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DESMAME DO VENTILADOR

MECÂNICO

JULIO PATRYCK MARTINS DOS SANTOS FISIOTERAPIA HOSPITALAR

Tipos de desmame

Oque é DVM? É o processo de transição entre a VM e o AA.

DESMAME SIMPLES O paciente é extubado após o primeiro teste de respiração espontânea (TRE)

DESMAME DIFICIL O paciente é extubado após doi ou três TRE ou até 7 dias após a primeira tentativa

DESMAME PROLONGADO - O paciente não consegue o desmame após 3 TRE

e requer mais de 7 dias após o primeiro TRE para ser desmamado com

sucesso.

Obs. É preciso determinar qual é o tipo de desmame para determinar qual conduta tomar.

recomendações

Avaliar e identificar diariamente o paciente(busca ativa através de diretrizes pré estabelecidas pela equipe multiprofissional), com vista a possibilidade de descontinuar a ventilação visando diminuir o tempo

de VM e menor custo.

Deve-se realizar a suspensão diária da sedação para se verificar a capacidade de ventilação espontânea do paciente.

Sucesso e falha

SUCESSO DO DESMAME : Extubação com ausência de VM nas 48h seguintes

FALHA DO DESMAME : Intolerância ao TRE sem suporte ventilatório FALHA DA EXTUBAÇÃO : Intolerância à respiração espontânea sem o TOT.

PARAMETROS PARA SABER SE O PACIENTE

PODE SER EXTUBADO OU NÃO

MOTIVO QUE LEVOU AO VM FOI SOLUCIONADO OU AMENIZADO?

AUSENCIA DE HIPERSECREÇÃO (DEFINIDA COMO A NECESSIDADE DE ASPIRAÇÃO EM INTERVALOS > 2H)

TOSSE EFICA? ( PICO DE FLUXO EXPIRATÓRIO > 160 L/M)

HEMOGLOBINA > 8 10 g/Dl

OXIGENAÇÃO PaO²/FiO² > ou = 150

SatO² > ou = 90

NÃO DEPENDENCIA DE SEDATIVOS E VASOPRESSORES

AUSENCIA DE ACIDOSE (PH 7,35 a 7,45)

AUSENCIA DE DISTURBIOS ELETROLITICOS

ADEQUADO BALANÇO HIDRICO

ADIAR EXTUBAÇÃO QUANDO HOUVER PROGRAÇÃO DE TRANSPORTE PARA EXAMES OU CIRUGIAS COM ANESTESIA GERAL NAS PROXIMAS 24H.

MODO DE DESMAME

DURAÇÃO 30 MIN A 2H

TIPO DE TRE PSV 6 a 7 cmH2o Na PSV, recomenda-se ausência da PEEP para não mascarar a disfunção cardíaca latente.

TUBO T, com apenas o fluxo de O2, 85% chance de sucesso

Obs. Em qualquer modo TRE deve ser adotado o protocolo de despertar diário

Em caso de falha do desmame, deve-se realizar outra tentativa após 24h Deve-se evitar o modo SIMV pois pode prolongar o período de desmame.

SELEÇÃO DE MODO

DESMAME SIMPLES TUBO T DESMAME DIFICIL E PROLONGADO PSV + TUBO T

SINAIS DE FALHA DO DESMAME

FR > 35 ciclos por minuto, mais de 5min SatO² < a 90% Alteração na FC acima de 140bpm com variação de 20% PA sistólica > a 180 mmHg ou inferior a 90 mmHg Aumento da ansiedade Sudorese excessiva

PACIENTE ESTÁ PRONTO PARA INICIAR O

DESMAME?

REALIZAR AVALIAÇÃO DIÁRIA PRA INICIAR O DESMAME Pré-desmame

Reversão do processo que provocou a IRpA Estabilidade Hemodinamica

Sem fármacos vasoativas e sedativas

Estabilidade neurológico (Glasgow >8)

Sem programação cirúrgica

Sem distúrbio eletrolítico grave

PaO2 > 60

FiO2 < 0,4

PEEP < 5 cmH28

PaO2/FiO2 > 200

PACIENTE ESTÁ PRONTO PARA INICIAR O DESMAME? REALIZAR AVALIAÇÃO DIÁRIA PRA INICIAR O DESMAME • Pré-desmame

Pimax < 25cmH2o

• MONITORAR POR 30min a 2 HORAS • F < 30 • SatO2 > 90 •

MONITORAR POR 30min a 2 HORAS F < 30 SatO2 > 90 FC < 120 fVt < 106

• MONITORAR POR 30min a 2 HORAS • F < 30 • SatO2 > 90 •

Sem : agitação, sudorese, diminuição nível de consciência, respiração paradoxal, intabilidade hemodinâmica

