As transições

sociais, demográficas e
econômicas no Brasil
José Eustáquio Diniz Alves
ENCE/IBGE

Tudo é impermanente!
Sidarta Gautama - Buda

Tudo flui!
Ninguém toma banho duas
vezes no mesmo rio!
Heráclito de Éfeso

Sumário













A População brasileira e a transição do crescimento;
Transição da razão de sexo e empoderamento das mulheres;
Transição da mortalidade e transição epidemiológica
Transição urbana;
Transição demográfica;
Transição da fecundidade;
Transição da estrutura etária;
Transição da razão de dependência e envelhecimento;
Transição dos domicílios e das famílias;
Transição de classe e mobilidade social;
Transição ecológica;
Transição cor/raça;
Transição “nutricional”
Transição religiosa.

População brasileira: 1872-2010

Fonte: Censos demográficos do IBGE

Taxa média anual de crescimento geométrico
da população, Brasil, 1940-2010

Fonte: Censos demográficos, 1940 a 2010.

Transição da razão de sexo:
Feminização da população,
Mudanças de gênero e
Empoderamento
das mulheres brasileiras

Transição da razão de sexo
Déficit e superávit de mulheres, Brasil: 1872-2010

Déficit de mulheres

Fonte: Censos demográficos do IBGE

Reversão do hiato de gênero no eleitorado, Brasil:
1980-2010

Fonte: TSE, 2011

FEMINIZAÇÃO E ENVELHECIMENTO DO ELEITORADO
Percentagem de mulheres no eleitorado brasileiro,
por grupos de idade, 1992 e 2011
O poder das Balzaquianas

Fonte: TSE, 2011

Transição da mortalidade
e
Transição epidemiológica

Esperança de vida ao nascer, por sexo, Brasil

Fonte: UN/ESA

Mortalidade infantil (0-1 ano) e na infância (0-5 anos)

Fonte: UN/ESA

Transição Epidemiológica no Brasil
1930 – 2009

Número de óbitos por causas externas, Brasil

Fonte: Ministério da Saúde/SIM

Frequência absoluta (N) e relativa (%) de óbitos
e taxa (ou coeficiente) de mortalidade (por 100 mil habitantes)
por causas externas, segundo tipos de causas, Brasil, 2008

Fonte: Ministério da Sáude, SIM, 2011

Razão de sexo no Brasil e no mundo e
superavit de mulheres no Brasil

Fonte: UN/ESA

Excedente de pessoas (%), por sexo e grupos
etários, Brasil, EUA e China, 2010

Homens

Mulheres

Fonte: IBGE e UN/ESA

Transição das
Desigualdades de gênero

Reversão do hiato de gênero na educação
1960-2009

Fonte: Censos demográficos e PNAD 2009

Média de anos de estudos de instrução formal,
segundo categorias selecionadas
Brasil e grandes regiões - 1992 a 2009
Categorias
Brasil
Região
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Localização
Metropolitano
Não
Metropolitano
Rural
Sexo
Masculino
Feminino
Raça ou Cor
Branca
Negra

1992
5,2

1996
5,7

1999
6,1

2003
6,7

2006
7,1

2009
7,5

5,4
3,8
5,8
5,6
5,4

5,6
4,3
6,3
6,1
5,8

6,1
4,6
6,7
6,5
6,2

6,6
5,3
7,4
7,2
6,9

6,6
5,8
7,8
7,6
7,4

7,1
6,3
8,2
7,9
7,9

6,6

7,0

7,4

8,0

8,5

8,7

5,4

5,8

6,2

6,8

7,2

7,6

2,6

3,1

3,4

3,8

4,3

4,8

5,1
5,2

5,6
5,7

5,9
6,2

6,6
6,8

7,0
7,3

7,4
7,7

6,1
4,0

6,5
4,5

7,0
4,9

7,6
5,7

8,0
6,2

8,4
6,7

Reversão do hiato de gênero
nos cursos de doutorado, Brasil: 1996-2008

Fonte: CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos). “Doutores 2010: estudo da
demografia da base técnico-científica brasileira”.

