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METODOLOGIA DA PESQUISA

CIENTÍFICA EM EDUCAÇÃO FÍSICA

Fabio Luis Ceschini

flceschini@usp.br

Uni-FMU - Centro de Pós-Graduação

Musculação e Condicionamento Físico


CIÊNCIA DO EXERCÍCIO

BUSCA DE NOVAS
EVIDÊNCIAS

EXPLICAR FENÔMENOS
O QUE É PESQUISA?

“É um procedimento reflexivo, sistemático,


controlado e crítico, que se permite descobrir novos
fatos ou dados, relações ou leis, em qualquer campo
do conhecimento”
(Ander-Egg 1978 citado po Lakatos e Marconi 1985)
Impacto da Produção Científica nos
Níveis de Atividade Física

Atividade Física

“Papers” Publicados

1960 70 80 90 2000
Treinamento e
Publicação

Trabalhos publicados

60 2000
EVOLUÇÃO DO FUTEBOL

DESEMPENHO ASPECTOS
TÉCNICO TÁTICOS
DESEMPENHO
FÍSICO

odução científica no fute


PRODUÇÃO CIENTÍFICA
SOBRE O FUTEBOL

1400
1200
Número de publicações

1000
800
600
400
200
0
1971-1980 1981-1990 1991-2000 2001-2007

Base de dados ovid 10/10/2007


NÚMEROS DE TRABALHOS PUBLICADOS
POR MODALIDADE ESPORTIVA

Descritores Publicações
Football 4647
..........................................

3.525
Soccer...........................................

Basketball 1290
....................................

Volleyball 488
.........................................

Handball 241
..........................................

Base de dados: Pubmed


Acesso em 01/06/2007
Ciência do Futebol - Publicações

Descritores Publicações

Soccer..............................3.525
Soccer + Children..............386
Soccer + Young.................298
Soccer + Profile.................174

Base de dados: Pubmed


Acesso em 01/06/2007
Futebol de Campo – Distância Percorrida
Treino X Competição

16000 * * *
Metros percorridos

12000

8000

4000

0
DE F E S A M E IO-C AM P O A T A QUE

T R E INO CO M P E T IC ÃO

*p<0,05
Caixinha P.F, et al. 2004
COMPARAÇÃO DA APTIDÃO FISICA DE
FUTEBOLISTAS DE QUATRO CATEGORIAS
DIFERENTES

PROFISSIONAL

JUNIORES

JUVENIL

INFANTIL s
-3 -2 -1 0 1 2 3 4 5
VO2 l min VO2 ml kg min 50 mts 40 seg

n= 62 COMAS E., PEREIRA M., MATSUDO V., 1992


Aerobic High-Intensity Intervals Improve
VO2máx More Than Moderate Training
Gerud JH, Hoydal K, Wang E, et alli.
Medicine and Science in Sports Exercise, 39(4): 665-671, 2007

OBJETIVO:
Comparar o efeito de diferentes intensidades do treinamento da
endurance aeróbica sobre o VO2máx.

AMOSTRA:
- 40 universitários não fumantes e com experiência em AF de lazer
Idade: 24,6 anos
Peso: 82 Kg
Aerobic High-Intensity Intervals Improve
VO2máx More Than Moderate Training
Gerud JH, Hoydal K, Wang E, et alli.
Medicine and Science in Sports Exercise, 39(4): 665-671, 2007

GRUPOS DE EXERCÍCIO:
1) Treinamento Contínuo de Longa Distância (LSD)
Corrida contínua 70% Fcmáx (137±7 bpm) durante 45 minutos
2) Treinamento no Limiar de Lactato (LT)
Corrida contínua 85% Fcmáx (171±10 bpm) durante 24 minutos
3) Treinamento Intervalado 15/15
47 repts de 15 seg. de corrida intervalada (95% Fcmáx [180/90±6 bpm]) com 15
seg/descanso/ativo [70% Fcmáx (140±6 bpm)]
4) Treinamento Intervalado 4X3 minutos
4 repts de 4 min. de corrida intervalada (90-95% Fcmáx (190±5 bpm) com 3
min/descanso/ativo [70% Fcmáx (140±6 bpm)]
Corrida na esteira com 5,3% de
inclinação 3X por semana durante 8 semanas
Aerobic High-Intensity Intervals Improve
VO2máx More Than Moderate Training
Gerud JH, Hoydal K, Wang E, et alli.
Medicine and Science in Sports Exercise, 39(4): 665-671, 2007

Resposta da FC vs Grupos

LSD: contínuo 70% FCmáx

LT: contínuo Limiar de


lactato 85% FCmáx

Intervalado 15/15 90-95% Intervalado 4/3 90-95% Fcmáx


Fcmáx
VO2máx X Intensidade de Corrida

Gerud et al., 2007


Aerobic High-Intensity Intervals Improve
VO2máx More Than Moderate Training
Gerud JH, Hoydal K, Wang E, et alli.
Medicine and Science in Sports Exercise, 39(4): 665-671, 2007
Aerobic High-Intensity Intervals Improve
VO2máx More Than Moderate Training
Gerud JH, Hoydal K, Wang E, et alli.
Medicine and Science in Sports Exercise, 39(4): 665-671, 2007

CONCLUSÃO:
A melhora do VO2, tanto absoluto como no relativo, foi
significativamente maior nos grupos de treinamento intervalado.
Esses resultados indicam que o treinamento intervalado seria uma
metodologia interessante para incrementos no VO2, em pessoas
que já praticam atividades físicas no tempo de lazer.
WEINSTEIN AND SESSO. Joint effect of physical activity and body weight on diabetes
And Cardiovascular disease. Exercise, Sports Science Review, 34(1): 10-15,2006.
Recomendação da Atividade Física e Orientações Nutricionais
Envolva-se em atividade física regular para promover a
saúde, bem estar psicológico e peso corporal saudável
Para reduzir doenças crônicas em adultos: Faça pelo menos
30 minutos de atividade em intensidade moderada acima dos
níveis já realizados em casa e no trabalho na maioria dos dias
da semana
Para a maioria das pessoas: os maiores benefícios para a
saúde são encontrados nas atividades físicas vigorosas ou
Recomendação da Atividade Física e Orientações Nutricionais
Para auxiliar o controle do peso e prevenir o gradual aumento
pouco saudável na adultez: Faça pelo menos 60 minutos de
atividade física moderado-vigorosa na maioria dos dias da
semana sem exceder os valores recomendados para a
ingestão
Para manter a perda do peso na adultez: Faça de 60-90
minutos de atividade física em intensidade vigorosa sem
exceder a recomendação nutricional. Consulta a profissionais
pode ser sugerido;
The Effect of Combined Aerobic and Resistance Exercise
Training on Abdominal Fat in Obese Middle-aged Women.
Park SK, Park JH, Kwon YC, Kim HS, Yoon MS and Park HT.
Journal Physiol Anthropol. 22(3): 129-135, 2003.

OBJETIVO:
Verificar a influência do treinamento combinado (aeróbico e força) na gordura
abdominal e marcadores bioquímicos em mulheres obesas.

METODOLOGIA:
30 mulheres (40 – 45 anos) com IMC > 25,00
1) Grupo Controle (N: 10)
10 - sem exercício
2) Grupo Aeróbico (N: 10) – 6X semana, 60 min/dia, 60-70% da FC máxima.
3) Grupo Combinado (N: 10) – Treinamento aeróbico + força
Força: 3X semana, 60 min/sem 60% de 1 RM (semana 1-12) – 70% de 1RM (semana 13-24)
Aeróbico: 3X semana, 60 min/dia, 60-70% da FC máxima.
Intervenção: 24 semanas
CONSUMO MÁXIMO DE OXIGÊNIO
& TREINAMENTO

VO2máx (ml/min) VO2máx (ml/Kg/min)



3000
2 5 4 7 ,3 * 2 6 0 4 ,7 * 50
45 4 3 ,1 * 4 2 ,3 *

2500 2 1 3 4 ,1 2 2 2 6 ,2 2 2 3 9 ,4 40
1 9 7 9 ,9 3 4 ,2
2000 35 3 0 ,9
3 0 ,3
3 2 ,1
30
1500 25
20
1000 15
500 10
5
0 0
C o n tro le A eró b ico C o m b in ad o C o n tro le A eró b ico C o m b in ad o

In ício 24 sem an as In ício 24 sem an as

*p<0,01, † maior impacto


COMPOSIÇÃO CORPORAL &
TREINAMENTO
Massa Magra (Kg) Gordura Abdominal Subcutânea (cm3)

46 700

*
646

44 43
600
5 9 5 ,1 5 9 8 ,4 602
5 7 8 ,9 * 5 8 4 ,2 *
42

40 500
3 8 ,1 3 8 ,4
3 7 ,7 3 7 ,5 3 7 ,4
38
400
36

34 300
C o n tro le A eró b ico C o m b in ad o C o n tro le A eró b ico C o m b in ad o

In ício 24 sem an as In ício 24 sem an as

*p<0,01, † maior impacto


BIOQUÍMICA & TREINAMENTO

Colesterol Total (mg/dl) LDL Colesterol (mg/dl)


1 7 5 ,4
280 2 4 7 ,5
180 1 6 0 ,6
2 3 5 ,6 2 4 0 ,3 1 5 7 ,7
240 2 3 2 ,4 160 1 4 9 ,7

200 187 * 1 8 4 ,5 * 140
120 1 1 2 ,9 * 1 1 4 ,6
* †
160 100
120 80
60
80
40
40 20
0 0
C o n tro le A eró b ico C o m b in ad o C o n tro le A eró b ico C o m b in ad o

In ício 24 sem an as In ício 24 sem an as

*p<0,01, † maior impacto


The Effect of Combined Aerobic and Resistance Exercise
Training on Abdominal Fat in Obese Middle-aged Women.
Park SK, Park JH, Kwon YC, Kim HS, Yoon MS and Park HT.
Journal Physiol Anthropol. 22(3): 129-135, 2003.

