Você está na página 1de 25

Petrônio Martelli

Maio de 2006: dos 5564 municípios brasileiros:

427 (NOB-GPSM
255 (NOAS-GPSM)

Documento pactuado na reunião da Comissão


Intergestores Tripartite do dia 26 de janeiro de
2006 e aprovado na reunião do Conselho Nacional
de Saúde do dia 09 de fevereiro de 2006.

“O Pacto pela Saúde é um conjunto de reformas institucionais do SUS pactuado


entre as três esferas de gestão (União, Estados e Municípios) com o objetivo de
promover inovações nos processos e instrumentos de gestão, visando alcançar
maior eficiência e qualidade das respostas do Sistema Único de Saúde. Ao
mesmo tempo, o Pacto pela Saúde redefine as responsabilidades de cada gestor
em função das necessidades de saúde da população e na busca da equidade
social”.
Pacto de gestão
Pacto pela vida
Pacto em defesa do SUS

• Março 2007 - Tocantins


(1º a pactuar o Termo de Compromisso de Gestão - TCG)

• Março 2007 mudança no repasse financeiro do MS:


1. Atenção básica
2. Atenção de média e alta complexidade ambulatorial e hospitalar
3. Vigilância em saúde
4. Assistência farmacêutica
5. Gestão do SUS
Portaria 204 GM de 29/01/07

-Conta única e específica para cada bloco


Vedado para:
-Servidores inativos
-Servidores ativos exceto serviço específico do bloco
-Gratificação de função, exceto específico no bloco
-Assessorias consultorias
-Construções novas
Bloco da atenção básica

A-PAB Fixo

B-PAB Variável

I - Saúde da Família;
II - Agentes Comunitários de Saúde;
III - Saúde Bucal;
IV - Compensação de Especificidades Regionais;
V - Fator de Incentivo de Atenção Básica aos Povos Indígenas;
VI - Incentivo para a Atenção à Saúde no Sistema Penitenciário;
VII Incentivo para a Atenção Integral à Saúde do Adolescente em
conflito com a lei, em regime de internação e internação provisória; e
VIII - outros que venham a ser instituídos por meio de ato normativo
específico.
Bloco de atenção de média e alta complexidade ambulatorial e hospitalar

A-Componente limite financeiro da média e alta complexidade


ambulatorial e hospitalar

I - Centro de Especialidades Odontológicas - CEO;


II - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - SAMU;
III - Centro de Referência em Saúde do Trabalhador;
IV - Adesão à Contratualização dos Hospitais de Ensino, dos
Hospitais de Pequeno Porte e dos Hospitais Filantrópicos;
V - Fator de Incentivo ao Desenvolvimento do Ensino e da Pesquisa
Universitária em Saúde - FIDEPS;
VII - Programa de Incentivo de Assistência à População Indígena -
IAPI;
VII - Incentivo de Integração do SUS - INTEGRASUS; e
VIII - outros que venham a ser instituídos por meio de ato normativo.
Bloco de atenção de média e alta complexidade ambulatorial e hospitalar

B-Fundo de ações estratégicas e compensação-FAEC

I - procedimentos regulados pela Central Nacional de Regulação da


Alta Complexidade - CNRAC;
II - transplantes e procedimentos vinculados;
III - ações estratégicas ou emergenciais, de caráter temporário, e
implementadas com prazo pré-definido; e
IV - novos procedimentos, não relacionados aos constantes da
tabela vigente ou que não possuam parâmetros para permitir a
definição de limite de financiamento, por um período de seis meses,
com vistas a permitir a formação de série histórica necessária à sua
agregação ao Componente Limite Financeiro da Atenção de Média e
Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar - MAC.
Bloco de Vigilância em saúde

A-Componente da vigilância epidemiológica e ambiental

Teto Financeiro de Vigilância em Saúde - TFVS e também pelos


seguintes incentivos:
I - Subsistema de Vigilância Epidemiológica em Âmbito Hospitalar;
II - Laboratórios de Saúde Pública;
III - Atividade de Promoção à Saúde;
IV - Registro de Câncer de Base Populacional;
V - Serviço de Verificação de Óbito;
VI - Campanhas de Vacinação;
VII - Monitoramento de Resistência a Inseticidas para o Aedes
aegypti;
VIII - Contratação dos Agentes de Campo;
IX - DST/Aids; e
X - outros que venham a ser instituídos por meio de ato normativo
específico.
B-Componente V. Sanitária
Atual teto financeiro da vigilância sanitária
Do bloco de assistência farmacêutica