Redução do hiato de gênero
nas taxas de atividade no mercado de
trabalho brasileiro: 1950-2010

Fonte: Censos demográficos e PNAD 2009

Transição urbana
e
Transição ambiental

Transição Urbana Brasileira
População total, urbana e rural, 1950-2010

Fonte: Censos demográficos do IBGE

Interiorização do Brasil
Percentagem da população das regiões
1872-2010

Fonte: Censos demográficos do IBGE

População e taxa de crescimento anual (%)
nos 15 municípios mais populosos: 2000 e 2010
Municípios

2000

2010

Taxa média de
crescimento anual
(%)
0,76
0,76
0,91
2,28
1,36
0,59
2,51
0,99
0,78
0,35
0,85
1,77
1,31
1,09
1,46

São Paulo
10.434.252
11.253.503
Rio de Janeiro
5.857.904
6.320.446
Salvador
2.443.107
2.675.656
Brasília
2.051.146
2.570.160
Fortaleza
2.141.402
2.452.185
Belo Horizonte
2.238.526
2.375.151
Manaus
1.405.835
1.802.014
Curitiba
1.587.315
1.751.907
Recife
1.422.905
1.537.704
Porto Alegre
1.360.590
1.409.351
Belém
1.280.614
1.393.399
Goiânia
1.092.607
1.302.001
Guarulhos
1.072.717
1.221.979
Campinas
969.396
1.080.113
São Luis
878.309
1.014.837
Total dos 15
21,4% da população em 2000 e 21,0% em 2010 em 15 municípios
municípios
36.236.625
40.160.406
1,01
Fonte: IBGE
65% da população em cidades do interior (não-litoral) em 2010

Transição ecológica

Ecocídio: transição do verde para o marron!
O desmatamento do Paraná: 1890-1990

Do superávit para o déficit ambiental?
O Brasil é o país que
possui o maior superávit
ambiental do mundo,
segundo o relatório
Planeta Vivo, da WWF. A
pegada ecológica per
capita brasileira era de
2,93 hectares globais
(gha) per capita, em 2008,
para uma biocapacidade
per capita de 9,63 gha, no
mesmo ano.
Mas toda a riqueza natural
deste imenso país tropical
está ameaçada pelo
descuido, maus tratos,
malfeitos, degradação,
dominação e exploração
selvagem dos
ecossistemas.

Rumo ao déficit ambiental?

Transição Demográfica
E
Transição da Fecundidade

Transição demográfica
Taxa Bruta de Natalidade (TBN), Taxa Bruta de
Mortalidade (TBM) e População, Brasil: 1950-2100

Fonte: UN/ESA, revisão 2010

Transição da Fecundidade
Taxa de Fecundidade Total (TFT), Brasil, 1960-2020

Fonte: IBGE

Taxa de Fecundidade Total (TFT) e Crescimento do PIB,
Brasil: 1960-2010

Fonte: IPEADATA e IBGE

Transição da fecundidade nas UFs

Fonte: Censos demográficos do IBGE

Transição urbana e da fecundidade
nas grandes regiões do Brasil

Fonte: Censos demográficos do IBGE

Taxa de Fecundidade Total - 1970

Fonte: Cavenaghi, 2006

Taxa de Fecundidade Total -1980

Fonte: Cavenaghi, 2006

Taxa de Fecundidade Total -1991

Fonte: Cavenaghi, 2006

Taxa de Fecundidade Total - 2000

Fonte: Cavenaghi, 2006

Taxas Específicas de Fecundidade (TEF), Brasil: 1991-2010

Fonte: IBGE

Taxas específicas de fecundidade (por
mil) Mulheres de 15-19 anos de idade
Brasil, UFs: 2010

Fonte: Microdados do Censo Demográfico de 2010

Taxas específicas de fecundidade de mulheres de
15-19 anos de idade (por mil) segundo lugar de
residência e grandes regiões, 1991, 2000 e 2010
Taxas (por mil)
Lugar de residência e região

Variação (%)

1991

2000

2010

912000

200010

74,8

93,8

69,9

25,4

-25,5

67,7

87,2

64,2

28,8

-26,4

Rural
Região

100,5

125,9

103,6

25,2

-17,7

Norte

124,8

145,0

111,8

16,1

-22,9

Nordeste

87,1

107,3

81,9

23,2

-23,7

Sudeste

60,0

76,2

54,5

26,9

-28,4

Sul

66,9

82,6

57,7

23,5

-30,2

90,6

107,1

74,9

18,3

-30,1

Brasil
Urbano

Centro-Oeste

Fonte: Microdados dos Censos Demográficos de 1991, 2000 e 2010.

