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OS SETE DE GRAUS

OS SETE DEGRAUS E SUA IMPORTÂNCIA

SIMBÓLICA NO APRIMORAMENTO

MAÇÔNICO.

Luis Henrique Miranda Griffo M\M\

A complexidade e a diversidade dos símbolos que nos são

Vamos agora, após esta breve introdução, voltarmos nossos

esforços

para

o

tema

deste trabalho,

qual

seja,

os

sete

degraus

que

dão

acesso

ao

Trono

de

Salomão

e

sua

importância no aprimoramento moral do Maçom.

Os quatro primeiros degraus estão situados no Ocidente e dão

acesso ao

Oriente, entre a balaustrada que divide os dois

pontos cardeais no eixo da Loja. O primeiro degrau representa

a Força, virtude esta que está relacionada com a vontade de

empreender esforços ilimitados para sairmos da inércia que

nos aprisionam em um determinado ponto que nos impede o

progresso.

É

somente

através

da

Força

que

iremos

efetivamente acessar ao segundo degrau, que é o Trabalho. O

Trabalho aqui pode ser decifrado como o resulta do da Força

antes empreendida, pois é através de seus resultados que

apresentados na maçonaria são muitos e todos, sem exceção,

podemos afirmar que todo

o

tipo

do

mesmo

enobrece o

nos

servem

para

uma

profunda

reflexão

visando

Homem. O Trabalho aqui não é exclusivamente o que nos dá

principalmente

o

aprimoramento

interior

e

a

“o

pão

nosso

de

cada

dia”,

mais

também

o

Trabalho

conseqüentemente

evolução

do

Homem

Maçom.

Podemos

incessante do Maçom, que está em desbastar constantemente

classificar de uma forma geral este simbolismo maçônico em

a sua Pedra Bruta em busca de seu aprimoramento.

 

duas

classes

bem

definidas:

os

símbolos

materiais

e

as

virtudes, ou idéias, que estes exprimem. Tal complexidade se

Uma vez concluído este trabalho toma o Maçom conhecimento

dá pelo fato da maçonaria ter herdado de diversas escolas

da Ciência, que

é o nosso terceiro degrau em ascensão

ao

(sejam

estas

de

cunho

místico,

esotérico,

religioso

 

ou

Trono da Sabedoria. Ciência é à base das Artes ou Ciências

político),

uma

grande

quantidade

de

símbolos,

sendo

Liberais,

decomposta

e,

a

saber:

em

trívio

(Gramática,

necessário ao Maçom um estudo constante e atencioso do

momento histórico da humanidade quando este ou aquele

símbolo foi introduzido em nossa Ordem.

O

Templo

maçônico

é

uma

alegoria

que

nos

remete

a

construção

do

Templo

do

Rei

Salomão,

sendo

o

mesmo

dedicado a “morada”

do

Deus de Abraão,

Isaac e

Israel

(Jacó),

sendo

esta

casa

antes

prometida

em

diversas

passagens bíblicas e efetivamente erguida por Salomão, filho

de Davi. Temos diversas referências da arquitetura deste

Templo

no

livro

de

Reis

II,

mas,

ao

observarmos

seus

utensílios não conseguimos ver ornamentos e paramentos

como corda de 81 nós, pavimento mosaico, Delta luminoso,

Estrelas,

etc.

Este fato

nos atesta à influência

que outras

culturas deixaram ao passarem seus adeptos pela Maçonaria.

O REAA baseia-se, fundamentalmente, nas origens israelita-

salomônica,

onde

herdamos

ensinamentos

de

altíssimo

esoterismo.

Retórica e Dialética); e em quatrívio (Aritmética, Geometria,

Astrologia e Música), que formam à base do desenvolvimento

e consolidação do nosso atual sistema educacional.

Avançando-se no estudo e compreensão da Ciência podemos

então

somá-la a

Virtude, que em

nossa concepção é um

montante de conceitos latentes no Ser Maçom. Diz -se que a

Virtude é o último degrau do Ocidente pelo fato de, somente

após

a

escalada

dos demais,

pode

o

Maçom, através da

introspecção, alimentar sua alma com os conceitos aprendidos

anteriormente. Sem eles não teria como

se ter princípio

basilares para as principais Virtudes, onde podemos destacar,

dentre outras, a

Lealdade, a

Fidelidade, a Honestidade, a

Bondade, o Desapego e o Amor, dentre outras tão necessárias

para que os Irmãos vivam em União Fraternal.

Acima deste “último degrau” do Ocidente observa-se uma

superfície

plana,

onde a denominamos como

Oriente. Ao

analisarmos a linha que compreende entre o último degrau do

Ocidente e o primeiro

degrau que dá acesso

ao Trono

de

Salomão temos, ao centro, o Altar dos Juramentos e, sobre

este,

o

Livro

da

Lei.

Não

foi

por

acaso

que este

foi

ali

introduzido. Sua disposição atual deve nos remeter a reflexão

de que nada terá real praticidade se não forem observados e

cumpridos os códigos morais estabelecidos no Livro da Lei.

Este cumprimento não deve aqui ser encarado como uma

rigidez dogmática e inflexível. Devemos primeiro interpreta r,

que

a

Bíblia

é

um

livro

complexo, a mensagem

cifrada

contida em seus infinitos ensinamentos. Há cerca de 2.000

anos, o mestre cabalista Rabi Shimon bar Yochai disse que

“quem aceita

o Tanach

literalmente é um

tolo”. Um

dos

problemas mais conflitantes das religiões ditas cristãs está

justamente na forma como o líder destas interpretam as leis

contidas

 

em

seu

Livro

Sagrado

e,

a

seu

“bel

prazer”,

conduzem o povo na ignorância e nas rédeas de um sistema

intimidador e penitencial onde “deus” (com letra minúscula

mesmo)

 

castiga

o

homem

que

não

seu

dízimo

em

detrimento de seu crescimento espiritual e, principalmente,

material. Maçonaria

é tarefa

de Libertação e

em

nada se

assemelha a quaisquer sistemas escravocratas. O Livro da Lei

nos

serve

como

referência

das

grandes

conquistas

e

a

libertação de um povo em busca

da Luz Permanente. E são

estas

lições

e

passagens

que

irão

preparar

o

Maçom

a

ascender

ao

Trono

de

Salomão,

ou

o

tão

justamente

denominado Trono da Sabedoria.

 

No primeiro degrau do Oriente temos

a Pureza,

pelo qual

podemos associá-la a Fé. Só podemos cultuar a Fé quando

estamos puros de todas as influências malignas, pois a Fé é

um estado constante e divino de conexão com o GADU. Ser

puro é limparmos nossos corações antes de comungarmos

com o Criador nossas fraquezas e sucessos, pois “até o mais

puro

Mel

azeda em

um recipiente sujo”,

e

é

sobre estas

condições que subiremos ao segundo degrau.

Chegamos então na perspectiva da Luz, onde a Esperança nos

faz julgar que existe um mundo melhor que este em que nosso

corpo físico veste nossas almas. Ver a Luz é abrirmos nossas

mentes para um novo conceito, para uma nova fase, para um

verdadeiro

renascimento;

tendo

em

vista

que

devemos

sepultar o velho homem que vivia nas trevas da ignorância. Na

maçonaria a Luz nos é dada no momento de nossa Iniciação.

Mas esta só nos é revelada em um momento oportuno. Estar

na Luz é rasgar definitivamente o véu que protege o Sanctum

Sanctorum e ver, face a face, a Verdade.

Este último degrau, a Verdade, só poderá ser alcançado após

um

longo

período

de

aprimoramento

interior.

Todas

as

escolhas deverão ser fruto de intensa meditação, para então

serem refinadas. A Verdade é o nossa maior conflito, posto

que existem em um único acontecimento três perspectivas da

mesma. Ou seja, a versão de um lado, a versão do outro e a

Verdade de fato.

E

é neste ponto,

a

Verdade absoluta, que

muito de nós se julgam mais sábios, mais conhecedores, mais

sagazes que os outros. Como a Maçonaria está além do que os

nossos cinco sentidos possam conceber, podemos considerar

que a mesma é dotada de um “sistema de autodefesa”. Este

dito

“sistema”

expurga

de

seus

quadros

os

excessos

e

posturas

não

condizentes

com

seus

princípios,

sempre

praticado por àquele que não se deixa iniciar. Não adianta

dissimular, pois

o

GADU

nos conhece na

essência, forma

etérea

do

Ser.

Todos

os

nossos

defeitos

podem

ser

mascarados, mas ninguém consegue ser o que não é por muito

tempo, e logo a Verdade vem à tona.

Deste aprendizado concluímos que a Caridade

não

é

tão

somente o que efetivamente fazemos para com os menos

afortunados. A Caridade para com a Loja física também advém

da Loja Celestial. Não é a nossa Oficina quem, através de um

processo eleitoral, elege

um irmão

Mestre M açom para

o

veneralato. Esta decisão não poderia ser unicamente através

das falhas mãos humana, já que a figura do Venerável Mestre

transcende as obrigações administrativas, tornando -se este

também um líder espiritual do grupo. Uma espécie de “célula

matriz” na formação do arquétipo da Loja, onde o sucesso e o

fracasso do grupo dependem de sua Força, seu Trabalho, sua

Ciência e sua Virtude, para que uma Sessão dedicada ao GADU

seja plena em Pureza, Luz e Verdade.

Finalizando,

após

discorrer

sobre

todos

os

aspectos

ora

citados, podemos concluir que não é tão somente o tempo de

Ordem que determina se um Irmão Maçom tem os preceitos

para

ser

Venerável Mestre de Loja. Mais sim

pelo

fato

do

mesmo

ter

atravessado

um

percurso

árduo

até,

por

merecimento

e

experiência,

tomar

assento

no

Trono

de

Salomão. E o motivo para tal processo é louvável e necessário,

pois uma vez ali posto este irmão representará a Sabedoria de

todos

nós.

Deste

processo

dependeu,

depende

e

sempre

dependerá

a

Maçonaria

Universal

e,

neste

Universo

de

símbolos que estamos imersos, os sete degraus que estão em

nosso Templo representam o caminho que deverá ser seguido

por todos nós, com passos firmes, sempre para frente e para o

alto.

pois uma vez ali posto este irmão representará a Sabedoria de todos nós. Deste processo dependeu,
pois uma vez ali posto este irmão representará a Sabedoria de todos nós. Deste processo dependeu,

A

CAMINHO DA LÚZ

O Cristo profetizado (Salmo 118.22, no hebraico, pinnah ), a pedra que os

edificadores rejeitaram, mas que se tornou a PEDRA PRINCIPAL, -

correspondendo ao sentido da palavra hebraica, que significa "principal" ou "da

frente". Esse feito divino é uma maravilha aos nossos olhos. Envolve

importantíssima doutrina do Novo Testamento. (Veja Mateus 21.42; Marcos

12.10; Lucas 20.17; Atos 4.11 e 1 Pedro 2.7). A idéia envolvida é que pedreiros

insensatos (a nação judaica, no caso, para a qual viera o Messias, Jesus),

tinham rejeitado o mais importante elemento de seu edifício espiritual, a saber,

o Messias. Mas Deus corrigiu tal injustiça, assegurando que a "Pedra" que é

Jesus e não Pedro, encontrasse seu devido lugar no templo espiritual, que

somos todos nós, os salvos e lavados no Sangue Precioso de Jesus Cristo.

O Apostolo Paulo, em Ef 2.20,21, faz Cristo ser a PEDRA DE REMATE"

(embora nossa tradução Portuguesa diga "PEDRA ANGULAR"; mas o sentido

da palavra grega é "angulo extremo"), completando e unindo toda a estrutra.

Sem essa Pedra, não haveria como unir judeus e gentios no Edifício Espiritual,

que é a Igreja.

O trecho de Isaías 28.16 parece referir-se às maciças pedras que formavam o

templo, simbolizando a presença de Yaweh (Jeovah/Deus), em todo o seu

poder, entre o seu povo. Isso é interpretado como profecia m essiânica, em

Romanos 9.33 e 1 Pedro 2.6, em conjunto com Isaías 8.14.

