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Morfologia Vegetal

Evolução das Plantas Superiores


Pigmentos fotossintéticos;
Reserva energética;
Constituição da parede
celular;
Formação da placa celular
na mitose.
Para ser considerado vegetal

• Multicelular;
• Eucarionte;
• Parede celular;
• Autótrofo;
• Ciclo diplobionte;
• Reprodução oogâmica.
Problemas da Vida
Terrestre

• Cutícula para evitar a dessecação;


• Estômatos para as trocas gasosas;
• Camada de células estéreis em volta dos órgãos
reprodutores;
• Retenção do zigoto no gametângio feminino para a
proteção do embrião;
• Desenvolvimento de um sistema vascular.
Classificação dos
Organismos

• Diferentes meios para se classificar organismos


• Esquema geral seguido:
– divisão em Três Domínios
– Archaea, Bacteria (Eubacteria) e Eukarya
• Domínio Eukarya:
– Quatro Reinos: Protista (Metaphyta e Metazoa), Animalia,
Fungi e Plantae

• Principais categorias taxonômicas


– Domínio, reino, filo, classe, ordem, família, gênero e espécie
Relações filogenéticas
Embriófitas
Traqueófitas (plantas vasculares)

Espermatófitas (plantas que produzem sementes)


Algas verdes
(grupo externo) Briófitas Pteridófitas Gimnospermas Angiospermas

Flores e frutos

Sementes

Vasos condutores de seiva


Embrião retido no gametângio feminino
Gametângios revestidos por células estéreis
Reino
Metaphyta
Relações de Dominância na

Metagênese
METAGÊNESE

• Alternância de Gerações

• Alternância de Fases

• Ciclo Diplobionte
Reprodução sexuada

• Oogâmica
• Gameta masculino pequeno e móvel e
• Gameta feminino grande e imóvel
• FOLHA
• Definição
• órgão vegetativo das plantas, geralmente verde
• Ativo fotossinteticamente e capaz de realizar as trocas gasosas com
o meio.
• Em geral, nasce sobre o caule ou seus ramos e possui estrutura
achatada e fina, de modo que o tecido clorofiliano, responsável pela
fotossíntese, fica próximo à superfície.

• Origem
• primórdios foliares localizados nas extremidades dos caules e dos
ramos, de crescimento limitado
Características Gerais
Folha completa
• Pecíolo
– haste que sustenta a folha
– Conecta ao caule

• Limbo
– parte achatada e dilatada da folha
– luz do sol e para realizar as trocas gasosas com o ambiente

• Bainha
– expansão achatada do pecíolo para aumentar a fixação

• Estípulas
– pequenos apêndices na base do pecíolo
• Aumentam a área fotossintetizante
• Proteção - espinhos
Características Gerais

• Todas as folhas apresentam uma camada de


abscisão (queda)
• Quanto à divisão do limbo

• Folhas simples:
– possuem o limbo inteiro – indiviso

• Folhas compostas:
– têm o limbo dividido em partes menores -
folíolos.
– devem possuir apenas uma camada de abscisão
Tipos de folhas

• Incompletas
– falta ou pecíolo, ou estípulas ou bainha.

• Folhas com ócrea


– são folhas em que as estípulas são grandes e envolvem o caule

• Folha invaginante
– tem bainha grande para aumentar sua fixação

• Folha séssil
– limbo, pelo qual se fixa diretamente ao caule
Heterofilia
• Diferentes tipos de folhas –
associado ao ambiente
• Sagitária
• três tipos de folhas:
• Submersas – alongadas
• Flutuantes – arredondadas
• Aéreas
Metamorfoses foliares

• Formas adaptadas à função: especializações


• Exemplos:

• Espinho - folha modificada para economia de água


• Escama - folha geralmente subterrânea modificada que protege brotos - lírio
• Catáfilo - folha subterrânea modificada que protege o broto nos bulbos
tunicados - cebola
• Gavinha - folha modificada para permitir a fixação dos caules sarmentosos
• Bráctea - folha modificada que acompanha as flores com função de proteção
ou atração
• Espata - bráctea especial que protege as inflorescências do copo-de-leite e
do antúrio
• Carnívora ou insetívora - folha adaptada para atrair, capturar e digerir
pequenos animais que vão ser utilizados como adubo
Anatomia da Folha

• Forma laminar
• Duas epidermes:
– superior e inferior, revestidas por uma cutícula para
dificultar as perdas de água.

