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2. 1ETIMOLOGIA
2. 1ETIMOLOGIA
2. 1ETIMOLOGIA Ética provém do grego ethos, significa costume, maneira habitual de agir. Moral provém do

Ética provém do grego ethos, significa costume, maneira habitual de agir.

Moral

provém

do

latim

moris

e

tem

sentido semelhante ao de ética.

2.2 Definição
2.2 Definição
2.2 Definição  A ética é a parte da filosofia que estuda a moralidade dos atos

A

ética

é

a

parte da filosofia

que

estuda

a

moralidade

dos

atos

humanos,

 

enquanto

livres

e

ordenados a seu fim último.

De

modo

natural,

a inteligência

adverte a bondade ou a malícia dos atos livres, haja visto o remorso ou

satisfação que se experimenta por

ações livremente realizadas.

2.2 Definição
2.2 Definição
2.2 Definição  Diferença entre: Atos humanos: são as ações livres em que o homem decide
  • Diferença entre:

Atos humanos: são as ações livres em que o homem decide fazer ou omitir, da forma que queira, porque procedem da

vontade livre e deliberada (amar,

desejar, falar);

Atos dos homens: não são ações livres, seja por falta de conhecimento ou

voluntariedade (deficiente mental), seja porque escapem ao domínio direto da vontade (crescimento, digestão, etc).

2.3 Ética como ciência
2.3 Ética como ciência
2.3 Ética como ciência  Objeto de estudo: os atos humanos  É uma ciência prática,
  • Objeto de estudo: os atos humanos

  • É uma ciência prática, mas não na

sua totalidade; não se detém no conhecimento da verdade em si, mas

em sua aplicação na conduta livre do

homem, fornecendo-lhe as normas necessárias para o reto agir.

É,

por

esse

normativa.

aspecto, uma ciência

2.3 Ética como ciência
2.3 Ética como ciência
2.3 Ética como ciência  Aristóteles: não se estuda Ética para saber o que é a
  • Aristóteles: não se estuda Ética para

saber o que

é

a virtude,

mas

para

aprender

a

ser

virtuoso e

bom;

de

outra maneira,

seria

um

estudo

completamente inútil.

  • A ética tem dois campos de estudo:

  • Moral geral:

analisa

os

princípios

básicos da moralidade dos atos

humanos (o fim último, a consciência, as virtudes);

  • Moral especial ou social: aplica tais princípios

à

vida

do

homem

na

2.4 Fontes e métodos da

ética 
ética
2.4 Fontes e métodos da ética  Fonte principal: é a realidade humana , na qual

Fonte principal: é a realidade humana,

na qual a razão encontre e conhece

os

princípios morais, universais e

certos.

Fontes secundárias: a psicologia, a sociologia, a história, já que a experiência moral desenvolve-se na

sociedade e na história.

2.4 Fontes e métodos da

ética
ética
2.4 Fontes e métodos da ética  Métodos: ética método a segue empírico especulativo, tomando por

Métodos:

ética

método

a

segue

empírico especulativo, tomando por

ponto de partida a experiência moral.

Baseia-se

no

que

acontece

na

consciência

e

na

sociedade,

em

termos de atos humanos, valores e

ideais do homem,

seu

sentido

e

explicação última de tal experiência

ou

ato,

recorrendo

aos

princípios

universais

e

certos

que

a

razão

humana descobre.

2.5 Antropologia
2.5 Antropologia

Lei:

tudo

que

2.5 Antropologia  Lei : tudo que regule um ato operação, seja qual for sua espécie.

regule

um

ato

operação, seja qual for sua espécie.

  • Tipos de lei:

ou

  • a) Lei física: determina o comportamento

de um agente puramente natural (lei da

gravidade);

  • b) Lei

técnica: ordena um ato

para um fim restrito;

  • c) Lei

moral: regula

os

atos

humano

humanos

enquanto humanos, ou seja, de acordo com seu valor absoluto;

2.5Antropologia
2.5Antropologia
2.5Antropologia d) Lei natural : “não é mais do que a luz da inteligência infundida por

d) Lei natural: “não é mais do que a luz da inteligência infundida por Deus em

nós. Graças a ela, conhecemos o que se deve cumprir e o que se deve evitar.

Esta luz e esta lei, Deus concedeu-a ao homem na criação” (Tomás de Aquino).

-

A

lei

natural

é uma participação

racional em vista do fim último da obra

da criação.

- Portanto, a lei deve dizer respeito à ordem para a felicidade

2.5 Antropologia
2.5 Antropologia
2.5 Antropologia e) Lei civil: origina-se na necessidade de organizar a sociedade em que o homem

e) Lei civil: origina-se na necessidade de organizar a sociedade em que o homem

vive, pois a isso ele está destinado em função da própria lei natural.

- A lei civil é, portanto, uma determinação

dessa exigência

de

sociedade,

porém

organizar

uma

é

elaborada

livremente pelo homem.

-

Uma

lei

natural

civil

é

desobrigando,

que

contrarie

moralmente

por

isso,

a

ordem

ilícita,

qualquer

cidadão de seu cumprimento.

