta
SISTEMÁTICA...
• OBJETIVO
– Porque observar?
– O que observar?

• SUJEITO (s)
– Quem observar?

• LOCAL
– Quando e onde observar?

• TÉCNICA
– Como observar?
Observação Sistemática...
Cuidados na HORA da observação...
• Ambientação

• Distância segura do sujeito observado

• Discrição

• Neutralidade
OBSERVAÇÃO SISTEMÁTICA
A linguagem científica
Psicólogos e cientistas do comportamento
são pessoas comuns que usam a linguagem
coloquial no seu dia-a-dia. Mas na sua
atividade profissional, quando estão
interessados em descrever e explicar o
comportamento devem usar uma linguagem
científica.
OBSERVAÇÃO SISTEMÁTICA
A linguagem científica... Cuidado...!
Principais ERROS

• Sujeito “S”

• Termos subjetivos
– “triste”, “cansada”, “ansiosa”
Principais ERROS...

• Atribuição de finalidades às ações observadas

– “S” fecha a janela porque venta.


– “S” pega o apagador para apagar o quadro.
Principais ERROS...
• Atribuição de intenções ao sujeito observado

– S” tenta pedir um lugar para sentar-se.


– A professora ia pegar o apagador.
Principais ERROS...

• Termos muito amplos ou indefinidos

– “brincar” (jogar bola? andar de bicicleta?


nadar?
Exercício de Estudo
(baseado em “Ensinando Observação” de Marilda Danna)

Seguem-se três relatos de observação onde são


cometidos erros em relação à objetividade,
clareza e precisão.
Você deverá:
a) Identifique os trechos que contrariam as
características da linguagem científica,
justificando.
Relato 1
“Julio Pereira e Mônica Antunes estão
namorando. Em determinado momento,
M fica nervosa. J, zangado, pega o paletó
para sair. Anda em direção à porta.
Próximo à porta, arrepende-se e vira-se
na direção de M. M lhe faz uma desfeita.
J não gosta do comportamento de M.
Vira-se em direção à porta, coloca a mão
na maçaneta, abre a porta e sai da sala”.
Relato 2
“C sobe no selim da bicicleta e pedala. Sua mãe
o observa apreensivamente, enquanto ele vai
até a esquina e volta. Ao chegar diz a ela: “Não
quero mais brincar”. Sua mãe não responde
mas certamente ouviu. C puxa o braço da mãe
para saber porque ela não responde. Em
seguida entra em casa para assistir desenho
animado”.
Relato 3
“ Quando L entrou no carro, seu gato quis
entrar também. O gato gosta de ficar
olhando à janela. Ao entrar no carro, o
gato sujou as coisas que estavam sobre o
assento. L, aborrecida, pegou o gato pelo
cangote e colocou-o na calçada. O gato se
queixou. L abriu o porta-luvas e pegou
algo para limpar as marcas do gato”.
FIM