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RELATO DE CASO

HCPM, 22/05/2013

Priscila Ghelman

RELATO DE CASO  RN de JSAM  Sexo masculino, Apgar 8/9, Peso: 2930Kg, E:49cm, PC:32cm

RELATO DE CASO

RELATO DE CASO  RN de JSAM  Sexo masculino, Apgar 8/9, Peso: 2930Kg, E:49cm, PC:32cm

RN de JSAM Sexo masculino, Apgar 8/9, Peso: 2930Kg, E:49cm, PC:32cm TBR no ato G IV/P III/ A I (natimorto)

VDRL materno + (1/128) em 18/04/13- Fez 2 doses de Penicilina Benzatina

RELATO DE CASO  Ao exame: RN em boas condições de vitalidade, corado, hidratado, anictérico, coto

RELATO DE CASO

RELATO DE CASO  Ao exame: RN em boas condições de vitalidade, corado, hidratado, anictérico, coto

Ao exame:

RN em boas condições de vitalidade, corado, hidratado, anictérico, coto umbilical de cor enegrecida, com artéria umbilical única e duas veias.

 23/05 Exames Complementares Hem: 4,95; Hb: 17,2; HCT: 48; Leuco:12700 0/0/0/0/3/42/47/8 PLT:132.000 TGP: 31 TGO:38

23/05

Exames Complementares

 23/05 Exames Complementares Hem: 4,95; Hb: 17,2; HCT: 48; Leuco:12700 0/0/0/0/3/42/47/8 PLT:132.000 TGP: 31 TGO:38

Hem: 4,95; Hb: 17,2; HCT: 48; Leuco:12700

0/0/0/0/3/42/47/8

PLT:132.000

TGP: 31 TGO:38 PCR:0,1 VDRL RN+ (1/8) VDRL Mãe+ (1/16) 25/05 Hem: 5,55; Hb: 18,8; HCT: 52,4; Leuco:7390 0/2/0/0/3/45/47/3 PLT:84.000 PCR:0,1

 28/05 Exames Complementares Hem: 4,78; Hb: 16,1; HCT: 43,8; Leuco:7.300 0/2/0/0/1/32/52/13 TGP: 28 TGO:35 PLT:171.000

28/05

Exames Complementares

 28/05 Exames Complementares Hem: 4,78; Hb: 16,1; HCT: 43,8; Leuco:7.300 0/2/0/0/1/32/52/13 TGP: 28 TGO:35 PLT:171.000

Hem: 4,78; Hb: 16,1; HCT: 43,8; Leuco:7.300

0/2/0/0/1/32/52/13

TGP: 28

TGO:35

PLT:171.000

PCR:0,1

BT:3,5 BD:0,3 BI:3,2 HMC (-) USG Transfontanela e abdominal s/ alteração

Fundo de olho em andamento

RELATO DE CASO  Realizado cateterismo umbilical  Realizado: 6 dias de Gentamicina 8 dias de

RELATO DE CASO

RELATO DE CASO  Realizado cateterismo umbilical  Realizado: 6 dias de Gentamicina 8 dias de

Realizado cateterismo umbilical

Realizado:

  • 6 dias de Gentamicina

  • 8 dias de Penicilina Cristalina

  • 2 dias de Penicilina Procaína

RELATO DE CASO  Diagnóstico: Sífilis congênita + Sepse Neonatal?

RELATO DE CASO

RELATO DE CASO  Diagnóstico: Sífilis congênita + Sepse Neonatal?

Diagnóstico:

Sífilis congênita + Sepse Neonatal?

SÍFILIS CONGÊNITA  Modo de transmissão: causada pela bactéria Treponema pallidum, é transmitida ao feto para

SÍFILIS CONGÊNITA

SÍFILIS CONGÊNITA  Modo de transmissão: causada pela bactéria Treponema pallidum, é transmitida ao feto para

Modo de transmissão:

causada pela bactéria Treponema pallidum, é transmitida ao feto para mãe através da barreira placentária

Taxa de transmissão vertical da sífilis:

1. fases primária e secundária - >70% 2. fase latente ou terciária - 10 a 30%

SÍFILIS CONGÊNITA  Epidemiologia  um caso ou menos a cada 1.000 nascidos vivos-2004  prevalência