• Mesófilo – entre as duas epidermes


– células de parênquima onde estão mergulhados os
tecidos de condução - nervuras.
Há diversos tipos de mesófilo:
• Mesófilo assimétrico –
• possui um parênquima paliçádico – superior
• parênquima lacunoso – inferior
• Característico das folhas de dicotiledôneas

• Mesófilo simétrico –
• parênquimas paliçádicos preenchido por
parênquima lacunoso
• Semelhantes
• Característico das folhas de monocotiledôneas

• Mesófilo indiferenciado - tem apenas um tipo


de parênquima não diferenciado.
• É característico de folhas de monocotiledôneas
Quanto ao número e a disposição dos folíolos

 
• unifoliadas
• com um único folíolo unido por um pecíolo ao pecíolo da folha

• pinadas
• com folíolos dispostos ou alternadamente ao longo da raque,
o eixo comum

• palmadas ou digitadas
• com mais de três folíolos partindo de uma base comum
pos de nervação ou venação
• peninérvea ou pinada
• uma única nervura central primária dá origem a nervuras de
ordem superior

• palmatinérvea ou actinódroma
• três ou mais nervuras primárias divergem radialmente de um
ponto inicial comum

• curvinérvea ou acródroma
• duas ou mais nervuras primárias ou secundárias bem
desenvolvidas formas arcos que convergem no ápice da folha

• campilódroma
• muitas nervuras primárias partindo de um ponto comum
convergem no ápice foliar

• paralelinérvea ou paralelódroma
• uma ou mais nervuras primárias originam-se lado a lado na base
da folha e correm paralelamente até o ápice da folha, onde
convergem
• O pecíolo das folhas é a parte que une a lâmina à
base. Faz, assim, a conexão entre limbo e caule.
Geralmente, o pecíolo é côncavo ou achatado em sua
porção superior e arredondado em sua porção basal.

• Tal forma facilita a sustentação da folha, ao mesmo


tempo em que confere flexibilidade e permite
movimento, auxiliando na exposição da lâmina foliar
à luz (fototropismo).

• Em geral, o pecíolo se une à base do limbo foliar. Há


casos, porém, em que se conecta ao meio da lâmina
foliar.
• Com relação ao pecíolo, as folhas podem ser
classificadas em:

• peciolada, quando o pecíolo está presente;

• séssil, quando não há pecíolo e a lâmina prende-se


diretamente ao caule, e

• peltada, quando o pecíolo une-se à folha pela região


central desta.
• A base foliar é a porção terminal do pecíolo que, em
algumas famílias vegetais, encontra-se bem desenvolvida.

• Sua provável função é a de proteger as gemas axilares do


caule.

• Em muitas monocotiledôneas a base é grande e muito


bem desenvolvida Recebe aqui o nome de bainha e
prende as folhas invaginantes ao caule.

• Muitas plantas apresentam ainda uma estrutura delicada


de tecido delgado saindo acima da bainha. É a chamada
lígula, cuja função é acumular água.
• Algumas possuem estípulas, que em algumas plantas são
tão desenvolvidas que podem ser confundidas com folhas.
Na ervilha (Pisum sativum), realizam fotossíntese.
Modificações Foliares

• Gavinhas - As gavinhas servem para prender a planta a


um suporte, enrolando-se nele. 

• Espinhos - Os espinhos são estruturas de proteção,


muitas vezes lignificadas. Além de exercer a função de
proteção, as folhas modificadas em espinhos podem ter
a função de reduzir a transpiração, tal como ocorre em
muitas cactáceas (ex. figo-da-índia, Opuntia sp.). 

• Brácteas - As brácteas são folhas coloridas e vistosas,


cuja função é a de atrair polinizadores. Parecem-se,
muitas vezes, às pétalas de uma flor (ex. primavera,
Bougainvillea spectabilis). 
• Filódios - Os filódios são folhas reduzidas, nas quais o
pecíolo alarga-se adquirindo forma de limbo e
exercendo suas funções fotossintéticas. 

