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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA

E TECNOLOGIA DO PIAUÍ - (IFPI)
CURSO DE LICENCIATURA EM QUÍMICA
PROFESSOR: Dr:. BARTHOLOMEU
DISCIPLINA: ANÁLISE INSTRUMENTAL -I



EDUARDO NETO
FLAVIO CARVALHO
JOSSICLEIDE SEIXAS
CROMATOGRAFIA GASOSA
PARNAÍBA-2014
1
• Informações gerais A Cromatografia Gasosa (CG) é uma técnica
para separação e análise de misturas de substâncias voláteis. A
amostra é vaporizada e introduzida em um fluxo de um gás
adequado denominado de fase móvel ( FM) ou gás de arraste . Este
fluxo de gás com a amostra vaporizada passa por um tubo contendo
a fase estacionária FE (coluna cromatográfica), onde ocorre a
separação da mistura. A FE pode ser um sólido adsorvente
(Cromatografia Gás-Sólido) ou, mais comumente, um filme de um
líquido pouco volátil, suportado sobre um sólido inerte
(Cromatografia Gás-Líquido com Coluna Empacotada ou Recheada)
ou sobre a própria parede do tubo (Cromatografia Gasosa de Alta
Resolução). Na cromatografia gás-líquido (CGL), os dois fatores que
governam a separação dos constituintes de uma amostra são:
- a solubilidade na FE: quanto maior a solubilidade de um
constituinte na FE, mais lentamente ele caminha pela coluna.
- a volatilidade: quanto mais volátil a substância (ou, em outros
termos, quanto maior a pressão de vapor), maior a sua tendência de
permanecer vaporizada e mais rapidamente caminha pelo sistema.

• As substâncias separadas saem da coluna dissolvidas no gás de
arraste e passam por um detector; dispositivo que gera um sinal
elétrico proporcional à quantidade de material eluido. O registro
deste sinal em função do tempo é o cromatograma, sendo que as
substâncias aparecem nele como picos com área proporcional à sua
massa, o que possibilita a análise quantitativa

Detalhes do Equipamento
• A amostra é transportada por uma corrente de gás através de
uma coluna empacotada com um sólido recoberta com uma
película de um líquido. Devido a sua simplicidade, sensibilidade e
efetividade para separar os componentes de misturas, a
cromatografia de gás é uma das ferramentas mais importantes
em química. É amplamente usada para análises quantitativos e
qualitativos de espécies químicas e para a determinar constantes
termoquímicas tais como calores de solução e vaporização,
pressão de vapor e coeficientes de atividade. A cromatografia de
gás é também usada para monitorar os processos industriais de
forma automática: analisam-se as correntes de gás
periodicamente e realizam-se reações de forma manual ou
automática para compensar variações não desejadas.
• 1 - Reservatório de Gás
• e Controles de Vazão /
• Pressão.
• 2 - Injetor (Vaporizador)
• de Amostra.
• 3 - Coluna
• Cromatográfica e Forno
• da Coluna.
• 4 - Detector.
• 5 - Eletrônica de
• Tratamento
• (Amplificação) de Sinal.
• 6 - Registro de Sinal
• (Registrador ou
• Computador).


• Muitas análises de rotina são realizadas rapidamente no campo
medicinal e outros. Por exemplo, por meio do uso de apenas 0.1
centímetros cúbicos (0.003 onças) de sangue, pode-se determinar as
porcentagens de oxigênio dissolvido, nitrogênio, dióxido de carbono e
monóxido de carbono. A cromatografia de gás é útil também na
análise de contaminantes do ar, álcool no sangue, óleos essenciais e
produtos alimentícios.




• O método consiste primeiramente na introdução da mistura
de prova ou amostra em uma corrente de gás inerte,
normalmente hidrogênio, hélio, nitrogênio ou argônio, que
atuarão como gás de arrastre. As amostras líquidas vaporizam-
se antes da injeção no gás de arrastre. O fluxo de gás passa
pela coluna empacotada através da qual os componentes da
amostra se deslocam a velocidades influenciadas pelo grau de
interação de cada componente com a fase estacionária não
volátil. As substâncias que têm a maior interação com a fase
estacionária são retidas por mais tempo e, por tanto,
separadas daquelas de menor interação. À medida que as
substâncias eluem da coluna, podem ser quantificadas por um
detector e/ou tomadas para outra análise.