A passagem de Salmos 144.12 invoca o Senhor pedindo -lhe que as moças

israelitas fossem como "pedras angulares", isto é, fossem sustentáculos, em

virtude de suas altas qualidades morais e espirituais.

SIMBOLICAMENTE, a "Pedra Angular", que é Cristo, é o mais importante fator

do templo Espiritual. Esse templo não é material, e nem mesmo é alguma

organização terrena, e, sim, uma entidade espiritual, da qual Cristo é o

Construtor (Marcos 14.58; Mateus 16.18). Cristo é o Sumo -Sacerdote desse

organismo espiritual (Hebreus 9.11)O. Seu corpo é a essência do templo

espiritual (João 2.21). Os crentes, por sua vez são "pedras vivas" que fazem

partre da sobrestrutura desse templo espiritual (1 Pedro 2.5).

Ainda, meu amigo, de acordo com uma outra metáfora, Cristo é retrado como o

alicerce inteiro desse templo espiritual, e não meramente a "PEDRA

ANGULAR" (1 Corintios 3.11). Os apóstolos e profetas do Novo Testamento

formam o alicerce do templo espiritual como líderes, e não em sentido

soteriológico, ou seja, em sentido salvífico. No sentido salvífico, somente Cristo

pode servir de fundamento da Igreja. O Catolicismo romano advoga que

PEDRO é a Pedra e Não Cristo. Conforme pudemos verificar, essa afirmação e

posição da Igreja Católica Romana é completamente errada. Por isso não sou

católico. Graça e paz. Deus te abençoe e te dê a luz do entendimento

espiritual, pois somente através do conhecimento de Cristo é que iremos

alcançar nossa liberdade para a Vida eterna. Jesus disse: "E conhecerleis a

Verdade e ela te libertará. (João 8.32)

Source:

O Cristo profetizado (Salmo 118.22, no hebraico, pinnah ), a pedra que os edificadores rejeitaram, mas

O que é Pedra Angular:

Nas construções antigas, a pedra angular era a pedra fundamental, a

primeira a ser assentada na esquina do edifício, formando um ângulo reto

entre duas paredes. Servia para definir a colocação das outras pedras e

alinhar toda a construção.

A pedra angular é o elemento essencial que dá existência

àquilo que se chama de fundamento da construção.

O que é Pedra Angular: Nas construções antigas, a pedra angular era a pedra fundamental, a
O que é Pedra Angular: Nas construções antigas, a pedra angular era a pedra fundamental, a

No Cristianismo, a Pedra Angular é simbolicamente

representada por Jesus Cristo, o filho de Deus. Em diversas

passagens da Bíblia Sagrada há referências sobre a pedra

angular.

No Livro dos Salmos, capítulo 118, versículo 22, há uma

metáfora sobre os construtores (a nação judaica) rejeitarem

o mais importante elemento na construção do templo

espiritual (Jesus Cristo, o Messias), conforme se lê:

"A pedra que os edificadores rejeitaram, essa foi posta como

pedra angular". A Pedra Angular escolhida por Deus para

edificar a Igreja, conforme a planta divina, foi Jesus Cristo.

Portanto, uma pedra angular na construção de um edifício é

a base sólida que ele necessita para conseguir chegar à

altura programada, sem cair. Para um cristão, Jesus Cristo é

essa base fundamental na qual se assenta toda a

construção da Igreja, formada por todos aqueles que

acreditam na Palavra de Deus.

- A Pedra Rejeitada

Vocês já leram nas Escrituras que a pedra rejeitada pelos

construtores passou a ser a mais importante do edifício? Isto

é obra do Senhor e é uma coisa admirável de se ver. S. Mar.

12:10 (A Bíblia Viva).

Durante milênios, uma pedra permaneceu sem ser tocada por mãos

humanas no leito de um riacho no Estado da Carolina do Norte,

Estados Unidos. Certo dia, um homem ergueu a pedra, viu que seu

peso era fora do comum e decidiu usá-la como retentor de porta em

sua casa. Ali ficou durante anos. Um dia, um geólogo passou por

aquele caminho e percebeu a pedra. Seus olhos experientes

reconheceram nela uma pepita de ouro - o maior volume de ouro

nativo encontrado a leste das Montanhas Rochosas.

Uma antiga tradição rabínica diz que, quando foi construído o templo

de Salomão, as pedras maciças para as paredes e os alicerces foram

cortadas da rocha viva e modeladas na própria pedreira, sendo

depois transportadas para o monte onde se erguia o templo. De

acordo com a história, uma pedra de tamanho incomum foi levada

para o local, mas os construtores não encontraram o lugar certo

para colocá-la, de modo que ficou de lado, sem uso. Enquanto

continuavam o trabalho do alicerce, aquela pedra parecia estar

sempre no caminho deles.

Durante longo tempo permaneceu negligenciada e até rejeitada.

Então, um dia, os construtores chegaram ao local onde devia ser

colocada a pedra angular. Para poder suportar o tremendo peso do

templo, a pedra precisava ter tamanho e resistência enormes.

Tentaram colocar várias pedras, mas nenhuma era apropriada. Por

fim, a atenção deles foi chamada para a pedra rejeitada fazia tanto

tempo. Exposta às intempéries durante aqueles anos todos, ela não

revelava nenhum defeito ou rachadura e, quando colocada no devido

ângulo, encaixou-se perfeitamente.

Nos Rituais, Manuais e Catecismos Maçônicos pululam em todas as páginas, personalidades, símbolos, tradições, mitos e lendas plenos de mistérios, mas que se completam de forma autônoma, ao longo dos Graus, enriquecendo, não só a Literatura Maçônica, mas o aprendizado e a Cultura da Arte Real. Alguns desses personagens, símbolos e tradições, lendas e mitos estão por completos ou parcialmente esquecidos. A ideia é caminhar em sua direção com o objetivo de promover resgates. O Rito Escocês Antigo e Aceito, formatado em 33 Graus, apresenta-se como um conjunto harmônico, entrementes, cada Grau possui sua própria ritualística, personagens, simbolismo, lendas, tradições e mistérios que se de desvelam aos iniciados em cada um dos Graus respectivos, e no momento

preciso, como num jogo de juntar peças. O mesmo se pode afirmar com

relação aos demais Ritos que tiveram origens no Velho Continente, notadamente Inglaterra, Escócia, França e Alemanha. No nosso modesto e humilde entender, as tradições, em especial, as lendas, os personagens, os fatos e acontecimentos que serviram (e ainda servem) de

repositório de conhecimentos e/ou informações acumuladas pela Ordem na

sua longa marcha civilizatória, estão perdidas e/ou se perdendo em face das alterações desfigurativas dos Rituais; da ausência de métodos instrucionais eficazes na transmissão dos saberes; e da falta de interesse dos maçons em se aprofundarem no conhecimento das tradições maçônicas.

A meu entender, não há força capaz de sustentar uma instituição como a nosso sem o apoio do conhecimento, sem a transmissão da tradição, dos usos e costumes, e do simbolismo subjacente, que passam a representar, essencialmente,a pedra angular, a argamassa, o elemento de coesão da

Maçonaria e dos Maçons. Neles se exprimiram todos os sábios antigos e

neles deixaram os seus rastros luminosos de saberes que chegaram até nós.A manutenção da Tradição de nossa Ordem faz com que a pratiquemos, no século XXI, a ritualista estabelecida nos séculos XVII e XVIII. Se assim não fosse a nossa Ordem já teria se pulverizado.

Então, diante deste cenário, parece-nos excessivamente oportuno escrever

sobre este assunto as tradições esquecidas na tardia esperança de reacender o fogo do interesse pelas “coisas” da Ordem, ainda que, para isto,

tenhamos que inscrever no preambulo intelectual de cada maçom, marcas que expressem o sentimento de que precisamos reencontrar nas tradições

maçônicas, a chave que serve para abrir e/ou fechar o cofre do tesouro do conhecimento dessas coisas que a Maçonaria conserva. Focando na questão da tradição maçônica, vamos, inicialmente, perquirir os

dicionários para averiguar o que eles dizem. No meu velho e bom “Aurélio”,

por exemplo, encontro:Tradição é o ato de transmitir ou entregar (algo ou alguma coisa a outrem); transmissão oral de lendas, fatos, etc., de idade em idade, geração em geração; transmissão de valores espirituais através de gerações; conhecimento ou prática resultante de transmissão oral ou de

hábitos inveterados; e, por fim, recordação, memória. Poderia me contentar, apenas, com as duas últimas palavras: recordação e memória.Mas, precisamos evoluir, então, recorremos ao meio mais moderno de consulta da atualidade, o Google, e lá encontramos: Tradição (do latim:

traditio, tradere = entregar; em grego, na acepção religiosa do termo, a expressão é paradosis παραδοσις) é a transmissão de práticas ou de valores espirituais de geração em geração, o conjunto das crenças de um povo, algo que é seguido conservadoramente e com respeito através das gerações.

Procurando refúgio e apoio nas obras maçônicas, recorro a Nicola Aslan e ao

seu Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria Simbólica, que a partir do verbete especifico transcrevo:

Tradição Palavra de origem latina usada, em Direito, para indicar a ação de entrega e particularmente de uma propriedade. Por extensão esta palavra

aplica-se à transmissão de fatos puramente histórico, de doutrinas religiosas, de acontecimentos de qualquer ordem, de idade em idade, e que sem qualquer prova autentica se tem conservado de boca em boca, constituindo,

porém, uma das bases da história e da religião”

E prossegue aquele autor:

“É por meio da tradição que os grupos humanos transmitem suas crenças,

suas ideias, seus costumes, além de todas as conquistas artísticas, técnicas e cientificas. Desta forma, a tradição é um fator de progresso, pois transmite

uma herança de cultura, que se renova através das gerações (

...

)“.

Observa-se, contudo, nas consultas efetivadas, que a ideia central perpassada é a mesma, a tradição é uma forma de perenizar conceitos, experiências e práticas entre as gerações,é a transmissão do conhecimento;

é a conservação dos costumes, dos hábitos, de tudo o que no passado era

observado. Os aspectos específicos da tradição devem ser vistos em seus contextos próprios, enquanto forma de perenizar conceitos, experiências e práticas entre as gerações. A tradição toma feições peculiares em cada crença e grupamentos humanos.