SÍFILIS CONGÊNITA

SÍFILIS CONGÊNITA  Epidemiologia  um caso ou menos a cada 1.000 nascidos vivos-2004  prevalência

Epidemiologia

um caso ou menos a cada 1.000 nascidos

vivos-2004

prevalência de soropositividade geral para sífilis de 1,6%

SÍFILIS CONGÊNITA  Manifestações clínicas:  Aborto, natimorto ou óbito neonatal  Sífilis congênita sintomática” ou

SÍFILIS CONGÊNITA

SÍFILIS CONGÊNITA  Manifestações clínicas:  Aborto, natimorto ou óbito neonatal  Sífilis congênita sintomática” ou

Manifestações clínicas:

Aborto, natimorto ou óbito neonatal

Sífilis congênita sintomática” ou “assintomática”, recente ou tardia.

SÍFILIS CONGÊNITA   o o o o o o o o o o o o

SÍFILIS CONGÊNITA

SÍFILIS CONGÊNITA   o o o o o o o o o o o o

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Sífilis congênita recente:

Do nascimento até os primeiros 2 anos de vida:

baixo peso,

rinite com coriza serosanguinolenta(uma a duas semanas após o exantema maculopapular e se associa à hepatoesplenomegalia e icterícia)

obstrução nasal,

prematuridade, osteocondrite, periostite ou osteíte,

choro ao manuseio,

hepatoesplenomegalia,

alterações respiratórias ou pneumonia,

hidropsia, pseudoparalisia dos membros, fissura orificial, condiloma plano,

pênfigo palmoplantar e outras lesões cutâneas,

icterícia e anemia, placenta volumosa, com lesões e manchas amareladas ou esbranquiçadas.

Os sintomas iniciais e mais comuns que aparecem primeiramente são os cutâneos,podendo aparecer bolhas ou erupções

Os sintomas iniciais e mais comuns que aparecem primeiramente são os cutâneos,podendo aparecer bolhas ou erupções que contenham líquido interno. Estas erupções apresentam uma cor entre acobreada, alaranjada e avermelhada, sendo que estes sinais que ocorrem na pele,geralmente aparecem na planta dos pés, nas palmas das mãos, e entre o nariz e a boca.

SÍFILIS CONGÊNITA

SÍFILIS CONGÊNITA

SÍFILIS CONGÊNITA
SÍFILIS CONGÊNITA  Sífilis congênita tardia A partir do 2º ano de vida:  tíbia em

SÍFILIS CONGÊNITA

SÍFILIS CONGÊNITA  Sífilis congênita tardia A partir do 2º ano de vida:  tíbia em

Sífilis congênita tardia A partir do 2º ano de vida:

tíbia em lâmina de sabre, o fronte olímpica, o nariz em sela, o dentes deformados (dentes de Hutchinson), o mandíbula curta, o arco palatino elevado, o ceratite intersticial com cegueira, o surdez neurológica, o dificuldade no aprendizado, o hidrocefalia e retardo mental.

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SÍFILIS CONGÊNITA  Período toxêmico –febre, icterícia, hepatoesplenomegalia, linfadenopatia generalizada, anemia, entre outros sinais, podem ser

SÍFILIS CONGÊNITA

SÍFILIS CONGÊNITA  Período toxêmico –febre, icterícia, hepatoesplenomegalia, linfadenopatia generalizada, anemia, entre outros sinais, podem ser

Período toxêmico –febre, icterícia, hepatoesplenomegalia, linfadenopatia generalizada, anemia, entre outros sinais, podem ser observadas isoladas ou simultaneamente. Remissão –poucos dias, lesões tardias são irreversíveis.

SÍFILIS CONGÊNITA  Diagnóstico laboratorial  Pesquisa direta –lesão cutâneo-mucosa, e biópsia ou autópsia de placenta

SÍFILIS CONGÊNITA

SÍFILIS CONGÊNITA  Diagnóstico laboratorial  Pesquisa direta –lesão cutâneo-mucosa, e biópsia ou autópsia de placenta

Diagnóstico laboratorial

Pesquisa direta –lesão cutâneo-mucosa, e biópsia ou autópsia de placenta e de cordão umbilical, sensibilidade de 70 a 80%.

