Você está na página 1de 16

Filosofia Moral

Immanuel Kant
• Toda cultura e cada sociedade institui uma moral:
Bem x mal; Correto x Incorreto, Permitido x
Proibido...
• Sociedades fortemente hierarquizadas, podem
até mesmo ter várias morais Castas, classes
sociais;
• A existência da moral não significa a presença
da ética/ Filosofia Moral;
• Reflexão que discuta, problematize, e interprete
o significado dos valores morais;
• Toda sociedade tende a naturalizar sua moral, de
maneira a assegurar a sua perpetuação;
• Como a própria palavra sugere, ética
refere-se ao conjunto de costumes
tradicionais de uma sociedade.
• A Sacralização;
• Filosofia Moral: nasce quando se passa a
indagar o que são, de onde vêm, e o que
valem os costumes;
• A Filosofia moral segundo os textos de
Platão e Aristóteles, nasce com Sócrates;
Sócrates: O Perguntador incansável
• Percorrendo praças e ruas de Atenas, Sócrates
perguntava aos atenienses, fossem jovens ou velhos, o
que eram os valores nos quais acreditavam e que
respeitavam ao agir.
• O que é a coragem?
• O que é a Justiça?
• O que é a piedade?
• O que é a amizade?
• A elas os atenienses respondiam dizendo serem virtudes.
• O que é a virtude?
• É agir em conformidade com o bem.
• O que é o bem?...
• Atenienses com raiva ou não...
• Por que os atenienses sentiam-se embaraçados, irritados
com as perguntas de Sócrates?
• Confusão de fatos e valores Tradição.
• Nossos sentimentos, nossa conduta, nossas ações e nossos
comportamentos são modelados pelas condições em que
vivemos (família, classe e grupo sociais, escola, religião,
trabalho, circunstâncias políticas etc.).
• Somos educados pela nossa sociedade que nos educa a
respeitarmos e reproduzirmos os valores propostos por ela;
• Dessa maneira valores e deveres parecem existir por si e em
si mesmos, como algo natural;
• Sócrates embaraçava os atenienses porque os levava a
indagar;
• Dirigindo-se aos atenienses Sócrates não só lhes
perguntava qual o sentido dos costumes (os valores
éticos ou morais da coletividade, transmitidos de
geração em geração), mas também indagava quais as
disposições de caráter (características pessoais,
sentimentos, atitudes, condutas individuais) que
levavam alguém a respeitar ou transgredir valores da
cidade e por quê.
• A consciência do agente moral;
• É sujeito ético ou moral, somente aquele que sabe o
que faz;
• Conhece as causas e os efeitos das suas ações;
• Sócrates afirma que somente o ignorante é vicioso;
Aristóteles e a práxis: A mediana/
Virtude/Razão
Idade Média: Cristianismo/Católico
Dever
• A religião cristã diferente das demais religiões
Antigas : Não se define pelo pertencimento do
indivíduo a uma nação, mas por sua fé em um
mesmo e único Deus.
• Princípio de Virtude: 1
• O cristão relaciona-se no seu interior com Deus;
• Suas ações refletem o seu relacionamento com
Deus;
• Princípio básico: Fé e Caridade;
Ponto 2
• O livre árbitrio nos conduziu a desobedecer os
mandamentos divinos ( pecado original de Adão e Eva);
• A nossa vontade se perverteu e nossa liberdade nos
conduz espontaneamente ao mal;
• Somos fracos pecadores divididos entre o bem
(obediência a Deus) e ao mal (desobediência a Deus e
submissão ao livre arbítrio e a tentação demoníaca);
• Estamos pervertidos e precisamos do auxílio divino para
nos tornarmos morais;
Rousseau: a moral do coração...
• Nascemos puros e bons, a sociedade nos corrompe...
• Se o dever parece algo imposto por Deus, é por que a
nossa bondade natural foi corrompida.
• Quando se criou a propriedade privada e os interesses
privados os homens se tornaram egoístas, destrutivos e
mentirosos...
• Assim, longe de ser uma imposição externa, o dever
simplesmente é o que nos força a recordar nossa boa
natureza original.
• O Emílio
Immanuel Kant: O imperativo
categórico
• O dever, não se apresenta através de um conjunto de
conteúdos fixos, que definiriam a essência de cada virtude
e diriam atos a ser praticados e evitados em cada
circunstância da nossa vida.
• O dever não é um catálogo de virtudes, nem uma lista de
"faça isso", "não faça aquilo". O dever é uma forma que
deve valer para toda ação moral.
• Essa forma não é indicativa, mas imperativa;
• Um imperativo é o que não admite hipóteses e nem
condições que o fariam valer em certas situações e não
valer em outras;
• Por isso, o dever é um imperativo categórico. Ordena
incondicionalmente. Não é uma motivação psicológica, mas
uma lei moral interior.
As três máximas morais de Kant
• 1 Age como se tua ação devesse ser erigida por
tua vontade em uma lei universal da natureza.
• Age de tal maneira que trates a humanidade,
tanto na tua pessoa como na pessoa de outrem,
sempre como um fim e nunca como um meio.
• Age como se a máxima da tua ação devesse
servir de lei universal para todos os serres
racionais.