Fica registrado, então, que é por meio da Tradição que os grupos humanos

mantêm seus costumes, seus hábitos, suas conquistas morais e sociais. A cultura maçônica adquirida é assim mantida. A manutenção dos parâmetros estabelecidos em nossos“Rituais”, “Landamarks” e “Antigos Deveres” é o que permite que a Maçonaria seja secular. Em resumo, o termo Tradição significa Transmissão. As crenças, as lendas e os mitos, gostem ou não gostem alguns historiadores da Ordem, são formas de transmissões orais, cujas personagens podem mudar segundo a geografia, padrão social e a cultura de época, mas a componente moral permanecem e transmite-se na consciência das gerações. Permito-me, nesse parágrafo complementar,sem pretender me contradizer ou confundir o leitor, asseverar que a tradição não é só regras, constituições, estatutos, rituais, e normas da Ordem, mas os usos e costumes e simbolismo que neles se inserem e que regulam a vida dos maçons e suas condutas

atuais e futuras. Trazendo esses conceitos e argumentos para o interior da Ordem, podemos entender que a tradição maçônica, não só diz respeito como se imagina, aos

Landmarks, Constituições de Anderson e aos antigos usos e costumes da

Maçonaria Universal, mas as Constituições em geral, regulamentos, regimentos, rituais,leis, decretos e normas que se relacionam, principalmente, com matérias ritualísticas. Também, se afigura como tradição, o farto simbolismo que permeia em nossas Lojas, seus adornos e objetos de uso

interno, e joias e paramentos que ilustram os maçons. Neste particular, o

símbolo, a lenda e o mito permanecem como uma necessidade viva, por cujo instrumento se poderiam tornar acessíveis as representações intelectuais do enunciado deste parágrafo e texto. Daqui partindo, professa Manoel Arão, que a maçonaria quis manter na sua simbologia, o essencial da sua tradição e as regras gerais que são a base de seu ensino filosófico e moral. Porque Ela sabe bem que, ao lado das coisas que evoluem, que mudam constantemente de direção, qual ampliam e se modificam, obedecendo a critérios dos intérpretes e às correntes mentais que criam as doutrinas e as escolas, há o princípio fixo e imutável que pode ser

conhecido amanhã em outros detalhes, ora ignorados, mas cuja base constituem a própria essência inalterável e eterna que o homem consegue apreender e fixar. Estas razões justificam o símbolo que resume e fixa e que já é inseparável da transmissão dos conhecimentos e princípios maçônicos

(Arão, História da Maçonaria no Brasil: desde os tempos coloniais até nossos dias, Recife, 1926, p. 35). As diversas Escolas do Pensamento Maçônico (Autêntica, Antropológica,

Mística e Ocultista) não se omitiram no estudo das antigas tradições, lendas

e mitos da Maçonaria, pelo contrário, as tradições maçônicas foram dissecadas, reviradas, examinadas minuciosamente analisados em face de registros documentais, e do muito, pouco foi afastado pelos historiadores, estudiosos e defensores e propagandistas de cada Escola. Em resumo, não

puderam refutar documentos conhecidos como as “Old Charges”, ou “Antigos Deveres” ou “Antigas Constituições” e nem outros documentos e relatos, na

defesa da busca de autenticidade. Neste diapasão, resta indicar, na conformidade do título, quais tradições maçônicas estão ou foram esquecidas, ou para ser menos dramático, quais tradições estão ido para o esquecimento pela própria descura maçônica. Impossível relacionar todas as tradições maçônicas a que podemos nos referir neste espaço de leitura, mas uma análise atenta dos documentos antigos e atuais da Ordem permitem que iniciemos apresentando um elenco dos principais princípios (sem comentários) tradicionais da Maçonaria Universal:

- Reconhecer o Grande Arquiteto do Universo, como Força Superior, Princípio Criador, Causa Primeira de Todas as Coisas; - Admitir a Moral Universal e a Lei Natural, ditadas pela razão e definidas pela

Ciência que obriga o Maçom a ser bom, sincero, modesto, honrado, generoso e caridoso;

  • - Admitir a prevalência do Espírito sobre a Matéria;

  • - Ser Tolerante, não combater ninguém por sua crença religiosa, reconhecer

direito e liberdade iguais a todas as religiões e cultos;

  • - Não discutir sobre questões religiosas no recinto das Lojas;

  • - Não impor limites à livre e constante investigação da verdade;

  • - Proclamar o sagrado e inviolável direito de todo o indivíduo de pensar

livremente e Ser livre pensador;

  • - Reconhecer que os homens maçons e não-maçons deve dirigir seus

atos e sua vida exclusivamente de acordo com a sua própria razão;

  • - Reconhecer que todos os homens são livres, iguais entre si e irmãos;

  • - Combater e aniquilar o obscurantismo, a hipocrisia, o fanatismo, a superstição e os preconceitos;

  • - Praticar as virtudes domesticas e cívicas, na família, na sociedade;

  • - Respeitar as leis do País;

  • - Ser absolutamente fiel aos juramentos, deveres e princípios maçônicos;

  • - Reconhecer o trabalho manual e intelectual como um deve essencial do homem;

  • - Proscrever sistemática e terminantemente o recurso à força e à violência;

  • - Tornar feliz a humanidade pelo aperfeiçoamento dos costumes. Esses princípios podem ser interpretados e escritos de várias formas,

gerando controvérsias de reconhecimento, mas são clausulas tidas como pétreas, portanto, não passiveis de discussão. Alterá-los significaria romper a sintonia maçônica mundial.Neste diapasão, a Tolerância, a Crença no Grande

Arquiteto do Universo, a ideia maçônica da perfectibilidade individual e social,

e o trabalho pelo aperfeiçoamento dos costumes são algumas das principais regras da maçonaria que estão sendo relegadas a segundo ou terceiro planos. No simbolismo, por seu turno, há muitos termos, relatos, lendas e costumes,

que muitos maçons desconhecem, embora finja conhecer, e no caso, para

não me alongar, destaco e listo apenas doze (sem comentários), a saber:

Arca da Aliança; Mar de Bronze; Sanctum Sanctorum; o Silêncio Maçônico; os Banquetes Solsticiais e Ritualísticos; a Taça Sagrada; a Cadeia de União; o Simbolismo das Velas; a palavra Xibbolet e os fundamentos históricos do grau de Companheiro; a simbologia do pavimento de mosaico; do Delta Luminoso; e da corda de 81 nós. Mas bem que poderia dizer da Abelha, artes liberais, crâneo, cruz, hexagrama, menorah, quadrado dentro de um círculo, quatro coroados, e etecetera e tal. É aos maçons mais antigos, aos maçons mais sábios, através de processos que assegurem a continuidade de uma cadeia ininterrupta, a quem compete transmitir o conhecimento, a sabedoria, a cultura, as lendas, os mistérios e impedir que as tradições maçônicas se percam ou caiam no esquecimento, e para que a memória das novas levas de maçons retenha o essencial a fim de

gerando controvérsias de reconhecimento, mas são clausulas tidas como pétreas, portanto, não passiveis de discussão. Alterá-los significaria romper a sintonia maçônica mundial.Neste diapasão, a Tolerância, a Crença no Grande

Arquiteto do Universo, a ideia maçônica da perfectibilidade individual e social,

e o trabalho pelo aperfeiçoamento dos costumes são algumas das principais regras da maçonaria que estão sendo relegadas a segundo ou terceiro planos. No simbolismo, por seu turno, há muitos termos, relatos, lendas e costumes,

que muitos maçons desconhecem, embora finja conhecer, e no caso, para

não me alongar, destaco e listo apenas doze (sem comentários), a saber:

Arca da Aliança; Mar de Bronze; Sanctum Sanctorum; o Silêncio Maçônico; os Banquetes Solsticiais e Ritualísticos; a Taça Sagrada; a Cadeia de União; o Simbolismo das Velas; a palavra Xibbolet e os fundamentos históricos do grau de Companheiro; a simbologia do pavimento de mosaico; do Delta Luminoso; e da corda de 81 nós. Mas bem que poderia dizer da Abelha, artes liberais, crâneo, cruz, hexagrama, menorah, quadrado dentro de um círculo, quatro coroados, e etecetera e tal. É aos maçons mais antigos, aos maçons mais sábios, através de processos que assegurem a continuidade de uma cadeia ininterrupta, a quem compete transmitir o conhecimento, a sabedoria, a cultura, as lendas, os mistérios e impedir que as tradições maçônicas se percam ou caiam no esquecimento, e para que a memória das novas levas de maçons retenha o essencial a fim de

que possa ser transmitido, como uma herança. A Maçonaria refere-se aos " Antigos Deveres " e aos " Landmarks " da Fraternidade, especialmente quanto ao absoluto respeito das tradições específicas da Ordem, essenciais

à regularidade das Lojas e Maçons de cada Jurisdição.

Na abertura dos trabalhos do Rito Brasileiro desenvolve-se o seguinte diálogo

entre o Venerável Mestre é o Primeiro Diácono (DerlyHalfeld Alves, Revelações maçônicas, Trolha, 2011, p. 79):

- Por que usa a Maçonaria de Símbolos, 1º Diácono?

- Porque se origina dos antigos mistérios, onde os Símbolos e as Alegorias

eram a chave da ciência. Conserva-os por tradição e para auxiliar a memória a reter os seus ensinamentos pela impressão que causam ao espírito e aos sentidos.

A guisa de conclusão, a nota triste e final é que leio em Wellington B. de

Oliveira (Um conceito de Maçonaria, Trolha, 1994, p. 24), a afirmativa de“que

os Mestres

...

já não merecem assim ser chamados, perderam o amor pela

escola, já não ensinam, não sabem o que ensinar. Não transmite confiança

ou motivação, pois, a apatia tomou conta de seus ânimos”. Para os Mestres, Companheiros e Aprendizes, este é um desafio que precisa

ser superado, vencido, derrotado, afastado das mentes dos maçons, para

ceder lugar ao entendimento de que, efetivamente, “Os Mestres merecem assim ser chamados e reverenciados, por seu amor e dedicação pela escola e pelo conhecimento, pelo ensino e por tudo que ensinam, por transmitirem

confiança e motivação, pois, a alegria da expansão do saber tomou conta de seus ânimos”. Fica lançado o desafio:

aprender para ensinar e ensinar para aprender.

Postagem: www.unidosporbrasília.com.br 23/06/2014 - LGR

O TEMPLO MAÇÔNICO E SEUS SÍMBOLOS

Daremos início a estas reflexões sobre o Simbolismo do Templo,

revisando previamente alguns conceitos, muitas vezes mal

interpretados pelos que pertencem a esta Augusta Ordem.

Refiro-me aos termos LOJA e TEMPLO.

Ambos os termos analisaremos brevemente, desde o ponto de

vista EXOTÉRICO e desde o ponto de vista ESOTÉRICO. LOJA

MAÇÔNICA

A EXOTÉRICO

É o conjunto de pessoas que integram a família maçônica. Tal

como a Igreja, que é simplesmente a congregação de seus fiéis, a

Loja não é um LUGAR FÍSICO, senão que a associação ou

somatório daquelas pessoas que realizam o trabalho maçônico,

quer dizer, a intenção de continuar o caminho que

empreenderam no momento da sua Iniciação Maçônica. Única

maneira portanto de alcançar a verdadeira iniciação, pois é

inegável que a cerimônia dedicada a este propósito, está

constituída somente por uma série de símbolos que se oferecem

ao Recipiendário, para que ele, com o trabalho tenaz e

ininterrupto, alcance a Iniciação Real.

B - ESOTÉRICO

A Loja é a congregação do exército de virtudes que se unem e se

dispõem a luta contra os instintos, os vícios e as paixões que a

escravizam e lhe roubaram o seu reino.

TEMPLO MAÇÔNICO

A EXOTÉRICO

É o edifício, a estrutura física, na qual se reúnem os maçons para

avançar na senda até a perfeição. B ESOTÉRICO Desde este

ponto de vista, podemos assinalar que o Templo Maçônico é o

Corpo Humano, onde mora o SER, a Essência Infinita, o Espírito

de Deus. É chamado de Templo porque não é outra coisa que o

santuário que utiliza a Divindade (o homem é a chispa divina com

os mesmos atributos do Criador) para manifestar-se neste

universo físico. DIFERENÇAS ENTRE LOJA E TEMPLO Do ponto de

vista EXOTÉRICO existe uma diferença palpável, pois uma coisa é

o conjunto de irmãos que se congregam para crescer em

sabedoria e virtude, e outra, muito diferente, é o lugar onde se

reúnem.

Todavia, quando observamos as coisas sob o ponto de vista que

está mais além das aparências (ESOTÉRICO), damo-nos conta

que não existem diferenças, pois assim como à © em cima, é

embaixo, ou seja, que tanto as pessoas que se reúnem como as

paredes do Templo, no qual trabalham, não são outra coisa que

ENERGIA CONSCIENTE E INTELIGENTE. Todo este universo é

uma, e exclusivamente esta, Energia que mantém cada coisa

exatamente no lugar em que deve estar. Cada Ser Humano cria

seu próprio universo e o segue criando até o dia em que decide

partir, para logo voltar a criar outro universo novo, na medida

das suas necessidades espirituais. O QUE CONTÉM UMA LOJA E

O QUE CONTÉM O TEMPLO MAÇÔNICO? A Loja sendo a

congregação dos irmãos, que não são outra coisa que pequenos

universos, contêm todas as virtudes e todas as boas intenções de

seus membros em sua luta para alcançar a Maestria sobre si

mesmos. Ela é, então, o somatório das Luzes de todos e de cada

um de seus membros. Também na Loja se encontram

simbolizadas todas as manifestações do universo físico que,

observadas desde o ponto de vista esoté rico, só refletem a

imensidão espiritual que se encontra no interior do Ser Humano.