SÍFILIS CONGÊNITA  Sorologia não treponêmica (VDRL) –A sensibilidade na fase primária é de 78%, fases

SÍFILIS CONGÊNITA

SÍFILIS CONGÊNITA  Sorologia não treponêmica (VDRL) –A sensibilidade na fase primária é de 78%, fases

Sorologia não treponêmica (VDRL) –A sensibilidade na fase primária é de 78%, fases secundária (100%) e latente (cerca de 96%). A especificidade do teste é de 98%. Deve ser coletado do sangue periférico do RN, pode vir positivo por transferência placentária de anticorpos

SÍFILIS CONGÊNITA  Sorologia treponêmica (FTA-abs, MHA-Tp) Específicos, úteis após 18 meses de vida porque antes

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SÍFILIS CONGÊNITA  Sorologia treponêmica (FTA-abs, MHA-Tp) Específicos, úteis após 18 meses de vida porque antes

Sorologia treponêmica (FTA-abs, MHA-Tp) Específicos, úteis após 18 meses de vida porque antes desse período os anticorpos IgG maternos ultrapassam a barreira placentária.

A sensibilidade dos testes treponêmicos na sífilis adquirida é de 84% na fase primária, de 100% nas fases secundária e latente e, de cerca, de 96% na sífilis terciária.

SÍFILIS CONGÊNITA  Raio x de ossos longos – alteração em criança sintomática de 70 a

SÍFILIS CONGÊNITA

SÍFILIS CONGÊNITA  Raio x de ossos longos – alteração em criança sintomática de 70 a

Raio x de ossos longos – alteração em criança sintomática de 70 a 90% e estimada em 4% a 20% em crianças assintomáticas

SÍFILIS CONGÊNITA  Exame do líquido cefalorraquidiano (LCR) – leucocitose (>25 leucócitos/mm3) e PTN>150mg/dl são sugestivos.

SÍFILIS CONGÊNITA

SÍFILIS CONGÊNITA  Exame do líquido cefalorraquidiano (LCR) – leucocitose (>25 leucócitos/mm3) e PTN>150mg/dl são sugestivos.

Exame do líquido cefalorraquidiano (LCR) – leucocitose (>25 leucócitos/mm3) e PTN>150mg/dl são sugestivos.

VDRL positivo no LCR= neurossífilis

Se criança >28 dias de vida: teste VDRL positivo e/ou leucócitos >5/mm3 e/ou proteínas >40mg/dl.

SÍFILIS CONGÊNITA  Tratamento inadequado para sífilis materna • medicamento que não seja a penicilina •

SÍFILIS CONGÊNITA

SÍFILIS CONGÊNITA  Tratamento inadequado para sífilis materna • medicamento que não seja a penicilina •

Tratamento inadequado para sífilis materna • medicamento que não seja a penicilina

• incompleto ou inadequado para a fase clínica da doença ou < 30 dias anteriores ao parto

• ausência de documentação de tratamento anterior ou queda dos títulos VDRL

• parceiro não tratado, inadequadamente tratado ou sem informação sobre tratamento.

SÍFILIS CONGÊNITA  No período neonatal (antes de 28 dias)  A. mães com sífilis não

SÍFILIS CONGÊNITA

SÍFILIS CONGÊNITA  No período neonatal (antes de 28 dias)  A. mães com sífilis não

No período neonatal (antes de 28 dias)

A. mães com sífilis não tratadas ou inadequadamente tratadas = hemograma (anemia, leucopenia ou leucocitose, trombocitopenia ou alt. de enzimas hepáticas), radiografia de ossos longos e punção lombar

SÍFILIS CONGÊNITA • A1 (com alterações+líquor normal) penicilina G cristalina, na dose de 50.000UI/kg/dose, via intravenosa,

SÍFILIS CONGÊNITA

SÍFILIS CONGÊNITA • A1 (com alterações+líquor normal) penicilina G cristalina, na dose de 50.000UI/kg/dose, via intravenosa,

• A1 (com alterações+líquor normal) penicilina G cristalina, na dose de 50.000UI/kg/dose, via intravenosa, a cada 12 horas (nos primeiros 7 dias de vida) e a cada 8 horas (após 7 dias de vida), durante 10 dias; ou penicilina G procaína 50.000UI/kg, dose única diária, via intramuscular, durante 10 dias;

SÍFILIS CONGÊNITA • A2 – se liquor alterado: penicilina G cristalina na dose de 50.000UI/kg/dose, via