CONCLUSÃO:

- O treinamento combinado (aeróbico + força) foi mais efetivo nas


alterações em relação à composição corporal e aos marcadores
bioquímicos.

- Após 24 semanas de intervenção foi observado maior impacto do


treinamento combinado no volume de gordura abdominal subcutânea
e visceral do que o treinamento aeróbico.
CONSUMO DE OXIGÊNIO PÓS-
EXERCÍCIOS DE FORÇA E AERÓBIO:
EFEITO DA ORDEM DE
ESFORÇO
Lira,F.; Oliveira,RF.; Júlio,F e Franchini,E. Rev Bras Med Esporte,13(6)402-406,2007
OBJETIVO:

Verificar o efeito da ordem dos exercícios com pesos e aeróbico no


valor EPOC em indivíduos adultos

AMOSTRA:
- 08 homens (75,4 + 3,7 Kg)
- Medidas 1) VO2 máx e limiar anaeróbico
2) força 1 RM supino, remada, cad. extensora e mesa flexora

TREINAMENTO:
AERÓBICO – corrida a 90% da velocidade de limiar por 30 minutos
FORÇA – 3 x 8-12 RM (70% 1RM) 2 min intervalo entre S-E
CONSUMO DE OXIGÊNIO PÓS-
EXERCÍCIOS DE FORÇA E AERÓBIO:
EFEITO DA ORDEM DE
ESFORÇO
Lira,F.; Oliveira,RF.; Júlio,F e Franchini,E. Rev Bras Med Esporte,13(6)402-406,2007
Consumo de Oxigênio (mL/Kg/min) após diferentes situações
MEDIDAS:

04 GRUPOS - força
T REPOUSO
aeróbico
AER FORÇA FORÇA + A AERÓBICO + F
força + aeróbico
aeróbico + força
0-10 4,24 5,65 5,82 5,96 6,14

PÓS ESFORÇO – EPOC - T1 (0 -10 min)


11-20 3,23 3,92 4,08 4,25 4,52
T2 (11-20 min)
T3 (21-30 min)
21-30 2,99 3,51 3,62 3,95 4,01
CONSUMO DE OXIGÊNIO PÓS-
EXERCÍCIOS DE FORÇA E AERÓBIO:
EFEITO DA ORDEM DE
ESFORÇO
Lira,F.; Oliveira,RF.; Júlio,F e Franchini,E. Rev Bras Med Esporte,13(6)402-406,2007
C A
TI
T Í S
CONCLUSÃO: TA
E S
I A nos valores de EPOC
C
Estudo não promoveu mudança
N
em relação a ordem dos Ê
D exercícios, sugerindo que não
V I
ocorre o aumentoEdo gasto calórico em repouso após o
DA
exercício A

FO
RESPOSTA PRESSÃO ARTERIAL APÓS
O EXERCÍCIO RESISTIDO
Pós-exercício (min)
Pré 15 30 60 90
Diferença da PAS (mmHG)

0,0

-2,0 * *
*
-4,0

-6,0

-8,0 *
-10,0 *# *# *

40% CVM 80% CVM

Forjaz CLM e cols, Rev Bras Hipertens 10:11-124, 2003


ACRÉSCIMO DE 1 kg AOS EXERCÍCIOS PRATICADOS
POR MULHERES ACIMA DE 50 ANOS: impacto na
aptidão física e capacidade funcional
Marin,R.V.,Matsudo,S.,Matsudo,V.,et alli. Rev. Bras. de Ciência e Movimento,11(1):53-58, 2003

Verificar o efeito de peso adicional de 1kg a exercícios de um programa de ginástica


em mulheres idosas fisicamente ativas
93 mulheres em grupo controle e experimental (2 x 8-10 repetições)
Aulas de ginástica em programa de exercícios – 2 x na semana

VARIÁVEIS Controle (%) Experimental (%)

CC braço 0,7 1,4


CC perna 0,8 2,3
Dinamometria -3,3 -1,5
Flexão Braço -4,2 9,8*
Impulsão Vertical -4,6 -18,1
Equilíbrio 4,3 6,9
Levantar da cadeira 1,1 23,7*
Flexibilidade 0,3 6,6*
Velocidade máxima andar 4,2 4,2
A Meta-analysis to Determine the Dose Response for
Strength Development
Rhea MR, Alvar BA, Burkett LN and Ball SD
Medicine and Science in Sports Exercise, 35(3): 456-464, 2003.
Treinados Não-treinados
2,4
2,4
2
2

Effect Sizes
1,6
1,6
1,2 1,2

0,8 0,8
0,4 0,4
0
0
1 2 3 4 5 6 1 2 3

Séries por Exercício Dias por semana


2,8

METODOLOGIA: 2,4
2

Revisão de 140 estudos 1,6


1,2

Treinados: pelo menos um anos de 0,8 % de 1 RM


0,4
treinamento 0
40 50 60 70 75 80 85 90
Não treinados: menos de uma ano de
INDICADORES DE C&T
Pesquisa na Indústrias de São Paulo 1.237
Pesquisa na Indústrias da Coréia 80.000

Participação do Estado SP 0,028% PIB


Participação do Brasil 0,027% PIB
Empresas PRIVADAS 0,33%
PÚBLICAS 0,03%
PRODUÇÃO CIENTÍFICA - SP x BR

SP BRASIL
DISPÊNDIO EM C&T 2.085,00 5.957,00
(US$ milhões)
RH Pesquisa - Setor Público 14.820 65.007
RH Pesquisa - Setor Privado
}
e Setor Público
16.057 72.926

Produção Científica (CAPES) 22.375 45.639


PATENTES 3.701 7.309
PRODUÇÃO CIENTÍFICA - $$$

SP BR SP/BR
Instit. Pesq. Federal 323,51 1.013,00 31,94%
Agências Federais 265,44 867,58 30,60%
CNPq Auxílio 7,92 40,66 19,48%
CNPq Bolsas pais 163,27 450,74 36,22%
exterior 5,87 53,03 11,07%
FINEP 10,61 106,15 10,00%
CAPES 77,77 217 35,84%
PRODUÇÃO CIENTÍFICA NO BRASIL
FOMENTOS & BOLSAS
São Paulo Brasil Dif %

CNPq 15.748 47.952 32,84%

CAPES 8.439 20.694 40,78%

FAPESP 2.963

TOTAL 27.150 68.646 39.55%


Distribuição de Bolsas e Projetos EF
Biomédico 43 (48%) Humanas 38 (42%)
Medicina/Ciên Exercício (20%)Pedagogia (37%)
Aprendizagem Motora (11%) Antropologia (2%)
Biomecânica (5%) Filosofia (1%)
Esp. e Genética (5%) História (1%)
Saúde e Nutrição (3%) Gím.Desportivo 9 (10%)
Cineantropometria (3%) Dança (3%)
Psic. Esportiva (1%) Recr. e Lazer (1%)
PRODUÇÃO ACADÊMICA
BATE RECORDE NO PAÍS.

1,92% dos artigos publicados no


ISI, em 2006.

33%
Imunológia –23%
18.000
16.000 Medicina -17%
14.000

Produção animal e vegetal –13%


12.000
10.000 2004
8.000 2006
6.000
4.000
2.000
Economia -12%
0

Ecologia e Meio Ambiente -12%


Engenharias -11%

Dados Capes Pesquisa – FAPESP Agosto 2007


PRODUÇÃO ACADÊMICA
BATE RECORDE NO PAÍS
Desenvolvimento do País:
2006 ---------15º
2005 ------------17º
2002 ----------------20º

Ranking de Publicações:
Ranking das citações:
1º E.U.A 32,2%
2º Alemanha 8,1% 2002 / 2006 –20º 206.231Citações
4º China 7,9%
5º Inglaterra 7,27%
Acima da Rússia, Índia e
15º Brasil 1,92%
China.