O Templo, por sua parte, está pleno de Símbolos e Alegorias que

servem para recordar aos Irmãos sua origem celestial (por dar-

lhe um nome) e que dentro de seu próprio corpo há tantas

estrelas, ou mais, das que se encontram espargidas no espaço

infinito. A estes Símbolos dedicaremos alguns minutos da nossa

exposição, não sem antes deixar bem assentado bem claro

que a palavra Templo implica o conceito de SAGRADO. Um

Templo pode se situar fora de nós mesmos ou pode se encontrar

em nossa interioridade, ficando sempre invariável essa condição

de SAGRADO. O TEMPLO MAÇÔNICO, SEUS ESPAÇOS FÍSICOS O

Templo Maçônico (Exotérico), em geral está constituído por uma

série de espaços entre os quais podemos destacar os seguintes:

1 O QUARTO (CÃMARA) DAS REFLEXÕES Representa o planeta

Terra no qual nascemos, morre mos e encontramos o repouso

eterno. O Q.: Ir.: Pedro Barboza de la Torre, Grande Inspetor

Geral da Ordem, em uma de suas importantes obras, manifesta

que este simboliza, em primeiro lugar, a Matéria que é a base

dos seres e que se oferece aos sentidos em diferentes estados.

Representa, também, o centro da terra e a matriz da mãe, onde

o novo ser se forma e se prepara para nascer. Ali morre o

homem para os vícios e as paixões e nasce para praticar a

virtude, a sabedoria e o bem. 2 SALÃO DE BANQUETES Local

destinado à celebração de reuniões do tipo social. 3 CÃMARA

DE MESTRE ou CÃMARA DO MEIO Lugar onde os Mestres

Maçons realizam seus trabalhos. 4 SALA DE PASSOS PERDIDOS

Lugar onde se concentram os Irmãos antes de entrar no Templo

propriamente dito ou lugar de trabalho (Câmara). É o lugar onde

devem ser recebidos os Visitantes antes de serem anunciados. É

ali e não dentro do Templo onde se assina o Livro de Presença e

a Prancha Convocatória ou de Citação. Também é ali onde os

Irmãos devem colocar os Aventais, Colares e demais

condecorações. 5 ÁTRIO É a linha, ou espaço físico, que separa

o mundo profano do sagrado, pois é neste lugar que os maçons

se recolhem e se concentram, antes de entrar no Templo. É,

segundo Juan Carlos Daza, no Dicionário da Franco-Maçonaria, o

“umbral do Templo e simboliza o espaço de trânsito e de união,

que separa o exterior do interior, e é onde se espera, em

recolhimento, para ser acolhido ou introduzido”. Para Lorenzo

Frau Abrines - para citar outro autor -, é o espaço ou sala que se

acha diante da entrada ou porta do Templo onde se celebram os

trabalhos. Alguns autores o chamam Parvis, que segundo eles, é

a peça que precede ao Templo. 6 TEMPLO OU CÂMARA Seus

Símbolos O Templo é um lugar fechado onde se realizam os

trabalhos ma çônicos no grau de Aprendiz, e que tem a forma de

um paralelogramo ou quadrado oblongo, estendido do Oriente

ao Ocidente, quer dizer, em direção à Luz; sua largura é de Norte

ao Sul, sua profundidade é da Superfície ao Centro da Terra e sua

altura do Zênite ao Nadir, porque a Maçonaria é, simplesmente,

Universal e o Mundo é uma Loja. O Templo não tem janelas, por

quanto não deve receber luz de fora, senão que, exclusivamente,

de dentro, e só uma porta de entrada localizada no ocidente,

pois o homem entre e sai deste mundo por uma só porta. O

Templo Maçônico, nos diz Juan Carlos Daza, “é a matriz, é o

Athanor hermético, onde renasce a vida espiritual mediante a

correta utilização dos símbolos e das ciências, os quais operam

como portadores de uma mensagem que nos regenera, quanto

mais interiorizamos sua significação espiritual e operam com

utensílios ou ferramentas para edificar nosso templo interior, o

qual vive dentro da dialética d o movimento do mundo, de sua

criação e de sua destruição”. De sua parte, Orlando Solano

Barcenas, faz uma interessante descrição em sua obra “A Loja

Universal”: “O Templo maçônico não é a simples delimitação

arquitetônica de um espaço qualquer, senão a consagração

simbólica de um espaço considerado sagrado”. “Por sagrado não

deve entender-se religioso. A respeitabilidade do templo ou sua

sacralidade fazem com que este lugar participe de uma série de

valores culturais, éticos e simbólicos que o convertem no reflexo

de uma cosmovisão própria do pensamento maçônico

...

”. O

Templo antes que procedamos a entrar nele – “como lugar

respeitável permanece separado do nível da experiência

corrente, banal ou cotidiana. Em outros termos, permanece

separado do profano e das indiscrições do mundo exterior”.

Dentro do Templo, logicamente, não se deve fumar, comer nem

beber e sempre há que se penetrar nele com as insà gnias do

grau devidamente colocadas, em silêncio e respeito, evitando

todo o tipo de conversação, por quanto é um lugar destino ao

trabalho interior. A respeito, o Dr. Serge Raynaud de la Ferriere,

no Livro Negro da Franco- Maçonaria, destaca que

“freqüentemente o Templo não corresponde senão que a um

simples nome, em vez de possuir todas as suas qualidades; com

efeito o Santuário deve estar glorificado da presença do G.: A.:

D.: U.: e, por tanto, não é só o ritual parafraseado o necessário,

senão que um ambiente muito especial”. Como assinalamos

antes, o Templo Maçônico só tem um lugar para ingressar, de

maneira que vamos agora penetrar nele e, para isso, falemos em

primeiro lugar da Porta, que como seu nome o indica é o lugar

de entrada ou de saída de todo o aposento fechado ou, também,

o elemento arquitetônico que facilita a passagem entre duas

áreas separadas por algum tipo de fecho. Do ponto de vista

maçônico é a abertura que comu nica dois mundos, é dizer o

mundo profano e o mundo sagrado. Juan Carlos Daza: “A porta

da Loja é, por si mesma, um Templo; suas duas colunas e a

arquitrave representam o ternário e o elemento fundamental de

toda a construção”. Este mesmo autor manifesta que “na

cerimônia de iniciação, o recipiendário trespassa a primeira

porta, ao ser despojado dos metais

...

Esta porta é muito baixa,

não como sinal de humildade, senão que para assinalar a

dificuldade da passagem a uma nova vida, como a criança que

vem ao mundo e começa a aprender a andar avançando primeiro

de gatinhas”. Jorge Adoum, em “As Chaves do Reino Interno”: “A

porta do Templo é a primeira estância da iniciação interna; para

aprender os mistérios do espírito, deve-se entrar no Templo

interior onde estão ocultos tesouros”. Orlando Solano Barcenas,

em “A Loja Universal”: “Sua forma, sua situação e sua

orientação, traduzem uma série de escolhas de valores e

spirituais e culturais que, em seu simbolismo, servem para

diferenciar o espaço sagrado do Templo Maçônico”. “Fixa a

direita e a esquerda do Templo, direções simbólicas que

traduzem a base do triângulo que fixa a hierarquia da Oficina.

Representa a aurora, porque em seu umbral, participa também

da sacralidade ao separar e definir o interno território sagrado,

vedado aos intrusos, aos profanos”. No Templo de Salomão,

segundo está estabelecido no Primeiro Livro de Reis, tal como na

maioria dos templos ou antigos santuários, cujas características

eram similares, havia um Pórtico ou Ulam de 20 côvados de

largura, por 10 de comprimento e 30 de altura, além do Lugar

Santo ou Heijal ou, ainda, Hekal e o Sancto Sanctorum ou Debir.

Diante do Pórtico havia duas grandes coluna s de bronze, ou

revestidas dele, que constituíam a Porta do Templo, que não

tinham razão estrutural alguma e cuja intenção era estritamente

simbólica. Da análise destes conceitos e os de muitos outros

autores, como Edgar Perramon, no “Breve Manual Maçônico”,

que expressa que “A entrada estavam duas colunas, B (a força) e

J (a beleza) sobre as quais se encontravam o Universo e uma

Romã ligeiramente aberta como símbolo da maturidade”.

Raymond Capt, no “Templo do Rei Salomão”; em “Meus Três

Passos”, de Pedro Camacho Roncal; e também Jorge Adoum, em

“O Aprendiz e seus Mistérios”, referem que “entre ambas as

colunas se achava a porta do Templo”. Alec Melor, em sua obra

“A Encruzilhada da Maçonaria”, Tomo II, diz que “A porta da Loja

se achava no Ocidente, quer dizer, frente ao Oriente, entre duas

Colunas, com capitéis ornados de lírios e coroados de maças e

romãs simbolizando a família”; poderíamos então considerar que

a Porta do Templo Maçônico está constituída pelas duas Colunas

(B e J) e que o espaço entre a porta física e estas duas colunas

poderia ser o Átrio. Todavia, outra considera ção nos poderia

levar a pensar que as duas colunas sejam colocadas uma a cada

lado da porta. COLUNAS No Templo Maçônico encontramos as

colunas sob diversas formas. Todavia, hoje daremos maior

ênfase às duas colunas que, como antes expressamos,

constituem a Porta do Templo, é dizer as colunas B e J. Estas são

construídas de bronze ou imitação deste metal, de Ordem

Coríntia, sobre cujos capitéis se encontram romãs entreabertas e

lírios e, sobre cada uma das colunas uma esfera, a primeira

terrestre, para simbolizar a matéria, o inferior, e a outra celeste,

para representar o espírito, ou seja, o superior. Na primeira, ou

seja, a B, se localiza a terrestre e no capitel da outra J a esfera

celeste. Estas colunas demarcam o local de trabalho dos

Aprendizes e dos Companheiros e recordam as colunas que

adornavam a entrada do Templo de Salomão, em Jerusalém. De

acordo com estudos realizados se estima que estas colunas,

como antes de indicou, eram totalmente ocas e, em sua parte

posterior, para que não fossem observadas desde a entrada do

Templo, tinham 3 (três) pequenas portas, uma sobre a outra,

que serviam como caixas para os arquivos, para guardar o Livro

da Lei e outros documentos. Estas colunas, segundo Aldo

Lavagnini: “representam os dois princípios complementares,

humanizados em nossos dois olhos, qualidade manifesta em

quase todos os nossos órgãos, nos lados direito e esquerdo do

nosso organismo e nos dois sexos que integram a espécie

humana e se refletem em todos os reinos da vida e da natureza”.

C. W. Leadbeater: “estas duas colunas estão colocadas à entrada

do Templo, porquanto por ela havia de passar quem, procedente

do mundo profano da vida ordinária, entrava no mundo superior

da Loja e, sob este aspecto, simbolizavam o vencer, na natureza

inferior, da turbulência das emoções pessoais e a velocidade da

mente concreta”. Serge Raymond de la Ferriere, no â oeLivro

Negro da Franco-Maçonaria”: “Estas duas colunas

correspondem, ademais, ao Phallus Ideal (Princípio Criador) e a

Cteis Formal (Princípio Criado); a inserção do Phallus vertical na

Cteis horizontal forma o staurus dos Gnósticos e, ainda, nossa

Cruz Filosófica. É o homem e a mulher; o Princípio e o Verbo, o

ativo e o passivo, a unidade (J) e o binário (B) ou, também, o Ying

(Unidade) e o Yang (Binário), dos trigramas do FO_H (I Ching)”.

