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ANFÍBIOS SÃO BONS

INDICADORES DE
QUALIDADE DO
AMBIENTE
UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
INSTITUDO DE BIOLOGIA
ZOOLOGIA DE VERTEBRADOS
DEPARTAMENTO DE ZOOLOGIA
EDIO GLEISER DA SILVA GONDIM
INTRODUÇÃO
 AS POPULAÇÕES DE ANFÍBIOS SÃO
EXTREMAMENTE AFETADAS PELAS
MUDANÇAS AMBIETAIS SEJAM NATURAIS
OU DE ORIGEM ANTROPOGENICA
 RELATOS DE DECLÍNO DE POPULAÇÕES DE
ANFÍBIOS EM MUITAS PARTES DO MUNDO
SÃO NUMEROSOS
 DEVIDO A SUA SENSIBILIDADE AS
MUDANÇAS AMBIENTAIS OS ANFÍBIOS SÃO
ÓTIMOS INDICADORES AMBIENTAIS
POR QUE OS ANFÍBIOS SÃO
TÃO SENSIVEIS A MUDANÇAS
DO AMBIENTE
 DURANTE SUA VIDA ESTÃO EM CONTATO
COM VÁRIOS COMPONETES DO AMBIENTE
(EM ESPECIAL OS ANUROS).
a) OS OVOS ESTÃO EXPOSTOS AO SOL
b) AS LARVAS VIVEM NAS ÁGUAS E SÃO
HERBÍVORAS
c) OS ADULTOS VIVEM EM TERRA E SÃO
CARNÍVOROS
 OS ANFÍBIOS SÃO RESTRITOS, ISTO É, DE
UM MODO GERAL NÃO SÃO DADOS A
LONGAS MIGRAÇÕES, SENDO
GERALMENTE ENCONSTRADOS NA
MESMA ÁREA, LOGO O DECLÍNIO DE
SUA POPULAÇÃO PODE ESTAR
LIGADO DIRETAMENTE A
MODIFICAÇÕES DO AMBIENTE EM
QUE SE ENCONTRAM
 UBIQUIDADE – ENCONTRAMOS NOS
MAIS VARIADOS AMBIENTES, EM
DIVERSAS PARATES DO MUNDO
DECLÍNIO DE POPULAÇÃO DE
ANFÍBIOS E A DESTRUIÇÃO DA
CAMADA DE OZÔNIO
 BLAUSTEIN & WAKE (1995) EM ESTUDOS
INICIADOS EM 1979, NAS MONTANHAS
CASCADE EM OREGON –EUA INDICARAM
QUE A GRANDE MORTALIDADE DE OVOS DE
ALGUMAS ESPECIES DE ANUROS E
SALAMANDRAS ESTAVA LIGADA A
EXPOSIÇAO DOS OVOS AOS RAIOS UTRA-
VIOLETAS DEVIDO AO AUMENTO DO
BURACO NA CAMADA DE OZONIO
 AS ESPECIES QUE NÃO POSSUÍAM, EM
NÍVEIS SUFICIENTES, AS ENZIMAS QUE
CORRIGEM AS ALTERAÇÕES DO DNA
PROVOCADOS PELOS RAIOS UV ERAM
ALVOS DE MAIOR MORTALIDADE QUE AS
COM MAQUINÁRIO ENZIMÁTICO MAIS
EFICIENTES.
 ELEGANTE EXPERIMENTO QUE TINHA
COMO BASE A PROTEÇÃO GRUPOS DE
OVOS DA EXPOSIÃO AOS RAIOS UV DA LUZ
SOLAR COMPROVARAM A HIPÓTESE DO
DECLÍNIO DE POPULAÇÕES DE ANFÍBIOS
DEVIDO AO AUMENTO DO BURACO NA
CAMADA DE OZONIO.
FLUTUAÇÃO NATURAL OU
DECLÍNIO ANTROPOGENICO?
 O CUIDADO PARA DIFERENCIARMOS A
VARIAÇÃO NO NÚMERO POPULACIONAL DO
DECLÍNIO ANTROPOGENICOS FOI
ENFATIZADO POR PECHMANN ET AL (1991).
