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CESED- Centro de Ensino superior e Desenvolvimento

FCM – Faculdade de Ciências Médicas


Curso de Medicina – 2008.2

Camilla Agra
Kalyne Trovão
Laís Guimarãe
Mara Gisana
Maria Isys
Milena Macêdo
Atenção Primária á Saúde
Uma história da atenção primária à
saúde
-No século XX surge os conceitos de
distrito sanitário e de centro de saúde
-Década de 1970, realizou- se a
Conferência Internacional sobre
Cuidados Primários de Saúde em Alma
– Atá
-Em 2003 os Estados Membros da
Organização Pan- Americana da
Saúde (OPS) decidiram realizar uma
revisão completa da APS.
O que é ASP?
 Segundo a declaração de Alma-Ata
Pode ser compreendida como uma
tendência, relativamente recente, de se
inverter a priorização das ações de saúde,
de uma abordagem curativa, desintegrada e
centrada no papel hegemônico do médico
para uma abordagem preventiva e
promocional, integrada com outros níveis de
atenção e construída de forma coletiva com
outros profissionais de saúde.
Construção de Sistema de
Saúde baseado em APS
 Documento publicado pela Organização Pan-
America da Saúde em setembro de 2005 sobre
a Renovação da Atenção Primária à Saúde das
Américas é defendida a renovação da APS
como parte integral do desenvolvimento dos
Sistemas de Saúde e enfatizado que o caminho
mais adequado para produzir melhoras
equitativas e sustentáveis na saúde dos povos
das Américas é embasar os Sistemas de Saúde
da região em APS.
O SUS e a estratégia saúde
A Estratégia de Saúde da Família é
considerada um modelo de APS focado na
unidade familiar e construído
operacionalmente na esfera comunitária. Por
definição, pode – se considerar a experiência
brasileira de ESF como um modelo coletivo
de atenção primária, com a peculiaridade de
ser construído no âmbito de um sistema de
saúde público e universal
ESF
A implementação da ESF foi coerente com os
princípios doutrinários do SUS de alcançar
universalidade de acesso, integralidade de
atenção à saúde e descentralização do
planejamento e da gestão política e administrativa
de aspectos relacionados à saúde dos municípios.

Contexto Epidemiológico
Contexto epidemiológico brasileiro antecedente à
disseminação da ESF no Brasil era típico de um
país em desenvolvimento e marcado por profundas
desigualdades regionais.
ESF

A ESF de uma comunidade específica é uma


ESF distinta das demais, com suas próprias
prioridades de ação, potencialidades e
limitações.