Jorge Adoum: “Estas duas colunas do Templo da Sabedoria, que

é o homem, são o símbolo do aspecto dual de toda a nossa

experiência no mundo terrestre. É a dualidade dos nossos

órgãos. São os dois lados direito e esquerdo do nosso corpo;

são os dois sexos; são os dois princípios positivo e negativo

que integram o homem; são, por fim, Atividade, Inércia-Espírito,

Matéria- Essência, Substância-Enxofre e Sal representados no

Quarto (Câmara) das Reflexões”. Finalmente, para refe rirmos as

colunas B e J, é importante destacar como resultado das

investigações e estudos arqueológicos do Templo de Salomão,

que estas não cumpriam nenhuma função na estrutura, além de

decorativa e eminentemente simbólica, constituindo-se na

verdadeira Porta do Templo. Esta circunstância nos faz pensar,

então, que as doze colunas chamadas Zodiacais, porque sobre

elas se situam os signos do Zodíaco, devem estar localizadas, seis

a cada lado do Templo, sem incluir, todavia, o Oriente. Destas

doze colunas poder-se-ia assinalar muitos conceitos, aos quais os

estudiosos da matéria têm dedicado muitas páginas, todavia o

tempo não o permite hoje, de maneira que só deixaremos como

matéria de investigação, que estas simbolizam as doze pedras

brancas com as quais Moisés circunscreveu o terreno sagrado ao

pé do Monte Sinai, para colocação da Arca da Aliança. O Dr.

Jorge Adoum, em “As Chaves do Reino Interno”, escreve a

respeito: “Assim como as doz e colunas da Loja indicam os doze

signos do Zodíaco, dentro do corpo físico se acham doze partes,

doze faculdades que estão influenciadas por aqueles signos e

que estão repartidos ao redor do Sol espiritual do homem. O ano

tem doze meses, Jacob teve doze filhos, Jesus doze discípulos e o

homem como contraparte da Lei cósmica tem doze faculdades

do espírito nele. Durante o ano o Sol Pai visita seus doze filhos,

no Zodíaco, o Sol Cristo no homem também vivifica durante o

ano as doze faculdades, representadas pelos doze filhos de Jacob

ou discípulos de Jesus

...

as doze colunas representam as doze

faculdades do Espírito, colocadas no corpo físico do homemâ .

Também são colunas os bancos localizados ao Norte e ao Sul do

Templo, onde se situam os membros das Lojas quando realiza m

seus trabalhos e recebem o nome de Colunas do Templo.

A Coluna da Harmonia, que não deve faltar nos Templos

Maçônicos, cuja origem corresponde à época do reinado de Luís

XV, para referir-se ao conjunto de instrumentos que

harmonizava as cerimônias. Hoje, em nossos dias, se refere ao

dispositivo de reprodução musical que é utilizado para a

execução de música apropriada, especialmente durante a

execução das cerimônias rituais. Finalmente, assinalamos as Três

Grandes Colunas que sustentam o Templo Maçônico, chamadas

de Sabedoria, Força e Beleza. Também chamadas Colunas de

Ordem. A primeira, Sabedoria, corresponde ao Venerável

Mestre, ou seja, a inteligência criadora que concebe e manifesta

interiormente o plano do G.: A.: D.: U.:, representada pela Deusa

Minerva; a Força, que corresponde ao Primeiro Vigilante, é a

força volitiva que trata de realizar o que a primeira concebe,

representada por Hércules e a Beleza, consignada ao Segundo

Vigilante e representada por Vênus. Estas três faculdades

também as encontramos dentro do mesmo homem, segundo

nos diz Jorge Adoum. Recebem, também, o nome de Colunas

Morais. A Sabedoria, ou pensamento que a dirige; a Força, ou

Energia Moral que a executa e a Beleza, ou Harmonia das forças

mentais. Estas Colunas, e tudo quanto encontramos no Templo

Maçônico, descansam sobre um ladrilhado ou Pavimento

Mosaico, como um tabuleiro de Xadrez, com múltiplos

significados, entre os quais hoje destacamos, somente, o aspecto

positivo e o negativo que tudo tem na vida; também a

diversidade de raças, classes, religiões, nacionalidades que

podem ser aceitos nos Templos. Há quem o interprete como as

Virtudes ou como a alma pura do iniciado, representada pela cor

branca e as paixões e vícios que acompanham o profano, pela

cor negra. Também a quem nos indique que os quadrados

brancos e negros entre si representam o contraste de posições

sociais, idéias políticas e crenças religiosas dos maçons, os quais,

apesar da diversidade de critérios de cada um, podem viver na

mais absoluta harmonia dentro da Ordem. O Piso Concluímos

sobre o piso do Templo Maçônico, assinalando que este conjunto

harmônico de mosaicos brancos e pretos nos ensina que não

existem desigualdades entre os seres humanos, sem importar a

origem, pois, em todo o lugar, o homem sempre será o mesmo e

sem divisões de nenhuma ordem. O Teto O Templo está coberto

por uma Abóbada ou Cúpula, decorada com imagens celestes

com a finalidade de representar as constelações, sobre uma cor

azul celeste, mais clara no Oriente do que no Ocidente. Juan

Carlos Daza, expressa que esta Abóbada Celeste nos indica que

“o Céu (Princípio Ativo ou masculino) complementa a Terra

(passiva e feminina) e da sua un ião surge o homem (filho do céu

e da terra) ou o embrião do imortal (simbolismo alquímico)”.

Pedra Bruta Colocada ao pé da Coluna do Norte, ou coluna B,

esta pedra nos manifesta o estado de ignorância que tem o

homem como conseqüência dos vícios e das paixões. O Maçom,

desde o momento de sua Iniciação, tem como labor fundamental

o poli-la com o malho da constância e com o cinzel da vontade,

para transformá-la em Pedra Cúbica ou polida. Aldo Lavagnini,

no “Manual do Aprendiz”: “Neste trabalho simbólico (polir a

pedra bruta), o Aprendiz é, a um só tempo, obreiro, matéria

prima e instrumento”. Federico Landaeta, no livro “Maçonaria

Dinâmica”: “Deixemos de atuar inconscientemente, despertemos

a realidade Maçônica, ponhamos mãos à obra e talhemos essa

pedra bruta tão valiosa. Cumpramos nossa obrigação primordial:

deixemos as cadeias que os vícios e os convencionalismos nos

impõem e submetamos, sem pie dade, esses tiranos que nos

escravizam e nos subjugam, impedindo-nos de talhar a pedra.

Que possamos talhá-la habilmente para que a Luz possa ser

refletida em todo o seu esplendor”. Serge Raynaud de la

Ferriere: “A pedra bruta não deve ser nada mais que um seixo

abandonado à entrada do Templo, nem tampouco um símbolo

ao qual apenas se concede uma ligeira alusão: é necessário

TRABALHÁ-LA”. A Pedra Bruta é, em definitivo, a mais autêntica

representação simbólica da personalidade e do caráter do

homem quando este se encontra no estado de imperfeição, quer

dizer de vícios e paixões e, ao mesmo tempo, carregado de

ignorância.Não deve faltar em nenhum Templo Maçôni co, pois

nos recorda que somos Aprendizes e que só com o trabalho, o

estudo e com a prática das virtudes, poderemos alcançar uma

educação exemplar e purificar nossos corações no erguimento

do nosso templo espiritual. Mar de Bronze Alguns passos mais

adiante da Pedra Bruta, deparamos-nos com o Mar de Bronze,

que simboliza a grande pia de bronze que se encontrava no Átrio

do Templo de Salomão, no lado esquerdo. Alguns autores

assinalam que a colocação dos bois com os quatro pontos

cardeais (sustentação do Mar de Bronze), possivelmente indicava

que os sacerdotes deviam lavar as mãos todos os dias neta pia,

durante as quatro estações do ano, como um símbolo da

necessária purificação diária do seu respectivo ser espiritual. No

Ritual e Catecismo da Grande Loja da República da Venezuela,

encontramos que, em uma das viagens simbólicas,

especificamente na Segunda Viagem, o Recipiendário é

conduzido ao Mar de Bronze, onde são submergidas suas mãos

três vezes. Concluída a viagem, o Venerável Mestre dirá: “Haveis

recebido uma tríplice ablução, para purificar vosso corpo, assim

com a virtude deve purificar vossa alma, representando,

ademais, vossa vitória sobre o terceiro elemento: a Águaâ .

Este ato deve ser considerado, precisamente, como um símbolo

da necessária purificação diária do seu respectivo ser espiritual.

Diego Rodriguez Marino, no livro “Os Mestres Construtores”: “O

recipiente simboliza a matriz onde se gera a vida que surge da

água. Os doze bois que o sustentam, as forças cósmicas atuando

em um mundo da manifestação material, representadas pelos

doze signos do zodíaco, relacionados com as Tribos de Israel,

dirigidas no Leste, por Judá (o leão), ao Sul, por Ruben (o

homem), a Oeste por Ephrain (o boi) e ao Norte por Dan (a

águia), assinalando os quatro pontos cardeais e os elementos”.

Max Heindel, em “Iniciação Antiga e Moderna”: “O Mar de

Bronze, é o símbolo da santificação e da consagração da vida

para o serviço”. Mais adiante expressa: “Tal como o Espírito

Santo descendo sobre Jesus quando saiu da água batismal da

consagração, assim também o maçom místico que se banha no

Mar de Bronz e, começa a ouvir, debilmente, a voz do Senhor

dentro do seu próprio coração, ensinando-lhe os segredos da

Arte que deve usar para benefício de seus semelhantes”. Para

concluir este aspecto, vou permitir-me citar uma parte do

trabalho apresentado pelo Ir.: Joseph Tuza Lukas, e publicado na

Revista Maçônica da Venezuela: “Só um néscio seria capaz de

considerar-se limpo de manchas durante a cerimônia de

Iniciação, purificado de todos os seus vícios e paixões, defeitos e

pecados porque umedeceu as pontas dos seus dedos

...

Um

espírito libertino e dissoluto por natureza, jamais será limpo,

nem purificado por nenhuma água, se o mesmo não for capaz de

purificar seu espírito, lustrar seu coração nas águas da bondade e

purificar-se nas águas das fontes da misericórdia e da

clemência”. Paredes Falamos sobre o piso e o teto e agora vamos

nos referir, de maneira muito breve, às suas Paredes. O Ritual

nos diz que “as paredes devem estar revestidas ou atapetadas

com a cor vermelha ”. Por que essa cor? A cor vermelha se refere

ao fogo que era o símbolo da regeneração e da purificação das

almas. É também afeto, caridade e entusiasmo pela

beneficência. Diz-se, também, que esta cor representa o ardor e

o zelo que devem animar aqueles que possuem a parte suprema

da Maçonaria e é a cor que adquirem o ferro e outros metais

quando são submetidos a temperaturas muito elevadas. Juan

Carlos Daza, no “Dicionário da Franco-Maçonaria”: “Em

Maçonaria a cor vermelha é a cor do fogo e signo da afeição,

caridade, filantropia e do conhecimento. Simboliza a int

eligência, o rigor e a glória. É a cor da coluna B (conhecimento) e

da coluna da Força (poder, potência), da fita que orla o Avental

do Mestre (sabedoria), das paredes do Templo das Lojas

Simbólicas (recinto sagrado). Altar dos Juramentos Avancemos

agora até o centro do Templo e ali nos encontraremos com o

primeiro dos Altares. O Altar dos Juramentos, chamado também

ARA, que consiste em uma pequena mesa ou coluna de forma

triangular, elevada sobre três pequenas plataformas, cujas faces

olham para o Ocidente, o Sul e o Norte, respectivamente. Sobre

o Ara ou Altar deve colocar-se um coxim de forma triangular,

estofado na cor vermelha, ricamente adornado com franjas de

cor vermelha. Sobre este coxim se coloca o Volume Sagrado da

Lei (Bíblia), um Esquadro e um Compasso que, como sabemos,

constituem as Três Grandes Luzes da Maçonaria. Além disso,

coloca-se a Constituição Maçônica da Grande Loja e uma Espada

Flamígera debaixo da Bíblia , apontando para o Oriente . O Altar

é semelhante, segundo muitos dos autores investigados, ao

Tabernáculo do Povo Hebreu e, também, aos altares egípcios e

romanos, pela forma da sua construção. Representa a verdade

que todo o Maçom deve descobrir pela perseverança, o estudo e

a constância da prática de todas as virtudes. Ao redor deste Altar

encontramos três pequenas Colunas (Sabedoria, Força e Beleza),

dispostas em forma de Esquadro, sobre as quais se colocam

Círios, que permanecerão acesos durante os trabalhos na Loja

(estrelas). Estas três Luzes que ardem, simbolizam a Ciência, a

Virtude e a Fraternidade. O Dr. Pedro Barboza de la Torre,

justifica a forma triangular do Altar porquanto “parece mais

simbólica, porque é o rodapé de uma coluna triangular truncada,

símbolo de uma vida interrompida pela morte. O homem é uma

tríade e pertence, simultaneamente. Ao reino biológico, ao

psicológico e ao social. O Ara é, além disso, símbolo da tumba,

para a qual caminha o homem. Entre Colunas, o Maçom

representa o homem que nasce, mas esse homem marcha até o

Ara. Tudo está relacionado com o tempo em que deve trabalhar.