A-Componente básico da assistência farmacêutica

B-Componente estratégico da assistência farmacêutica


I - controle de endemias, tais como a tuberculose, a hanseníase, a
malária, a leishmaniose, a doença de chagas e outras doenças
endêmicas de abrangência nacional ou regional;
II - anti-retrovirais do programa DST/Aids;
III - sangue e hemoderivados; e
IV - imunobiológicos

C-Componente de medicamentos de dispensão excepcional


Do bloco de gestão do SUS

A-Componente para a Qualificação da Gestão do SUS

I - Regulação, Controle, Avaliação, Auditoria e Monitoramento;


II - Planejamento e Orçamento;
III - Programação;
IV - Regionalização;
V - Gestão do Trabalho;
VI - Educação em Saúde;
VII - Incentivo à Participação e Controle Social;
VIII - Informação e Informática em Saúde;
IX - Estruturação de serviços e organização de ações de assistência
farmacêutica; e
X - outros que vierem a ser instituídos por meio de ato normativo
específico.
Do bloco de gestão do SUS

B-Componente para a Implantação de Ações e Serviços de


Saúde

I - implantação de Centros de Atenção Psicossocial;


II - qualificação de Centros de Atenção Psicossocial;
III - implantação de Residências Terapêuticas em Saúde Mental;
IV - fomento para ações de redução de danos em CAPS AD;
V inclusão social pelo trabalho para pessoas portadoras de
transtornos mentais e outros transtornos decorrentes do uso de
álcool e outras drogas;
VI - implantação de Centros de Especialidades Odontológicas -CEO;
VII - implantação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência -
SAMU;
VIII reestruturação dos Hospitais Colônias de Hanseníase;
IX - implantação de Centros de Referência em Saúde do
Trabalhador;
X - adesão à Contratualização dos Hospitais de Ensino; e
XI - outros que vierem a ser instituídos por meio de ato normativo
para fins de implantação de políticas específicas.
Comprovação da aplicação dos recursos repassados pelo FNS:
Relatório de gestão anual e aprovado pelo CMS nos termos da Portaria No
3362/GM de 28/12/2006
-Suspensão dos repasses:
I referentes ao bloco da Atenção Básica, quando da falta de alimentação dos Bancos
de Dados Nacionais estabelecidos como obrigatórios, por dois meses consecutivos
ou três meses alternados, no prazo de um ano e para o bloco da Atenção de Média e
Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar quando se tratar dos Bancos de Dados
Nacionais SIA, SIH e CNES;
II - referentes ao bloco da Atenção de Média e Alta Complexidade Ambulatorial e
Hospitalar, quando do não-pagamento aos prestadores de serviços públicos ou
privados, hospitalares e ambulatoriais, até o quinto dia útil, após o Ministério da
Saúde creditar na conta bancária do Fundo Estadual/Distrito Federal/Municipal de
Saúde e disponibilizar os arquivos de processamento do SIH/SUS, no BBS/MS,
excetuando-se as situações excepcionais devidamente justificadas;
III - referentes ao bloco de Vigilância em Saúde, quando os recursos nos estados, no
Distrito Federal e nos Municípios estiverem sem movimentação bancária e com
saldos correspondentes a seis meses de repasse, sem justificativa;
IV - quando da indicação de suspensão decorrente de relatório da Auditoria realizada
pelos componentes estadual ou nacional, respeitado o prazo de defesa do Estado, do
Distrito Federal ou do Município envolvido, para o bloco de Financiamento
correspondente à ação da Auditoria.
I. Pacto pela Vida (Prioridades pactuadas)

a) Saúde do Idoso.
b) Controle do câncer do colo do útero e da mama.
c) Redução da mortalidade infantil e materna.
d) Fortalecimento da capacidade de resposta às doenças
emergentes e endemias, com ênfase na dengue;
hanseníase; tuberculose; malária e influenza.
e) Promoção da saúde, com ênfase na atividade física
regular e alimentação saudável.
f) Fortalecimento da Atenção Básica.
II. Pacto em Defesa do SUS

a) Diretrizes
b) Iniciativas
c) Ações
III. Pacto de Gestão
A. Diretrizes para a gestão do SUS

1. Descentralização;
2. Regionalização;
3. Financiamento;
4. Planejamento
5. Programação Pactuada e Integrada
6. Regulação
7. Participação e Controle Social
8. Gestão do Trabalho
9. Educação na Saúde
III. Pacto de Gestão
B. Responsabilidade sanitária das instâncias gestoras do SUS