• Existem dois tipos de cromatografia de gás: cromatografia Gás -
Sólido (CGS) e cromatografia Gás - Líquida (CGL). A cromatografia
Gás - Sólida se baseia na base sólida estacionária, na qual a
retenção das substâncias analisáveis é a conseqüência da absorção
física. A cromatografia Gas -Líquida é útil para separar íons ou
moléculas dissolvidas em um solvente. Se a solução de amostra
estiver em contato com um segundo sólido ou fase líquida, os
diferentes solutos interagem com a outra fase em diferentes graus,
devido a diferenças de adsorção, intercâmbio de íons, partição, ou
tamanho. Estas diferenças permitem que os componentes da
mistura se separem usando estas diferenças para determinar o
tempo de retenção dos solutos através da coluna.
Gás de arrastre
• A escolha do gás de arrastre depende do tipo de detector que é
utilizado e dos componentes a determinar. Os gases de arrastre para
cromatógrafos devem ser de alta pureza e quimicamente inertes, por
exemplo, hélio (He), argônio (Ar), nitrogênio (N
2
) e hidrogênio (H
2
). O
sistema de gás arrastre pode conter um filtro molecular para a
remoção de água e outras impurezas.


Sistema de injeção de amostra
• Os sistemas de injeção mais comuns para a introdução de amostras
de gás em seringa.


Injeção direta com seringa
• As amostras gasosas e líquidas podem ser injetadas com uma
seringa. Na forma mais simples a amostra é injetada primeiro em
uma câmara aquecida, onde se evapora antes de ser transferida
para a coluna. Quando são utilizadas colunas empacotadas, a
primeira parte da coluna, em geral, serve como câmara de injeção,
aquecida separadamente a uma temperatura adequada. Para
colunas capilares utiliza-se uma câmara de injeção separada onde
somente uma pequena parte da amostra vaporizada/ gasosa é
transferida à coluna, este método é conhecido como split-injectíon.
Isto é necessário para não sobrecarregar a coluna com volume de
amostra.


Detector por ionização de chama
• Um detector de ionização de chama (FID ou DIC) consiste em uma
chama de hidrogênio (H
2
)/ ar e um prato coletor. O efluente passa da
coluna do CG através da chama, a qual divide em moléculas orgânicas
e produz íons. Os íons são recolhidos em um eletrodo negativo e
produzem um sinal elétrico. O FID é extremamente sensível com uma
faixa dinâmica grande. Sua única desvantagem é que destrói a
amostra.
• Os detectores por ionização de chama são usados para
detectar hidrocarbonetos (HC) como o metano (CH
4
),
etano (C
2
H
6
), acetileno (C
2
H
2
), etc.


• A amostra a ser analisada mistura-se com hidrogênio (H
2
), hidrogênio
mais hélio (He) ou hidrogênio mais nitrogênio (N
2
). Os íons e elétrons
que se formaram na chama ficam presos em um eletrodo coletor
permitem que uma corrente flua no circuito externo. A corrente é
proporcional aos íons formados, o que depende da concentração de
hidrocarbonetos nos gases e é detectada por um eletrômetro e
mostrado na saída análoga.


• O FID oferece uma leitura rápida, precisa e contínua da concentração
total de HC para níveis tão baixos como ppb.
• O consumo crescente de produtos naturais, utilizados como alimentos ou
como medicamentos, trouxe-nos a preocupaçäo de verificar a qualidade de
alguns desses produtos. Essa verificaçäo foi realizada por cromatografia em
fase gasosa, através de análise dos ácidos graxos de 60 amostras de óleo de
amêndoas, 33 de óleo de germe de trigo, 16 de óleo de gergilim, 16 de óleo
de alho, 14 de óleo de fígado de bacalhau e 8 de óleo de semente de uva. No
caso dos óleos de germe de trigo e fígado de bacalhau foi também verificado,
por via espectrofotométrica, o teor de vitaminas E e A respectivamente. Das
amostras analisadas 79% dos óleos de germe de trigo, 77% dos óleos de
amêndoas, 6 (38%) das de gergilim, e 2 (14%) das de fígado de bacalhau
estavam falsificadas. Todas as amostras de óleo de semente de uva se
apresentavam puras. Concluiu-se que a cromatografia em fase gasosa é um
método adequado para a verificaçäo da pureza de todos os óleos analisados
• Foram analisados comprimidos de Ecstasy provenientes de
sete diferentes lotes da droga apreendidos em São Paulo,
visando à pesquisa de metilenodioxifenilalquilaminas. Em
seis amostras foi detectada a presença de 3, 4-
metilenodioximetanfetamina (MDMA), sendo que numa delas
foi encontrada também cafeína. Apenas numa, foi identificada
a 3, 4-metilenodioxietilanfetamina (MDEA). A cromatografia
em fase gasosa com detector de nitrogênio/fósforo (CG/DNP)
e a espectrometria de massas acoplada à cromatografia em
fase gasosa (CG/EM) foram utilizadas como técnica de
triagem e confirmação, respectivamente


