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Legislação Social

Prof a Simone de C. Pereira Fernandes

AVISO PRÉVIO
Conceito
A comunicação da rescisão do contrato de trabalho pela parte que
decide extingui-lo, com a antecedência a que estiver obrigada e com o
dever de manter o contrato após essa comunicação até o decurso do
prazo nela previsto, sob pena de pagamento de uma quantia
substitutiva, no caso de ruptura do contrato. (Amauri Mascaro
Nascimento)
Nota
Nos contratos por prazo determinado, em regra, o instituto do aviso
prévio não é aplicado, uma vez que, as partes já ajustam, desde o
início, o termo final ou tem uma previsão aproximada do seu término.
Exceção: Cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão
prevista no art. 481 da CLT (En 163 do TST)
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AVISO PRÉVIO

Características:

 Clausula contratual: corresponde a uma cláusula dos contratos por


prazo indeterminado (explícita ou implícita) e dos contratos a termo
(explícita; art. 481 da CLT)
 É um ato unilateral: é exercido por uma das partes
 Receptício: produz efeitos após a comunicação
 Potestativo: direito resilitório
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AVISO PRÉVIO

Prazo
A Constituição fixou no art. 7º, XXI, o aviso prévio proporcional ao
tempo de serviço, sendo, no mínimo, de 30 dias, nos termos da lei. Como
referida lei não foi elaborada até o momento, o aviso prévio proporcional
ao tempo de serviço, será de 30 dias, estando revogado o artigo 487, I,
da CLT. A contagem faz-se com a exclusão do dia do começo e inclusão
do dia de seu término.

Nota: As negociações coletivas e os contratos individuais podem dispor


sobre a progressão do aviso prévio em função do tempo de serviço.
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AVISO PRÉVIO

Conseqüências Jurídicas da Falta do Aviso Prévio

A falta do aviso prévio por parte do empregador dá ao empregado o direito aos


salários correspondentes ao prazo do aviso, garantida sempre a integração
desse período no seu tempo de serviço (art. 487, § 1º da CLT). Logo, o período
correspondente ao aviso prévio sempre integra o tempo de serviço para todos os
efeitos (13º salário, férias...).

Por outro lado, a falta de aviso prévio por parte do empregado dá ao


empregador o direito de descontar os salários correspondentes ao prazo
respectivo (CLT, art. 487, § 2º).
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AVISO PRÉVIO
Redução de horário
Toda vez que o empregador conceder aviso prévio, o empregado terá
direito à redução no horário de trabalho em duas horas diárias (CLT,
art. 488), sem prejuízo do salário. O objetivo é que o empregado tenha
tempo para buscar um novo emprego, sendo-lhe facultado optar por
faltar 7 dias corridos, em vez de reduzir diariamente a jornada em 2
horas diárias.

Nota 1: Caso o empregador não conceda a redução de horário ao


empregado, considera-se nulo o aviso prévio.

Nota 2: A concessão do aviso prévio não tem o condão de extinguir o


contrato de emprego, apenas indica um prazo para seu término.
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AVISO PRÉVIO

Justa Causa no Curso do Aviso Prévio


Considerando que o aviso prévio não extingue o liame empregatício
imediatamente, nada impede que, durante o cumprimento do aviso pelo
empregado, o empregador ou o próprio obreiro cometa uma falta grave, a
ensejar a brusca ruptura do contrato.

Se o empregador cometer falta grave no curso do aviso, estará o


obreiro liberado do cumprimento do restante do aviso prévio, ficando o
empregador obrigado a pagar a remuneração correspondente aos dias
remanescentes, sem prejuízo da indenização devida ao trabalhador (art.
490 CLT).
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AVISO PRÉVIO

Justa Causa no Curso do Aviso Prévio (cont.)

Se o empregado cometer falta grave no curso do aviso prévio,


não fará jus ao restante do aviso (art. 491 CLT), além de perder
o direito às verbas rescisórias de natureza indenizatória, salvo
se a falta grave cometida for a de abandono de emprego.
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FÉRIAS

A Constituição assegurou a todos o trabalhadores urbanos e rurais o direito às


férias anuais remuneradas, com pelo menos 1/3 a mais do que a remuneração
normal. Trata-se de modalidade de interrupção do contrato de trabalho e
direito irrenunciável do trabalhador que visa o seu descanso, após certo
período de trabalho, quando já se acumularam toxinas no seu organismo.

Período aquisitivo
A cada 12 meses de trabalho se configurará um período aquisitivo, que dará
direito ao empregado ao gozo de férias.
Período concessivo
É o período de 12 meses, subseqüentes à data em que o empregado tiver
adquirido o direito, em que o empregador deverá conceder as férias.
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FÉRIAS

Período de férias e faltas do empregado


O artigo 130 da CLT estabelece o período de férias do empregado a
cada 12 meses de trabalho, levando-se em conta os dias em que o
empregado faltou e não justificou sua ausência, na seguinte
proporção:

30 dias de férias Até 5 faltas injustificadas


24 dias de férias 6 a 14 faltas injustificadas
18 dias de férias 15 a 23 faltas injustificadas
12 dias de férias 24 a 32 faltas injustificadas
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FÉRIAS

Algumas regras e notas:


 Somente em casos excepcionais serão as férias concedidas em dois
períodos, um dos quais não poderá ser inferior a 10 dias;
 Sempre que as férias forem concedidas após o período concessivo, o
empregador pagará em dobro a respectiva remuneração;
 Aos menores de 18 anos e aos maiores de 50 anos as férias serão
sempre concedidas de uma só vez;
 A época de concessão de férias será a que melhor consulte os
interesses do empregador;
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FÉRIAS
Algumas regras e notas: (cont.)
 O art. 143 da CLT faculta ao empregado converter 1/3 do período de
férias a que tiver direito em abono pecuniário.
 O prazo prescricional para postular o gozo ou indenização das férias
começa a correr do término do período concessivo de férias, ou, se for o
caso, da cessação do contrato de trabalho.
 O art. 139 da CLT permite que o empregador conceda férias coletivas a
todos os empregados de um setor da empresa ou mesmo a todos os
empregados da empresa, as quais poderão ser concedidas em 2 períodos
anuais, desde que nenhum deles seja inferior a 10 dias corridos.