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TEORIAS DE COMÉRCIO

INTERNACIONAL
Prof.a Marianne Z. Stampe

TEORIAS DE COMÉRCIO
INTERNACIONAL
Vantagem Absoluta (Adam Smith)
 Vantagem Comparativa (David Ricardo)
 Teoria Neoclássica do Comércio Internacional
(Hecksher-Ohlin)
 Novas teorias de comércio internacional: teoria
estratégica do comércio
 Teoria de Michael Porter
 O modelo de Yof

ESPECIALIZAÇÃO  PRODUTIVIDADE A divisão do trabalho é um fator que contribui para essa teoria. uma vez que permite que o trabalho seja mais produtivo. VANTAGEM ABSOLUTA    A riqueza das nações é resultado do aumento da produtividade do trabalho (Adam Smith).1. .

pois aumentam o tamanho do mercado potencial. .1. As importações permitem que um país obtenha produtos que ele não pode produzir ou produza a um custo muito elevado. Cada país deve se especializar na produção de bens que tenha vantagens absolutas de produção. produza a um preço mais baixo. VANTAGEM ABSOLUTA    O acesso ao mercado externo ajuda a criar riqueza. isto é.

essa capacidade caia para 20kg/trabalhador. na Inglaterra. ao mesmo tempo em que na Inglaterra este número passa para 10kg no mesmo período. cada trabalhador na Rússia é capaz de produzir 6kg ao ano. O que Adam Smith sugeriria? . Já no cenário relacionado ao aço.EXEMPLO – VANTAGEM ABSOLUTA   Digamos que cada trabalhador na Rússia seja capaz de produzir 30kg de trigo por ano enquanto que.

entre si. trocando assim.EXEMPLO – VANTAGEM ABSOLUTA  De acordo com o cenário citado. ambos os países sairiam ganhando. . os excedentes de produção. Dessa forma. Smith iria sugerir que a Rússia se especializasse na produção de trigo e a Inglaterra na produção de aço.

Outra crítica é que caso um país não possuísse nenhuma vantagem absoluta não haveria comércio. .CRÍTICAS À TEORIA DAS VANTAGENS ABSOLUTAS   Considerava que os preços eram definidos principalmente pela quantidade de horas utilizadas (mão de obra) durante a produção.

Cada país seria especializado não na produção em que teria vantagem absoluta.2. o comércio ainda assim poderia ser proveitoso para ambos. mas sim naquelas em que teria maior vantagem comparativa. . mesmo que um país possuísse vantagem absoluta sobre o outro na produção de todas as mercadorias. VANTAGEM COMPARATIVA (DAVID RICARDO)    Ricardo aperfeiçoou as ideias de Smith O pensador mostrou que.

. VANTAGEM COMPARATIVA   Dessa forma. comparativamente a outros países.2. cada país deve se especializar na produção para a qual se ache naturalmente mais apta. Também chamada de Teoria dos custos comparativos.

EXEMPLO 1 – VANTAGENS COMPARATIVAS  Custo por trabalhador (US$) Brasil Alemanha Vinho 12 16 Cerveja 10 08 .

Logo. ambas sairiam ganhando. . Se elas trocarem esses bens.EXEMPLO 1 – VANTAGENS COMPARATIVAS  Custo por trabalhador (US$) Brasil Alemanha Vinho 12 16 Cerveja 10 08  O Brasil produz vinho a um custo mais baixo que a Alemanha. e a Alemanha produz cerveja a um custo mais baixo que o Brasil. o Brasil produz uma vantagem comparativa na produção de vinho. enquanto que a Alemanha possui uma vantagem comparativa na produção de cervejas.

EXEMPLO 2 – VANTAGENS COMPARATIVAS Vamos imaginar o seguinte cenário. enquanto que na Rússia temos um custo de US$ 10/hr.  Dessa forma. sendo que cada hora de trabalho custa US$ 6 desta mercadoria.  . pois produz ambos bens a custo mais baixo. Já no que se refere ao arroz. enquanto que na Rússia esta relação é de US$ 20. a Inglaterra apresenta uma vantagem absoluta na produção de arroz e uma vantagem absoluta também na produção de trigo. Cada hora de trabalho na produção de milho na Inglaterra custa US$ 18. a Inglaterra mantém a superioridade no custo de produção mais baixo.

EXEMPLO 2 – VANTAGENS COMPARATIVAS  Custo por trabalhador (US$) Inglaterra Rússia Milho 18 20 Arroz 06 10 .

a Rússia possui vantagem de custo na produção de milho. Assim. vale a pena a Inglaterra produzir arroz e a Rússia milho. Comparativamente.EXEMPLO 2 – VANTAGENS COMPARATIVAS       Relação de custos unitários (milho/arroz) Inglaterra: 18/6 = 3/1 O custo de produzir 1 unidade de milho é 3 vezes maior na Inglaterra do que produzir arroz. Rússia: 20/10 = 2/1 O custo de produzir 1 unidade de milho é apenas 2 vezes maior na Rússia do que produzir arroz. .

atinge níveis de consumo superiores. através desta teoria.  Assim.  Além disso. que é vantajoso para um país participar do comércio internacional sempre que a estrutura de custos relativos for diferente. fica claro que um país deve se especializar na produção dos produtos nos quais apresentam vantagens comparativas.2. pois dessa forma. VANTAGEM COMPARATIVA Pode-se concluir. os países podem elevar o bem-estar de sua população através do comércio internacional.  .

TEORIA NEOCLÁSSICA DO COMÉRCIO INTERNACIONAL Hecksher-Ohlin  Cada país tenderá a especializar-se nas produções que requeiram os fatores produtivos que possui em grande quantidade relativamente aos outros países. e a importar bens que contenham muitos fatores que lhe faltam.3.  Fatores de Produção: terra. etc. capital.  . trabalho.

4. NOVAS TEORIAS DE COMÉRCIO INTERNACIONAL: TEORIA  A teoria tradicional das vantagens comparativas ESTRATÉGICA DO COMÉRCIO precisava ser complementada por outras hipóteses. como:  Economias de escala.  Tecnologia de mercado.  Política governamental.  Competição imperfeita. .  Diferenciação do produto.

a ação (estratégia) de empresas e/ou do governo é decidida levando em consideração a reação dos demais participantes do mercado. A Nova Teoria do Comércio é chamada também de “teoria estratégica do comércio”. . isto é.

nem determinado. como insistem os economistas clássicos. mas sim o produto do esforço criativo humano. As vantagens competitivas se constroem. . de sua força de trabalho. TEORIA DE MICHAEL PORTER    “A prosperidade nacional não é algo herdado. Não é algo que emana dos dotes naturais de um país.5. não são um fenômeno natural. das taxas de juros ou do valor da moeda.” A competitividade de uma indústria depende da sua capacidade de inovar e melhorar.

6. O MODELO DE YOFFIE .

4 – Competição regulada: competição regulada. aço e máquinas).    1 – Vantagem comparativa: refere-se apenas a custos de produção 2 – Competição oligopolista: vai além dos custos de produção. supercomputadores). A competição se transforma em um jogo entre empresas e entre o governo (aviação civil. mas com intervenção do governo (têxteis. 3 – Competição política: empresas que operam num mercado mundial competitivo. barreiras tarifárias. telecomunicações. incluindo barreiras à entrada. . calçados. entre outros custos. composta por segmentos de indústrias oligopolistas onde a intervenção do governo é significativa.