• Cotilédones são as primeiras folhas do embrião vegetal


e servem para acumular reservas ou então para realizar
a transferência de reservas do albúmen para o embrião
em desenvolvimento. 

• Catáfilos (também denominados de escamas) protegem


as gemas vegetativas, além de realizar fotossíntese. 
• Entre as plantas conhecidas por carnívoras ou
insetívoras, algumas das suas folhas são
modificadas, assumindo vários aspectos, entre os
quais citamos os ascídios com a forma de um jarro,
dotado ou não de tampa, em cujo interior existem
glândulas que segregam sucos digestivos capazes
de digerir insetos.

• Os principais tipos de ascídios se encontram nas


espécies dos seguintes gêneros: Nepenthes,
Sarracenia, Cephalotus, Darlingtonia. Com o mesmo
significado biológico dos ascídios, encontramos os
utrículos do gênero Utricularia.
• Já em Drosera e
Drosophyllum as folhas
modificadas são
tentáculos recobertas de
pêlos glandulares móveis,
que segregam
substâncias que digerem
os insetos.
• Em Dionaea, as lâminas
foliares, com bordos
fimbriados, prendem-se e se
distinguem das folhas
normais (nomofilos) pelo
tamanho, forma, consistência
e cor, e que se encontra ou
na base de uma flor,
chamada bráctea mãe, ou de
uma inflorescência
Duração e queda das folhas.

• Duração ou seja, o tempo que as folhas permanecem nas plantas é


importantes do ponto de vista da arborização das vias públicas,
praças, jardins, parques e também rodovias.

• Podemos considerar os seguintes casos:

• Folhas persistentes são as que permanecem por mais de um ano,


como na laranjeira, limoeiro, coqueiro. Tais plantas, são também
chamadas sempre-verdes porque novas folhas se formam a medida
que as mais idosas vão caindo.
• Caducas ou decíduas, quando as folhas caem prematuramente,
deixando a planta despida durante o inverno ou estação seca.
• Marsescentes, quando as folhas secam e permanecem presas ao
vegetal, como no carvalho-português (Quercus lusitanica e Quercus
faginea). A queda das folhas está relacionada com as diferentes
regiões geográficas do globo.
• As folhas compostas constam
de um pecíolo comum, a
raque, da qual nascem folhas
pequenas chamadas folíolo
providos de pequeno pecíolo
chamado de peciólulo.

• As vezes a folha composta é


tão grande que pode
confundir-se com um ramo,
porém se distingue deste,
porque possui um gema na
axila. A falta de gemas nas
axilas dos folíolos comprova
que estes são apenas parte de
uma folha composta.
•  
Quanto à distribuição dos folíolos na raque

• geminada, quando possui dois folíolos, como no jatobá


ou jataí (Hymenaea sp.)
• trifoliada ou ternada, quando possui três folíolos, como
no feijoeiro, no trevo (Oxalis sp.)
• digitada ou palmada, quando os folíolos convergem no
mesmo ponto, na extremidade do pecíolo, como nos
ipês amarelo e roxo (Tabebuia spp.)
• penada, quando os folíolos se inserem ao longo do
raque, em posição oposta ou alteram, podendo ser
paripinada (terminando por um par de folíolos) como na
canafístula (Cassia fistula) ou imparipinada (terminando
por um folíolo), como na tipuna (Tipuana speciosa)
ANATOMIA INTERNA DA
FOLHA
Needed for land and dry conditions = stomata, mosses and up.
on underside of leaves or fronds
Operated by h20 pressure – and sugar-
starch amounts and sunlight.
Value in letting in CO2, let out H20 for
cooling. But retain most H20
Em corte transversal, uma folha apresenta
as seguintes zonas e tecidos

• epiderme - existe sempre na folha uma epiderme


superior e uma epiderme inferior, ambas com uma
única camada de células, bem unidas entre si e sem
cloroplastos. A epiderme está coberta por uma
cutícula mais ou menos espessa e pode apresentar
pêlos e estomas, geralmente mais espessos na
página inferior em dicotiledóneas mas igualmente
distribuídos em monocotiledóneas;
Epiderme

• A epiderme, um tecido primário simples formado pela protoderme,


é constituído por uma única camada de células que recobrem todo o
corpo da planta, tal como a pele dos vertebrados, por exemplo.

