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ALFABETIZAÇÃO FÔNICA

Alfa... o
quê?

A guerra dos métodos

Os debates atuais e as trocas de acusações.
(Motivações...)

 Telma Weisz – Construtivismo

 Fernando C. Capovilla – Laboratório de
http://www.ip.usp.br/lance (Laboratório de
Neuropsicolinguística Cognitiva e
Experimental)


 A turma do “deixa disso”

As perspectivas atuais:

Método analítico ou global –
orientação construtivista.

Método Multissensorial (Montessori)

Método Fônico
RELEVÂNCIA
 Problemas persistentes na educação
básica que são derivados de
problemas na alfabetização.

 Há melhoras nas avaliações, mas são
discretas e tendem a piorar quando
comparadas com índices
internacionais.
Um pouco de história
 Os momentos da alfabetização no
Brasil

Moratti (2006) descreve as fases por
que passaram as concepções de
alfabetização no Brasil como
momentos.

É importante perceber a mudança de
foco que se apresentará.
Um pouco de história

 1º Momento: A metodização (marcha
sintética – da parte para o todo), até
1880.
 A cartilha de João de Deus Cartilha
Maternal ou Arte da Leitura (1876)
que era de vertente analítica (da
palavra para suas partes);

Um pouco de história

 2º Momento(1890): a marcha
analítica (da palavra, ou história para
suas partes);

 Disputa entre Marcha Sintética e
Marcha Analítica
(Da palavra para suas partes ou das
partes para a palavra?)
Mais história
 3º Momento: A relativização dos
métodos (década de 1920).
 Adaptação a quem se ensina.

 Escola Nova – Rui Barbosa - EUA

Mudança de foco
1º Como ensinar?
2º Como é que se aprende
Chega de história?
 4º Momento: O construtivismo e a
desmetodização (1980) PCN.
 Observação: O Brasil nunca utilizou o
método fônico, o que foi utilizado
antes do construtivismo foi o método
silábico.

 Métodos e desmetodização

O que propunha o construtivismo?

Visão rasa do construtivismo
o Epistemologia genética (Piaget):
Relação entre o desenvolvimento
biológico e a capacidade de aprender.

o Emilia Ferreiro – (argentina)
“discípula” de Piaget) – aplicou a
epistemologia genética à
alfabetização (Psicogênese da Língua
Escrita).

Básico
 Estratégias de leitura
o As múltiplas abordagens que o leitor
(alfabetizando) faz ao texto.

 Hipóteses de escrita
o Pré-silábica
o Silábica com e sem valor sonoro
o Alfabética


A Desmetodização
 O construtivismo preconiza que o
alfabetizando formula hipóteses de
como a escrita funciona e, diante de
um texto, utiliza-se de diferentes
estratégias para sua leitura.
O papel do professor consiste em
constatar a situação do alfabetizando
e mediar seu caminhar autônomo.
Não existe um método de ensino.
Qual é a proposta da
Alfabetização Fônica?
Humpf
!
Hum?
Processamento fonológico

“A importância do processamento
fonológico para a aquisição da leitura
e escrita tem sido consistentemente
demonstrada nas últimas duas
décadas.” (McGuinness, McGuinness, & Donohue, 1995 apud
Capovilla, 2010, p. 121)

Definições importantes
Consciência fonológica: Capacidade
metalinguística que permite analisar e
refletir, de forma consciente, sobre a
estrutura fonológica da linguagem
oral.

o Envolve
- A sensibilidade para o sistema sonoro
da língua – exemplo: percebe rimas.
- A capacidade de isolar
(intencionalmente) os sons de uma
palavra.

Definições importantes
 Processamento fonológico: é a
capacidade de utilizar informações
fonológicas para processar a
linguagem oral e a escrita,
englobando capacidades como a
discriminação, memória e produção
fonológicas, bem como
a consciência fonológica

Tipos de processamento
fonológico?
1 - acesso ao léxico mental:
habilidade de obter acesso fácil e
rápido à informação fonológica
armazenada na memória de longo
prazo.
2 - memória de trabalho fonológica:
processamento e armazenamento
temporário de informações
fonológicas.
3 - consciência fonológica: habilidade
de discriminar e manipular os
segmentos da fala.