Dados Capes Pesquisa – FAPESP Agosto 2007


ISI
Institute for
Scientific
Information

8 Mil jornais e 164 Áreas do


Revistas Indexados conhecimento

Impacto
Publicações X Citações
Países desenvolvidos Países desenvolvimento
1,90 0,30
Dados Capes Pesquisa – FAPESP Agosto 2007
Ranking Olímpico (1896 – 2000)
EUA 872 658 586 2116
União Soviética 395 319 296 1010
França 188 193 217 598
Reino Unido 180 233 225 638
Itália 179 143 157 479
Alemanha Oriental159 150 136 445
Hungria 150 135 158 443
Alemanha 137 138 160 435
Suécia 136 156 177 469
0. Austrália 102 110 138 350
8. Brasil 12 19 35 66
IDENTIFICANDO A
PESQUISA x FILOSOFIA
Filosofia da Pesquisa
Buscar de forma lógica as hipóteses, examinar e
analisar os fatos existentes que melhor representam e
explicam um FENÔMENO
NÃO CONSIDERA O EMPIRISMO
DIVISÃO FILOSÓFICA DA PESQUISA

. Metafísica

. Auxiologia

. Epistemologia

. Poesia
IDENTIFICANDO A
PESQUISA x FILOSOFIA
METAFÍSICA - Analisa a natureza dos fenômenos
- Explora a realidade, buscando
explicações das leis do universo

AUXIOLOGIA - Analisa as relações e valores humanos


- Tem nos aspectos éticos a base estudo

EPISTEMOLOGIA - Estuda a origem, a natureza e


limites do conhecimento
- Discute as relações conceituais

POESIA - Ramo mais tradicional da filosofia


- Sugere as formas de interpretação das
relações, experiências humanas
O QUE É CIÊNCIA ?

“É um conjunto de atitudes e de atividades


racionais, dirigido ao sistemático conhecimento com
objetivo limitado, capaz de ser submetido a
verificação”
(Trujillo Ferrari, 1982)
O CAMINHO DA CIÊNCIA
Stephen Hawking Lee Snoth
Albert Einstein 1997
Isaac Newton 1916 1970
Galileu Galilei Sec 17-18
Sec 16-17
L. Pasteur Ptolomeu C. Kant Hegel Marx
Adam Smith 1781 1800 1848
René Descarts 1776
Sócrates capitalismo
1635
Pitágoras Aristóteles
350aC – Thomas Morgan
lógica (1906)
Tales de Platão Antonie Lavoisier Charles Darwin Descoberta
1760 – na natureza (1859) Evolução cromossomos
Mileto 400 aC –
Mundo das idéias nada se perde... por seleção
J.B. Lamark natural
Jamws Watson
(1790) e
Evolução por G. Mendel Francis Crick
John Dalton Adaptação (1866) (1953) Estrutura
Ameded Avogrado
(1802) Teoria Genética do DNA
(1814) Sydney Brenner
Cálculo do número Cálculo de
massa atômica (1960)
de partículas das Decod do RNA
substâncias
Craig Venter (2000) Richard Dawkins
Decod. Do Genoma Humano Marshall Hiremberg
(1976) (1961)
Somos maquinas Quebra do código
dos genes genético
CIÊNCIA
• Busca a determinação de VERDADES
• A VERDADE é transitória

• Explicação de uma VERDADE ????

Filosofia da Pesquisa
Buscar de forma lógica as hipóteses, examinar e
analisar os fatos existentes que melhor representam e
explicam um FENÔMENO
NÃO CONSIDERA O EMPIRISMO
OBJETIVOS DA CIÊNCIA
 Aumentar o conhecimento

 Realizar novas descobertas

 Determinar novas teorias e procedimentos

 Estabelecer controles

 Aproveitar materiais
PESQUISA CIENTÍFICA
 Investigação de assuntos

 Observação dos acontecimentos

 Descoberta de respostas

 Conhecimento com profundidade

 Utilização de métodos científicos

 Respostas de questões específicas


PESQUISA & ORIGENS
ORIGEM - Bases filosóficas (Kanti, Platao, Marx)

Análise

QUANTITATIVA
Positivista, Biológica
EXATA de fenômenos

QUALITATIVA
Fenomenológica, Psicológica e comportamental,
NÃO EXATA

Análises metodológicas e estatísticas distintas


PESQUISA QUALITATIVA

• VARIÁVEIS SUBJETIVAS
• INTERPRETAÇÃO DAS VARIÁVEIS
• PALAVRAS E IDÉIAS
• ENTREVISTAS, OBSERVAÇÃO, ANÁLISE
DE DOCUMENTOS, ANÁLISE DE
DISCURSOS, QUESTIONÁROS ABERTOS
PESQUISA QUANTITATIVA

• VARIÁVEIS OBJETIVAS
• MENSURAÇÃO DAS VARIÁVEIS
• NÚMEROS
• TESTES, MEDIDAS E QUESTIONÁRIOS
• ANÁLISE ESTATÍSTICA
ANALISANDO .......
O PROBLEMA DA PESQUISA

ASPECTOS LÓGICOS

1. Depende de conexões de idéias


2. Idéias formam pensamentos - conhecimento

Análise do problema

1. Forma DEDUTIVA
2. Forma INDUTIVA
3. Forma DESCRITIVA
4. Forma ESPECULATIVA
5. Forma CRÍTICA / POÉTICA
ANALISANDO .......
Inferência - Processo lógico de raciocínio
DEDUTIVA- visualiza da explicação teórica para prática, com
hipóteses dos fenômeno
INDUTIVA - através de observações específicas e de testes
as possibilidades das hipóteses serem aceitas / rejeitadas
para a formulação de TEORIAS
DESCRITIVA - apresenta o fenômeno, descrevendo as formas
e características do que foi observado; visão do pesquisador
ESPECULATIVA - forma filosófico de atingir a relação entre a
descrição e princípio. Sugere o plausível, não demonstrável,
explicação
INFERENCIAe conclusões das relações
ASSOCIADO humanas
AO CONHECIMENTO
CRÍTICA - baseado em aspectos conservadores
-PERMITE (RE)FORMULAR
realismo (julga A PERGUNTA
em relação a critérios, individual, local
- nominalismo (fatos abstratos - jogo, comportamento
- construtivismo (seqüência de fatos concretos)
Projetos em Ciências Biológicas
OBJETIVO - apresentar o que será feito

Tem forma lógica de raciocínio do projeto

ELABORAÇÃO

1. Determinar as variáveis estudadas - DEP/ IND/ INT

2. Fazer quadro e relações do projeto

3. Buscar a forma de associação das variáveis

4. Tentar novamente / Tentar novamente

5. Apresentar para quem não sabe do estudo


VARIÁVEIS
Conceito
Tudo que permite OBSERVAÇÃO, MENSURAÇÃO, ANÁLISE

Tipos
DEPENDENTES
INDEPENDENTES
INTERVENIENTES

Análise
QUALITATIVA
QUANTITATIVA USO DA ESTATÍSTICA
paramétrica / não paramétrica
Importância
DETERMINAÇÃO DE HIPÓTESE
PERMITE INFERÊNCIAS (dedutivas/indutivas)
TIPOS DE PROJETOS
• Descritivo - descrição de fatos

• Retrospectivo - explicação de fatos

• Experimental - controle e experimentação

• Não Experimental - modelo teórico pequeno


controle
MODELOS DE PROJETOS
• Transversal - corte momentâneo, grupos amostrais
independentes

• Longitudinal - análise sistemática, grupos amostrais


dependentes

• Semi-longitudinal - análise sistemática, grupos


amostrais dependentes / independentes

• Longitudinal Misto - análise sistemática e momentânea


(Longitudinal + Transversal)
FATORES NECESSÁRIOS PARA
PESQUISA
ASSUNTO Interessante

Relevante

Viável

Disponibilidade e Interesse do Pesquisador

RECURSOS Humanos

Financeiros

Materiais
CRITÉRIOS PARA ESCOLHA DO TEMA

 Da Parte do Pesquisador: preferência, vivências,

valores, aptidão, recursos materiais e financeiros

 Da parte do Tema: conceitos, tendências, relevância e

aplicabilidade

 Fontes de Assunto: polêmicas e reflexão


?
Como
Quando
Onde
?
O quê
Por quê
Para quê
ETAPAS DA PESQUISA

Revisão de
Literatura
Hipótese
s Coleta de
Dados
Conclusõe Metodologi
s a
Análise de
Dados
Interpretaçã
Características de Uma Boa Questão
de Pesquisa
Inovadora:
- Confirma ou refuta achados anteriores
- Expande achados anteriores
- Fornece novos achados
Relevante:
- Para o conhecimento científico
- Para novas diretrizes
- Para novos direcionamentos futuros
Formulando o Objetivo de Estudo
Descrever
Comparar
Verbo
Associar
Predizer