• Geralmente estas células apresentam paredes finas, embora a


parede externa seja um pouco mais espessa que as restantes. No
entanto, existem algumas situações (agulhas dos pinheiros, por
exemplo) em que as paredes são relativamente espessadas.

• Nas epidermes aéreas surge uma cutícula, uma camada não


celular de substâncias lipídicas como a cutina, segregada pelas
células da epiderme e que apresenta propriedades impermeabilizantes.

• As células epidérmicas são sempre vivas e arrumadas


compactamente, sem espaços entre si, com capacidade de
divisão. Os vacúolos são grandes e podem conter pigmentos ou
taninos. Podem, ainda, apresentar cloroplastos, nomeadamente as
células do aparelho estomático
estomas

• Os estomas surgem nas epidermes aéreas, locais


que permitem as trocas gasosas e cuja abertura é
regulada por células especializadas (células guarda).

• É comum as epidermes apresentarem pelos ou


tricomas. Em regra, os pelos da raiz são simples
expansões das células epidérmicas, enquanto os
pelos das folhas e caules são multicelulares.

• Uma excepção a essa regra é a fibra de


algodão, um pelo epidérmico de paredes celulósicas
espessas da semente do algodoeiro.

• Um dos pelos mais complexos é da da folha de urtiga, como
um fino tubo de extremidade reforçada por deposição de sílica
na parede celular. O ferimento causado pela penetração dessa
ponta aguçada na pele de um animal permite a entrada do
conteúdo celular, contendo compostos altamente irritantes.

• Outras substâncias segregadas por pelos epidérmicos


incluem os princípios activos da droga marijuana, retirados da
epiderme da planta Canabis.

• A função dos pelos depende da sua localização no corpo


da planta, em raízes aumentam a área de absorção da solução
do solo, enquanto em órgãos aéreos evitam a perda excessiva
de água, protegem contra insectos, etc.
mesófilo - zona média da folha, é composto por:

• parênquima fotossintético. Existem dois tipos de mesófilo:


• assimétrico - neste caso, característico das dicotiledóneas,
junto á epiderme superior existe parênquima em paliçada, com
células muito juntas e alongadas, e junto á epiderme inferior
parênquima lacunoso;

• simétrico - as camadas de parênquima em paliçada e lacunoso
repetem-se junto á epiderme inferior tornando a estrutura
simétrica. Pode igualmente existir apenas parênquima lacunoso
entre as epidermes. Este tipo de mesófilo é característico das
monocotiledóneas
tecidos vasculares - formados pelo xilema e floema

• Função de sustentação e transporte de nutrientes


orgânicos e minerais, localizando-se no interior do
mesófilo.

• O xilema está sempre virado para a página superior da


folha. Geralmente existe a chamada baínha vascular,
formada por colênquima ou esclerênquima, que dá
sustentação e impede a quebra dos feixes. Os feixes de
maior calibre notam-se á superfície da folha, formando as
nervuras.

• Em folhas de dicotiledóneas as nervuras ramificam-se


sucessivamente, formando uma rede. Em
monocotiledóneas as nervuras são paralelas, apresentando
todas o mesmo diâmetro em corte transversal.
Tecidos vasculares

• Xilema

• O xilema é o tecido de transporte de


água e sais minerais através do corpo das
plantas. Trata-se de um tecido complexo,
com origem no procâmbio ou no câmbio
vascular, conforme se trate de xilema
primário ou secundário.


Podem ser reconhecidos 4 tipos de células no xilema de
uma angiospérmica

• traqueídos - células relativamente longas e estreitas, com


parede secundária lenhificada, o que as torna células
mortas.

• As suas extremidades transversais são estreitas e


cobertas por uma fina membrana, enquanto as paredes
laterais são espessas e apresentam mumerosas
pontuações ou poros, locais onde não existe parede
secundária, permitindo a passagem de substâncias.

• Estas células alinham-se topo a topo, de modo a facilitar


o movimento de água no seu interior
• elementos dos vasos - células mais curtas e largas que
os traqueídos, apresentam a mesma parede secundária
lenhificada. Neste caso, as paredes transversais
desaparecem, ficando as células, alinhadas topo a topo,
a formar um tubo.

