Você está na página 1de 31

GEORGIOS

ALEXANDRIDIS

Leiloeiro Oficial do Estado de São Paulo e Advogado Doutor em Direito das Relações Sociais pela PUC/SP (2016) Mestre em Direito das Relações Sociais pela PUC/SP (2008) Especialista em Direito das Relações de Consumo pela PUC/SP (2004) Palestrante da OAB/SP Professor Universitário (graduação e pós- graduação) e de cursos preparatórios para

GEORGIOS ALEXANDRIDIS Leiloeiro Oficial do Estado de São Paulo e Advogado Doutor em Direito das Relações

concursos

úblicos e exame de ordem

PRÁTICA DE DIREITO DO CONSUMIDOR E O NCPC

PRÁTICA DE DIREITO DO CONSUMIDOR E O NCPC

DEFESA DO CONSUMIDOR

Comando Constitucional

Inciso XXXII, artigo 5º, CF Artigo 48 do ADCT – 120 dias Artigo 170, inciso V,
Inciso XXXII, artigo 5º, CF
Artigo 48 do ADCT – 120 dias
Artigo 170, inciso V, CF

DEFESA DO CONSUMIDOR

CF/88
CF/88
CIVIL PENAL ADM CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR PROC
CIVIL
PENAL ADM
CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR
PROC

DEFESA DO CONSUMIDOR

Normas de ordem pública e interesse social

Súmula 381 do STJ: “Nos contratos bancários, é vedado ao julgador conhecer, de ofício, da abusividade
Súmula 381 do STJ: “Nos contratos
bancários, é vedado ao julgador
conhecer, de ofício, da abusividade
Art. 10, NCPC - O juiz não pode
das cláusulas”
decidir,
em
grau
algum
de
jurisdição, com base em
fundamento a
respeito do
qual
não se
tenha dado às partes
oportunidade de se manifestar,
ainda que se trate de matéria
sobre a qual
ofício.
deva decidir de

RELAÇÃO DE CONSUMO

CONSUMIDOR
CONSUMIDOR
RELAÇÃO DE CONSUMO CONSUMIDOR FORNECEDOR
FORNECEDOR
FORNECEDOR

Equiparação

CONCEITO DE CONSUMIDOR

Destinatário Final – caput, art. 2º

Coletividade – parágrafo único, art. 2º

Vítimas do Acidente de Consumo, art. 17

Expostos às Práticas Comerciais, art. 29

CONCEITO DE CONSUMIDOR

Destinatário Final

corrente maximalista ou objetiva (extensiva)

→ realização de um ato de consumo

→ retirada do mercado de consumo

→ CDC – Código Geral de Consumo

CONCEITO DE CONSUMIDOR

Finalista ou subjetivista (limitativa)

→ destinatário final – econômica

necessidade pessoal

não o desenvolvimento da atividade negocial

→ empresas sem fins lucrativos

CONCEITO DE CONSUMIDOR

Finalista ou subjetivista (limitativa)

→ Evidencia injustiças – tratamento desigual

v.g. Taxista X Uberista X EU

v.g. Computador (Escritório X Casa)

Mitigação – Relativização – Temperamento

→ análise da vulnerabilidade – inciso I, art. 4º

DIREITO DO CONSUMIDOR. CONFIGURAÇÃO DE RELAÇÃO DE CONSUMO ENTRE PESSOAS JURÍDICAS.

Há relação de consumo entre a sociedade empresária

vendedora de aviões e a sociedade empresária administradora de imóveis que tenha adquirido avião com o objetivo de facilitar o deslocamento de sócios e

funcionários.

O

STJ,

adotando

o

conceito

de

consumidor

da

teoria

finalista

mitigada,

considera

jurídica

que

a

pessoa

pode

ser

consumidora quando adquirir

o produto ou

serviço como destinatária final, utilizando-o para atender a uma necessidade sua, não de seus clientes. No caso, a aeronave foi adquirida para atender a uma necessidade da própria pessoa jurídica - o deslocamento de sócios e funcionários

-, não para ser incorporada ao serviço de administração

DIREITO DO CONSUMIDOR. APLICAÇÃO DO CDC A CONTRATO DE SEGURO EMPRESARIAL.

Há relação de consumo entre a seguradora e a concessionária de veículos que firmam seguro empresarial visando à proteção do patrimônio desta (destinação pessoal) - ainda que com o intuito de resguardar veículos utilizados em sua atividade comercial -, desde que o seguro não integre os produtos ou serviços oferecidos por esta. Cumpre destacar que consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza, como destinatário final, produto ou serviço oriundo de um fornecedor. Por sua vez, destinatário final, segundo a teoria subjetiva ou finalista, adotada pelo STJ, é aquele que ultima a atividade econômica, ou seja, que retira de circulação do mercado o bem ou o serviço para consumi-

lo, suprindo uma necessidade ou satisfação própria, não havendo, portanto, a reutilização ou o reingresso dele no processo produtivo, seja na revenda, no uso profissional, na transformação do bem por meio de beneficiamento ou montagem, ou em outra forma indireta. Nessa medida, se a sociedade empresária firmar contrato de seguro visando proteger seu patrimônio (destinação pessoal), mesmo que seja para resguardar insumos utilizados em sua atividade comercial,

mas sem integrar o seguro nos produtos ou serviços que oferece, haverá caracterização de relação de consumo, pois será aquela destinatária final dos serviços securitários. Situação diversa seria se o seguro empresarial fosse contratado para cobrir riscos dos clientes, ocasião em que faria parte dos serviços prestados pela pessoa jurídica, o que configuraria consumo intermediário, não protegido pelo CDC. Precedentes citados: REsp 733.560-RJ, Terceira Turma, DJ 2/5/2006; e REsp 814.060-RJ, Quarta Turma, DJe 13/4/2010. REsp 1.352.419-SP, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, julgado em 19/8/2014.

