Um n os s semel o h ante

Síntese ü

ü Leonel Badanas, o bombeiro, era um homem com os músculos da cara doridos e nádegas magras. Ele era como se fosse um galo, de asas meio abertas, libertando raios de sol da luzidia crista. ü O mendigo, Rana, batia de porta em porta, mas ninguém lhe dava nada. ü O Rana antes de ser mendigo trabalhava na herdade da Salgada. ü Ele já não tinha vontade de viver, então quando caiu para dentro do poço e quando o Leonel Badanas o tentava salvar, não fazia o mínimo esforço, mas depois de estar estonteado o mendigo, sobe a escada que o Leonel tinha mandado. ü Levaram-no até à Câmara Municipal, o bombeiro foi felicitado pelo salvamento, embora não tenha sido o principal responsável e o mendigo é levado para a cadeia. ü Ele ganhou uma medalha no último Inverno, onde os bombeiros faziam os seus exercícios ao domingo e onde o povo rodeava e assistia as suas individualidades mais representativas. Depois de o comandante dos Voluntários ter falado condecorou o Leonel. ü Em seguida o presidente da câmara, comparou o Leonel com os mais gloriosos heróis da humanidade. ü O mendigo depois de ter sido solto da cadeia, foi expulso para fora

Personagens

Personagens Principais
Leonel Badanas (Bombeiro) - era uma pessoa vaidosa, gostavase de arranjar e andar sempre bem vestido “…diante do espelho e põe de várias maneiras o rebrilhante capacete…”, um pouco arrogante “Leonel Badanas sacode os braços com arrogância…”, heróica “…Leonel Badanas é o primeiro a debruçar-se sobre o bocal…”, impaciente “De instante a instante, repete: olha se eu me esquecesse, hem!”, violento “Malandro, que te mato!” e oportunista “Vai então ganhar a medalha….Merece-a. Salvou um homem….E Leonel Badanas baixa os olhos, cheio da natural modéstia dos homens decididos”.

O Leonel Badanas era arrogante e preocupava-se muito com a sua aparência e com que os outros iriam pensar dele. No entanto ele preocupava-se em salvar as pessoas, tirava-as de qualquer aflição que tivessem, por isso podemos concluir que o Leonel Badanas era um homem com um bom coração, só que o não mostrava às pessoas.

Evolução Psicológica

Rana (Mendigo) - barba grande, olhos que parecem cegos por causa da fome, quieto e imóvel, esfomeado e aproveitador.


Evolução psicológica
O Rana era um mendigo, que tinha sempre fome e que já não tinha vontade de viver mais. O seu estado psicológico estava completamente afectado. Durante todo o texto, ele mantém-se assim; apenas no fim quando ele é preso, o seu estado emocional melhora, pois sente-se bem tratado e alimentado. Mulher da medalha - feição apagada e receosa Comandante dos Voluntários - comovido, amigo Presidente da Câmara - carrancudo Camponês - amigo, com dó do mendigo.

Personagens Secundárias

Figurantes

Mestre Zé Povo


Espaço Físico
No conto o espaço físico é a vila, que se subdivide entre a casa do bombeiro, o jardim(na festa a favor das florinhas da rua),as ruas da vila e o poço.


Espaço Social
Neste conto o espaço social é dividido entre a classe baixa, representada pelo mendigo que é extremamente pobre, e o resto do povo que parece pertencer a uma classe.


Espaço Cultural Em relação ao país
O conto evidencia as diferenças sociais em Portugal nos anos 50, no entanto podemos dizer que ainda hoje estas diferenças estão presentes na nossa sociedade. Continua a haver discriminação, injustiça social, pobreza. Nesta época, o neo-realismo era a corrente literária dominante e o seu principal objectivo era revelar e reflectir sobre a realidade social. É o que acontece neste conto.


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Recursos estilísticos e a sua intencionalidade

“E, de braços abertos, caminha, inseguro e desolado, como os ébrios. “ É utilizada uma dupla adjectivação para definir a forma como o Rana caminhava ( “inseguro e desolado “”) e uma comparação, que compara a sua forma de andar com a dos bêbedos. “Cuidadosamente, ajeita o intestino entre as pernas; encosta-se ao bocal, com o braço livre puxa o corpo, e tomba para dentro. “ A enumeração presente nesta frase descrevenos a forma como o mendigo caiu para o poço, sendo utilizado um advérbio de modo para nos mostrar que ele fez tudo aquilo “cuidadosamente”.

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Auto-retrato do mendigo Rana

O meu nome é Rana, tenho 72 anos e vivo numa pequena aldeola que se localiza no Norte. Sou um mendigo, as minhas roupas são trapos, tenho uma barba grande e cabelo branco. O meu corpo é como se fosse pedra, os meus olhos são baços, transmitem o vazio, a escuridão e a fome que procuro saciar cada dia, desta vida miserável que levo. trabalhador, trabalhava numa Em tempos fui um grande herdade, Comigo levo uma vara e um saco vazio, para qualquer lado que vá. a herdade da Salgada, era um trabalho difícil, pedia bastante de mim, mas devido à velhice, que me tomou o corpo, fui despedido e por não ter qualquer contacto com minha família nem maneira de me sustentar, sou um mendigo agora. Não é de todo o que queria para mim, mas fecharam-se todas as portas para conseguir ter uma vida melhor. Agora o que sinto dentro de mim, é o que os meus olhos transparecem… o vazio e a escuridão, mas nos meus tempos passados eles transpareciam alegria e felicidade. Durante a minha vida,tive sempre grandes desgostos e muito sofrimento, marcas que me acompanham nesta caminhada até hoje. Não tenho expectativas para o meu futuro, vou deixar-me levar, não tenho para onde ir nem para quem voltar, vou viver cada dia com o que a vida me vai proporcionando, tentando retirar o melhor de cada coisa.

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