Com efeito, o Aprendiz trabalha desde o Meio-Dia (quando vê a

Luz, entre Colunas) até a Meia-Noite (quando morre). Se é

Maçom desde o dia em que recebe a Luz, até o dia em que se

apaga nele a vida e morre”. O Altar ou Ara constitui o lugar mais

importante e mais sagrado do Templo Maçônico, pois a sua

frente se realiza os atos mais solenes, tais como juramentos,

consagrações, afiliações e outros sendo imprescindível para todo

o trabalho em Loja. Nele o Candidato deposita durante sua

iniciação suas paixões e seus vícios como uma oferenda e

sacrifício à deidade e oferece seus pensamentos de um coração

puro, como o incenso mais justo para o G.: A.: D.: U.:. É a

imagem do desconhecido, do espírito, do misterioso e nos dá a

imagem de ma tumba. Os outros dois altares a que se referem

alguns autores, como partes do Templo Maçônico são: o Altar

das Abluções, conhecido também com Mar de Bronze, do qual

fizemos antes referência, e o Altar dos Perfumes onde se

queimam incenso (geralmente localizado no Sul, próximo do

Segundo Vigilante ). Cadeia de União A maioria dos autores que

estudam o Simbolismo do Templo chama de Cadeia de União a

que se localiza na parte superior do Templo e chamam -na,

simplesmente, Cadeia. Outros a chamam de Cadeia da

Fraternidade, deixando o termo Cadeia de União para aquela

que efetuam os membros das Lojas, no final das Sessões ou em

Rituais de Pompas Fúnebres. Em todo o caso, convém ressaltar,

nesta ocasião, que no interior do Templo Maçônico, em sua

parte superior, rodeando as paredes do mesmo, se encontra

pendurada ou pintada uma cadeia de elos ou, em seu lugar, uma

corda com nós que se abrem no Ocidente, no centro, sobre a

porta de entrada. Esta Cadeia representa os maçons esparsos

sobre a s uperfície da terra e a união entre cada um destes;

manifesta-nos, além disso, a solidariedade maçônica que jamais

deve romper-se. O cordão é uma alegoria da Elíptica que recorre

a terra, em seu movimento de translação para produzir as quatro

estações do ano. Os doze nós correspondem, também, às doze

colunas que, exceto no Oriente, rodeiam o recinto da Loja; há

quem os denomina de laços de amor que terminam em duas

borlas que caem sobre as esferas que sustentam as duas colunas

de entrada do Templo. Aldo Lavagnini, diz no “Manual de

Aprendiz”: “Debaixo do teto, desde a porta ocidental, onde

terminam seus dois extremos, está é a mí stica Cadeia de União,

entrelaçada em doze nós laterais e descansando sobre os

capitéis de doze colunas distribuídas assim: seis no lado Norte e

seis no Sul, simbolizando os seis signos ascendentes e os seis

signos descendentes do zodíaco”. O que parece um erro é que a

Cadeia permaneça unida ou fechada em todo o comprimento e

largura, dadas as múltiplas explicações que se encontram na

bibliografia existente para referir-se a este símbolo,

especialmente a que nos indica que o setor aberto no Ocidente,

sobre a Porta do Templo, simboliza que por ali podem se integrar

novos Irmãos, cuja intenção seja a de fazer maior e mais forte a

Cadeia Universal. Em relação à Cadeia de União, é interessante

destacar que, quando esta se realiza ao final das Reuniões, está

se conseguindo, segundo o manifesta Juan Carlos Daza, “uma

importante união encadeada e fraterna de todas as forças vivas

presentes na Loja que, desta maneira, estabelecem uma

comunicaç ão sutil e espiritual entre suas respectivas

individualidades, servindo isso de suporte à manifestação da

influência sagrada”. Também este autor manifesta o seguinte:

“Para que a Cadeia de União seja efetiva, deve assinalar-se uma

finalidade a mesma, para que o Venerável Mestre, por si ou

solicitando a outro irmão, proponha uma dedicação sobre a qual

se concentrem todos os que a compõem. Este é o ponto material

desde o qual se canalizam as vontades que, ao tender para um

fim comum, se somam e projetam até os planos sutis”. Esta é

uma boa prática que as Lojas deveriam seguir, porquanto se

trata de uma viva alegoria do formoso símbolo que representa a

fraternidade, a solidariedade e a união de todos os maçons do

mundo. Francisco Ariza expressa que “ao mesmo temp o, no rito

da Cadeia de União, se concentra a entidade coletiva constituída

por todos os antepassados que realmente participaram da

Tradição e seu conhecimento, e dos que se diz moram no

Oriente Eterno

...

”.

Percorremos o Templo desde sua Porta, quer

dizer desde suas Coluna B e J, às quais dedicamos alguns

minutos, revisado alguns conceitos gerais de alguns de seus

símbolos básicos, tais como a Pedra Bruta, o Ladrilhado ou

Pavimento Mosaico, a Abóbada Celeste, as diversas Colunas, o

Altar dos Juramentos ou Ara, a Cadeia e a Cadeia de União, o

Altar dos Perfumes, o Altar das Abluções ou Mar de Bronze, e a

cor das paredes. Chegamos agora, através de Três Degraus , ao

Oriente, que é o espaço constituído entre o início dos degraus e

a parede oposta ao Ocidente. A origem dos Três Degraus a

encontramos no Egito, pois em s eus Templos, era indispensável

ascender através de três degraus, para alcançar a entrada ou

chegar aos altares destas edificações, ao ponto em que podemos

afirmar que não existe um local onde se encontre um objeto

sagrado que não tenha três degraus para poder chegar até eles.

Para alguns autores, estes Três Degraus simbolizam a Força, a

Beleza e a Pureza , porquanto o Maçom deve ser Forte, não só

desde o ponto de vista físico, senão também em seu aspecto

Moral, para poder dominar com êxito, os obstáculos que vá

encontrando no transcurso de sua vida. Deve o Maçom amar a

Beleza, em qualquer de suas manifestações, porquanto no Belo,

se man ifesta tudo quanto seja nobre, sublime e grande. E,

finalmente, simboliza a Pureza, porquanto a atuação de todos os

membros da Ordem deve estar sustentada pela pureza de suas

ações, de suas palavras e de seus pensamentos. Para outros

representa a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade, pois o

Maçom deve amar a Liberdade sobre todas as coisas, porquanto

constitui a mais importante aspiração humana. O maçom deve,

além disso, velar pela mais absoluta igualdade entre os homens,

não reconhecendo entre eles outra diferença que o talento e as

virtudes. Um homem iniciado nos Augustos Mistérios da Franco-

Maçonaria deve ser, também, um extraordinário propulsor da

Fraternidade, muito especialmente com seus irmãos, filhos de

uma mesma mãe, a natureza. A. Gallatin Mackey, diz: “Os três

degraus representam, exotericamente, as três etapas ou fases da

vida juventude, virilidade e velhice ou seja, os três degraus de

progresso através dos mistérios d a vida”. Oriente É o lado

oposto a Porta, localizado sobre o nível do piso do Templo.

Encontrase separado do resto do Templo por uma balaustrada

ou beirada que se levanta de ambos os lados e se acede como já

antes mencionado, por meio de três degraus. É o lugar de

trabalho do Venerável Mestre, em seu Trono, dispostos sobre

dois degraus, em cujos lados se encontram o Sol e a Lua. O

Oriente é a fonte da Sabedoria, motivo pelo qual os maçons

marcham até ele, em busca do conhecimento. J. M. Ragón, diz:

“A palavra Oriente, empregada para designar o lugar em que se

encontra o Venerável Mestre e os Irmãos Dignitários da Ordem ,

anuncia o local de onde surge a Luz Física que nos ilumina, para

cuja luz dirige constantemente o homem o olhar considerando -a

como origem de todas as existências

...

recorda-nos que os

mistérios da sabedoria vieram dos povos orientais, dos quais

procedem todos os conhecimentos”. O Venerável Mestre situa -

se em seu Trono, disposto sobre dois degraus. Por traz do Trono,

na parte superior e sobre a parede, encontra-se o Dossel, com

franjas e adornos de ouro e, sobre este, um triângulo dourado

com um olho dentro de um círculo, simbolizando a excelência da

Criação, a perfeição divina que não tem começo nem fim,

representando a universalidade do G.: A.: D.: U.:. Em alguns

casos, este triângulo resplandecente ou Delta, leva inscrito em

seu centro, em caracteres hebraicos, a palavra I.O.D., cujo

significado é DEUS, ou seja, o nome de JEHOVÁ. O Dossel tem a

forma de um quadrado oblongo , coberto por uma espécie de

teto sem-circular, do qual pende, em ambos os lados, uma peça

de seda simetricamente colocada. Juan Carlos Daza, diz: “O

Dossel é símbolo de proteção para aquele que se situa sob ele, e

por isso, tradicionalmente, era colocado sobre os tronos dos

Reis, Papas e Imperadores. Representa a dignidade do que é

centro de radiação e do mundo. Se é retangular simboliza o reino

terreno, se é circular o reino sagrado”. O Delta ou Triângulo

Resplandecente, antes referido, nos sugere a trindade do

homem feita a imagem do Criador. Cada um de seus lados nos

manifesta o mistério da Unidade, da Dualidade e da Trindade,

quer dizer, o verdadeiro Mistério da Origem de todas as coisas e

de todos os seres. Desde o Triângulo que forma o Delta

propriamente dito, irradiam em seus três lados grupos de raios

que terminam em uma coroa de nuvens. Estes raios simbolizam

a força expansiva do Ser Interno, que desde o ponto central no

homem se estende e enche o espaço infinito. A coroa de nuvens

indica a força cristalizada, ou a matéria interna e invisível e se

condensa com o movimento de contração (Jorge Adoum).

Chegamos ao fim desta exposição depois de haver percorrido e

revisado alguns dos Símbolos Fundamentais do Templo

Maçônico, todavia, convém recordar o que o ilustre Irmão Luis

Umbert Santos escreveu: “O Simbolismo, é alma e vida da

Franco-Maçonaria, nasceu nela, é o germe do qual brotou a

árvore Maçônica e o que ainda a nutre a anima. Despojar a

Franco-Maçonaria do Simbolismo (Símbolos e Alegorias) como

sonhou alguma vez algum iludido possuído pela febre

modernista, seria tirar-lhe a alma e o corpo, e reduzi-la a uma

massa inerte de mat éria, só capaz de uma rápida

decomposição”. Permitam-me concluir nossa exposição de hoje,

destacando que, em definitivo, o Templo é um lugar de

convivência, no qual os homens se conhecem, se descobrem e se

percebe o mundo mais além das doutrinas, das religiões ou das

crenças. Um lugar que deve ser respeitado em toda a

circunstância e momento, máxime quando nele se realizem

trabalhos de Loja.

O presente texto foi obtido no portal franco-maçônico de

Valdívia, Chile, no seguinte

site:http://es.geocities.com/cllavagnini/index/html.

