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Centro de Saúde Carandá Saúde escolar

Centro de Saúde Carandá Saúde escolar Primeiros Socorros Fonte: Comissão de Coordenação do Programa de Educação

Primeiros Socorros

Fonte: Comissão de Coordenação do Programa de Educação para a Saúde: Manual de Primeiros Socorros

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Objectivos da Formação

Informar sobre os cuidados básicos a ter com crianças / Jovens em situação de perigo e no espaço escolar

Dirigir a formação a agentes de acção educativa com interesse nesta àrea de intervenção

Dar a conhecer o comportamento a ter em situação de:

Feridas Hemorragias Entrada de corpos estranhos Desmaio Entorse Sangramento nasal Asfixia/ sufocamento Fracturas Reanimação cardipulmonar Afogamento Convulsões Queimaduras

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Introdução

Prevenir acidentes é sempre a melhor solução, agir antes de ocorrer o accidente para o evitar, nem sempre é possivel… ..

Por

isso

é

fundamental

saber

como

situações de emergencia.

agir

em

Fonte: http://www.clicfilhos.com.br/site/display_materia.jsp? titulo=Manual+de+primeiros+socorros

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Feridas 4
Feridas 4
Feridas 4

Feridas

Feridas 4

Feridas

Ferida é

uma lesão

da pele, quase

sempre resultante um traumatismo.

Pode

atingir

tecido

subcutâneo

e

também tecido muscular e ossos

(lesão profunda).

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Material

  • A Mala de Primeiros Socorros deve conter:

Luvas de protecção; Compressas esterilizadas e limpas; Adesivo hipoalérgico (para aplicação na pele); Adesivo comum (para aplicação em ligaduras); Ligaduras; Iodopuvidona dérmico (“betadine”); Termómetro; Tesoura;
Medicamentos (…)

Material A Mala de Primeiros Socorros deve conter: de protecção; esterilizadas e limpas; hipoalérgico (para aplicação
Material A Mala de Primeiros Socorros deve conter: de protecção; esterilizadas e limpas; hipoalérgico (para aplicação

Medicamentos

Paracetamol Xarope, 200mg/ 5ml Paracetamol, 500mgr comprimidos

Procedimentos a ter em conta para a administração de medicamentos:

Deverá existir protocolo entre escola, pais e Saúde escolar

Orientações da DGS, 2006

Divulgação de acordo de actuação em caso de febre

Tax inferior a 37, 5ºC - actuação:

Deixar com roupa mínima se arrepios aconchegar resguardar de correntes de ar chamar a família

Tax superior a 37, 5 - actuação:

Deixar com roupa mínima se arrepios aconchegar Resguardar de correntes de ar Chamar a família Administrar Paracetamol

Feridas

Em situação de feridas deve:

1. Antes de tocar na ferida, deve lavar as mãos e

calçar

luvas

se

possível;

(protecção do

cuidador, HIV, HB, HA, Etc. )

2. De seguida, lavar a pele à volta da ferida com água e sabão;

3. Proteger com uma compressa ou pano limpo

Feridas Em situação de feridas deve: 1. Antes de tocar na ferida, deve lavar as mãos

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Feridas

  • 4. Depois, lavar

a ferida

do

centro para os

bordos

com soro fisiologico, nunca utilizando algodão;

  • 5. A seguir, seca-se suavemente a ferida com uma compressa esterilizada;

  • 6. Posteriormente, desinfectar a ferida.

Feridas 4. Depois, lavar a ferida do centro para os bordos com soro fisiologico, nunca utilizando

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Feridas

Se a ferida for superficial e relativamente pequena deve, depois de lavada, deixar ao ar livre ou então colocar uma compressa esterilizada;

Se a ferida for profunda, com tecidos esmagados e infectados, deve apenas proteger com uma compressa esterilizada, para de seguida encaminhar para o hospital.

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Feridas

Em situação de feridas nos olhos deve:

1. Imobilizar a criança deitada, pedindo que esta olhe para cima;

  • 2. Cobrir o olho com compressas esterilizadas;

  • 3. Evitar que a criança tussa ou espirre;

  • 4. Encaminhar para o hospital.