• As paredes laterais apresentam pontuações, simples ou


aureoladas. Este tipo de célula é muito mais eficiente na
deslocação de água, mas menos eficiente como
estrutura de suporte. Pode apresentar, ainda, um
importante problema: está muito mais sujeito á formação
de bolhas de ar, que podem bloquear a passagem de
água para as zonas superiores da planta.
• fibras xilémicas - surgem como resultado da
pouco capacidade de suporte dos elementos dos
vasos. São fibras de esclerênquima que
intermeiam as células transportadoras do xilema;

• células parenquimatosas - células com função de


reserva e controlo do movimento de soluções no
tecido vascular
Floema

• O floema é o tecido complexo de transporte de soluções orgânicas,


podendo igualmente ser primário ou secundário, como o xilema.

Este tecido apresenta, igualmente, 4 tipos de células, análogas ás do xilema:


• elementos dos tubos crivosos - a designação destas células vivas deriva
do aspecto das suas paredes transversais, que formam as placas crivosas.
Estas células estão sempre associadas a células companheiras, sem as
quais morrem.

• O seu citoplasma permanece vivo e funcional, embora altamente modificado


e especializado (não apresentam núcleo, por exemplo). A separação entre o
vacúolo e o citoplasma não é nítida pois o tonoplasto é destruído durante
durante a diferenciação celular.

• Existem filamentos proteicos que atravessam a célula longitudinalmente,


passando através da placa crivosa para a célula seguinte;
Floema

• células companheiras - células vivas e pequenas, de


citoplasma activo e denso, que controlam o
movimento de substâncias nos elementos dos tubos
crivosos, estabelecendo, por esse motivo, numerosos
plasmodesmos com estes;

• fibras floémicas - em tudo semelhantes às fibras


xilémicas, têm função de sustentação. São as únicas
células mortas do floema;

• células parenquimatosas - célula vivas, com função,


tal como as do xilema, de reserva de nutrientes para
os restantes componentes do floema.
Colênquima


• Este é um outro tipo de tecido primário simples, com células
parenquimatosas de parede espessada irregularmente, o que permite
a comunicação entre elas.
• As células do colênquima são vivas, alongadas, de forma
poliédrica em corte transversal e podem mesmo apresentar
cloroplastos.
• Estas células, formadas pelo meristema fundamental, têm parede
secundária rica em substâncias pécticas, hemicelulose e celulose, pelo
que funcionam como elementos de suporte em órgãos jovens e em
crescimento rápido pois as suas paredes elásticas não oferecem
resistência ao alongamento.
• Podem ser encontradas em cordões isolados ou como camadas
contínuas, abaixo da epiderme de caules herbáceos, pecíolos de
folhas e a formar a baínha em volta dos tecidos condutores
Esclerênquima

• O esclerênquima é um tecido de suporte complexo,


que devido a conter uma parede secundária não elástica
apenas pode ser encontrado em locais onde o
crescimento terminou.

• A parede secundária destas células é composta por


lenhina, um composto laminar formado por desidratação
de glícidos, praticamente imune á degradação anaeróbia
(por microrganismos decompositores) e de decomposição
extremamente lenta em presença de oxigénio, o que lhe
confere uma enorme resistência.
Este tecido é formado por três tipos de células:

• escleritos - células com forma e tamanho variável. Encontram-se


geralmente isoladas (como na polpa das pêras, por exemplo,
designando-se células pétreas), embora possam formar camadas
contínuas, junto à nervura de folhas ou em caules e sementes.
Formam-se a partir de células parenquimatosas por crescimento de
expansões que ocupam os espaços intercelulares e pela deposição de
uma parede secundária de lenhina.

• células pétreas - células de forma arredondada ou oval, relativamente


pequenas, comparadas com os escleritos e fibras, que surgem
geralmente na polpa de frutos, como a pêra, fornecendo suporte e
impedindo que o fruto rico em materiais carnudos se desfaça ao
amadurecer;

• fibras - células longas e estreitas, de parede uniformemente


espessada por deposição de lenhina. O linho, por exemplo, é formado
por fibras com cerca de 70 mm de comprimento, retiradas da planta do
linho. Outras fibras economicamente