 FORAM REALIZADOS CENSO DAS
POPULAÇÕES DE QUATRO ESPÉICES DE
ANUROS E DUAS DE SALAMANDRAS, POR
UM PERÍODO DE 12 ANOS EM UMA ÁREA DA
CAROLINA DO SUL – ESTADOS UNIDOS
 OS CENSOS DEMOSTRARAM QUE MUITO DO
QUE SE ACREDITAVA COMO DECLÍNIO DE
POPULAÇÕES DOS ANFÍBIOS ESTUDADOS
POR MOTIVOS ANTROPOGENICOS, NA
VERDADE ERAM FLUTUAÇÕES NATURAIS.
 TAIS CONSTATAÇÕES DEIXAM CLARO A
NECESSIDADE DE ESTUDOS PARA
SABERMOS SE ESTAMOS LIDANDO COM
FLUTUAÇÕES NATURAIS DE POPULAÇÕES
OU DECLÍNIO DE POPULAÇÕES PELA AÇÃO
HUMANA.
EFEITO DA FRAGMENTAÇÃO DA
FLORESTA AMAZONICA SOBRE
A DIVERSIDADE DE ANUROS
 GASCON & MEYER (1999) DESCREVERAM O
EFEITO DO DESMATAMENTO E A
CONSEQUENTE FRAGMENTAÇÃO DA
FLORESTA AMAZONICA NA DIVERSIDADE DE
ANUROS.
 AO CONTRÁRIO DO QUE SE ESPERAVA
HOUVE UM AUMENTO NA DIVERSIDADE DE
ANUROS, TANTO NAS ÁREAS DESMATADAS
QUANTO NOS FRAGMENTOS DE FLORESTA.
 UMA DAS POSSIBILIDADES PARA ESTE
RESULTADO PODE ESTAR LIGADO AO
AUMENTO DAS ÁREAS ALAGADAS, QUE SÃO
MAIORES QUE NA FLORESTA FECHADA E A
ADAPTAÇÃO DAS ESPÉCIES DE FLORESTAS
A ÁREAS ABERTAS.
 O AUMENTO DA DIVERSIDADE E RIQUEZA
ACONTECEU NÃO SOMENTE NAS ÁREAS
ABERTAS, MAS TAMBÉM NOS FRAGMENTOS
DE FLORESTAS O QUE CONTRARIA A
TEORIOA DE BIOGEOGRAFIA DE ILHAS.
 ESTE AUMENTO DE DIVERSIDADE E
RIQUEZA NÃO OCORREU EM OUTROS
GRUPOS DE VERTEBRADOS.
CONCLUSÃO
 OS ANFÍBIOS SÃO BONS INDICADORES DA
QUALIDADE DO AMBIENTE PELAS RAZÕES
ELENCADAS NA INTRODUÇÃO ENTRE
OUTRAS, NÃO SÓ DO AMBIENTE LOCAL MAS
ATÉ DO GLOBAL, COMO NO CASO DO
BURACO NA CAMADA DE OZONIO.
 NO ENTANTO, CUIDADOS DEVEM SER
TOMADOS PARA DIFERENCIAR ENTRE
FLUTUAÇÃO NATURAL DE POPULAÇÕES OU
MESMO RESULTADOS QUE MOSTRAM
AUTERAÇÕES AMBIENTAIS BENEFICIANDO
ALGUMAS ESPÉCIES OU MESMO GRUPOS
ANIMAIS.
BIBLIOGRAFIA
 Blustein, A. R. & Wake, D. B.; 1995, The Puzzle
of Declining Amphibian Populations, Scientific
Amercian 272(4):56-61.
 Gascon, C.; Meyer, J.; 1999, Sapos Resistem
na Floresta Fragmentada, Ciência Hoje,
151(26):65-68.
 Pechmann, J. H. K.; Scott, D. E.; Semlrrsch, R.
D.; Caldwell, J. P.; Vitt, L. J.; Gibbons, J. W.;
1991, Declining Amphibian Populations: The
problem of separting Human Impacts from
Natural Fluctuations, Science, 253:825-940.