2.6 Critérios de eticidade
2.6 Critérios de eticidade
2.6 Critérios de eticidade  Determina-se a moralidade ou eticidade dos atos humanos com base na
  • Determina-se a moralidade ou eticidade

dos atos humanos com base na

consideração

de

seu

objeto,

das

circunstâncias e da finalidade.

É

fundamental

conhecer

o

realidade perseguida.

objeto, a

  • Há diversos fatores que afetam o ato humano, as circunstâncias: quem age,

onde, como, por que, quando, com que

meios.

  • Dependendo das circunstâncias, pode-

se agravar ou atenuar a moralidade de

2.6 Critérios de eticidade  A finalidade ou o fim é
2.6 Critérios de eticidade
 A finalidade
ou
o
fim
é
2.6 Critérios de eticidade  A finalidade ou o fim é a intenção que move o

a intenção que

move o agente a realizar o ato.

que

um ato

  • Para

seja ético devem ser

bons o objeto e o fim.

  • As circunstâncias não modificam nem o objeto, nem o fim da ação, mas

imprimem

a

ela

maior

ou

menor

gravidade. Se o objeto

ou

o

fim forem

caracterizados

como

maus,

o

ato

também será mau.

 
  • O

roubo

de

dinheiro

do

caixa

da

empresa,

feito com

a

boa

intenção de

dar dinheiro aos pobres, configura um

ato não ético, uma vez que o fim é bom,

mas o objeto

a ação de roubar é

2.6 Critérios de eticidade
2.6 Critérios de eticidade

A

intenção

é

2.6 Critérios de eticidade  A intenção é fundamental para caracterizar a ação ética, e de

fundamental para

caracterizar a ação ética, e de outro, que

o fim não justifica os meios.

O critério da moralidade permite definir uma hierarquia de fins, apoiada na ordem essencial da própria natureza humana, em que é atribuído um lugar a cada fim existencial concreto.

Todos

os

fins orientam-se para o fim

último do homem, que é a posse do bem

supremo, sua plena realização como ser

humano.

2.7 Cenários para discussão
2.7 Cenários para discussão

a) O amianto, ou asbestos, foi um dos minerais mais utilizados pela indústria durante o século

2.7 Cenários para discussão a) O amianto, ou asbestos, foi um dos minerais mais utilizados pela

passado. Está em caixas d’água, lonas e pastilhas de freio dos carros, telhas e pisos, tintas e tecidos antichama. Tão resistente quanto o aço,

é imune ao fogo. Contudo, o mineral,

cancerígeno, foi banido de 21 países. No Brasil,

quarto produtor mundial, está proibido em várias cidades, e o Ministério do Meio Ambiente chegou

a anunciar que até 2003 a fibra seria proibida em

todo o território nacional, porém, a decisão foi transferida para o Congresso Nacional. Os interesses em jogo movem tanto empresários do

setor quanto quanto políticos, como é o caso do

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G

b i

ú

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2.7 Cenários para discussão
2.7 Cenários para discussão

O presidente de uma grande indústria de produtos à base de amianto afirma: “Nossa posição é determinada pela legislação vigente e nosso objetivo

2.7 Cenários para discussão O presidente de uma grande indústria de produtos à base de amianto

foi assegurar o bem estar e a vida dos funcionários.

Não vamos nos omitir, a empresa caminha dentro da

lei, e tem sido o mais ética possível. O que

oferecemos é uma ajuda financeira, não uma

indenização”. O presidente de outra grande indústria orgulha-se do pioneirismo da companhia na oferta de instrumento de compensação aos ex-trabalhadores:

“reconhecemos que existem doentes, mas são casos antigos. Hoje, a empresa trabalha dentro das normas

de seguranças vigentes. Nossa produção com amianto não vai acabar enquanto existir demanda e a legislação permitir” (Revista Época. Edição 152, 16-

4-2001).

Tudo que é legal é ético?

2.7 Cenários para discussão
2.7 Cenários para discussão

b) Em São Paulo, na sala do cafezinho da filial de uma das maiores empresas do mundo nos ramos de

2.7 Cenários para discussão b) Em São Paulo, na sala do cafezinho da filial de uma

alimentação e limpeza, o pessoal do escritório tem uma televisão sintonizada o tempo todo num reality show. As estrelas são os integrantes de uma família

de classe média, com destaque para a dona de casa

em seus afazeres: lavar, passar e cozinhar. Câmeras

instaladas pela empresa na casa de uma

consumidora transmitem ao vivo essa programação. Há outras residências em que o mesmo tipo de vigilância é exercido cara a cara por um funcionário

de um grande grupo de supermercados que

acompanha a família do café da manhã ao futebol pela TV, à noite, anotando cada item consumido, toda referência a algum produto, a emissora de rádio sintonizada, qualquer movimento que se relacione

com compras.

2.7 Cenários para discussão
2.7 Cenários para discussão

Essas

bisbilhotices

com

o

consentimento dos bisbilhotados são duas técnicas coordenadas pelos departamento de marketing de grandes

2.7 Cenários para discussão Essas bisbilhotices – com o consentimento dos bisbilhotados – são duas técnicas

empresas na tentativa de mapear os

hábitos do consumidor, para depois ter ideias sobre como vender com maior

eficiência.

Discuta

os

critérios

dessas ações.

de

eticidade