1. Responsabilidades Gerais;
2. Regionalização;
3. Planejamento e Programação;
4. Regulação, Controle, Avaliação e Auditoria;
5. Participação e Controle Social;
6. Gestão do Trabalho;
7. Educação na Saúde.
IV. Implantação e monitoramento dos
Pactos pela Vida e de Gestão

a) Processo de implantação.
b) Processo de monitoramento

V. Direção e articulação do SUS


E-(Pacto pela vida)-Promoção da saúde, com ênfase
na atividade física regular e alimentação saudável

Objetivos:
a Elaborar e implementar uma Política de Promoção da Saúde, de
responsabilidade dos três gestores;
b Enfatizar a mudança de comportamento da população brasileira de forma
a internalizar a responsabilidade individual da prática de atividade física
regular, alimentação adequada e saudável e combate ao tabagismo;
c Articular e promover os diversos programas de promoção de atividade
física já existentes e apoiar a criação de outros;
d Promover medidas concretas pelo hábito da alimentação saudável;
e Elaborar e pactuar a Política Nacional de Promoção da Saúde que
contemple as especificidades próprias dos estados e municípios devendo
iniciar sua implementação em 2006.
Política Nacional de
Promoção da saúde
Fonte:Série pactos pela saúde vol. VII-Ministério da Saúde
I – Ações na rede básica de saúde e na
comunidade:
a) mapear e apoiar as ações de práticas corporais/atividade
física existentes nos serviços de atenção básica e na
Estratégia de Saúde da Família, e inserir naqueles em que
não há ações;
b) ofertar práticas corporais/atividade física como caminhadas,
prescrição de exercícios, práticas lúdicas, esportivas e de
lazer, na rede básica de saúde, voltadas tanto para a
comunidade como um todo quanto para grupos vulneráveis;
c) capacitar os trabalhadores de saúde em conteúdos de
promoção à saúde e práticas corporais/atividade física na
lógica da educação permanente, incluindo a avaliação como
parte do processo;
d) estimular a inclusão de pessoas com deficiências em projetos
de práticas corporais / atividades físicas;
e) pactuar com os gestores do SUS e outros setores nos três níveis
de gestão a importância de ações voltadas para melhorias
ambientais com o objetivo de aumentar os níveis populacionais
de atividade física;
f) constituir mecanismos de sustentabilidade e continuidade das
ações do “Pratique Saúde no SUS” (área física adequada e
equipamentos, equipe capacitada, articulação com a rede de
atenção);
g) incentivar articulações intersetoriais para a melhoria das
condições dos espaços públicos para a realização de práticas
corporais/atividades físicas (urbanização dos espaços públicos;
criação de ciclovias e pistas de caminhadas; segurança, outros).
II – Ações de aconselhamento / divulgação:

a) organizar os serviços de saúde de forma a desenvolver


ações de aconselhamento junto à população, sobre os
benefícios de estilos de vida saudáveis;
b) desenvolver campanhas de divulgação, estimulando modos
de viver saudáveis e objetivando reduzir fatores de risco
para doenças não transmissíveis.
III – Ações de intersetorialidade e mobilização
de parceiros:

a) pactuar com os gestores do SUS e outros setores nos três níveis


de gestão a importância de desenvolver ações voltadas para
estilos de vida saudáveis, mobilizando recursos existentes;
b) estimular a formação de redes horizontais de troca de
experiências entre municípios;
c) estimular a inserção e o fortalecimento de ações já existentes no
campo das práticas corporais em saúde na comunidade;
d) resgatar as práticas corporais/atividades físicas de forma regular
nas escolas, universidades e demais espaços públicos;
e) articular parcerias estimulando práticas corporais/atividade física
no ambiente de trabalho.
IV – Ações de monitoramento e avaliação:

a) desenvolver estudos e formular metodologias capazes de


produzir evidências e comprovar a efetividade de estratégias de
práticas corporais/atividades físicas no controle e na prevenção
das doenças crônicas não transmissíveis;
b) estimular a articulação com instituições de ensino e pesquisa
para monitoramento e avaliação das ações no campo das
práticas corporais / atividade física;
c) consolidar a Pesquisa de Saúde dos Escolares (SVS/MS) como
forma de monitoramento de práticas corporais/atividade física
de adolescentes.

Interesses relacionados