Tradução do espanhol para o português e notas de rodapé por

José Carlos Michel Bonato

Contribuição irmão Wagner da Cruz .`. M .`. i .`.

Grade do Oriente As igrejas católicas foram, sem dúvidas, juntamente com o Parlamento Inglês, os principaishttps://groups.google.com/d/msg/redecolmeiazonasulsp/dS34g_jQz28/n4XKhZRnnaAJ " id="pdf-obj-41-2" src="pdf-obj-41-2.jpg">

Grade do Oriente

As igrejas católicas foram, sem dúvidas, juntamente com o Parlamento Inglês, os principais arquétipos dos Templos Maçônicos, sendo o primeiro deles erigido na Inglaterra, em 1776. Esses Templos tem a orientação dirigida do Ocidente para o Oriente, tendo a direita, de quem entra, o Sul, e na esquerda, o Norte. Normalmente, mas nem sempre é obedecido, o Ocidente é uma vez e meia maior do que o Oriente, no comprimento. Nos Templos onde se praticam alguns Ritos, como o R.:E.:A.:A.:,

por exemplo, existe uma grade baixa, conhecida como Balaustrada, ou Gradil, ou Grade do

Oriente, com uma passagem no meio dela, separando o Oriente do Ocidente (nos templos onde se praticam os Ritos de York e Schroeder, ela não existe). Nesses Templos onde existe a Grade do Oriente, ela nada mais é, do que uma separação física, delimitando as duas áreas citadas acima. Nas Igrejas, existe algo semelhante, a qual separa o Presbitério da Nave, e que a Maçonaria, sabiamente copiou.

Assim, o Oriente dos Templos Maçônicos onde ficam o Venerável Mestre, autoridades

Maçônicas, Mestres Instalados, etc, assemelha-se ao Presbitério, onde ficam os Sacerdotes. O Ocidente, onde ficam os demais Obreiros, assemelha-se à Nave, onde ficam os fiéis.

M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto

Aspectos relativos a Maçonaria Universal

ORIENTE COM DESNÍVEL GEOGRÁFICO E OS MESTRES INSTALADOS

Em 12 de outubro de 1804, foi criado em Paris o Supremo Conselho de França, o segundo no mundo, para difundir na Europa o Rito Escocês Antigo e Aceito. Concebido, inicialmente, como Rito para Altos Graus, chegou dos Estados Unidos sem ritual próprio para os graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre. No dia 22 de outubro, uma Assembléia Geral do Supremo Conselho de França fundou, também em Paris, a Grande Loja Geral Escocesa para organizar o ritual francês das Lojas Azuis (Blue Lodges) do Rito Escocês Antigo e Aceito (ainda não havia sido cunhado o termo simbolismo para os três primeiros graus), tendo por base o Rito Antigo Aceito, praticado pela Grande Loja de Londres de 1751, a Grande Loja dos auto proclamados "antigos" maçons. Na França, o Grande Oriente tinha como rito oficial, o Rito Escocês dos Modernos, ou Rito Francês, semelhante ao rito praticado pelas Lojas da Grande Loja de Londres de 1717, a primeira Grande Loja no mundo e denominada, pejorativamente, pelos seus adversários, como sendo dos "modernos" (os que inventaram ritual novo). Quarenta dias depois, um acordo entre Grande Oriente e Supremo Conselho viabilizou a prática do Rito Escocês Antigo e Aceito dentro do Grande Oriente de França.

COMEÇO DA CONTURBADA TRAJETÓRIA DOS GRAUS SIMBÓLICOS DO REAA

O Grande Oriente fez misturas entre os dois ritos, em vários graus, principalmente porque praticou o Rito

Escocês Antigo e Aceito no seu templo adornado para o Rito Francês. No ano seguinte, 1805, os maçons do Supremo Conselho afirmaram que o Grande Oriente havia violado a combinação. Retiraram-se do Grande Oriente e passaram a trabalhar sozinhos. Por carência de membros

preparados adequadamente, o Supremo Conselho, junto com a Grande Loja Geral Escocesa, ambos liderados

pelo conde Alexandre de Grasse-Tilly, convidaram Oficiais do Grande Oriente para dirigirem os Altos Graus. Esses maçons oriundos do Rito Francês, não conheciam bem o Rito Escocês Antigo e ainda, muitos desdenharam o direito do Supremo Conselho comandar o Rito, na França. Sob o abrigo do primeiro Grão-Mestre Adjunto, o Príncipe Cambaceres, que havia aceitado ser Grão-Mestre de cada um dos sistemas escoceses, ou mesmo, a presidência de honra, a Grande Loja Geral Escocesa e o Supremo Conselho se entregaram com intensidade em toda a atividade que suas lideranças puderam realizar.

No entanto, o Grande Oriente manteve com vigor o funcionamento do Rito Moderno e, ao mesmo tempo, lutou, ostensivamente, contra as tentativas das diversas autoridades do Supremo Conselho e da Grande Loja, de fazerem firmar-se o Rito Escocês Antigo e Aceito, como fora inicialmente organizado.

ESFACELAMENTO DO SUPREMO CONSELHO E DO REAA NA FRANÇA

O período não estava favorável ao novo rito, surgindo como agravante às pretensões do Supremo Conselho, a queda do governo francês, em 1814. Em 1804, quando o REAA chegou à França, Napoleão Bonaparte fora coroado Imperador e teve promulgado o código civil napoleônico. Em 1814, Napoleão foi derrotado pelos aliados formados por Inglaterra, Rússia, Áustria e Prússia. Napoleão se exila em Elba. O Grande Oriente, pela sua força política, não teve que cessar totalmente as atividades, mas o Supremo Conselho e a Grande Loja Geral

Escocesa sofreram com a resistência que enfrentavam do Grande Oriente e pouco realizaram. O Rito Escocês Antigo e Aceito praticamente desapareceu na França, nesse período. Outro fator que muito contribuiu para o enfraquecimento do rito foram as divergências entre os próprios integrantes, divididos em Supremo Conselho de França e Supremo Conselho de América. A história dessas divergências internas mostra que não houve unidade no Supremo Conselho francês, além de mal estruturado, para enfrentar a campanha do Grande Oriente. O resultado foi a decisão do Grande Oriente, em 1814, declarando, unilateralmente, que, em virtude de diferentes

acordos datados de antes e depois da revolução francesa, ele retomava todos os direitos sobre os ritos Moderno

e Escocês Antigo e Aceito.

PRIMEIRA IDÉIA DE LOJA CAPITULAR

Em 1816, o Grande Oriente assumiu a jurisdição de parte do Rito Escocês Antigo e Aceito, decidindo que ficaria com o poder sobre o conjunto dos graus do 1 ao 18. Essa escolha baseou-se na intenção de dirigir o Rito Escocês Antigo e Aceito na mesma abrangência simbólica que já fazia com o Rito Moderno, ou seja, do grau de Aprendiz ao Rosa+Cruz. No Rito Moderno, o Rosa+Cruz é o 7º e no Escocês Antigo, o 18º. Em 1820, o Grande

Oriente organiza um ritual do REAA voltado para o funcionamento seqüencial do grau de Aprendiz ao grau

Rosa+Cruz. A esse conjunto de graus, sob a mesma direção, foi atribuída a denominação de Loja Capitular, presidida preferencialmente por um Cavaleiro Rosa+Cruz.

O TERMO SIMBOLISMO

Com o surgimento das Lojas Capitulares na França, a denominação Lojas Azuis desapareceu, passando a ser empregado o termo "simbolismo" para representar o conjunto de graus - Aprendiz, Companheiro e Mestre dentro da então nova concepção obediencial no Rito Escocês Antigo e Aceito: Lojas Simbólicas, Lojas de Perfeição, Capítulos ( obedientes ao Grande Oriente de França ), Conselhos Kadosh, Consistórios, Supremo Conselho ( obedientes ao Soberano Supremo Conselho do Grau 33). Da França, o Rito Escocês Antigo e Aceito

foi difundido para os países de língua latina, em maioria. Os países anglo-saxônicos, no entanto, não se submeteram às decisões do Grande Oriente de França e seguiram o modelo inicial. O Supremo Conselho norte-

americano continuou administrando o Rito Escocês Antigo e Aceito dos graus 4 ao 33, servindo-se das Lojas

Azuis americanas, obedientes às Grandes Lojas, para perfazer o total de 33 graus.

AS LOJAS CAPITULARES NO BRASIL

O Supremo Conselho fez tratado de condomínio com o Grande Oriente do Brasil nas condições definidas na França: o GOB assumiu os graus 1 ao 18, constituindo as Lojas Capitulares e o Supremo Conselho os graus 19 ao 33. Permaneceu essa estrutura até 1927, quando o Supremo Conselho denunciou o tratado com o Grande Oriente do Brasil e recuperou seu poder sobre o Rito, do grau 4º ao 33º, reencontrando-se com o que acontecera

em 1801, em Charleston, nos Estados Unidos. A tendência mundial entre os Supremos Conselhos com

reconhecimento mútuo, no início do século vinte, era de padronizar a divisão: graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre com jurisdição de Grandes Lojas ou Grandes Orientes e os 30 graus superiores com jurisdição dos Supremos Conselhos.

RITUAIS DESCARACTERIZADOS DO SIMBOLISMO

Devido à ruptura do tratado com o Grande Oriente do Brasil, o Supremo Conselho do Brasil providenciou a

criação das Grandes Lojas estaduais, que tiveram a incumbência de organizarem e coordenarem a prática dos graus simbólicos do Rito Escocês Antigo e Aceito. Nessa oportunidade, o Supremo Conselho repetiu o que já

acontecera em 1820, na França, deixou o simbolismo atirado à sua desventura funcional, com ritualismo confuso provocado ora pelas influências do Rito Moderno, ora dos Altos Graus do próprio Rito Escocês Antigo e Aceito. As modificações produzidas pelo Grande Oriente de França, em 1820, com o ritual que criou as Lojas Capitulares, não foram desfeitas, sendo incorporadas aos graus simbólicos do rito, definitivamente.

ORIENTE ELEVADO E COM ÁREA DELIMITADA

O piso do templo no ritual de 1804 é plano em toda a sua extensão. As colunas do norte e do sul se estendem de

oeste a leste. O Oriente é constituído pelo Venerável Mestre, que fica no Trono num plano elevado. Não havia área demarcada do Oriente, como conhecemos hoje. O fundo do Oriente era um semicírculo e todos os Irmãos presentes, inclusive Oficiais, estavam incluídos em uma das colunas; norte ou sul. A exceção se fazia quando da presença de autoridade maçônica, dos Altos Graus do Rito ou de outros Ritos. Nessa ocasião, o Venerável Mestre mandava sentar próximo e abaixo do Trono, acompanhando a curvatura da parede de fundo, de frente para o oeste. O tratamento era pessoal, sendo concedida a palavra nominalmente, após a mesma circular nas

colunas, por iniciativa do Venerável Mestre, sem, contudo, anunciar a palavra no Oriente, como presentemente.

O Oriente elevado, em comparação com o restante do templo, surgiu com as Lojas Capitulares, na França, no

ritual de 1820. Um terço da área do templo foi cercada por uma balaustrada com uma abertura no centro para a

passagem dos Irmãos, que separou Oriente do Ocidente. O acesso ao oriente se dá através de quatro degraus. O Oriente elevado e cercado foi idealizado para simbolizar o Santuário do Grau Rosa-Cruz, onde está a direção da Loja, representada pelo Sapientíssimo Príncipe Rosa-Cruz. Os Irmãos iniciados no grau 18º e acima, sentam- se no Oriente durante o desenvolvimento dos trabalhos da Loja.