Nota:

Deve-se ponderar a possibilidade de

lesão

no olho quando existe uma

ferida na

face.

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Hemorragia s 13
Hemorragia s 13

Hemorragia

Hemorragia s 13

s

Hemorragia s 13

Hemorragias

É uma perda de sangue devido a rotura de um vaso sanguíneo

Classificadas quanto:

•Aos vasos sanguíneos lesionados •Quanto a origem

Quanto ao vaso lesionado:

Arterial:

•Sangue muito oxigenado vermelho vivo •Jorra de uma ferida ao mesmo ritmo dos batimentos cardíacos

Venosos:

Sangue menos oxigenado, vermelho escuro; Não jorra

Saída de grande quantidade de sangue se seccionada uma grande veia

Capilar:

Sangue arterial e venoso (hemorragia mais comum)

Quanto a origem

Externas:

Sangue sai por ferida existente na pele É sempre visível

Internas invisíveis:

Sangue fica retido no Não visível

Internas visíveis:

Sangue sai por orifícios natural (boca, nariz, ouvidos, nariz, uretra ou vagina)

Hemorragia interna

1- Hemorragia interna (não se vê correr sangue)

Sinais e sintomas

-sede -sensação de frio -pulso fraco e acelerado -palidez -arrefecimento das extremidades -alteração do estado de consciência

O que se deve fazer

Acalmar a vítima e mantê-la acordada Desapertar a roupa Manter a vítima aquecida Posicioná-la em PLS

O que se deve fazer Acalmar a vítima e mantê-la acordada Desapertar a roupa Manter a

Até transporte ao hospital

Hemorragia externa

•Calçar luvas descartáveis •Deitar horizontalmente a vítima •Aplicar sobre a ferida uma compressa esterilizada, ou pano limpo •Fazer compressão manual directa •fazer contenção com ligadura até deixar de repassar •Penso compressivo

Aplicar garrote se hemorragia não parar

Acima das articulações do joelho ou do cotovelo Elástico ou pano com 2 nos, entre os quais um pau para rodar Aliviar de 15 em 15 minutos

Sangramento Nasal 20
Sangramento Nasal 20

Sangramento Nasal

Sangramento Nasal 20
Sangramento Nasal 20

Sangramento Nasal

Sangramento nasal, também denominado por epistaxis, consiste na ruptura dos vasos sanguíneos da mucosa do nariz, provocando uma hemorragia que pode por vezes ser muita intensa.

Sangramento Nasal Sangramento nasal, também denominado por epistaxis, consiste na ruptura dos vasos sanguíneos da mucosa

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Sangramento Nasal

Em situação de sangramento nasal deve:

1. Comprimir com o dedo a narina que está a sangrar;

2. Aplicar gelo na narina, exteriormente;

3. Se a hemorragia continuar, pode-se utilizar um tampão coagulante específico (Spongostan), realizando pressão sobre a narina;

4. Se a hemorragia mesmo assim persistir, a criança deve ser encaminhada para o hospital.

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Asfixia/Sufocamento 23
Asfixia/Sufocamento 23

Asfixia/Sufocamento

Asfixia/Sufocamento 23
Asfixia/Sufocamento 23

Asfixia/Sufocamento

Existe uma falta de aporte de oxigénio ao cérebro. As principais causas são:

• Obstrução das vias respiratórias por algum corpo estranho, entre eles: objectos alimentares mal digeridos, algo que as crianças levem à boca, etc; • Ingestão de bebidas causticas; • Intoxicações diversas (veneno, fumos) •Paragem dos músculos respiratórios.

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Asfixia/Sufocamento

O que se deve fazer? Numa criança pequena:

Abrir a boca da criança e tentar extrair algum corpo estranho que possa estar visível. Pode utilizar o dedo indicador em forma de gancho ou então uma pinça;

NOTA:

Ao tentar extrair o corpo estranho, ter o cuidado para não empurrar

o

objecto mais para baixo.