SÍFILIS CONGÊNITA

SÍFILIS CONGÊNITA • A2 – se liquor alterado: penicilina G cristalina na dose de 50.000UI/kg/dose, via

• A2 – se liquor alterado: penicilina G cristalina na dose de 50.000UI/kg/dose, via intravenosa, a cada 12 horas (nos primeiros 7 dias de vida) e a cada 8 horas (após 7 dias de vida), durante 10 dias;

• A3 (sem alteração) –penicilina G benzatina, via intramuscular, na dose única de 50.000UI/kg. Acompanhamento obrigatório.

SÍFILIS CONGÊNITA  B. mães adequadamente tratadas + VDRL do RN (+) com titulação maior do

SÍFILIS CONGÊNITA

SÍFILIS CONGÊNITA  B. mães adequadamente tratadas + VDRL do RN (+) com titulação maior do

B. mães adequadamente tratadas + VDRL do RN (+) com titulação maior do que a materna e/ou alterações clínicas = hemograma, radiografia de ossos longos e análise do LCR:

• B1(com alteração + líquor normal) = A1 • B2(com alteração liquórica) =A2.

SÍFILIS CONGÊNITA  C. mães adequadamente tratadas + VDRL(-) ou com titulação<materna • C1 – assintomático

SÍFILIS CONGÊNITA

SÍFILIS CONGÊNITA  C. mães adequadamente tratadas + VDRL(-) ou com titulação<materna • C1 – assintomático

C. mães adequadamente tratadas + VDRL(-) ou com titulação<materna

• C1 – assintomático + VDRL (-): seguimento clínico-laboratorial. Na impossibilidade, penicilina G benzatina, via intramuscular, na dose única de 50.000UI/kg;

SÍFILIS CONGÊNITA • C2 – assintomático + VDRL (+) = acompanhar clinicamente. Na impossibilidade, tratar como

SÍFILIS CONGÊNITA

SÍFILIS CONGÊNITA • C2 – assintomático + VDRL (+) = acompanhar clinicamente. Na impossibilidade, tratar como

• C2 – assintomático + VDRL (+) = acompanhar clinicamente. Na impossibilidade, tratar como A1 e, se alterações no LCR, tratar como A2.

Seguimento • Consultas mensais até o 6o mês de vida e bimensais do 6o ao 12o

Seguimento

Seguimento • Consultas mensais até o 6o mês de vida e bimensais do 6o ao 12o

• Consultas mensais até o 6o mês de vida e bimensais do 6o ao 12o mês;

• Realizar VDRL com 1 mês, 3, 6, 12 e 18 meses de idade, ou até 2 VDRL (-) consecutivos

• Realizar TPHA ou FTA-Abs para sífilis após os 18 meses de idade para a confirmação do caso;

Seguimento • Se elevação do título sorológico ou da sua não negativação até os 18 meses

Seguimento

Seguimento • Se elevação do título sorológico ou da sua não negativação até os 18 meses

• Se elevação do título sorológico ou da sua não negativação até os 18 meses de idade, reinvestigar o paciente e proceder ao tratamento;

• Acompanhamento oftalmológico, neurológico e audiológico semestral por dois anos;

•Se LCR alterado-reavaliação liquórica a cada 6 meses até a normalização do mesmo

Referências Bibliográficas  Guia de Vigilância Epidemiológica, MS- caderno 6, 2009  <a href=http://saude.culturamix.com/doencas/sifilis-c ongenita  http://www.redeblh.fiocruz.br/media/arn_v2. pdf,2011http://www.rb.org.br/detalhe_artigo.asp?id= 1806 , 2002 " id="pdf-obj-29-2" src="pdf-obj-29-2.jpg">

Referências Bibliográficas

Referências Bibliográficas  Guia de Vigilância Epidemiológica, MS- caderno 6, 2009  <a href=http://saude.culturamix.com/doencas/sifilis-c ongenita  http://www.redeblh.fiocruz.br/media/arn_v2. pdf,2011http://www.rb.org.br/detalhe_artigo.asp?id= 1806 , 2002 " id="pdf-obj-29-6" src="pdf-obj-29-6.jpg">

Guia de Vigilância Epidemiológica, MS- caderno 6, 2009

, 2002