Natural ou não?
 Alguns fonemas não são segmentos
acústicos independentes.

Portanto...
A criança precisa receber instrução
explícita sobre regras de mapeamento
da escrita alfabética.

Vejamos os fonemas da nossa língua.
Os 31 fonemas da língua
portuguesa.
/S/A/P/O
/
É necessário!

 O ensino formal e sistemático da
correspondência entre os elementos
fonêmicos da fala (sons) e os
elementos grafêmicos da escrita
(letras).
Fatores de interferência
 Línguas em que a correspondência
letra/som é mais direta facilita a
aquisição de habilidades fonológicas
(alemão, italiano, espanhol...)
 Línguas nas quais a correspondência
letra/som não é tão evidente dificultam
a aquisição de certas habilidades
(português, francês, inglês...)
 Disléxicos no Brasil sofrem mais do
que os disléxicos alemães ou
italianos.
Casa, kasa, kaza, caza?
Caixa ou caicha
Trânsito ou
trânzito...trâsito


????????
?
Glup!
 Ao que parece, a consciência
fonêmica só aparece com a
introdução de um sistema alfabético,
mas não com a de um sistema
silábico ou ideográfico.

 Línguas silábicas (árabe, hebraico) é
línguas ideográficas (chinês).
 Línguas alfabéticas

Variáveis
 Condições socioeconômicas e
educacionais do país
- Difícil de resolver?

 Consciência fonológica
- Um professor em sua sala resolve
Dislexia e o método fônico

 Disléxicos têm dificuldade em
discriminar, segmentar e manipular,
de forma consciente, os sons da fala.
O método multissensorial (Montessori)
e o método fônico são indicados para
esses casos.

Métodos fônicos
 Boquinhas (Mec)
 Casinha feliz
 Alfa e Beto (Mec) - vídeo dos fonemas
 Alfabetização Computadorizada

 GUIA DE TECNOLOGIAS
EDUCACIONAIS 2009
Vantagens

 O método fônico educa todas as
crianças.
 Previne o fracasso dos disléxicos em
relação aos normoléxicos.
 Valoriza o professor e o induz à
pesquisa, ao conhecimento.
Referências

 MORATTI, Maria Rosário Longo. História dos Métodos de Alfabetização no
Brasil. Disponível em:
<http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Ensfund/alf_mortattihisttextalfbbr.pdf>.
Acessado em: 13.10.2013
 MORAIS, Arthur Gomes de. Concepções e Metodologias de Alfabetização:
Por que é preciso ir além da Discussão sobre velhos “Métodos”? Disponível
em:
<http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Ensfund/alf_moarisconcpmetodalf.pdf>.
Acessado em: 13.10.2013.
 Alfabetizador Orelha II < http://www.codigorapido.com.br/alfa/palcosalfa.html>
 Programa Alfa e Beto (fônico) aprovado e constante no Guia de Tecnologias
Educacionais 2009/MEC
<http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/guia_tecnologias_atual.pdf>
 FERREIRO, Emilia e TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da Língua Escrita. Porto
Alegre: Artes Médicas, 1999.
 CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização e linguística. Scipione, São Paulo, 2003.
 CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetizando sem o bá-bé-bi-bó-bu. Scipione, São paulo,
1998.
 KLEIN, Lígia Regina. Alfabetização: quem tem medo de ensinar?. Cortez. São
Paulo, 2002.
 CARDOSO-MARTINS, Cláudia (org). Consciência Fonológica. Vozes, Petrópolis,
RJ, 1995.
 SEABRA, Asessandra G., CAPOVILLA, Fernando C. Alfabetização: método
fônico. 5ed. Memnon, 2010.