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Asfixia/Sufocamento

Se não for possível retirar o corpo estranho:

–Colocar a criança de cabeça para baixo e bater-lhe nas costas, entre as omoplatas com a mão completamente aberta;

Asfixia/Sufocamento Se não for possível retirar o corpo estranho: –Colocar a criança de cabeça para baixo

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Asfixia/Sufocamento

Num jovem/adulto:

– Abrir a boca do jovem/adulto e tentar extrair algum corpo estranho que possa estar visível. Pode utilizar o dedo indicador em forma de gancho ou então uma pinça;

NOTA:

Ao tentar extrair o corpo estranho, ter o cuidado para não empurrar o objecto mais para baixo;

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Asfixia/Sufocamento

• Se não for possível retirar o corpo estranho:

- É necessário colocar-se por trás da vítima e passar-lhe o braço à volta cintura; -Feche
-
É
necessário colocar-se por trás da
vítima
e
passar-lhe o braço à volta cintura;
-Feche o punho e coloque-o logo acima do
umbigo;
-Cubra o punho com a outra mão e pressione
para dentro e para cima;

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Corpos Estranhos 29
Corpos Estranhos 29

Corpos Estranhos

Corpos Estranhos 29
Corpos Estranhos 29

Corpos Estranhos

• Corpos

estranhos

são

aqueles

que,

indevidamente, entrem em orifícios do

nosso

corpo,

entre

os

quais ouvidos,

olhos e também vias respiratórias.

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Corpos Estranhos

• Olhos:

• Grãos de areia;

• Insectos;

• Limalhas.

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Corpos Estranhos

Corpo estranho no olho deve:

1. Abrir o olho com cuidado;

2. Deixar correr água no olho, sempre no sentido do nariz para a orelha.

Corpos Estranhos Corpo estranho no olho deve: 1. Abrir o olho com cuidado; 2. Deixar correr

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Corpos Estranhos

Corpo estranho no olho deve:

  • 3. Repetir este processo várias vezes;

  • 4. Se não obtiver resultados, fazer um penso no olho com uma gaze e adesivo, para de seguida encaminhar para o hospital;

Corpos Estranhos Corpo estranho no olho deve: 3. Repetir este processo várias vezes; 4. Se não

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Corpos Estranhos

• Ouvidos:

• Os corpos estranhos mais comuns no ouvido são os insectos.

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Corpos Estranhos

Em situação de corpo estranho no ouvido deve:

Se houver certeza de que o corpo estranho é um insecto, deve deitar uma gota de azeite no ouvido e encaminhar para o hospital.

Corpos Estranhos Em situação de corpo estranho no ouvido deve: – Se houver certeza de que

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Corpos Estranhos

• Vias Respiratórias:

Nariz

– Os

objectos

que

entram

no

nariz

são

normalmente corpos de pequenas dimensões, como por exemplo feijões.

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Corpos Estranhos

Em situação de corpo estranho no nariz deve:

Pedir à criança para assoar com força para

tentar extrair o corpo estranho.

Se mesmo

assim este não sair, a criança deve ser

encaminhada para o hospital.

Corpos Estranhos Em situação de corpo estranho no nariz deve: Pedir à criança para assoar com

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Corpos Estranhos

• Vias Respiratórias:

• Garganta

– Alimentos mal mastigados;

– Ossos;

Corpos Estranhos • Vias Respiratórias: • Garganta – Alimentos mal mastigados; – Ossos; – Objectos de

– Objectos de pequenas dimensões.

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Corpos Estranhos

Em situação de corpo estranho na garganta deve:

Pedir à criança para tossir;

Nota:

Este eventual corpo estranho na garganta pode provocar dificuldade na respiração e consequente asfixia.

Corpos Estranhos Em situação de corpo estranho na garganta deve: • Pedir à criança para tossir;

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Desmaio 40
Desmaio 40

Desmaio

Desmaio 40
Desmaio 40

Desmaio

Ocorre devido à falta de oxigénio no cérebro à qual o organismo reage com perda de consciência podendo originar uma queda;

Causas:

Desmaio Ocorre devido à falta de oxigénio no cérebro à qual o organismo reage com perda

Fadiga; Excesso de calor; Falta de alimentos; Estar de pé durante muito tempo.

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Desmaio

Em situação de desmaio deve:

Se a pessoa está prestes a desmaiar:

  • 1. Sentá-la e colocar a cabeça entre as pernas;

Desmaio Em situação de desmaio deve: Se a pessoa está prestes a desmaiar : 1. Sentá-la
  • 2. Molhar a testa com água fria;

  • 3. Dar a beber chá ou água açucarados.