Nível de atividade física


Variáveis de estudo Aptidão física
Tendência secular

Adultos
População de estudo Crianças e adolescentes
Melhor idade
OBJETIVOS:

O objetivo desse trabalho foi comparar o conhecimento do Programa


Agita São Paulo em adolescentes do ensino médio de escolas
estaduais e particulares de São Paulo.
Ceschini et al., 2006

O objetivo desse trabalho foi descrever a prevalência de inatividade


física e os fatores associados em bancários de São Paulo.
Ceschini et al., 2007

O objetivo desse trabalho foi determinar a associação entre


diferentes índices de atividade física e preditores da adiposidade
em adolescentes de ambos os sexos.
Mascarenhas et al., 2005
VARIÁVEIS
Conceito
Tudo que permite OBSERVAÇÃO, MENSURAÇÃO, ANÁLISE

Tipos
DEPENDENTES
INDEPENDENTES
INTERVENIENTES

Análise
QUALITATIVA
QUANTITATIVA USO DA ESTATÍSTICA
paramétrica / não paramétrica
Importância
DETERMINAÇÃO DE HIPÓTESE
PERMITE INFERÊNCIAS (dedutivas/indutivas)
Variáveis de Estudo

VARIÁVEL
Qualitativa Quantitativa
(Categórica) (Numérica)

Nomina Ordina Intervala Razão


l l r
Gênero Nível Temperatura Peso
social
Tipo Conheciment Estatura
sanguíneo Faixa o
etária Distânci
Etnia as
Estado Civil
Petrie e Sabin (2000)
Anatomia
Anatomia da
da Pesquisa
Pesquisa
Questões de pesquisa
Quais questões o estudo analisará?

Significância Por quê essas questões são importantes?

Delineamento
Estrutura no tempo
Como o estudo é estruturado?
Abordagem epidemiológica
Anatomia
Anatomia da
da Pesquisa
Pesquisa
Voluntários Quem serão os sujeitos e como
Critério de seleção serão selecionados?
Amostragem

Delineamento
Variáveis de predição Quais medidas serão feitas?
Variáveis de confusão
Variáveis de resultado

Questões estatísticas
Hipóteses Qual o tamanho do estudo
Tamanho da amostra e como será analisado?
Abordagem analítica
EXEMPLOS DE
ESTUDOS
Effect of Resistance Training on Insulin Sensitivity
in Overweight Latino Adolescent Males.
Shaibi GQ, Cruz ML, Ball GDC et alli.
Medicine and Science in Sports Exercise, 38(7): 1208-1215, 2006.

OBJETIVO:
Verificar a influência do treinamento com peso na sensibilidade da insulina em
adolescentes obesos.

METODOLOGIA:
22 meninos, IMC > percentil 85, ≥ Estágio 3 de Tanner
1) Grupo Controle (N: 11)
11 - sem exercício
2) Treinamento de Força (N: 11) – treinamento periodizado progressivo 2X semana
Semana 1 – 1X10-15 RM, 1-2 minutos de descanso, 62-71% 1RM
Semana 2 – 2X13-15 RM, 1-2 minutos de descanso entre séries e exercícios, 74-88% 1RM
Semana 3 – 3X8-12 RM 1-2 minutos de descanso entre séries e exercícios, 92-97% 1RM
Intervenção: 16 semanas
Effect of Resistance Training on Insulin Sensitivity in
Overweight Latino Adolescent Males.
Shaibi GQ, Cruz ML, Ball GDC et alli.
Medicine and Science in Sports Exercise, 38(7): 1208-1215, 2006.
Effect of Resistance Training on Insulin Sensitivity
in Overweight Latino Adolescent Males.
Shaibi GQ, Cruz ML, Ball GDC et alli.
Medicine and Science in Sports Exercise, 38(7): 1208-1215, 2006.

% de alteração na sensibilidade da insulina

48 4 5 ,1 *
CONCLUSÃO:
38
16 semanas de treinamento com
28
peso melhorou em 45% a
18 sensibilidade da insulina em
adolescentes com sobrepeso,
8
independentemente de mudanças
-2 na composição corporal e no VO2
C o-0n,9tro le F o rça
TENDÊNCIA SECULAR EM ESCOLARES DE
BAIXO NÍVEL SÓCIO-ECONÔMICO

1980 - 2000
33,6*
MASC. Δ%
FEM.
20

0
-3 -2 -2 -1,5 -2,9 -5,3
-7,6 -6,9

-28,9*
*p < 0,05 -35,5* .
PESO ESTATURA ∑ 7DC MMSS IVS VO2 max

Masc. n= 220 / fem. n=276


MARQUES, et. al 2000
10-15 anos
Índice de Qualidade da Dieta de Adolescentes Residentes no
Distrito do Butantã, São Paulo, Brasil
Godoy FC, Andrade SC, Morimoto JM, Carandina L, Goldbaum M, Barros MBA, Cesar CL,
Fisberg RM

Rev.Nutr. 19(6): 663-671, 2001.

Objetivo:
Avaliar o índice da qualidade da dieta em adolescentes.
Amostra:
437 adolescentes de ambos os gêneros com idade entre 12 e 19
anos.
Modelo: estudo transversal de base populacional.
Amostragem:
Probabilística com base no setor censitário.
Método:
Recordatório de 24 horas.
Índice de Qualidade da Dieta de Adolescentes Residentes no
Distrito do Butantã, São Paulo, Brasil
Godoy FC, Andrade SC, Morimoto JM, Carandina L, Goldbaum M, Barros MBA, Cesar CL,
Fisberg RM

Rev.Nutr. 19(6): 663-671, 2001.

Parâmetro: escala de 0 à 10 pontos


Índice de Qualidade da Dieta de Adolescentes Residentes no
Distrito do Butantã, São Paulo, Brasil
Godoy FC, Andrade SC, Morimoto JM, Carandina L, Goldbaum M, Barros MBA, Cesar CL,
Fisberg RM

Rev.Nutr. 19(6): 663-671, 2001.

Parâmetro: escala de 0 à 10 pontos


Índice de Qualidade da Dieta de Adolescentes Residentes no
Distrito do Butantã, São Paulo, Brasil
Godoy FC, Andrade SC, Morimoto JM, Carandina L, Goldbaum M, Barros MBA, Cesar CL,
Fisberg RM

Rev.Nutr. 19(6): 663-671, 2001.

Conclusão:

A maioria dos adolescentes estudados


não seguem as recomendações dietéticas
preconizadas, fato esse que pode
comprometer a saúde futura desses
indivíduos.
Consumo de Suplementos por Alunos de Academias de Ginástica
em São Paulo
Pereira RF, Lajolo FM, Hirschbruch Rev.Nutr. 16(3): 265-272, 2003.
Consumo de Suplementos por Alunos de Academias de Ginástica
em São Paulo
Pereira RF, Lajolo FM, Hirschbruch Rev.Nutr. 16(3): 265-272, 2003.

Conclusão:
- nível elevado de suplementação em praticantes de academia.
- a variedade de alimentos e moderação no consumo parece
ser a melhor forma de atingir as necessidades energéticas
diárias.
Comportamento Alimentar em Adolescentes em Relação ao
Consumo de Frutas e Verduras
Toral N, Slater B, Cintra IP, Fisberg M
Rev.Nutr. 19(3): 331-340, 2006.

Recomendação: Pirâmide Alimentar

%
Amostra:
90 8 2 ,1
7 7 ,8
Adolescentes estudantes SENAC 80
70
10 a 19 anos – São Paulo 60
50
Porções diárias (Phillipi et al., 1999) 40
30
Frutas: de 3 a 5 porções/semana 20 1 2 ,4 1 0 ,3 12
10 5 ,6
Verduras: de 4 – 5 porções/semana
0
C o n su m o C o n su m o S u p erio r
In su ficien te A d eq u ad o
Comportamento Alimentar em Adolescentes em Relação ao
Consumo de Frutas e Verduras
Toral N, Slater B, Cintra IP, Fisberg M
Rev.Nutr. 19(3): 331-340, 2006.