Fecundidade adolescente por renda e educação
Taxas específicas de fecundidade (por mil) de mulheres de 15-19 anos de idade por situação de domicílio e educação
segundo rendimento médio mensal domiciliar per capita. Brasil, 2010.
Rendimento médio domiciliar per capita em s.m.
Situação domicílio e Instrução

Até 1/4

> 0,25-1/2

> 1/2- 1

> 1- 2

>2-3

>3-5

> 5

Total

Total

126,6

108,8

65,5

30,6

16,4

10,5

7,6

69,9

Sem instrução e fundamental incompleto

182,6

162,7

115,7

71,4

53,4

33,5

29,5

145,9

Fundamental completo e médio incompleto

100,3

100,5

70,9

38,8

22,4

16

13,9

72,4

54,8

65,3

45,1

23,8

13,8

9,6

8

35,8

Rural

134,8

107,3

68,2

37,1

32,4

24,7

25,8

103,6

Sem instrução e fundamental incompleto

180,5

156,5

110,6

80,9

106,3

44,7

90,1

160,3

Fundamental completo e médio incompleto

95,1

89,9

67,1

44,1

32,8

33,9

46,5

82,3

Médio completo e superior incompleto

55,4

54,3

39,9

23,3

17,2

15,4

11,4

43,9

Urbano

122

109,3

65,2

30,3

15,8

10,2

7,2

64,2

183,9

164,8

116,6

70,5

49,2

32,8

26,7

140,7

Fundamental completo e médio incompleto

103

103,1

71,3

38,5

21,9

15,3

12,9

70,6

Médio completo e superior incompleto

54,4

67,5

45,6

23,8

13,7

9,5

7,9

34,9

Médio completo e superior incompleto

Sem instrução e fundamental incompleto

Taxas de Fecundidade Total, por rendimento
médio mensal domiciliar per capita
em salários mínimos (s.m.)

2010

Fonte: IBGE, 2011

Transição da estrutura etária
Razão de dependência
e Envelhecimento

Fonte: IBGE

Fonte: UN/ESA, 2011

Pirâmides populacionais por sexo e
idade para as regiões brasileiras
1970 e 2010

Fonte: IBGE, Censos demográficos

Transição da Razão de Dependência
Bônus demográfico, Brasil: 1950-2100

Fonte: UN/ESA

Transição da Razão de Dependência
Janela de oportunidade, Brasil: 1950-2100

Fonte: UN/ESA

“Agequake” e Tsunami Grisalho
o envelhecimento populacional é o
maior desafio do futuro

Fonte: UN/ESA

Transição no tamanho
dos Domicílios
e diversificação dos
Arranjos Familiares

População, domicílios e famílias
Brasil: 1950-2010
Anos
censais

População

Domicilios particulares

Familias

absoluto

%
acumulado


absoluto

%
acumulado


absoluto

%
acumulado

1950

51 941 767

0

10 046 199

0

10 046 199

0

1960

70 070 457

34,9

13 497 823

34,36

13 532 142

34,7

1970

93 139 037

79,31

17 628 699

75,48

18 554 426

84,69

1980

119 002 706

129,11

25 293 411

151,77

26 806 748 166,83

1991

146 825 475

182,67

34 734 715

245,75

37 502 520

2000

169 799 170

226,9

44 795 101

345,89

48 232 405 380,11

2010 190 732 694
Taxa anual 1950-2000

267.20

56 541 472

462.81

2,40%

3,03%

3,19%

Taxa anual 1950-2010

2,19%

2,92%

------

Fonte: Censos demográficos do IBGE, em Cavenaghi e Alves, 2011

273,3

---

---

População, domicílios e famílias
Brasil: 1950-2010

Fonte: Censos demográficos do IBGE, em Cavenaghi e Alves, 2011

Número médio de pessoas por domicílio
e domicílios com 5 ou + cômodos,
Brasil: 1960-2010

Fonte: Censos demográficos do IBGE

Evolução da distribuição relativa do número
de moradores por domicílio, Brasil: 1991-2010

Fonte: Censos demográficos de 1991, 2000 e 2010.