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Desmaio

Em situação de desmaio deve:

1. Colocar a criança de lado, com as pernas elevadas em relação ao resto do corpo;

Desmaio Em situação de desmaio deve: 1. Colocar a criança de lado, com as pernas elevadas

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Desmaio

  • 2. Desapertar as roupas;

  • 3. Manter a criança aquecida;

  • 4. Logo que a criança recupere a consciência, dar a

beber chá ou água açucarados;

  • 5. Encaminhar para o hospital.

Nota:

 

Nunca

dar

nada

a

beber

à

criança

inconsciente,

pelo

perigo

de

asfixia.

Desmaio 2. Desapertar as roupas; 3. Manter a criança aquecida; 4. Logo que a criança recupere

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Entorse 45
Entorse 45

Entorse

Entorse 45
Entorse 45

Entorse

Entorse é uma lesão das ligações entre os ossos, nomeadamente as articulações.

Entorse Entorse é uma lesão das ligações entre os ossos, nomeadamente as articulações. Fonte: Comissão de

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Entorse

Em situação de Entorse deve:

1. Evitar movimentar a articulação lesada;

2. Aplicar gelo ou deixar correr água fria no local lesionado;

3. Encaminhar para o hospital.

Entorse • Em situação de Entorse deve: 1. Evitar movimentar a articulação lesada; 2. Aplicar gelo

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Fraturas 48
Fraturas 48

Fraturas

Fraturas 48
Fraturas 48

Fraturas

Fratura consiste numa lesão óssea. Qualquer fratura ou suspeita de fratura, o osso deve ser imobilizado e evitado o contato.

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Fracturas

Em situação de fracturas deve:

1. Pôr a descoberto a zona da lesão (se necessário desapertar a roupa);

2. Verificar se existem ferimentos;

3. Não mobilizar a zona lesada e inclusive pedir à criança para nunca mexer a zona fracturada;

4.

É

extremamente

necessário

seguida para o Hospital;

encaminhar

de

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Reanimação Cardiopulmonar 51
Reanimação Cardiopulmonar 51

Reanimação

Cardiopulmonar

Reanimação Cardiopulmonar 51
Reanimação Cardiopulmonar 51

Reanimação

Cardiopulmonar

Perante uma paragem cardio-respiratória é necessário realizar reanimação cardiopulmonar;

A

paragem

respiratória

 

ocorre

quando

a

 
 

respiração da criança cessa;

 

A paragem cardíaca retrata-se pela paragem de contracção do coração, em que este se torna ineficaz para bombear o sangue para todo o corpo;

À paragem respiratória pode estar associada a

paragem

cardíaca,

ou

seja,

estar presente a

paragem cardio-pulmonar;

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Paragem Cardio- respiratória

As causas mais frequentes são:

Obstrução da laringe por corpo estranho;

Afogamento;

Choque eléctrico;

Traumatismo Craneano.

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Paragem Cardio- respiratória

Em situação de paragem cardio-respiratória

deve:

1. Verificar se existe alguma obstrução das vias respiratórias, abrindo a boca e olhando e, se necessário, retirar o possível corpo estranho com o dedo em forma de gancho ou com uma pinça;

2. Deitar a criança de barriga para cima;

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Paragem Cardio- respiratória

Em situação de suspeita de paragem cardio- respiratória deve:

3. Ajoelhar-se ao pé dos ombros da criança/vítima;

4. Depois, durante 10 segundos, ver se a criança

respira,

encostando

a cabeça

à

face da vítima,

tentando ouvir sons respiratórios observando ao

mesmo

tempo

os

movimentos

de

inspiração/expiração do tórax.