% Estágio de Comportamento Pré-contemplação: sem alteração e


sem intenção em muda.
45
38,9 Contemplação: começa a considerar
40
35 a mudança comportamental.
35 32,1
29,5 Decisão: já decidiu alterar o
30
comportamento no próximo mês.
25
Ação: alterou comportamento nos
20 17,9
últimos 6 meses.
15 13,2 12,4
11,1 Manutenção: já mudou o
10
5,6 comportamento a mais de 6 meses
4,3
5

0
Pré-
conte mplação
Conte mpla ção Decisão Ação Manutenção
Conclusão:

Baixo consumo de frutas e verduras


em adolescentes.
SEIS PASSOS NA BUSCA DA LITERATURA

1. ESCREVA O PROBLEMA
2. CONSULTE FONTES SECUNDÁRIAS (livros,
enciclopédias, revisões)
3. BUSQUE FONTES PRELIMINARES (anais, index-
medicus, bibliografias de livros e artigos recentes,
catálogo de Bibliotecas)
4. OBTENÇÃO DE FONTES PRIMÁRIAS (artigos, teses
e dissertações)
5. LER, ENTENDER E GRAVAR (fichamento)
6. ESCREVA A REVISÃO DE LITERATURA
FONTES DE CONSULTA
PRIMÁRIAS

• ARTIGOS CIENTÍFICOS
• ANAIS DE CONGRESSOS
• TESES, DISSERTAÇÕES
• INTERNET?

SECUNDÁRIAS

• LIVROS
• ENCICLOPÉDIAS
METODOLOGIA DA PESQUISA
CIENTÍFICA

Fabio Luis Ceschini

flceschini@usp.br

Uni-FMU

Centro de Pós-Graduação
PERGUNTAS DO PESQUISADOR

• O QUE ? Objetivo
• POR QUE ? Justificativa

• PARA QUE ? Aplicabilidade

• COMO ? Metodologia
ESTRUTURA DA MONOGRAFIA
• CAPA
• CAPA DE ROSTO
• AGRADECIMENTOS
• RESUMO
• SUMÁRIO
• CAPITULO I: INTRODUÇÃO
1. DEFINIÇÃO DO PROBLEMA
2. OBJETIVOS
3. QUESTÕES QUE ORIENTAM O ESTUDO
4. JUSTIFICATIVAS
• CAPÍTULO II: REVISÃO DE LITERATURA
• CAPÍTULO III. CONCLUSÃO
• REFERÊNCIAS BIBLIGRÁFICAS
• ANEXOS
• CAPITULO I: INTRODUÇÃO
1. DEFINIÇÃO DO PROBLEMA
2. OBJETIVOS
3. QUESTÕES QUE ORIENTAM O ESTUDO
4. JUSTIFICATIVAS
• CAPÍTULO II: REVISÃO DE LITERATURA
• CAPÍTULO III: MÉTODO
1. AMOSTRA
2. MATERIAS
3. INSTRUMENTOS
4. PROCEDIMENTOS
5. ANÁLISE ESTATÍSTICA
• CAPÍTULO IV: APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS DADOS
• CAPÍTULO V: CONCLUSÃO (S)
• REFERÊNCIAS BIBLIGRÁFICAS
• ANEXOS
UNIFMU - CENTRO UNIVERSITÁRIO
FACULDADE DE EDUCAÇÃO FÍSICA
CENTRO DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA

A CONTRIBUIÇÃO DO TREINAMENTO PERSONALIZADO DE FORÇA NA COMPOSIÇÃO


CORPORAL DE MULHERES APÓS OS 50 ANOS.

AUTOR: PEDRO AUGUSTO OLIVEIRA


ORIENTADOR: PROFA DRA VALERIA C SANTOS ALMEIDA

SÁO PAULO
2008
PEDRO AUGUSTO OLIVEIRA

A CONTRIBUIÇÃO DO TREINAMENTO PERSONALIZADO DE FORÇA NA COMPOSIÇÃO


CORPORAL DE MULHERES APÓS OS 50 ANOS.

Monografia apresentada ao Centro de Pós-

graduação e Pesquisa do Centro Universitário


UNIFMU, como requisito parcial para obtenção
do Título de especialista em Metodologia
do Treinamento Personalizado, sob orientação
da Profa Dra Valeria C Santos de Almeida.
SUMÁRIO

Páginas
AGRADECIMENTOS
2
RESUMO 3
CAPÍTULO I - INTRODUÇÃO 4
1.DEFINIÇÃO DO PROBLEMA 4
2. OBJETIVOS 5
3. QUESTÕES QUE ORIENTAM O ESTUDO 5
4. JUSTIFICATIVA 6
CAPÍTULO II - REVISÁO DE LITERATURA 7
1 Envelhecimento 7
1.1Características do idoso 15
2. Atividade física personalizada para idosos 25
CAPÍTULO III - CONCLUSÃO 35
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 36
ANEXOS 40
ESTRUTURA DO RESUMO
Introdução: programas de promoção da atividade física são fundamentais para elevar
os níveis de atividade física da população. Objetivo: comparar o conhecimento do
Programa Agita São Paulo em adolescentes das cidades de regiões metropolitanas de
São Paulo. Amostra: foi composta por 896 adolescentes (16,4±1,8 anos) do ensino
médio da rede estadual de ensino de cinco cidades da região metropolitana da cidade
de São Paulo (Guarulhos, Mairiporã, Franco da Rocha, Taboão da Serra e Osasco).
Metodologia: os adolescentes responderam o questionário de conhecimento do
Programa Agita São Paulo que continha questões referentes ao conhecimento do
Programa, conhecimento dos objetivos, da mensagem e a eventual participação em
mega-eventos promovidos pelo Agita nos anos anteriores a avaliação. Análise
estatística: foi utilizado a estatística descritiva e o teste qui-quadrado (χ2) para
comparação das proporções com nível de significância de p<0,05. Resultados: após a
análise dos dados verificou-se que 63,4% dos adolescentes relataram conhecer o
Programa Agita São Paulo, sendo essa proporção significativamente maior entre os
meninos quando comparados às meninas (75,6% vs. 61,2%). Adolescentes de Taboão
da Serra apresentaram significativamente a maior proporção de conhecimento do
Agita São Paulo (74,7%) e jovens de Franco da Rocha a menor proporção (37,7%).
Conclusão: os resultados indicaram que, exceto para adolescentes de Franco da
Rocha, que de um modo geral, o conhecimento do Programa Agita São Paulo foi
evidenciado pela maioria dos adolescentes de regiões metropolitanas da cidade de Sã
Paulo.
Palavra-chaves: atividade física, adolescentes e saúde.
INTRODUÇÃO

Despertar o interesse do leitor


Expor idéias de maneira clara e precisa
Não é necessário utilizar termos técnicos

Deve conter:

 Delimitação do assunto
 O que o pesquisador procura solucionar
 Os objetos de estudo
 Os objetivos
 Justificar a realização da pesquisa (relevância)
Formulando o Objetivo de Estudo
Descrever
Comparar
Verbo
Associar
Predizer

Nível de atividade física


Variáveis de estudo Aptidão física
Tendência secular

Adultos
População de estudo Crianças e adolescentes
Melhor idade
OBJETIVOS:

O objetivo desse trabalho foi comparar o conhecimento do Programa


Agita São Paulo em adolescentes do ensino médio de escolas
estaduais e particulares de São Paulo.
Ceschini et al., 2006

O objetivo desse trabalho foi descrever a prevalência de inatividade


física e os fatores associados em bancários de São Paulo.
Ceschini et al., 2007

O objetivo desse trabalho foi determinar a associação entre


diferentes índices de atividade física e preditores da adiposidade
em adolescentes de ambos os sexos.
Mascarenhas et al., 2005
MÉTODOS
 Seleção da amostra

 Técnica pra a coleta de dados (instrumentos)

 Análise e interpretação dos dados


Anatomia
Anatomia da
da Pesquisa
Pesquisa
Questões de pesquisa
Quais questões o estudo analisará?

Significância Por quê essas questões são importantes?

Delineamento
Estrutura no tempo
Como o estudo é estruturado?
Abordagem epidemiológica
Anatomia
Anatomia da
da Pesquisa
Pesquisa
Voluntários Quem serão os sujeitos e como
Critério de seleção serão selecionados?
Amostragem

Delineamento
Variáveis de predição Quais medidas serão feitas?
Variáveis de confusão
Variáveis de resultado

Questões estatísticas
Hipóteses Qual o tamanho do estudo
Tamanho da amostra e como será analisado?
Abordagem analítica
DESENVOLVIMENTO
• Parte principal do texto

• Exposição ordenada do assunto

• Dar sustentação e possibilidades para responder a


questão básica do estudo

• Desenvolver; expor; discutir e argumentar sobre


as principais idéias; conceitos e pressupostos
teóricos obtidos por meio do embasamento teórico
SEIS PASSOS NA BUSCA DA LITERATURA

1. ESCREVA O PROBLEMA
2. CONSULTE FONTES SECUNDÁRIAS (livros,
enciclopédias, revisões)
3. BUSQUE FONTES PRELIMINARES (anais, index-
medicus, bibliografias de livros e artigos recentes,
catálogo de Bibliotecas)
4. OBTENÇÃO DE FONTES PRIMÁRIAS (artigos, teses
e dissertações)
5. LER, ENTENDER E GRAVAR (fichamento)
6. ESCREVA A REVISÃO DE LITERATURA
FONTES DE CONSULTA
PRIMÁRIAS

• ARTIGOS CIENTÍFICOS
• ANAIS DE CONGRESSOS
• TESES, DISSERTAÇÕES
• INTERNET?