Diversificação dos arranjos familiares
Brasil: 1992-2009

Fonte: PNADS 1992 e 2009, IBGE

Arranjos domiciliares com casais de Dupla
Renda (DR) e outros, Brasil: 1996 e 2006
Arranjos Domiciliares

1996
N. abs.(em
mil)

%

2006
N. abs. (em
mil)

%

Variação (%)
2006/1996

DINC (sem filho)

1.065

2,7

2.010

3,7

88,7

DR com 1 filho

1.999

5,0

4.292

7,9

114,7

DR com 2 filhos
DR com 3 filhos ou
mais

3.148

7,9

6.531

12,0

107,5

5.584

14,1

9.584

17,6

71,6

Demais casais

17.130

43,1

14.362

26,3

-16,2

Demais arranjos

10.823

27,2

17.830

32,7

64,7

Total de domicílios

39.745

100,0

54.610

100,0

37,4

Fonte: PNADS 1996 e 2006, em Alves, Cavenaghi, Barros, 2010
DINC = Duplo Ingresso Nenhuma Criança (Double Income No Children)
DR = Dupla Renda

Childlessness no Brasil

Da hipergamia à hipogamia

Albert Esteve, Joan García-Román, Iñaki Permanyer The Gender-Gap Reversal in Education and Its
Effect on Union Formation: The End of Hypergamy? PDR, 38(3) : 535–546 (September 2012)

Transição de Classe
e
Mobilidade Social

Pessoas com renda domiciliar per capita
inferior as linhas de pobreza e indigência
Brasil: 1976-2009

Fonte: IPEADATA

Redução da desigualdade de renda

Fonte: IPEADATA

Fonte: The Economist

Crescimento da Classe média no Brasil

Classes A/B/C = 45% em 2003; 60% em 2008 e 72% em 2014
Fonte: Ministério da Fazenda e Abipeme (Classe C = renda familiar entre R$ 1.126 a R$ 4.428, em 2009)

Aumento da pobreza?

Aumento do desemprego

Aumento do desemprego

Decrescimento do emprego formal

Renda domiciliar per capita, coeficiente de Gini e
incidência da extrema pobreza – Brasil e Nordeste
2003 e 2011
Região e categorias
Renda domiciliar per capita
(2011)
Brasil
Nordeste

2003

2011

Variação
(%)

 
542
297

 
763
469

 
41
58

Coeficiente de Gini (x100)
Brasil
Nordeste

 
58,1
58,3

 
52,7
54,3

 
-5,4
-4,0

Extrema pobreza (%)
Brasil
Nordeste

 
8,9
19,1

 
4,2
9,1

 
-4,7
-9,9

Fonte: microdados das PNADs 2003 e 2011

Transição de cor

Distribuição da população por cor/raça
Brasil: 1980-2010

Fonte: Censos demográficos do IBGE

Transição Nutricional

Brasil mais gordo
Evolução de indicadores antropométricos
Fome versus Obesidade

Fonte: ENDEF e POF, IBGE

Transição Religiosa

Mudança de hegemonia religiosa
População brasileira por grupos
religiosos: 1970-2010 (em mil)
1970

Religião

1980

1991

2000

2010

N.