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Paragem Cardio- respiratória

Vamos imaginar que avaliamos a respiração de uma criança vítima de perda de consciência;

- A criança respira expontaneamente; Nesta situação deve:

1. Aquecer a criança e posicionar de lado em PLS;

Paragem Cardio- respiratória Vamos imaginar que avaliamos a respiração de uma criança vítima de perda de

2. O transporte para o hospital é extremamente necessário e não deve ser negligenciado;

Paragem Cardio- respiratória Vamos imaginar que avaliamos a respiração de uma criança vítima de perda de

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Paragem Cardio- respiratória

Vamos imaginar agora que:

- A criança não respira;

Sendo

assim,

estamos

na

paragem respiratória.

presença

de

uma

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Paragem Respiratória

Se a vítima não respira:

5. Posicionar a cabeça da criança o mais para trás possível;

6.

De seguida,

com

uma mão na

testa e outra

na

nuca, perto do pescoço, puxar

o

queixo para

cima levantando suavemente o pescoço;

Paragem Respiratória Se a vítima não respira : 5. Posicionar a cabeça da criança o mais

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Paragem Respiratória

Se a vítima não respira (cont.):

7.

Cobrir

com

a

sua boca,

a

boca

e nariz

da

criança se assim for possível e com as mãos segurar na nuca e na testa;

Paragem Respiratória Se a vítima não respira (cont.): 7. Cobrir com a sua boca, a boca

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Paragem Respiratória

Se a vítima não respira (cont.):

8. Se não for possível cobrir a boca e o nariz da vítima em simultâneo, deve apenas cobrir a boca e com a mão não dominante, apertar as narinas da criança, segurando com a outra mão o queixo;

Paragem Respiratória Se a vítima não respira (cont.): 8. Se não for possível cobrir a boca

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Paragem Respiratória

Se a vítima não respira (cont.):

9. Insuflar 2 vezes imediatamente (soprar lentamente durante cerca de 2 segundos);

Paragem Respiratória Se a vítima não respira (cont.): 9. Insuflar 2 vezes imediatamente (soprar lentamente durante

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Paragem Respiratória

10.

Avaliar

agora

a

presença

de

pulso,

nomeadamente no pescoço (carótida) com

dois dedos durante 10 segundos;

Já sabemos

que a criança

não respira,

vamos imaginar que avaliamos o pulso e:

O coração bate.

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Paragem Respiratória

11. Continuar as insuflações de acordo com a idade da vítima:

»

Nos jovens/adultos: 12 a 15 insuflações/min;1x5

»

Nas crianças: 15 a 20 insuflações/min;1x4

»

Nos bebés: 20 a 25 insuflações/min.1x3

12. Avaliar, de minuto em minuto, se a respiração foi restabelecida. Esta avaliação deve durar apenas 10 segundos, tal como retrata o ponto 4.

13. Estas insuflações devem ser executadas até a respiração da vítima ser restabelecida ou então até chegar ajuda médica.

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Paragem Respiratória

Nota:

A

partir

do

momento

em

que

é

detectada a paragem respiratória, deve ser

accionado de imediato emergência médica (INEM);

o

serviço

Paragem Respiratória Nota: A partir do momento em que é detectada a paragem respiratória, deve ser

de

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Paragem Cardio- respiratória

Vamos agora imaginar que a criança não respira e:

»O coração não bate;

Sendo

assim,

estamos

na

presença

de

uma

paragem cardio-respiratória.

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Paragem Cardio- respiratória

É,

por

isso,

necessário

realizar

compressões

torácicas:

 

1.

Certificar-se que a

criança está sobre

um

plano duro;

2. Bebé: Apoiar os dedos polegares de ambas as mãos um pouco acima da ponta do esterno;

Paragem Cardio- respiratória É, por isso, necessário realizar compressões torácicas: 1. Certificar-se que a criança está

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Paragem Cardio- respiratória

-

Criança:

Apoiar

os

dedos,

indicador

e

médio,

um

pouco

acima

da

ponta

do

esterno;

Paragem Cardio- respiratória - Criança : Apoiar os dedos, indicador e médio, um pouco acima da

- Jovem/Adulto: Deverá colocar a palma da mão cerca de 3cm acima da ponta do esterno e sobrepor a outra mão;

Paragem Cardio- respiratória - Criança : Apoiar os dedos, indicador e médio, um pouco acima da

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Paragem Cardio- respiratória

3.

Realizar

de

alternando com

imediato

15

compressões,

2

insuflações

e

assim

sucessivamente (criança). 30 comp.x2 (adulto)

4.

