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Texto Narrativo

Título da obra: “O
Principezinho”

Autor: Antoine de Saint Exupéry

Editora: Editorial Presença


Ficha de Leitura do Principezinho

Texto Narrativo
Acção
Principal: O encontro do Principezinho com o narrador(piloto/aviador) e todos os outros
acontecimentos durante a avaria do avião.

Secundária: Viagem do Principezinho pelos asteróides, contada pelo próprio.

Estrutura da acção
Encadeamento: Avaria do avião (no deserto) e as peripécias que envolvem o encontro do
Principezinho com o narrador que obedecem a uma ordem cronológica.

Encaixe: História do Principezinho contada ao narrador e todas as outras narrativas de


encaixe quando o Principezinho vai visitar os vários planetas.
Personagens
Relevo:

- Protagonista, personagem principal: Narrador, Principezinho;


-Personagens principais na acção de encaixe: Habitantes dos asteróides, serpente,
flor, rosas, raposa, vendedor de comprimidos para a sede;
- Figurantes: Adultos.

Composição:

- Personagens modeladas ou redondas: Principezinho e o Narrador;


- Personagens-tipo: Habitantes dos asteróides e o geógrafo.
Caracterização

Directa:
Heterocaracterização: Predominante, em especial no retrato físico e
psicológico do Principezinho.

Indirecta:
Retrato físico e psicológico do Principezinho feita pelo narrador.

Espaço
Físico:
Na Terra, no deserto do Sara (África) e Asteróides.

Social:
Encontro das pessoas. O golfe, bridge, política.
Tempo
Tempo indefinido

Sequências Temporais:

I “…tinha seis anos, tive uma avaria no deserto…”


II”…Assim no terceiro dia…”
V”…Fiquei a sabê-lo no quarto dia…”
VII”…No quinto dia, mais uma vez…”
XXIV” …Íamos no oitavo dia…”
XXVI” …No dia seguinte, á tardinha…”
XXVII”… E, claro, agora já passaram seis anos…”

Narrador
Presença
- Não - participante: Quando conta a história do Principezinho;
- Participante: Quando o narrador narra o seu encontro com o
Principezinho.
Narratário
O narratário dirige-se ao Leitor.

Modos de expressão:
Diálogo: Reproduz as falas das personagens, possui marcas de oralidade, frases curtas/ concisas
com o predomínio de perguntas;

Narração: Apresenta as acções, as movimentações das personagens e o tempo verbal


predominante é o pretérito perfeito.

Descrição: Há uma pausa na narração, descrevem-se os objectos, personagens, espaço e o tempo


verbal que predomina é o pretérito imperfeito.

Monólogo: quando a personagem fala sozinha, ou para si própria.


Resumo da obra “ O Principezinho”
Um aviador começa por recordar um momento marcante da sua vida: aos 6 anos, depois de ter mostrado aos
adultos aos seus desenhos, e de estes não os terem percebido, desistiu da ideia de vir ser um grande pintor. Mais tarde,
decidiu ser aviador e voar por todo o mundo.
O piloto recorda uma das suas viagens, há seis anos atrás, quando o seu avião teve uma avaria e ele foi obrigado
a aterrar no deserto do Sara para o tentar consertar. À noite, cansado, deitou-se na areia e adormeceu. Uma voz doce
acordou-o, pedindo-lhe um desenho de uma ovelha. Ainda espantado pela presença daquele menino ali, um principezinho, o
narrador fez o desenho da ovelha. Como o principezinho era muito exigente, ele acabou por desenhar uma caixa, dizendo-lhe
que a ovelha estava lá dentro.
Assim começou o relacionamento entre o aviador e o principezinho.
Embora o principezinho não respondesse directamente às perguntas, aos poucos, o narrador foi conseguindo
imaginar o planeta de onde o principezinho veio, um lugar muito pequenino, talvez o asteróide B612. A propósito deste
asteróide, o narrador conta a história do astrónomo que o descobriu.
O principezinho foi relatando alguns dos seus hábitos: arrancar as raízes dos embondeiros, varrer dos vulcões,
admirar o pôr-do-sol, cuidar da sua bela e querida flor, que, muito orgulhosa, lhe impõe as suas vontades, até ao dia em que
ele decidiu, por causa dela, abandonar o seu planeta.
Posteriormente o narrador apresenta os lugares por onde o principezinho passou até chegar à Terra:.
Finalmente, o principezinho chegou à Terra onde trava conhecimento com uma serpente que o informa onde ele
está, dialoga com uma flor, ouve as repetições do eco, descobre que afinal há muitas rosas e que a sua flor não é única;
torna-se amigo de uma raposa que lhe ensina o significado de criar laços, e, antes de encontrar o narrador, conversa ainda
com um agulheiro e um vendedor de pastilhas para matar a sede.
O narrador e o principezinho caminham pelo deserto à procura de água e encontram um poço. O narrador regressa para
acabar o conserto do avião e o principezinho procura no deserto o lugar onde tinha caído há precisamente um ano, pois sente
que é hora de regressar para a sua flor. A seu pedido, uma serpente pica-o com o veneno. O narrador conseguiu arranjar o
avião e chega nesse momento, mas já é tarde de mais. Antes de morrer, o principezinho diz-lhe que o recorde, olhando à
noite para as estrelas. O principezinho estará numa delas.
É isso que o narrador faz quando regressa a casa . E hoje, passados seis anos, continua à procura do seu
principezinho.
Caracterização das personagens
Personagens consideradas fundamentais para a acção
Principezinho - O pequeno príncipe vem do asteróide B612, um pequeno planeta no
espaço. Parte do seu planeta em busca de conhecimento e sabedoria e também para se afastar da sua
flor. Viaja por sete planetas e no último, a Terra, ele aprende com a raposa o segredo da vida e
ensina o narrador que temos de ser responsáveis por aquilo que cativamos.
O pequeno príncipe representa a inocência e a pureza .

