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COMPRENDENDO O

ASSÉDIO MORAL
Ms. Alex Andrade Mesquita -
Psicólogo CEREST - Regional São
Luís
MOBBING/TERROR PSICOLÓGICO OU
ASSÉDIO MORAL
 Repetição de comportamentos inadequados,
diretos ou indiretos, verbais, físicos ou de outra
ordem, conduzidos por uma ou mais pessoas
contra um outro ou outros, no local de trabalho
e/ou no exercício de sua função, que podem ser
percebidos como prejudicando os direitos
individuais de dignidade no trabalho (Health and
Safety Authority, 2001).

 Barreto (2003) define o assédio moral no trabalho


como toda exposição prolongada e repetitiva a
situações humilhantes e vexatórias no ambiente
de trabalho. Essas humilhações se caracterizam
por relações hierárquicas desumanas e
autoritárias, onde a vítima é hostilizada e
ridicularizada diante dos colegas e isolada do
PREVALÊNCIA
 Escandinávia: 3 a 4% da população.
 Na Inglaterra e Finlândia, cerca de
10% (Hoel, Cooper & Faraguer, 2001;
Vartia, 1996).
 Brasil: 7,97% (Maciel, Cavalcante,
Matos, 2007).
 Mulheres e homossexuais são mais
atingidos (Maciel, Cavalcante, Matos,
2007).
TIPOS DE ASSÉDIO
 Ataques à tarefa (reter Informação, monitoramento
excessivo, exigência de tarefas impossíveis e exigência
de tarefas sem importância).
 Ataques pessoais (comentários depreciativos, críticas
persistentes, humilhações públicas, rumores
maliciosos).
 Isolamento (ser ignorado pelos outros, ser separado
dos outros).
 Ataques verbais e físicos (gritos, abuso verbal,
ameaças físicas).
 Maciel, Cavalcante, Matos (2007)
apresentam principais abusos
relatados por 2609 bancários.
CONSEQUÊNCIAS FÍSICAS
 cansaço,

 distúrbios do sono,
 enxaqueca,

 distúrbios digestivos,

 dores na coluna
CONSEQUÊNCIAS
PSICOLÓGICAS
 depressão
 ansiedade
 nervosismo
 sociofobia
 ataques de pânico
 baixa auto-estima
 desordens psicossomáticas tais
como: insônia, melancolia, apatia,
falta de concentração
 sudorese, tremores
T a b e la 1 : P o r c e n t a g e

S i n t o ms a

C r i s e s d e co h o r
D o r e s g e n e r a lsi z a d a
P a l p i t a ç õ e s , t r se m o r e
Quine (1999) – 1100 trabalhadores da saúde. Medidas:
satisfação trabalho, desejo de abandonar o emprego,
depressão, ansiedade, estresse. Em ambiente de trabalho
saudável ou não.
CONSEQUÊNCIAS PARA
EMPRESA
- Afastamento de pessoal por doenças e acidentes
de trabalho.
- Elevação de absenteísmo e turnover.
- Perda de equipamentos pela desconcentração.
- Queda de produtividade.
- Custos judiciais por indenizações.
- Reforço ao comportamento negativo dos
indivíduos perante a impunidade.
CONSEQUÊNCIAS PARA
SOCIEDADE
 Incapacitação precoce de profissionais
 Aumento de despesas médicas e benefícios

previdenciários.
 Aposentadorias precoces.

 Desestruturação familiar e social das


vítimas.
 Perda do investimento social feito em

educação e formação profissional.


LEIS
- Ainda não há lei nacional sobre
o assunto.

- Maranhão existe lei contra o


assédio moral.

- Ele pode ser caracterizado


como dano moral ou acidente
de trabalho.
INDENIZAÇÃO
- Depende do tipo de dano sofrido.

- Provas são necessárias.

Ex: Indenização será de um salário - o


maior recebido pelo obreiro - por ano
trabalhado, em dobro.
O que fazer?
 Nível pessoal – Buscar qual a função
do assédio (pedir demissão, evitar
denúncia etc).
 Corrigir pensamentos de menos
valia.
 Não prejudicar vida social e familiar.
 Procurar psicólogo.
Além disso.....
 Treinamento de chefes, gerentes em
habilidades sociais.
 Feedback de acertos e erros para o
funcionário.
 Promover acesso por parte dos
funcionários a recursos de saúde e
lazer.
 Promover atividades físicas no
ambiente de trabalho.
 Denunciar o agressor, acumulando
provas como: bilhetes, e-mails,
gravações e testemunhas.

 Lutar por políticas e leis que


protejam o trabalhador.
BIBLIOGRAFIA
 Barreto, M. (2003a). Assédio moral: Suas ocorrências e
conseqüências. Fortaleza, CE: Sindicato dos Bancários do
Ceará.
 Barreto, M. (2003b). Violência, saúde e trabalho (uma
jornada de humilhações). São Paulo, SP: EDUC.
 Hoel, H., Faragher, B., & Cooper, C. L. (2004). Bullying is
detrimental to health, but all bullying behaviours are not
necessarily equally damaging. British Journal of
Guidance & Counselling, 32(3), 367-387.
 Health and Safety Authority. (2001). Dignity at work -
The challenge of workplace bullying (Report of the
Taskforce on the Prevention of Workplace Bullying).
Dublin, UK: The Stationary Office.
 Maciel, R.H; Cavalcante, R. & Matos, T.G.R. (2007).
Autorelato de situações constrangedoras no trabalho e
assedio moral nos bancários: Uma fotografia. Psicologia
& Sociedade; 19 (2): 117-128, 2007.
 Molon, C. Assédio moral no ambiente do trabalho e a
responsabilidade civil: empregado e empregador.
SITES
 www.assediomoral.org

 www.assediomoral.com

 www.mobbing.nu/