De

minuto

em

minuto,

deve

reavaliar

a

presença de pulso e respiração espontânea.

5. Esta manobra não deve ser interrompida até a vítima recuperar a respiração espontânea e/ou o

pulso.

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Paragem Cardio- respiratória

Na reanimação cardiopulmonar com duas pessoas deve:

– Enquanto uma pessoa assegura a respiração boca-a- boca, a outra pessoa fica encarregue das compressões. Devem as duas trabalhar em simultâneo;

A pessoa responsável pela respiração boca-a-boca faz:

»

Nos jovens/adultos: 12 a 15 insuflações/min;

»

Nas crianças: 15 a 20 insuflações/min;

»

Nos bebés: 20 a 25 insuflações/min.

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Paragem Cardio- respiratória

– A pessoa responsável pelas compressões cardíacas faz:

»

Nos jovens/adultos: 80 compressões/minuto;

»

Nas crianças: 80 compressões/minuto;

»

Nos bebés: 100 compressões/minuto.

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Paragem Cardio- respiratória

Nota:

Nunca esquecer de pedir ajuda, no caso de estarmos sós, para que seja activado o serviço de emergência médica (INEM);

Paragem Cardio- respiratória Nota: Nunca esquecer de pedir ajuda, no caso de estarmos sós, para que

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Afogamento 72
Afogamento 72

Afogamento

Afogamento 72
Afogamento 72

Afogamento

Em situação de afogamento deve:

  • - Retirar a criança imediatamente dentro da água;

  • - Ver se a criança está consciente, se respira e se o coração bate;

  • - Posicionar a criança de barriga para baixo, com a cabeça virada para um dos lados;

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Afogamento

-

Comprimir

a caixa

torácica 3

expelir a água ingerida;

a

4

vezes para

Afogamento - Comprimir a caixa torácica 3 expelir a água ingerida; a 4 vezes para Fonte:

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Afogamento

  • - Se a criança não respira:

Afogamento - Se a criança não respira : - Deitar a criança de barriga para cima
  • - Deitar a criança de barriga para cima e iniciar respiração boca-a-boca;

  • - Se o coração também não bater, realizar compressões cardíacas;

  • - Logo que a criança respire, deve colocá-la de lado (PLS) e aquecê-la;

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Afogamento

- Se a criança respira:

Afogamento - Se a criança respira : - Colocar a criança de lado (PLS) e aquecê-la;

- Colocar a criança de lado (PLS) e aquecê-la;

De referir ainda que, a partir do momento em que o afogamento ocorre, deve ser accionado o INEM através do número 112. A vítima deve ser sempre transportada ao hospital.

Afogamento - Se a criança respira : - Colocar a criança de lado (PLS) e aquecê-la;

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Convulsão 77
Convulsão 77

Convulsão

Convulsão 77
Convulsão 77

Convulsão

Uma convulsão caracteriza-se pelos chamados “ataques”, com presença de movimentos bruscos, perda de consciência com queda, mordedura da língua, olhar “vago”, e também pode a vítima “espumar” pela boca.

Convulsão Uma convulsão caracteriza-se pelos chamados “ataques”, com presença de movimentos bruscos, perda de consciência com

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Convulsão

Em situação de convulsão deve:

-

Afastar os objectos em magoar;

que

a

vítima se possa

-

Tornar o ambiente calmo afastando os demais observadores;

- Anotar a duração da convulsão;

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Convulsão

Em situação de convulsão deve (cont.):

-

Uma

vez

que a fase dos movimentos bruscos

acabe, deve colocar a criança de lado;

  • - Manter a criança num ambiente tranquilo sem ruídos externos;

  • - Encaminhar de seguida a criança para o hospital.

Fonte: Comissão de Coordenação do Programa de Educação para a Saúde: Manual de Primeiros Socorros

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Queimaduras 81
Queimaduras 81

Queimaduras

Queimaduras 81
Queimaduras 81

Queimaduras

A gravidade da queimadura depende de determinados factores nomeadamente:

  • - Da zona atingida pela queimadura;

  • - Da área de pele queimada;

  • - Da profundidade da queimadura.