SECUNDÁRIAS

• LIVROS
• ENCICLOPÉDIAS
Dicas para realizar a revisão de literatura

A revisão deve se organizada em tópicos importantes, que


servem como subtítulos para direcionar a atenção do leitor.
Para escrever uma revisão você deve escrever como você
gosta de ler.
Ninguém quer ler resumos de estudos após estudos
apresentados em ordem cronológica.
Uma abordagem mais interessante e agradável de ler é
apresentar um conceito, e então discutir as várias
descobertas sobre aquele conceito; documentando as
descobertas por referências para os vários relatos de
pesquisas relacionadas.
Desta forma, o consenso e a controvérsia podem ser
identificados e discutidos.
Os estudos mais relevantes e importantes podem ser
apresentados com detalhes e vários estudos com os
mesmos resultados podem ser cobertos em uma mesma
sentença.
Faça um esboço do que você pretende escrever.
Escreva.
Então, escreva de novo.
Peça para alguém com conhecimento do assunto ler.
Peça para alguém sem conhecimento para ler.
Por último, para seu professor de metodologia e/ou
orientador.
10 MANDAMENTOS DA BOA ESCRITA
– E MAIS ALGUNS

1. Os verbos deve concordar com os sujeitos da oração.


2. Consulte guias ortográficos: eles lhe serão úteis.
3. Estude regras de acentuação.
4. As preposições são os elementos uma língua que permitem
estabelecer relação as palavras.
5. Use as conjunções para estabelecer boas conexões entre as
orações, mas assim elas serão bem entendidas pelo seu
leitor.
6. Não, use, vírgulas, se elas não forem, necessárias.
7. Cuidado: com os sinais de pontuação.
8. Não use “aspas” à toa.
9. Verifique se você não deixou nenhuma de fora do texto.
10. Evite a prolixidade e as orações longas demais, pois assim você
estará prejudicando a compreensão do leitor, fazendo com que ele se
aborreça, fique com sono e se esqueça do que leu no início da oração,
quando finalmente chegar ao longínquo ponto final.
11. Seja conciso.
12. Não seja redundante; não se explique demais; não repita de novo
o que já foi dito anteriormente.
13. Evite os cacófatos: é a única garantia para um texto elegante.
14. Não use gírias, cara. Isso não é legal, tá ligado?
15. “Por fim, mas não por último” não use clichês.
EXEMPLOS DE PALAVRAS
QUE DEVEM SER EVITADAS
JARGÃO USO PREFERENCIAL
A nível de em termos de
Através de por meio de, mediante
Antes de mais nada em primeiro lugar
Conclusão final conclusão
Dar conta de explicar
Devido ao fato de que porque
Hoje em dia hoje
Nos dias de hoje hoje, atualmente
Pode-se nota, contudo, que mas
Em uma base diária diariamente
A meu ver entende-se que
CONCLUSÕES

 Apresentar os resultados correspondentes


aos objetivos e hipóteses do estudo,
respondendo a pergunta básica da pesquisa.

 Síntese das principais idéias e resultados


obtidos na pesquisa.
NORMAS ABNT

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA
DE NORMAS TÉCNICAS
DIRETRIZES
Associação Brasileira de Normas Técnicas
Formato e Margens:
- Papel branco.

- Folha A4 (210 mm / x 297 mm).

- Trabalho digitado em uma face da folha.

- Para o texto, recomenda-se fonte tamanho 12.

- Fonte tamanho 10 para notas de rodapé, legendas das


ilustrações ou tabelas.
- Margens: 3 cm à esquerda e na parte superior e 2 cm
à direita e na parte inferior.
DIRETRIZES ABNT

Espaçamento:
- Todo texto deve ser digitado com espaço DUPLO.

- Exceto citações diretas quando maior do que 3 linhas,


nas notas de rodapé.
- As referências devem ser separadas entre si por
espaçamento DUPLO.
- Os títulos das subseções devem ser separados do
texto que os precede ou que os sucede por DOIS
espaços duplos.
DIRETRIZES ABNT

Notas de Rodapé:
- Digitadas dentro das margens.
- Separadas do texto por espaço simples de entrelinhas
- Filete de 3 cm à partir da margem esquerda.
Indicação da Seção:
- O indicativo numérico precede o seu título.
- Deve ser alinhado à esquerda.
- Separado por um espaço de caractere.
- Números arábicos
DIRETRIZES ABNT
Numeração Progressiva:
- Utilizada nas seções do texto.

- Títulos de seções primárias devem ser iniciados em


folhas distintas.
- Utilizar caixa alta.

- Utilizar negrito, itálico ou grifo

- Alinhado à esquerda.

- Títulos sem indicativos numéricos, podem ser


centralizados (agradecimentos, dedicatória, resumo).
CITAÇÕES

TEXTUAL: (sempre aparece entre aspas)

“A atividade física funciona como um estímulo


para vários sistemas do corpo, especialmente
o nervoso, cardiovascular e respiratório”.

LIVRE: Interpretação da idéia do autor com


suas próprias palavras. (mais utilizada)
DIRETA

QUANDO SE UTILIZA O AUTOR DO TEXTO


SEGUNDO OLIVEIRA (2002)

INDIRETA
QUANDO SE APROVEITA A IDÉIA DE OUTRO
AUTOR DO TEXTO.
SEGUNDO BARROS NETO (1998) CITADO
POR OLIVEIRA (2002) APUD
COMO CITAR O AUTOR NO TEXTO?

1 AUTOR: Segundo Nicolau (2000, p.257) as atividades de


Educação física possibilitam que ........... OU
As atividades de educação física possibilitam que a criança se
....... (NICOLAU, 2000, p. 257)

2 AUTORES: Mattos; Neira (2002, p. 82) afirmam que


Construir o movimento........... Ou Construir o movimento não
é uma ação...... (MATTOS; NEIRA, 2002, p. 82).

MAIS QUE 3 AUTORES: Coll et al. (1995, p 71) afirmam que


A linguagem...... . Ou A linguagem é uma capacidade exclusiva
(COLL et al., 1995, p.71)
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

LIVRO COM UM AUTOR


KISHIMOTO, T.M. O jogo e a educação Física. São Paulo:
Pioneira, 1998.

LIVRO COM ATÉ 3 AUTORES


MATTOS, M.G.; NEIRA, M.G. Educação física infantil: Inter-
Relações, movimentos, leitura e escrita. São Paulo: Phorte
Editora, 2002.

LIVRO COM MAIS DE 3 AUTORES


TANI G et al.Educação física escolar.Fundamentos de uma
Abordagem desenvolvimentista. São Paulo: EPU/USP, 1988.
ARTIGOS DE PERIÓDICOS

1 autor:
CANFIELD, J.T. Aprendizagem de habilidades motoras: O que
muda com a prática? Revista Paulista de Educação Física.
São Paulo, n.3, p.72-78, 2000.