A delegação de novas responsabilidades e


ganho de autonomia no processo decisório
de saúde pelas ESF.
Método Paidéia
 Objetiva fazer clínica, saúde pública e gestão
em busca de uma síntese representada pelo
respeito ao saber técnico e o desejo de
agrupamentos.
 Diretrizes: 1) Clínica ampliada e ampliação
das ações de saúde coletiva no nível local; 2)
Cadastro de saúde da população e
vinculação de famílias à equipe local de
referência; 3) Acolhimento e
responsabilização; 4) Sistemas de co-gestão
coletiva.
Determinantes sociais da
saúde
 São desigualdades decorrentes das
condições sociais em que as pessoas vivem
e trabalham;
 Iniquidades: desigualdades injustas e
inaceitáveis
 É a partir desses DSS que vamos
compreender o porquê que alguns grupos
sociais são mais atingidos do que outros.
 Os DSS vão incluir: condições
socioeconômicas, culturais e ambientais de
uma sociedade e relacionam-se com as
condições de vida e trabalho de seus
membros, como habitação, saneamento,
ambiente de trabalho, serviços de saúde e
educação, além da trama de redes sociais e
comunitárias;
 Esses DSS também vão influenciar nos
estilos de vida.
 Para combater as iniquidades de saúde
devemos:
 Conhecer melhor as condições de vida e
trabalho;
 Implementar políticas e programas;
 Conscientização da sociedade, buscando
conseguir apoio político para implementação
de intervenções.
Atenção primária: os cuidados
preventivos à saúde, como exame
pré-natal, vacinações, exames
laboratoriais de rotina, etc.
 Atenção secundária são os
tratamentos curativos de
problemas médicos, como as
doenças de tratamento
ambulatorial, internações, cirurgias.
 Atenção terciária são os
tramentos de seqüelas como na
fisioterapia, reabilitação,
fonoaudiologia, próteses
Estratégia de saúde da família começou
a ser implantada em 1991
◦ Criação do Programa de Agentes
Comunitários de Saúde (ACS).
◦ Programa de Saúde da Família (PSF)- 50%
da população
Objetivo:
◦ CRIAR ESTRATÉGIAS QUE BUSCAM
MELHORAR A SAÚDE E QUALIDADE DE
VIDA, PRIORIZANDO AÇÕES PREVENÇÃO E
PROMOÇÃO DA SAÚDE DE FORMA
INTEGRAL E CONTÍNUA
Para que a assistência primária seja mais
resolutiva e de qualidade ;
-Enfrentar a crise de fragmentação de sistema
-Desvalorização política e social
-Dificuldade de formação de profissionais no
processo do trabalho das equipes do PSF
-Financiamento insuficiente
50% dos municípios trabalham nos moldes
de atenção básica
 Não tem financiamento de incentivo pelo ESF, e
sim PAB;
 É preciso investir, financiar e acompanhar
a Atenção Primária;
 O processo de municipalização delegou a
execução da APS aos municípios distanciando-se
“Não existe formula pronta. É preciso
trabalhar com as nossas realidades
para termos o modelo ideal para
determinada população. O nosso
esforço é para realizar o atendimento
preventivo e a promoção da saúde. Se
as diversidades regionais forem
respeitadas tudo isso funciona muito
melhor”.Osmar Terra
 CONASS e Universidade de Toronto/Canadá, realizam
Curso de Aperfeiçoamento em Gestão da Atenção
Primária à Saúde:
◦ O curso faz parte do Projeto Fortalecimento da AP em
Saúde no Brasil e no Canadá, com o objetivo de
contribuir para a diversificação das relações de
colaboração entre os dois países no intuito de promover
a igualdade de tratamento e a justiça social no Brasil.

◦ Financiamento da Atenção Primária à Saúde (APS);


◦ A complexidade da APS e a necessidade de sua
reestruturação;
◦ A importância do investimento em formação profissional
e nos recursos humanos;
◦ O papel das Secretarias de Estado da Saúde na
coordenação do novo modelo de Atenção à Saúde;
◦ A importância da integralidade da atenção, das linhas de
cuidado e das diretrizes clínicas nas redes de atenção à
saúde
Modelo de atenção voltado
para a família:
 Família = núcleo básico
 Democratização do conhecimento do processo
saúde/doença, organização dos serviços e produção da
saúde
 Intervenção sobre fatores de risco
 Humanização das práticas de saúde
 Busca da satisfação do usuário através do
relacionamento
 Estímulo à organização da comunidade p/ controle
social
 Estabelecimento de parcerias buscando ações
intersetoriais
 
Diretrizes operacionais do
PSF
 A descrição da clientela

 600 a 1.000 famílias

 Fatores regionais, diversidade sócio-política,


características econômicas, densidade populacional,
acessibilidade ao serviço, etc.
 