%

Número

%

Número

%

Número

%

85.472

91,8

105.861

89,0

121.813

83,0

124.980

73,6

123.280 64,6

Evangélicos 4.815

5,2

7.886

6,6

13.189

9,0

26.452

15,4

42.275 22,2

Outras

2.146

2,3

3.311

2,8

4.868

3,3

6.215

3,7

9.865

5,2

702

0,8

1.953

1,6

6.946

4,7

12.492

7,4

15.336

8,0

93.135

100

119.011

100

146.816

100

169.871

100

190.756 100

Católicos

Sem-religião

Total

Fonte: Censos demográficos de 1970 a 2010

Número

%

População do Brasil e percentagem
por grupos religiosos e regiões, 2010
Evangélico
%
s

Outras

Total

%

Católicos

%

Norte

15.864.454

100

9.614.913

60,6 4.521.971

28,5 498.321

3,1 1.229.249

7,8

Nordeste

53.081.950

100

38.317.276

72,2 8.698.480

16,4 1.666.668

3,1 4.399.526

8,3

Sudeste

80.364.410

100

47.781.673

59,5 19.756.522 24,6 5.623.555

7,0 7.202.661

9,0

Sul

27.386.891

100

19.194.403

70,1 5.527.796

20,2 1.344.057

4,9 1.320.635

4,8

CentroOeste

14.058.094

100

8.371.908

59,6 3.770.671

26,8 732.075

5,2 1.183.440

8,4

Brasil

190.755.799 100

123.280.173 64,6 42.275.440 22,2 9.864.676

%

Semreligião

Regiões

%

5,2 15.335.511 8,0

Transição para o baixo
crescimento econômico:
De emergente a
submergente

Em duzentos anos houve um crescimento de 47 vezes da população e de 912 vezes no PIB.
Como resultado a renda per capita cresceu quase 20 vezes nos dois séculos entre 1820 e 2020

Engrandecimento e apequenamento
da economia brasileira: 1820-2020

Década perdida 2.0?

Pior quinquênio?

Pior octênio (2009-2016) em 116 anos

Exportações e competitividade global

Renda per capita

Estagflação revisitada
Venezuela e Brasil puxaram o PIB da
ALC para baixo

https://www.oxfam.org/en/pressroom/pressreleases/2015-09-30/200-million-latin-america-risk-poverty-again

Brasil submergente!

Baixas taxas de investimento

Desindustrialização e des-desenvolvimento

Crise do emprego formal

Déficit em transações correntes

Crescimento da dívida externa

Explosão da Dívida Interna

Endividamento e “dominância fiscal”

O Brasil está na situação em que os economistas
chamam de “Dominância fiscal”. É um quadro em que o
desarranjo das contas públicas se auto-alimenta e a
política monetária perde a capacidade de conter a
inflação via aumento dos juros. Aliás, os juros altos só
agravam as finanças públicas, aumentando valor da
dívida e tornando ineficazes as propostas de ajuste fiscal.
Ou seja, o Brasil entrou em uma situação de “déficit
primário crônico” e como não possui governança para
mudar a situação, a crise econômica tende a se agravar.
Segundo Nouriel Roubini (FSP, 13/10/2015): “Brasil está
a beira do precipício”.

Fim do bônus demográfico

Fim do bônus demográfico

Fim do crescimento econômico?

Fim do desenvolvimento?

Resumo final 1

A população brasileira cresceu quase 20 vezes entre 1872 e 2010.
Atingiu o máximo de crescimento nas décadas de 1950 e 1960, reduziu
o ritmo a partir de 1970 e deve continuar crescendo lentamente até
2030, para, em seguida, fazer a transição para o decrescimento;

Os homens eram maioria da população brasileira até a década de
1930. A transição da razão de sexo ocorreu a partir de 1940, quando o
sexo feminino tornou-se maioria e, progressivamente, tem aumentado
o superávit de mulheres no país;

As mulheres vivem mais do que os homens, são maioria do eleitorado,
possuem maior nível de escolaridade e já são maioria na PEA com
mais de 11 anos de estudo. Elas estão fazendo a transição da
exclusão para o empoderamento;

A população urbana passou de 19 milhões, em 1950 para 161 milhões,
em 2010 (de 36% para 84%). As regiões Norte e Centro-Oeste são as
que mais crescem. A transição urbana foi acompanhada pela concentração da população nos municípios com mais de 100 mil habitantes e
o interior aumentando a participação em relação às cidades litorâneas.