2 autores:
CESCHINI F.L.; CANFIELD, J.T. Aprendizagem de
habilidades motoras: O que muda com a prática? Revista
Paulista de Educação Física. São Paulo, n.3, p.72-78, 2000.
APRESENTAÇÃO FINAL

ESTRUTURA DO PÔSTER
Estrutura do Pôster – Pesquisa de Revisão

 Título da monografia
 Nome do autor e orientador
 Instituição de ensino
 Resumo conciso 200 à 300 palavras
 Objetivo (s)
 Metodologia
 Principais discussões
 Conclusões
 Referências bibliográficas principais
Estrutura do Pôster – Pesquisa de Campo
 Título da monografia
 Nome do autor e orientador
 Instituição de ensino
 Resumo conciso 200 à 300 palavras
 Objetivo (s)
 Metodologia amostra, instrumentos
 Análise estatística
 Principais resultados
 Conclusões
 Referências bibliográficas principais
Estrutura do Pôster – RESUMO

 Introdução não é obrigatório

 Objetivo

 Metodologia amostra e instrumento

 Análise estatística

 Principais resultados

 Conclusão

 200 à 300 palavras


Estrutura do Pôster – RESUMO
Objetivo: comparar o conhecimento do Programa Agita São Paulo em adolescentes
das cidades de regiões metropolitanas de São Paulo. Amostra: foi composta por 896
adolescentes (16,4±1,8 anos) do ensino médio da rede estadual de ensino de cinco
cidades da região metropolitana da cidade de São Paulo (Guarulhos, Mairiporã, Franco
da Rocha, Taboão da Serra e Osasco). Metodologia: os adolescentes responderam o
questionário de conhecimento do Programa Agita São Paulo que continha questões
referentes ao conhecimento do Programa, conhecimento dos objetivos, da mensagem
e a eventual participação em mega-eventos promovidos pelo Agita nos anos anteriores
a avaliação. Análise estatística: foi utilizado a estatística descritiva e o teste qui-
quadrado (χ2) para comparação das proporções com nível de significância de p<0,05.
Resultados: após a análise dos dados verificou-se que 63,4% dos adolescentes
relataram conhecer o Programa Agita São Paulo, sendo essa proporção
significativamente maior entre os meninos quando comparados às meninas (75,6% vs.
61,2%). Adolescentes de Taboão da Serra apresentaram significativamente a maior
proporção de conhecimento do Agita São Paulo (74,7%) e jovens de Franco da Rocha a
menor proporção (37,7%). Em relação ao gênero, as meninas apresentaram proporção
de conhecimento significativamente maior do que os meninos somente na cidade de
Mairiporã. Conclusão: os resultados indicaram que, exceto para adolescentes de
Franco da Rocha, que de um modo geral, o conhecimento do Programa Agita São
Paulo foi evidenciado pela maioria dos adolescentes de regiões metropolitanas da
cidade de Sã Paulo.
Estrutura do Pôster – Pesquisa de Revisão

BANNER 120,0 X 0,90 cm

SLIDE Papel Glossy Papper


1. Título, autor, orientador e instituição 6. Revisão de literatura
2. Resumo 7. Revisão de literatura
3. Introdução 8. Revisão de literatura
4. Objetivo (s) 9. Revisão de literatura
Estrutura do Pôster – Pesquisa de Campo

BANNER 120,0 X 0,90 cm

SLIDE Papel Glossy Papper


1. Título, autor, orientador e instituição 6. Análise estatística
2. Resumo 7. Resultados
3. Introdução 8. Resultados
4. Objetivo (s) 9. Resultados
BUSCA DE TEXTOS
CIENTÍFICOS NA INTERNET
Desenvolvendo o Plano de Pesquisa

- Colocar as idéias no papel

- Tornar mais claro as idéias sobre o estudo

- Identificar problemas específicos que podem


requerer mais atenção na fase de planejamento

- O projeto fornece uma base para os colaboradores


poderem contribuir com sugestões específicas

- Aceitar ou rejeitar sugestões


TEMA DE ESTUDO

BUSCA DE REFERÊNCIAS

LEITURA

PROBLEMA - OBJETIVO
FONTES DE CONSULTA
PRIMÁRIAS

• ARTIGOS CIENTÍFICOS
• ANAIS DE CONGRESSOS
• TESES, DISSERTAÇÕES
• INTERNET?

SECUNDÁRIAS

• LIVROS
• ENCICLOPÉDIAS
SEIS PASSOS NA BUSCA DA LITERATURA

1. ESCREVA O PROBLEMA
2. CONSULTE FONTES SECUNDÁRIAS (livros,
enciclopédias, revisões)
3. BUSQUE FONTES PRELIMINARES (anais, index-
medicus, bibliografias de livros e artigos recentes,
catálogo de Bibliotecas)
4. OBTENÇÃO DE FONTES PRIMÁRIAS (artigos, teses
e dissertações)
5. LER, ENTENDER E GRAVAR (fichamento)
6. ESCREVA A REVISÃO DE LITERATURA
Dicas para realizar a revisão de literatura

A revisão deve se organizada em tópicos importantes, que


servem como subtítulos para direcionar a atenção do leitor.
Para escrever uma revisão você deve escrever como você
gosta de ler.
Ninguém quer ler resumos de estudos após estudos
apresentados em ordem cronológica.
Uma abordagem mais interessante e agradável de ler é
apresentar um conceito, e então discutir as várias
descobertas sobre aquele conceito; documentando as
descobertas por referências para os vários relatos de
pesquisas relacionadas.
Desta forma, o consenso e a controvérsia podem ser
identificados e discutidos.
Os estudos mais relevantes e importantes podem ser
apresentados com detalhes e vários estudos com os
mesmos resultados podem ser cobertos em uma mesma
sentença.
Faça um esboço do que você pretende escrever.
Escreva.
Então, escreva de novo.
Peça para alguém com conhecimento do assunto ler.
Peça para alguém sem conhecimento para ler.
Por último, para seu professor de metodologia e/ou
orientador.
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Revista Brasileira de Medicina do Esporte
CELAFISCS – Artigos Publicados
Revista Brasileira de Cineantropometria
Saúde e Movimento – Revistas Associadas
Centro Esportivo Virtual
ELEMENTOS DO PROJETO

 Quais questões o estudo abordará ?

 Por que essas questões são importantes ?


 Como o estudo é estruturado ?
 Quem são os sujeitos e como eles serão
selecionados ?
 Quais as variáveis de interesse ?
 Que medições serão realizadas ?
 Como as variáveis serão analisadas ?
ELEMENTOS DO PROJETO
 Título do trabalho

 Questão de pesquisa
 Relevância
 Delineamento
 Amostra (seleção e critérios de inclusão)
 Variáveis de estudo (DEP – IND – CONFUSÃO)
 Hipóteses
Características de Uma Boa Questão
de Pesquisa

Factível:
- Número adequado de sujeitos
- Domínio técnico adequado
- Escopo manejável
Interessante:
- Para o pesquisador
Desenvolvendo o Plano de Pesquisa

- Colocar as idéias no papel

- Tornar mais claro as idéias sobre o estudo

- Identificar problemas específicos que podem


requerer mais atenção na fase de planejamento

- O projeto fornece uma base para os colaboradores


poderem contribuir com sugestões específicas

- Aceitar ou rejeitar sugestões


Pesquisa com Dados Existentes
Dados Secundários:
É o uso de dados existentes para investigar questões de
pesquisa diferentes daquelas para as quais os dados foram
originalmente coletados.

Dados Suplementares:
Acrescentam medições de um número pequeno de variáveis à
um estudo, muitas vezes em um subconjunto de
participantes, para responder uma nova questão de pesquisa.

Revisões Sistemáticas:
Combinam o resultado de vários estudos anteriores sobre
uma determinada questão de pesquisa, de forma a fornecer
uma estimativa sumária do fenômeno.
Pesquisa com Dados Existentes
Vantagens & Desvantagens
Vantagens:
- Economia de tempo
- Economia de recursos financeiros
- Utilizar dados parados (conhecimento não
produzido)
Desvantagens:
- Qualidade dos dados registrados (coleta
informações)
- Forma de registro dos dados
- Ajustar variáveis de acordo com as necessidades
Pesquisa com Dados Secundários

Interesse Específico em um Fenômeno


CO
ÍF I
E C
P
ES
A
M DE DADOS
PROCURAR NA BASE T E
EM
–S
E S
NT
I A
IC
Buscar Questões Interessantes
I N
Passos na Busca de Questões de Pesquisa
que se Apropriam a uma Base de Dados
 Escolher uma base de dados
 Familiarizar-se com a base de dados
 Elaborar uma lista com as variáveis e sua forma de
medição
 Identificar variáveis cuja associação pode ser de
interesse
 Revisar a literatura sobre o assunto
 Consultar especialistas para verificar se essas
questões são inovadoras e relevantes
 Formular hipóteses específicas, métodos estatístico e
analisar
Passos na Busca Bases de Dados que se
Apropriam de uma Questão de Pesquisa
 Escolher um tema e revisar minuciosamente a literatura

 Listar a combinação de variáveis (DEP/IND) cuja relação


pode ajudar a responder a questão de pesquisa
 Identificar base de dados

 Familiarizar-se com a base de dados

 Elaborar uma lista com as variáveis e sua forma de


medição
 Formular hipóteses específicas

 Definir os métodos estatísticos


ELABORAÇÃO DE QUESTIONÁRIOS

Questões Abertas:

São utilizadas quando o objetivo é permitir que o


respondente use suas próprias palavras para responder.

Exemplo:

Questão 1. Quais são os hábitos que, na sua opinião,


aumentam as chances de um indivíduo desenvolver um
ataque cardíaco?