CONCEITO DE

FORNECEDOR

Fornecedor

Artigo 3º

Pessoa Física ou Jurídica

» Fornece no mercado de consumo » Produtos ou serviços

» Habitualidade

CONCEITO DE PRODUTO

Produto

Conceito - Artigo 3º, § 1º

» Bem – móvel ou imóvel

» Bem – material ou imaterial

» Bem – durável ou não durável – art. 26

CONCEITO DE SERVIÇO

Serviço

Conceito - Artigo 3º, § 2º

Qualquer atividade fornecida no mercado de consumo

» Mediante remuneração – SOMENTE ?!?!

» Inclusive às de natureza bancária, securitária e de crédito

CONCEITO DE SERVIÇO

Serviço

Salvo as de caráter trabalhista

RELAÇÃO DE CONSUMO

X

RELAÇÃO DE TRABALHO

RELAÇÕES DE CONSUMO

Seriam relações de consumo ?!?!?

Condômino X Condomínio

Locador X Locatário

Locador X Locatário X Imobiliária

Estado X Cidadão

“...

A jurisprudência do Superior Tribunal de

Justiça reconhece ser aplicável o Código de Defesa do Consumidor às relações entre concessionária de serviço público e o usuário final, para o fornecimento de serviços públicos essenciais, tais como energia elétrica. Nesse

sentido: AgRg no REsp 1421766 / RS, MINISTRO OLINDO MENEZES, Dje 04/02/2016 - AgRg no AREsp nº

468.064/RS, Relator

Ministro Og Fernandes, DJe

07/04/2014 e AgRg no AREsp nº 354.991/RJ, Relator

Ministro Mauro Campbell Marques, DJe 11/09/2013.

ENTENDIMENTOS DO STJ

Súmula 321 (cancelada): O Código de Defesa do Consumidor é aplicável à relação jurídica entre a entidade de previdência privada e seus participantes.

ATUAL SÚMULA:

Súmula

563:

O

Código

de

Defesa do

Consumidor é aplicável às entidades abertas de

previdência complementar, não incidindo nos contratos previdenciários celebrados com entidades fechadas.

ENTENDIMENTOS DO STJ

Súmula 469: Aplica-se o Código de Defesa do Consumidor aos contratos de plano de saúde.

Súmula 297: O Código de Defesa do

Consumidor

é

aplicável

às

instituições

financeiras.

ADIN

2591 (STF).

CONCEITO DE CONSUMIDOR

COLETIVO (sentido amplo)

DIFUSOS

COLETIVOS

INDIVIDUAIS

(em sentido estrito)

HOMOGÊNEOS

Art. 81, p.u., I

Art. 81, p.u., II

Art. 81, p.u., III

TRANSINDIVIDUAIS

DECORRENTES

NATUREZA INDIVISÍVEL

DE ORIGEM COMUM

Titulares – pessoas indeterminadas

Titulares – grupo / categoria / classe de pessoas

CONCEITO DE CONSUMIDOR

Vítimas do evento (bystander)

Vítimas do acidente de consumo – art. 17

→ Responsabilidade pelo FATO

CONCEITO DE CONSUMIDOR

Consumidor exposto

Práticas Comerciais e à Proteção Contratual art. 29

→ Proteção do consumidor na fase PRÉ-CONSUMO

PRINCÍPIOS

NO

CDC

PRINCÍPIOS NO CDC

OBJETIVOS DO CDC

Objetivos (caput, art. 4º)

Atendimento das necessidades dos Consumidores

Respeito à sua Dignidade, Vida e Segurança

Proteção de seus interesses econômicos

Melhoria da Qualidade de Vida

Transparência e Harmonia das l

õ

d

PRINCÍPIOS DO CDC

Vulnerabilidade (inciso I, art. 4º)

Técnica

Jurídica (ou científica)

Fática (socioeconômica)

Informacional

Processual

Hipervulneráveis

Harmonia nas relações de consumo (inciso III, art. 4º)

Equilíbrio (inciso III, art. 4º)

Boa-fé – objetiva (inciso III, art. 4º)

Educação e informação (inciso IV, art. 4º)

Ação Governamental – (inciso II, art. 4º)

Garantia da adequação (inciso V, art. 4º)

Solução de conflitos meios alternativos (inciso V, art. 4º)

Proibição de práticas abusivas (inciso VI, art. 4º)

Racionalização e melhoria dos serviços públicos (inciso VII, art. 4º)

Estudo das modificações do mercado de consumo (inciso VIII, art. 4º)