Narrador - O narrador adora desenhar mas abandonou os desenhos quando tinha seis
anos porque ninguém os compreendeu. Então, decidiu tornar-se piloto. Quando encontra o
principezinho no deserto, ele aprende com este os segredos simples da vida, há muito
esquecidos.
Flor – A flor vive no planeta do principezinho. Ela é vaidosa e exigente, pensando que o mundo
gira à volta dela. Aborrece constantemente o principezinho e pede-lhe que tome bem conta dela.
Contudo, ama o pequeno príncipe e, apesar da sua arrogância, quando o principezinho abandona o
planeta, fica muito triste e pensa ter sido a causadora da sua partida. A flor para o principezinho é
o seu tesouro, o “essencial” que só podemos ver com o coração.

Raposa – a raposa é uma criatura muito sábia, ela sabe o segredo da vida que dá de presente
ao principezinho: “o essencial é invisível aos olhos, só podemos ver bem com o coração.” quando
o vê pela primeira vez, fica tímida e envergonhada, mas depois sente-se capaz de sacrificar a sua
liberdade para que o principezinho a cative.
Personagens das Narrativas de
encaixe
Rei - O rei é muito arrogante, egocêntrico e tem-se em alta conta.

Vaidoso – o vaidoso quer a atenção toda para ele e pede ao pequeno príncipe que o aplauda
sempre que ele agradecer tirando o chapéu.

Bêbado – o bêbado é uma pessoa triste e solitária que vive só num pequeno planeta. ele bebe
para esquecer que tem vergonha de beber. é um círculo vicioso.

Homem de negócios – o homem de negócios representa o perfeito adulto porque


a sua única preocupação é os números.
Acendedor de candeeiros – o acendedor de candeeiros acende e apaga os
candeeiros do seu planeta. apesar de o principezinho considerar útil a sua ocupação, esta
simboliza o absurdo.

Geógrafo – o geógrafo desenha mapas no atlas. é o “sábio” que desconhece o seu próprio
planeta.

Mercador – o mercador vende pílulas que substituem a água. se uma pessoa tiver
sede, toma a pílula e não será preciso beber água.

Agulheiro – esta pessoa envia os comboios para diferentes direcções. ele diz
que as crianças têm sorte porque sabem o que procuram, ao contrário dos adultos,
que viajam de lugar para lugar constantemente à procura de coisas. representa a
eterna insatisfação dos homens.
Biografia de Saint- Exupéry
Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry
terceiro filho do conde Jean Saint-Exupéry e da condessa Marie Foscolombe (29 de
Junho de 1900, Lyon - 31 de Julho de 1944, Mar Mediterrâneo) foi um escritor, ilustrador
e piloto da Segunda Guerra Mundial.
Apaixonado desde a infância pela mecânica, estudou a princípio no colégio jesuíta de
Notre-Dame de Saint-Corix, em Mans, de 1909 a 1914. Neste ano da Primeira Guerra
Mundial, juntamente com seu irmão François, transfere-se para o colégio dos Maristas,
em Friburgo, na Suíça, onde permanece até 1917. Quatro anos mais tarde, em Abril de
1921, Antoine inicia o serviço militar no 2º Regimento de Aviação de Estrasburgo,
depois de reprovado nos exames para admissão da Escola Naval.
A 17 de Junho, obtém em Rabat, para onde fora mandado, o brevê de piloto
civil. No ano seguinte, 1922, já é piloto militar brevetado, com o posto de subtenente
da reserva. Em 1926, recomendado por amigo, o Abade Sudour, é admitido na
Sociedade Latécoère de Aviação, onde começa então sua carreira como piloto de linha,
voando entre Toulouse, Casablanca e Dacar, na mesma equipe dos pioneiros Vacher,
Mermoz, Guillaumet e outros. Foi por essa época, quando chefiou o posto de Cap Juby,
que os mouros lhe deram o cognome de senhor das areias.
Faleceu durante uma missão de reconhecimento sobre Grenoble e Annecy.

Algumas das suas obras:

•L'Aviateur
•Vol de nuit
•Terre des hommes
•Pilote de guerre
•Le Petit Prince
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