Resumo final 2

Existe um processo de transição epidemiológica e de declínio das
taxas de mortalidade e natalidade, sendo que a transição demográfica
deve continuar até a inversão das duas curvas (TBN e TBM);

Antes de 1970, o número médio de filhos por mulher estava acima de 6
e caiu para menos de 2 filhos. Isto quer dizer que a transição da
fecundidade já chegou a níveis abaixo da reposição populacional;

O Brasil está saindo de uma estrutura etária jovem para uma estrutura
adulta e caminha para uma estrutura etária envelhecida.

A razão de dependência era alta entre os jovens e baixa entre os
idosos, porém vai se inverte nas próximas décadas. Á partir do final da
década de 2030 o número de habitantes de 65 anos e mais será maior
do que o de habitantes de 0 a 15 anos.

Cresce o número de domicílios com 5 ou mais cômodos e se reduz o
número médio de pessoas em cada moradia, ao mesmo tempo em que
se reduz o tamanho das famílias e aumenta a diversidade dos arranjos
familiares;

Resumo final 3

O Brasil tem conseguido reduzir as taxas de pobreza, desde 1994 e
possibilitado um processo de mobilidade social ascendente com o
crescimento das parcelas classificadas como “classe média”;

A população branca passou de 54% em 1980 para 48% em 2010,
deixando de ser maioria da população. No mesmo período, as pessoas
que se declaram pardas (mestiças) passou de 39% para 43% e as
pessoas que se declaram pretas passou de 6% para 7,6%. O Brasil
caminha para uma maioria mestiça na população;

O Brasil tinha, em 1974/75 mais pessoas com déficit de peso do que
obesas. Mas em 2008/09 já havia cerca de 50% das pessoas com
excesso de peso e cerca de 15% em situação de obesidade;

Os católicos sempre foram maioria da população brasileira. Em 1970,
havia 92% de católicos e 5% de evangélicos, sendo que estes
números passaram para 74% e 16% no ano 2000. Estima-se que os
evangélicos já representem mais de 20% das filiações religiosas em
2010 e continuam crescendo.
















Em síntese: o Brasil está:
• Mais urbano;
Ficando mais feminino e maior autonomia das mulheres;
Mais concentrado em grandes cidades (100 mil ou +);
Mais interiorano;
Vivendo mais e mudanças no padrão de mortalidade;
Mais envelhecido;
Caminhando para o decrescimento populacional;
Com menos pessoas por domicílio;
Com maior diversidade dos arranjos familiares;
Menos hipergâmico e mais hipogâmico;
Crescimento da classe média em questão;
Com redução do superávit ambiental e biodiversidade;
Mais miscigenado;
Mais gordo;
Mais evangélico;
Do bônus para o ônus demográfico;
De Emergente para Submergente.

Bibliografia de referência
ALVES, J. E. D., CAVENAGHI, Suzana. Censo 2010: Uma família plural complexa e
diversa. IHU, Unisinos, São Leopoldo, 29/10/2010
http://www.ihu.unisinos.br/entrevistas/515013-censo-2010-uma-famlia-plural-comple
xa-e-diversa
ALVES, J. E. D., CAVENAGHI, Suzana. Tendências demográficas, dos domicílios e
das familias no Brasil, IE/UFRJ, Aparte, Rio de Janeiro, 25/08/2012
http://www.ie.ufrj.br/aparte/pdfs/tendencias_demograficas_e_de_familia_24ago12.pdf

CAVENAGHI, Suzana, ALVES, J. E. D. Domicilios y familias en la experiencia
censal del Brasil: cambios y propuesta para identificar arreglos familiares. Notas
de Población. CELADE/CEPAL, Santiago do Chile, V. 92, p.15 - 45, 2011.
http://www.eclac.cl/publicaciones/xml/0/44570/lcg2496-P_2.pdf
ALVES, J. E. D, CAVENAGHI, Suzana. Mensuración del déficit y de la demanda
habitacional a partir de los censos de Brasil. Notas de Población,
CELADE/CEPAL, Santiago do Chile, v.93, p.25-50, 2011.
http://www.eclac.cl/publicaciones/xml/9/45549/lcg2509-P_7.pdf

FIM
MUITO OBRIGADO

José Eustáquio Diniz Alves
Telefone ENCE: (21) 2142 4689
jed_alves@yahoo.com.br

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