 Programação específica em termos quantitativos e de
qualidade

 O serviço deve se adequar às necessidades da clientela


Reorganização das práticas
de trabalho
 I- Planejamento local
◦ a)Quem planeja, para que e para quem
◦ b)Quem planeja deve estar inserido na realidade
sobre a qual se planeja
 
 II- Abordagem multiprofissional
◦ a)Equipe multiprofissional
◦ b)Integralidade da ação
◦ c)Prevenção
◦ d)Parceria
◦ e)Possibilidades locais
Equipe básica:
 Médico
 Enfermeiro
 Auxiliar de enfermagem
 Agentes comunitários (6)

 Devem residir no município


 Período integral 8hrs
 ACS deve residir na comunidade
 Proposta de trabalho: criatividade, iniciativa e
vocação p/ trabalhos comunitário e em grupo
Estímulo à ação intersetorial
 Os profissionais devem atuar como catalisadores de políticas
setoriais

Complementaridade
 A USF deve ser a porta de entrada do sistema local de saúde
 Integração entre os níveis de atenção

 Educação continuada 
 Aperfeiçoamento profissional
 Desenvolvimento da concepção de equipe

Controle Social
 Princípio de garantia constitucional
 Defesa da participação popular na saúde
 Aproximação das ações de saúde da necessidade e da
vigilância da população
Contexto histórico da Atenção Básica e o
Programa Saúde da Família
SUS - inclusão - princípio de universalidade, equidade e
integralidade

Questões complexas: descentralização político administrativas e


a organização das atenção à saúde.

1995 – Movimento “reforma da reforma” – Normas Operacionais


editadas pelo Ministério da Saúde.

1998 – NOB (01/96) – fortalecimento da atenção básica a saúde.

1991 – Criação do PACS (programa de Agentes Comunitárias de


Saúde)

1994 – Crianças do PSF (Programa Saúde da Família)


1998 – PAB (Piso de Atenção Básica) – todo município teria um
valor específico repassado pelo fundo Nacional de Saúde ao
Fundo Municipal de Saúde.
Marco importante no processo de consolidação do PSF
2001 – NOAS/SUS define as responsabilidades e ações estratégias
mínimas que todos os municípios brasileiros devem desenvolver
no âmbito da Atenção Básica. São elas:
 controle da Tuberculose
 eliminação da Hanseníase
 controle da Hipertensão
 controle da Diabetes Melittus
 ações de Saúde Bucal
 ações de Saúde da Criança
 ações de Saúde da Mulher
Referências Bibliográficas:
 OLIVEIRA, M.A.C.; EGRY, E.Y. A historicidade das teorias interpretativas do processo
saúde-doença. Rev.Esc.Enf.USP,v. 34, n. 1, p. 9-15, mar. 2000. Disponível em: <
http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v34n1/v34n1a02.pdf> Acesso em 19 de março de
2010.
 Starfield, B. Atenção primária — Equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e
tecnologia. Brasília: Unesco, Ministério da Saúde, 2002. Disponível em:
http://www.brasilia.unesco.org/publicacoes/livros/atencaoprimaria
 BRASIL, MS - Pacto pela Saúde – Política Nacional de Atenção Básica. Volume 4.
Disponível em: http://portal.saude.gov.br/saude/area.cfm?id_area=1021  
 CONSELHOS NACIONAL DE SECRETÁRIOS DE SAÚDE, Atenção Primária à Saúde
no Brasil: Os desafios para aprimorar a porta de entrada do SUS para os
brasileiros, 2008.
 BUSS,P.M.; FILHO,A,P. A Saúde e seus Determinantes Sociais. Disponível em:
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/saudeedeterminantessociais_artigo.pdf
. Acesso em 20 de março de 2010.
 BUSS,P.M.; FILHO,A,P. Determinantes Sociais. Disponível em:
http://www.scribd.com/doc/15878625/Determinantes-sociais-da-saude. Acesso em
20 de março de 2010.
 LIMA,P.C et al. DETERMINANTES DO PROCESSO SAÚDE-DOENÇA:
IDENTIFICAÇÃO E REGISTRO NA CONSULTA DE ENFERMAGEM. Disponível
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http://www.seufuturonapratica.com.br/intellectus/PDF/03_ART_Enfermagem.pdf>
Acesso em 20 de Março de 2010.