___________________________________________________
_________________________________________________
ELABORAÇÃO DE QUESTIONÁRIOS

Questões Fechadas:

Oferece ao respondente um leque de respostas


previamente selecionadas

Exemplo:

Questão 1. Qual alternativa abaixo, na sua opinião, mais


aumenta as chances de um indivíduo ter um ataque
cardíaco?

( ) Fumo ( ) Estresse

( ) Excesso de peso ( ) Hipertensão


ELABORAÇÃO DE QUESTIONÁRIOS
REDAÇÃO:

Formular questões que sejam simples e livres de


ambigüidade, encorajando respostas acuradas e sinceras,
sem constrange ou ofender os participantes

CLAREZA:

As questões devem ser tão claras e específicas quanto


possível. Em geral, deve-se preferir palavras concretas a
termos abstratos.

Ex: “Em geral, quanta atividade física você faz?”

Ex: “Em uma semana, você pratica quantas horas de AF?”


ELABORAÇÃO DE QUESTIONÁRIOS

SIMPLICIDADE:

As perguntas devem ser formuladas com palavras simples


e comuns que transmitam claramente uma idéia. Termos
técnicos e jargões devem ser evitados.

NEUTRALIDADE:

Evite palavras “pesadas” e estereótipos que sugiram uma


resposta.

Ex: No mês passado, quantas vezes você bebeu demais?


ELABORAÇÃO DE QUESTIONÁRIOS

Relação Pergunta - Resposta:

As opções de resposta devem estar de acordo com a


pergunta.

Exemplo:

Você sentiu alguma dor na semana passada?

( ) nunca ( ) raramente ( ) freqüentemente

Com que freqüência você sentiu dores na semana passada?


ELABORAÇÃO DE QUESTIONÁRIOS

ESCALAS DE MEDIDA:

Questão: Qual é a intensidade da sua dor?

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Nenhuma Insuportável

ESCALAS DE MEDIDA:

Questão: Qual é a intensidade da sua dor?

( ) leve ( ) moderada ( ) insuportável


ELABORAÇÃO DE QUESTIONÁRIOS

ESCALAS LIKERT:

Questão: Para cada item, circule o número que melhor


representa sua opinião:

Concordo Neutro Discordo


1 2 3

Fumar em lugares
públicos deveria ser
ilegal

Os comerciais de
cigarro deveriam ser
proibidos
Passos na Montagem dos Instrumentos
para o Estudo

 Listar as variáveis que deverão ser coletadas


 Adequar a escala de medida com os objetivos do estudo
 Coleta de instrumentos de medição já existentes
 Criar a primeira versão com mais questões
 Revisar (erros de português e interpretação)
 Abreviar o número de questões ou coletar mais
informações ?
 Fazer um pré-teste
 Fazer validade e reprodutibilidade do instrumento
Questionário ou Entrevista
 Auto-preenchimento:
- utilizado para questões mais simples
- menos cansativo para o respondente
- não requer muito tempo da equipe de pesquisa

 Entrevista:
- melhor abordagem para perguntas complexas que exigem
explicação ou orientação
- assegura que o questionário seja respondido completamente
- dificuldade de entendimento pelo avaliado
- precisa de padronização (influência do avaliador)
Testes e Medidas
Objetivo
Material
Procedimento
s
Precauções
Aptidão Física
Variáveis
Antropométricas Variáveis
• Peso Neuromotoras
• Estatura • Força
• Perímetros • Flexibilidade
• Diâmetros
• Agilidade
• Velocidade
• Ritmo
Variáveis Metabólicas
• Equilíbrio
• Potência Aeróbica
• Tempo de reação
• Potência Anaeróbica
FILOSOFIA

• Material não sofisticado


• Técnicas não complexas
• Métodos que possam ser
aplicados em grandes grupos
• Estudos Populacionais
Avanço tecnológicoVs.Avaliação Física

Técnica
Material
Aplicabilidade
Custo
TESTES
TESTES E
E MEDIDAS
MEDIDAS
DIRETOS
DIRETOS // INDIRETOS
INDIRETOS
Técnica Simples
Material Baixo custo
Aplicabilidade Grande
Validade
Validade
Critérios
Critérios Reprodutibilidade
Reprodutibilidade
Objetividade
Objetividade
científicos
científicos
CRITÉRIOS DE
CIENTIFICIDADE

Validade
Objetividade
Reprodutibilidade
GERENCIANDO OS DADOS DA PESQUISA
 Definir cada variável (qualitativa ou quantitativa)
 Montar base de dados

 Elaborar um dicionário de dados do estudo

 Conferir o processo

 Entrar com os dados na planilha

 Identificar e corrigir erros

 Registrar todas as modificações em relação aos dados


originais
 Fazer regularmente cópias de segurança

 Criar uma planilha para análise

Arquivar a base de dados original, a final e os resultados


Lista de Variáveis
Excel – Use e Abuse Dessa Ferramenta
Excel – Use e Abuse Dessa Ferramenta
Contando Freqüência – Variáveis Qualitativas
Análise Descritiva – Variáveis Quantitativas
Análise Descritiva – Variáveis Quantitativas
Análise Descritiva – Variáveis Quantitativas
Análise Descritiva – Variáveis Quantitativas
Possíveis Perguntas...
 Qual a importância / relevância do tema ?
 Qual o problema / pergunta de pesquisa ?
 Qual o tipo de estudo ? Transversal, longitudinal, experimental,
retrospectivo ?
 Variáveis dependentes, independentes e intervenientes
 Qual o método de seleção da amostra ?
 Procedimentos no uso de instrumentos de pesquisa ?
 Método estatístico ?
 Questões conceituais do fenômeno
 Quais as hipóteses para determinado achado ?
 Quais as sugestões para futuros estudos ?
 Qual foi o aprendizado com o processo ?
 A conclusão responde o objetivo do estudo ?
DETECÇÃO DE

TALENTOS
Detecçao de Talentos - Estágio no Celafiscs
Nível*
Nível* de
de Talento
Talento

1-
1- Municipal
Municipal “1”
“1”
2-
2- Estadual
Estadual “2”
“2”
3-
3- Nacional
Nacional “3”
“3”
4-
4- Internacional
Internacional “4”
“4”
* Valor Arbitrário
TESTES
TESTES DE
DE APTIDÃO
APTIDÃO FÍSICA
FÍSICA
CRITÉRIO
CRITÉRIO DE
DE REFERENCIA
REFERENCIA
PERFIL
PERFIL ZZ
MATURÃÇÃO
MATURÃÇÃO FUNCIONAL
FUNCIONAL
MATURAÇÃO
MATURAÇÃO BIOLÓGICA
BIOLÓGICA
NÍVEL
NÍVEL NUTRICIONAL
NUTRICIONAL
EXPERIÊNCIA
EXPERIÊNCIA ESPORTIVA
ESPORTIVA
Estratégia
Estratégia ZZ
Level
Level ZZ national
national team
team
VI
VI Na
Naccional
ional

V
V Estadual
Estadual
IV
IV Municipal
Municipal
ZZ individual
individual
III
III Escolares
Escolares

II
II Esporte
Esporte // Educação
Educação Física
Física

II Educação
Educação Física
Física
ESTRATÉGIA Z

(x – u)
Z=
s
PERFIL DE APTIDÃO FÍSICA
DE HANDEBOLISTAS
DE ALTO NÍVEL
Timóteo L. Araújo, Erinaldo L.
Andrade
e Sandra M. M. Matsudo

Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão


Física de São Caetano do Sul
CELAFISCS, 96
APTIDOGRAMA VARIÁVEIS
ANTROPOMÉTRICAS
P
*
A

X7 DC *
- CB *
CP *
DF
*
DU
*
0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5
*

* p < 0,01 CELAFISCS,


96
APTIDOGRAMA
VARIÁVEIS
METABÓLICAS

*
.
VO2 I

*
.
VO2 II

0 1 2 3 4 5 Z
* p < 0,01 CELAFISCS,
APTIDOGRAMA VARIÁVEIS
NEUROMOTORAS
IVS *
IVC *
IH *
SR *
DIN *
ABD *
-2 -1 0 1 2 3 4 Z
* p < 0,01 CELAFISCS,
VALORES Z - BASQUETEBOL
Armador
Armador Alas
Alas Pivôs
Pivôs
Alt
Alt 2.2
2.2 4.1
4.1 5.5
5.5
Peso
Peso 2.5
2.5 4.4
4.4 6.0
6.0
Adip
Adip 3.7
3.7 3.0
3.0 3.9
3.9
.
VO
VO22 2.3
2.3 0.8
0.8 0.8
0.8
IV
IV 4.1
4.1 5.2
5.2 2.4
2.4
SR
SR -2.0
-2.0 -1.5
-1.5 -0.8
-0.8
Matsudo, et al., 83
MUITO OBRIGADO