• MONITORAR POR 30min a 2 HORAS • F < 30 • SatO2 > 90 •
• Avaliação das vias aéreas • Avaliação da Tose • Avaliação da Secreção da vias aéreas

Avaliação das vias aéreas

Avaliação da Tose

Avaliação da Secreção da vias aéreas

Avaliação de Nivel de consciencia

• Avaliação das vias aéreas • Avaliação da Tose • Avaliação da Secreção da vias aéreas
• Avaliação das vias aéreas • Avaliação da Tose • Avaliação da Secreção da vias aéreas

EXTUBAÇÃO

• REPOUSO EM VM POR 24H para nova tentativa. • Para correção dos distúrbios clínicos fisico

REPOUSO EM VM POR 24H para nova tentativa. Para correção dos distúrbios clínicos fisico respiratório

Treinamento muscular respiratório em

pacientes em desmame da ventilação mecânica

Fernanda dos Santos Pascotini et al. DOI: http://dx.doi.org/10.7322/abcshs.v39i1.253 Arquivos brasileiros de Ciências da Saúde ABCS

Introdução

A VM prolongada apresenta um grande comprometimento de perda da força dos músculos respiratório.

Hipertrofia dos músculos respiratório, Perdem força e resistência, devido inatividade.

Insucesso do desmame

TREINAMENTO MUSCULAR RESPIRATÓRIO

O treinamento muscular inspiratório é uma intervenção que vem sendo adotada para melhorar a força e a resistência à fadiga dos músculos inspiratórios em pacientes com alteração da função

respiratória e cardíaca.

Pode ser realizado por meio de respiração contra resistida, com dispositivos de carga alienar ou linear pressórica, sendo a carga linear por meio do dispositivo Threshold IMT®, o método mais utilizado para treinamento específico da musculatura inspiratória.

Threshold IMT

Resistor inspiratório, por sistema de mola, com

válvula unidirecional, que abre durante a inspiração.

metodologia

Foram incluídos no estudo, pacientes de ambos os gêneros, com idade igual ou superior a 40 anos, traqueostomizados, em processo de desmame da VM, independente da patologia de base. Foram excluídos os pacientes com doença neuromuscular ou que apresentassem desconforto

respiratório durante o treinamento.

Os pacientes de ambos os grupos foram avaliados no primeiro dia do início do desmame, utilizando-se uma ficha de avaliação incluindo dados de identificação,

história da doença pregressa e atual, sinais vitais,

tempo de VM,

força muscular respiratória: Pressão Inspiratória Máxima/Pressão Expiratória Máxima (PImáx e PEmáx),

volume corrente (VC),

frequência respiratória(FR)

frequência cardíaca (FC).

metodologia

Diariamente, durante sete dias, o Grupo Controle (GI) e o Grupo Experimental (GII) receberam três sessões de fisioterapia respiratória,

composta por manobras de higiene brônquica e aspiração traqueal, e

três sessões de fisioterapia motora, com o paciente em decúbito dorsal, composta por dez repetições dos seguintes exercícios:

flexão/extensão de ombros, cotovelos, quadril e joelhos,

abdução/adução de ombros e quadril, planti-flexão dos pés, além de

alongamentos de membros inferiores.

O GII realizou, adicionalmente às três sessões de fisioterapia respiratória e motora, o TMR, uma vez ao dia, no período da tarde,

sempre após higiene brônquica e aspiração traqueal.

RESULTADO E CONCLUSÃO

Observou-se aumento (p=0,02) na FR e redução da PImax (p=0,04) no GI, demonstrando aumento do trabalho respiratório e perda de forca muscular entre o primeiro e sétimo dia de desmame. No GII, as

variáveis nao sofreram alterações significativas, observando-se a manutenção da funcao respiratória.

Conclusão: Sendo assim, o TMR foi benéfico, garantindo a manutenção dos parâmetros respiratórios, podendo ser um aliado para o desmame.