ORIENTE PROIBIDO PARA APRENDIZES E COMPANHEIROS

Durante o período em que os graus simbólicos estiveram incluídos na seqüência ininterrupta até o 18º das Lojas

Capitulares, os Aprendizes e Companheiros não tinham permissão para ingressarem no Oriente. Nessa fase, os maçons ainda aspirantes ao grau de Mestre, não desempenhavam cargos ritualísticos. Nas cerimônias de Iniciação nos dois primeiros graus, Aprendizes e Companheiros não subiam ao Oriente para passar atrás do Trono e bater no ombro do Venerável Mestre, como se faz presentemente. Nessa etapa, o Sapientíssimo Mestre descia do Oriente e lhe era apresentado o candidato no Ocidente, junto aos degraus de acesso ao Oriente. Esse procedimento alerta para o fato de que o Oriente elevado e circunscrito nunca fez parte da ritualística dos graus simbólicos e, portanto, não devia ter permanecido na descrição do Templo, após o desaparecimento das Lojas Capitulares, porque contribuiu para desinformar a respeito do Templo adequado para as Lojas Simbólicas.

MESTRES INSTALADOS NO ORIENTE DOS CAVALEIROS ROSA+CRUZ

Está salientado e explicado que o Oriente elevado em relação ao Ocidente permaneceu indevidamente nos Templos dos graus simbólicos por negligência da orientação dos Supremos Conselhos, a começar pelo de França. No surgimento das Grandes Lojas brasileiras, o Templo das Lojas que se transferiram do Grande Oriente do Brasil, antes ajustado para os graus capitulares, não foi readaptado para o modelo original do Rito Escocês Antigo e Aceito, anterior a 1820, ou seja, o piso plano em toda a extensão. Não bastasse essa influência capitular

no simbolismo do REAA, foi acrescentada a novidade que viria transformar o REAA das Grandes Lojas num conjunto de procedimentos que representaram a presença parcial de vários Ritos em um. A figura do Past Master (o Mestre Instalado) da Grande Loja, dentro do REAA, foi outro lance que, junto com o ritual criado em 1928, deformou ainda mais o REAA antes conhecido. A ritualística de Instalação do Mestre de Loja é mais antiga que o grau de Mestre Maçom e faz parte das duas únicas cerimônias formais que os ingleses realizavam desde a época em que foi fundada a primeira Grande Loja, em Londres, em 1717. A iniciação do profano era feita sem

encenações. Tinham maiores formalidades a passagem ao Grau de Companheiro e a posse do Companheiro

Eleito na presidência de uma Loja Maçônica.

. A cerimônia de Instalação faz parte da história cultural da maçonaria inglesa.

Da outra parte, os primeiros rituais das Lojas Azuis (mais tarde, Lojas Simbólicas), do REAA, em 1804, foram

feitos pela Grande Loja Geral Escocesa, com cultura original de caráter operativo. O cerimonial pomposo para a posse do Respeitável Mestre eleito foi sempre um reflexo da concepção inglesa de Maçonaria Real, não influenciada pelo período operativo. A Inglaterra não teve Lojas operativas conhecidas. As posses, nas Lojas Simbólicas do REAA foram em rito mais administrativo. O surgimento da figura do Mestre Instalado no meio do espaçamento natural entre o Mestre Maçom (Grau 3) e o Mestre Secreto (Grau 4), encontrou no Oriente elevado e circunscrito um ótimo local para fortalecer nova

categoria de Mestre Maçom no REAA. Não havendo Loja Capitular nas Grandes Lojas brasileiras, o Oriente,

lugar antes reservado para os iniciados nos Graus Capitulares, foi ocupado pelos Mestres Instalados. Com seus segredos diferentes dos Mestres Maçons, os Mestres Instalados são considerados Mestres Maçons diferenciados e a eles é designado o Oriente elevado, região do Templo também diferenciada em comparação com o Ocidente. Dessa forma, os Mestres Instalados lembram nos graus simbólicos, os Cavaleiros Rosa-Cruz da antiga Loja Capitular. As Lojas Simbólicas do REAA que presentemente trabalham em Templo que possui o piso da parte oriental mais elevado, não estão contribuindo para mostrar como foram concebidos os três primeiros graus do REAA na França, em 1804. Por outro lado, se essas mesmas Lojas reservam o Oriente para a localização dos Mestres Maçons que têm a dignidade de Mestre Instalado, estão, as Lojas, praticando uma irregularidade ritualística, pois reconhecem uma categoria superior à de Mestre Maçom, mas que não é a do Mestre Secreto. A superioridade hierárquica do Mestre Instalado sobre o Mestre Maçom está caracterizada e confirmada na cerimônia de Instalação, no momento em que todos os Mestres Maçons não Instalados são obrigados a cobrirem o Templo. Nessa condição, estão também os Mestres Maçons do REAA que tenham sido iniciados no grau 4, 5, 6, etc ...

que não tenham sido eleitos Venerável Mestre. São tratados como os do grau 3 e não permanecem no Templo, no momento de Instalação do Mestre Maçom eleito para dirigir a Loja. A dignidade do Mestre Instalado é compatível tão somente com Ritos anglo-americanos, como o Craft e o York, que permitem no ritual a supremacia hierárquica do Mestre Instalado sobre o Mestre Maçom não instalado, embora, oficialmente, a Grande Loja Unida da Inglaterra não reconheça essa supremacia. O Mestre Instalado não tem lugar no REAA com 33 graus seqüenciais. Serve, sim, para o REAA que conta apenas 30 graus próprios, embora considere toda a cadeia com 33, como nos Estados Unidos.

O PAST MASTER (MESTRE INSTALADO) DO SANTO ARCO REAL

O Ritual Emulação tem uma extensão do terceiro grau, que não é considerada oficialmente um novo grau, chamado Santo Arco Real. Embora não seja admitido pela Grande Loja Unida da Inglaterra como um grau superior, tem, porém, uma ritualística própria, na qual, em dada passagem, o Mestre Maçom é retirado do Templo e só permanecem os Past Masters. Não deve o Santo Arco Real inglês ser confundido com o corpo de Graus Superiores do sistema americano, conhecido como Real Arco, que tem vários graus. A história de que o Santo Arco Real inglês não é um grau, não é assim entendida pela maioria dos maçons ingleses. Essa arrumação foi imaginada para contentar correntes antagônicas que se debatiam em defesa de suas idéias e crenças ritualísticas, durante as reuniões de negociações que prepararam a união das duas Grandes Lojas inglesas rivais, a dos "modernos" e a dos "antigos", na Grande Loja Unida da Inglaterra, em 1813. A Grande Loja Unida, apesar de inflexível na observância dos critérios de reconhecimento de outras Potências Maçônicas, não proíbe, não faz tratados com Obediências dos Altos Graus, não interfere nos assuntos relativos a esses Graus Superiores. Simplesmente, ignora-os. Os praticantes do Santo Arco Real, surgido por volta de 1751, apregoavam serem detentores dos segredos da palavra sagrada que foi perdida, segundo a lenda do terceiro grau. Isso, despertava grande curiosidade naquela época e muitos maçons desejavam ser exaltados no Santo Arco Real. Para que o ato de união entre as Grandes Lojas inglesas rivais se efetivasse, foi encontrada essa solução que a cultura inglesa demonstrou ter assimilado bem; incluir o Santo Arco Real como um complemento do terceiro grau, mas sem se constituir no quarto grau. O Santo Arco Real é fundamentado no relato bíblico que descreve o retorno do povo judeu da Babilônia, em 538 a.C. e na antiga lenda surgida durante a construção do quarto Templo, em torno de 400 d.C., que descreve a descoberta de uma cripta, de um altar e da palavra sagrada. Assim, a estrutura da Franco-maçonaria inglesa considerou, em dado momento da história, 1813, que a Maçonaria Pura e Antiga consiste de apenas três graus, mas que se inclui nesses o Santo Arco Real. É, verdadeiramente, coisa para inglês ver. Para administrar o Santo Arco Real, os ingleses têm o Supremo Grande Capítulo que concede "Brevê Constitutivo" para a fundação dos Capítulos do Arco Real que funcionam anexo às Lojas Simbólicas inglesas. A dignidade de Past Master (Mestre Instalado) adotada pelas Grandes Lojas brasileiras tem origem nessa

maçaroca inglesa que manteve aos quatro graus do Santo Arco Real, todos sob a denominação de um desses

graus, o de Past Master, sem considerá-lo grau superior. O Rito Escocês Antigo e Aceito ganhou, através das Grandes Lojas, uma hierarquia formal entre os graus 3 e 4, sem considerá-la grau superior ao de Mestre.

Foi a continuação da maçaroca. Fonte: http://www.oficina-reaa.org.br/Trabalhos.html

A

CAMINHO DA LÚZ

3. A Maçonaria é uma religião?

CAMINHO DA LÚZ

A Maçonaria não é uma religião no sentido de ser uma seita, mas

A

é um culto que une homens de bons costumes. A Maçonaria não promove nenhum dogma que deve ser aceito taticamente por todos, mas inculca nos homens a prática da virtude, não

oferecendo panacéias para a redenção de pecados. Seu credo

religioso consiste apenas em dois artigos de fé que não foram inventados por homens, mas que se encontram neles

instintivamente desde os mais remotos tempos da história: A

existência de Deus e a Imortalidade da Alma que tem como

corolário a Irmandade dos Homens sob a Paternidade de Deus.

4. A Maçonaria é anti-religiosa?

A Maçonaria não é contra qualquer religião. Ela ensina e pratica a tolerância, defendendo o direito do homem praticar a religião ed seu agrado. A Maçonaria não dogmatiza as particularides do

credo e da religião. Ela reconhece os benefícios e a bondade

assim como a verdade de todas as religiões, combatendo, ao mesmo tempo, as suas inverdades e o fanatismo.

CAMINHO DA LÚZ

A

  • 5. A Maçonaria é ateísta ou meramente agnóstica?

A Maçonaria não é ateísta nem agnóstica. O ateu é aquele que

diz não acreditar em Deus enquanto o agnóstico é aquele que não pode afirmar, conscientemente, se Deus existe ou não. Para ser aceito e ingressar na Maçonaria, o candidato deve afirmar a

crença em Deus.

  • 6. A Maçonaria é um partido político?

A Maçonaria não é um partido político. Ela não tem partido. Em princípio, a maçonaria apóia o amor à Pátria, respeito às leis e à Ordem, propugnando pelo aperfeiçoamento das condições humanas. Os maçons são aconselhados a se tornarem cidadãos exemplares e a se afastarem de movimentos cuja tendência seja a de subverter a paz e a ordem da sociedade, e se tornarem

cumpridores das ordens e das leis do país em que estejam vivendo, sem nunca perder o dever de amar o seu próprio país.

A maçonaria promove o conceito de que não pode existir direito sem a correspondente prestação de deveres, nem privilégios sem

retribuição, assim como privilégios sem responsabilidade.

CAMINHO DA LÚZ

A

7. A Maçonaria é uma sociedade de auxílios mútuos?

A Maçonaria não é uma sociedade de auxílios mútuos, ela não garante à ninguém a percepção de uma soma fixa e constante a nenhum de seus membros, na eventualidade de uma desgraça ou calamidade pode reclamar tal auxílio. Entretanto, a Maçonaria se empenha para que nenhum de seus membros sofra necessidades ou seja um peso para os outros. O Maçom necessitado recebe de acordo com as condições e as possibilidades dos demais membros da Ordem.

8. A Maçonaria é uma ideologia ou um "ismo"?

A Maçonaria nem é uma ideologia, nem um "ismo". Ela não se

envolve com as sutilezas da filosofia política, religiosa ou social.

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Mas, ela reconhece que todos os homens tem uma só origem,

A

CAMINHO DA LÚZ

participam da mesma natureza e tem a mesma esperança e, por conseguinte, devem trabalhar em união para o mesmo objetivo - a felicidade e bem estar da sociedade.

9. Então o que é a Maçonaria?

A Maçonaria é uma organização mundial de homens que, utilizando-se de formas simbólicas dos antigos construtores de templos, voluntariamente se uniram para o propósito comum de se aperfeiçoarem na sociedade. Admitindo em seu seio, homens de caráter, sem consideração à sua raça, cor ou credo, a Maçonaria se esforça para constituir uma liga internacional de homens dedicados.