INSTRUMENTOS PARA A CROMATOGRAFIA GÁS-
LÍQUIDO

• O primeiro instrumento comercial para a cromatografia gás-líquido
surgiu em 1955. Atualmente centenas de milhares estão em uso no
Brasil.
• A melhoria dos instrumentos de cromatografia gasosa cresceu,
principalmente, com o uso de computadores nas décadas de 80 e 90 o
que possibilitou o controle automático da maioria dos parâmetros
instrumentais, como a temperatura da coluna, vazões e a injeção da
amostra; o desenvolvimento de instrumentos de alto desempenho a
custos moderados e, talvez o mais importante, o desenvolvimento das
colunas tubulares abertas que são capazes de separar os
componentes de misturas complexas de forma relativamente rápida.

As vazões são normalmente controladas por um regulador de
pressão de dois estágios no cilindro do gás e algum tipo de
regulador de pressão ou regulador de fluxo montado no
cromatógrafo. As pressões de entrada situam-se na faixa de
10 a 50 psi (libras/polegada2) acima da pressão ambiente, o
que produz vazões de 25 a 150 mL min–1 em colunas
recheadas e de 1 a 25 mL min–1 para as colunas capilares de
tubo aberto.
SISTEMAS DE DETECÇÃO

Dezenas de detectores têm sido investigados e empregados em
separações cromatográficas a gás.



Características de um Detector Ideal

O detector ideal para a cromatografia gasosa apresenta as seguintes
características:
1. Sensibilidade adequada. Em geral, as sensibilidades nos detectores atuais
situam-se na faixa de 10–8 a 10–15 g do soluto/s.
2. Boa estabilidade e reprodutibilidade.
3. Resposta linear aos solutos que se estenda a várias ordens de grandeza.

4. Faixa de temperatura desde a ambiente até pelo menos 400 °C.
5. Um tempo de resposta curto e independente da vazão.

6. Uma alta confiabilidade e facilidade de uso. O detector deve, na
medida do possível, tolerar a ação de operadores inexperientes.
7. Similaridade de resposta a todos os solutos ou, alternativamente,
uma resposta altamente previsível e seletiva a uma ou mais classes
de solutos.
8. Não deve destruir a amostra.
Detectores de Condutividade Térmica

O detector de condutividade térmica(DCT), que foi um dos
primeiros detectores para cromatografia gasosa, ainda
encontra ampla aplicação.



Esse dispositivo consiste em uma fonte aquecida
eletricamente cuja temperatura à potência elétrica constante
depende da condutividade térmica do gás que a envolve.
Detectores de Captura de Elétrons

O detector de captura de elétrons (DCE) tornou-se um dos mais
amplamente empregados para as amostras ambientais em
virtude de ele responder seletivamente aos compostos orgânicos
contendo halogênios, como pesticidas e bifenilas policloradas.
Espectrometria de Massas

Um dos detectores mais poderosos para a cromatografia
gasosa é o espectrômetro de massas.
Sistemas de Entrada

Além das entradas de CG, as amostras podem ser
introduzidas em um espectrômetro de massas
moleculares de diversas formas. Os sólidos podem ser
colocados na ponta de um bastão,
Fontes de Ionização Muitos tipos diferentes de fontes de
ionização estão disponíveis para a espectrometria de massas
moleculares.



Analisadores O analisador de massas separa os íons de
acordo com os valores de m/z.


Detectores de Íons Em muitos espectrômetros, os íons são
detectados após colidirem com a superfície de um detector.
As colisões causam a emissão de elétrons, fótons ou outros
íons.
O Instrumento Completo de CG-MS


As moléculas são fragmentadas e ionizadas pela fonte e
analisadas e detectadas pelo multiplicador de elétrons.