Fonte: Comissão de Coordenação do Programa de Educação para a Saúde: Manual de Primeiros Socorros

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Queimaduras

Vamos fazer uma breve alusão aos diferentes graus de queimaduras:

»

Queimaduras de 1º grau: queimaduras menos graves. Apenas a pele fica vermelha e com dor. Normalmente são aquelas pequenas queimaduras solares;

»

Queimaduras de 2º grau: É uma queimadura de 1º grau com a presença de bolhas com líquido. A vítima deve ser encaminhada para o hospital.

Queimaduras Vamos fazer uma breve alusão aos diferentes graus de queimaduras: » Queimaduras de 1º grau

Nota: Estas bolhas nunca devem ser rebentadas a não ser que seja previsível que estas rebentem por si, decorrente dos movimentos da vítima.

Fonte: Comissão de Coordenação do Programa de Educação para a Saúde: Manual de Primeiros Socorros

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Queimaduras

» Queimaduras

de

grau:

Além de estarem

presentes as características de uma queimadura de 1º e 2º graus, existe envolvimento de outras estruturas do corpo.

»

existe

ainda

envolvimento

de

tecido

muscular/ósseo. Queimadura

muito grave que

necessita de ser encaminhada para o hospital.

Fonte: Comissão de Coordenação do Programa de Educação para a Saúde: Manual de Primeiros Socorros

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Queimaduras

Numa queimadura de 1º grau deve:

1. Arrefecer a zona lesada com soro fisiológico ou água fria durante cerca de 10 a 20 min;

Queimaduras Numa queimadura de 1º grau deve : 1. Arrefecer a zona lesada com soro fisiológico

2. Aplicar vaselina, ou na sua falta aplicar um creme gordo na área lesada, ex: nívea;

Fonte: Comissão de Coordenação do Programa de Educação para a Saúde: Manual de Primeiros Socorros

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Queimaduras

Numa queimadura de 2º grau deve:

1. Arrefecer a zona lesada com soro fisiológico ou água fria durante cerca de 10 a 20 min;

  • 2. Não retirar a roupa, se esta estiver aderente; Só retira a roupa se esta estiver impregnada e produtos cáusticos e ferventes;

  • 3. As bolhas não se rebentam. Se estas estiverem arrebentadas, tratá-las como outra ferida qualquer. A pele da bolha arrebentada nunca deve ser cortada.

Fonte: Comissão de Coordenação do Programa de Educação para a Saúde: Manual de Primeiros Socorros

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Queimaduras

Numa queimadura de 2º grau deve (cont.):

4.

Se

a criança queimada tiver anéis ou

relógios

devem ser retirados de imediato;

5.

Colocar compressas embebidas em soro fisiológico ou água, nas zonas das pregas que possam estar queimadas, para evitar que estas se colem;

Fonte: Comissão de Coordenação do Programa de Educação para a Saúde: Manual de Primeiros Socorros

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Queimaduras

Numa queimadura de 2º grau deve (cont.):

6. Aplicar vaselina, ou na sua falta aplicar um creme gordo na área lesada, ex: nívea;

7. Cobrir a zona queimada com compressas ou panos limpos embebidos em soro fisiológico ou água.

Fonte: Comissão de Coordenação do Programa de Educação para a Saúde: Manual de Primeiros Socorros

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Queimaduras

Numa queimadura de 3º grau deve:

1. Arrefecer a zona lesada com soro fisiológico ou água fria durante cerca de 10 a 20 min;

2. Não retirar a roupa, se esta estiver aderente; Só retira a roupa se esta estiver impregnada e produtos cáusticos e ferventes;

3. Cobrir a zona queimada com compressas ou panos limpos embebidos em soro fisiológico ou água;

Fonte: Comissão de Coordenação do Programa de Educação para a Saúde: Manual de Primeiros Socorros

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Queimaduras

Numa queimadura de 3º grau deve (cont.):

4.

A pele é importante para mantermos

a nossa

temperatura ideal. Se esta está destruída, existe risco de vida por golpe de frio. Logo, é

necessário colocarmos uma manta ou lençol por cima da vítima.

Fonte: Comissão de Coordenação do Programa de Educação para a Saúde: Manual de Primeiros Socorros

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