Em CG-MS, o espectrômetro de massas varre as massas
repetidamente durante o experimento cromatográfico.
Outros Tipos de Detectores

Outros detectores importantes para CG incluem o detector
termiônico, o detector de condutividade eletrolítica ou de efeito
Hall e o detector de fotoionização.


Os métodos hifenados acoplam a capacidade de separação da
cromatografia com a capacidade de detecção qualitativa e
quantitativa dos métodos espectrais.
COLUNAS E FASES ESTACIONÁRIAS
PARA A CROMATOGRAFIA GASOSA
• Desde 1950
• A fase estacionária era constituída de um filme fino de líquido retido
por adsorção na superfície de um suporte sólido inerte finamente
dividido.
• Nas colunas capilares a fase estacionária é constituída por um filme
de líquido de espessura igual a poucos décimos de um recobrindo
uniformemente o interior do tubo capilar.
Razões:
• Pequena capacidade da amostra;
• Fragilidade das colunas;
• Problema mecânicos associado com a introdução da amostra e com a
conexão da coluna com o detector;
• Dificuldades de recobrimento da coluna de forma reprodutível;
• A vida curta das colunas preparadas de forma ineficientes;
• A tendência das colunas de entupirem;
• As patentes.
1970
• Os problemas foram contornáveis;
• Companhias de instrumentos começaram a oferecer colunas
tubulares abertas à custos razoáveis

COLUNAS CAPILARES OU TUBULARES ABERTAS
COLUNA TUBULAR ABERTA DE PAREDE RECOBERTA (TAPR) COLUNAS TUBULARES ABERTAS REVESTIDAS COM SUPORTE
• SÃO TUBOS CAPILARES RECOBERTOS COM UMA
FINA CAMADA DE FASE ESTACIONÁRIA
• EFICIÊNCIA DE COLUNA É MAIOR;
• FORAM CONSTITUÍDOS DE AÇO INOXIDÁVEL,
ALUMÍNIO, COBRE OU PLÁSTICO
• EFICIÊNCIA DE COLUNA É MENOR;
• RETÉM UMA QUANTIDADE DE FASE ESTACIONÁRIA
MAIOR, APRESENTANDO MAIOR CAPACIDADE DE
AMOSTRA.
COLUNAS TUBULARES ABERTAS DE
SÍLICA FUNDIDA
• São puxadas a partir de sílica purificada especial que contém
pequenas quantidades de óxidos metálicos;
• Apresentam paredes muito mais finas que os de vidro;
• Os tubos têm sua resistência reforçada por meio de recobrimento
externo de proteção de poliimida, sendo aplicado na medida em que
o tubo capilar é puxado.
COLUNAS TUBULARES ABERTAS
DE SÍLICA MAIS EMPREGADAS



• 0,25 mm e 0,32 mm














Colunas Recheadas
• Fabricadas tubos de vidro ou metal;
• Comprimento típico entre 2 e 3 m e diâmetro interno 2 a 4 mm;
• Recheados com um material uniforme e finamente dividido;
• Tubos enrolados na forma de bobinas
Materiais sólidos de suporte
Suporte sólido (ou recheio)
Suporte ideal
O material deve ser inerte a temperaturas elevadas e deve ser molhado
uniformemente pela fase líquida
Fases estacionárias líquidas
• Baixa volatilidade ( ponto de ebulição do líquido é menor 100 °C);
• Estabilidade térmica;
• Inércia química;
• Características do solvente.
Muitos líquidos têm sido propostos como fases estacionárias no
desenvolvimento da cromatografia gás- líquido, onde a escolha
apropriada de uma fase estacionária é crucial para o sucesso de uma
separação.
• O tempo de retenção;
• Constantes de distribuição diferentes;
• Constantes não devem ser extremamente grandes ou extremamente
pequenas.


Para se obter um tempo de residência razoável na coluna, um
analito deve mostrar algum grau de solubilidade com a fase
estacionária: “ IGUAL DISSOLVE IGUAL”
Geralmente a polaridade da fase estacionária deve igualar-se à dos
componentes da amostra.

APLICAÇÕES DA
CROMATOGRAFIA GÁS-
LÍQUIDO
APLICAÇÕES DA CROMATOGRAFIA GÁS-
LÍQUIDO
• A cromatografia gás-líquido pode ser aplicada às espécies
relativamente voláteis e termicamente estáveis a temperaturas de até
poucas centenas de graus Celsius.
• Consequentemente, a cromatografia gasosa tem sido amplamente
aplicada na separação e determinação de componentes em variados
tipos de amostras.

Análise Qualitativa
• Os cromatogramas obtidos por CG são amplamente utilizados para se
estabelecer a pureza de compostos orgânicos. Os contaminantes, se
presentes, são revelados pelo aparecimento de picos adicionais; as
áreas sob esses picos fornecem estimativas grosseiras da extensão da
contaminação. A técnica é também útil para se avaliar a eficiência dos
processos de purificação.

Análise Qualitativa
Análise Qualitativa
• a cromatografia gasosa provê um meio excelente de confirmação da
presença ou ausência de compostos suspeitos em uma mistura, supondo
que uma amostra autêntica da substância esteja disponível. Nenhum outro
pico deve aparecer no cromatograma da mistura em adição ao do
composto conhecido e o aumento de intensidade de um pico previamente
existente deve ser observado.

• Embora um cromatograma possa não levar a uma identificação positiva das
espécies presentes em uma amostra, este frequentemente provê uma
evidência segura da ausência de uma espécie. Assim, se a amostra falha em
produzir um pico com o mesmo tempo de retenção que um padrão obtido
sob condições idênticas, isso é uma evidência forte de que o composto em
questão está ausente (ou presente em concentração abaixo do limite de
detecção do procedimento).
Análise Quantitativa
• A cromatografia gasosa deve seu enorme crescimento em parte à sua
velocidade, simplicidade, custo relativamente baixo e ampla
aplicabilidade a separações. É duvidoso, contudo, que a CG poderia
ter se tornado tão amplamente utilizada, se não fosse capaz de
fornecer informações quantitativas sobre as espécies separadas.

• A CG quantitativa está baseada na comparação da altura ou da área
de um pico analítico com aquele de um ou mais padrões.
Análise Quantitativa
 Procedimento Geral
•Obtenção do cromatograma
da amostra
• Medição das áreas dos
picos de interesse
• Cálculo da massa
correspondente a cada um
dos picos
Área dos picos registrados no cromatograma é
proporcional à massa do composto injectado.
Métodos para medir a área dos picos
Método da Normalização
das Áreas
Método do Padrão Interno
Análise Quantitativa
• Método da Normalização das áreas
Métodos para calcular as áreas
O cálculo das áreas deve ser feito pelo método da meia altura
A = h x wmeia altura
No cálculo das áreas é necessário corrigir as áreas
obtidas com base num factor de correcção
apropriado, dada a sensibilidade do detector ser
diferente para cada componente detectado.
Análise Quantitativa
• Factor de correcção
Análise Quantitativa
Método do padrão interno
(Calibração com Padrões)
Vantagens
- Grande precisão
- Não é necessário injectar com grande rigor
- Não necessita de boa estabilidade
cromatográfica
MISTURA
Padrões de componentes com concentração
crescente
Padrão interno com concentração constante
Análise Quantitativa
• Calibração com Padrões - O método mais direto de análise
cromatográfica gasosa quantitativa envolve a preparação de uma
série de soluções padrão cuja composição se aproxima daquela da
amostra (método do padrão externo). Os cromatogramas para os
padrões são obtidos e as alturas dos picos ou suas áreas são
empregadas em um gráfico em função da concentração para se obter
uma curva analítica. Um gráfico dos dados deve fornecer uma linha
reta passando pela origem; as análises quantitativas são baseadas
nesse gráfico. A calibração deve ser frequente para maior exatidão.
Calibração com Padrões
Uso da CG-MS na Identificação de um Metabólito
de um Medicamento no Sangue
• Um paciente em coma estava sob suspeita de ter ingerido uma dose excessiva de um
medicamento, a glutetimida (Doriden), tendo em vista um frasco vazio do medicamento
encontrado próximo a ele.
• Um cromatograma a gás foi obtido de um extrato de plasma do seu sangue e dois picos foram
encontrados, como mostrado na Figura.
Uso da CG-MS na Identificação de um Metabólito
de um Medicamento no Sangue
• O espectro de massas do pico 2, contudo, mostrou uma massa para o íon molecular na razão
massa-carga de 233, como pode ser visto na Figura. Isso difere da massa molecular do íon da
glutetimida por 16 unidades de massa, indicando a incorporação de oxigênio na molécula de
glutetimida. Isso levou os cientistas a acreditar que o pico 2 era devido a um metabólito 4-hidroxi
da droga original (droga pai).

Espectros de massas obtidos
CROMATOGRAFIA GASOSA VÍDEO