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O que são Restingas?

Definição Geomorfológica:

“Depósitos arenosos costeiros, acumulados pela
ação das marés, ventos e variações do nível do mar
ao longo de milhares de anos”

Definição Biológica:
“Formações vegetais e o conjunto de comunidades
existentes que cobrem esses depósitos arenosos na
região litorânea”

Características:
•Solo arenoso
•Salinidade
•Altas temperaturas
•Poucos nutrientes
•Muita Luz
•Ventos constantes

Adaptações das plantas:
•Folhas espessas (evita perder água por
transpiração);
•Folhas suculentas;
•Reservatórios de água (bromélias);
•Folhas com pelos;
•Crescimento clonal;
•Entre inúmeras outras!

Por que tanta areia por todos os lados? Aqui onde estamos já foi o fundo do mar!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! .

. as restingas sofreram afogamento de grandes áreas. o mar estava a 180m acima do nível atual. o continente é exposto. Durante as elevações do nível do mar.O Planeta Terra já passou por diversas eras glaciais e interglaciais O nível do mar já subiu e desceu várias vezes Há 2. tendo existido na costa do RJ planícies de até 90 Km de extensão.5 milhões de anos atrás. diminuição drástica de tamanho e ao eventual isolamento em ilhas. Morros viraram ilhas! Durante o recuo do nível do mar. O clima era mais quente e úmido.

Parque Estadual Paulo Cesar Vinha .

. • Ecossistema Restinga e seus diversos ambientes. ouriço- preto (Chaetomys subspinosus). • Fauna ameaçada: jaguatirica (Leopardus pardalis).saíra-sapucaia (Tangara peruviana). Decreto 2993-N com o nome de Parque de Setiba. maitaca (Touit surda). • Alterado em 1994 para Parque Estadual Paulo Cesar Vinha • 1. entre outros.500 ha em Guarapari. • Flora ameaçada: Jacquinia brasiliensis e Pavonia alfinolia.Parque Estadual Paulo Cesar Vinha • Criado em 1990. araponga (Procnias nudicollis). entre outros.

APA DE SETIBA • Criada inicialmente em 1994. • Biodiversidade Marinha no arquipélago de Três Ilhas mais elevada do que a existente no PARNA de Abrolhos – BA. • Ecossistemas marinhos. . com o nome de “ APA das Três Ilhas”. • 12. • Posteriormente recriada pela Lei Estadual 5.651/98 como APA de Setiba. pelo Decreto 3.900 ha em Guarapari e Vila Velha.747-N. costeiros e matas de tabuleiro.

2000 e 2006/07)  Corredor Central da Mata Atlântica  Reserva da Biosfera da Mata Atlântica . 1999.REGIÃO DE INSERÇÃO DO PEPCV  Área prioritária para a conservação da biodiversidade da zona costeira e marinha (MMA.

.

• Restinga em Mosaico ou Vegetação Aberta de Clúsia. • Brejo Herbáceo ou Alagados. • Praia . • “Palmae”. • Vegetação Pós-Praia. • Brejo arbustivo. • Lagoas Costeiras e Lagunas.Diversos Ambientes no Parque: • Vegetação Halófila-Psamófila. • Mata Permanentemente Inundada. • Dunas. • Mata Seca. • Mata Periodicamente Inundada.

Diversos Ambientes na APA:

Todos os que existem no parque, mais:

• Mata de Tabuleiro;
• Rios;
• Manguezais;
• Ambientes Marinhos Ilhas costeiras e
Recifes de Coral;

Foto: Leonardo Merçom

MEIO BIÓTICO

 Flora

 Vegetação de Restinga

 Foração Herbáceas Inundáveis
 Brejo Herbáceo

Figura 3.3-1: Em destaque a Typha dominguensis, Figura 3.3-2: Em destaque representantes da família
componente do Brejo herbáceo. Cyperaceae, componente do Brejo herbáceo.

 Formação Herbáceas Não
Inundáveis
 Halófila-psamófila

Figura 3.3-3: Aspecto geral da formação Halófilla- Figura 3.3-4: Detalhe da Halófila-Psamófila, em
Psamófila. destaque Ipomoea pesca-prae.

Vegetação Halófila-Psamófila

3-5: Aspecto geral do Brejo arbustivo.3-7: Aspecto geral das entre-moitas e Figura 3. Figura 3.3-6: Em destaque Bonnetia anceps. .  Formação Aberta de Ericaceae Figura 3.MEIO BIÓTICO  Flora  Vegetação de Restinga  Formações Arbustivas Inundáveis  Brejo Arbustivo Figura 3.3-8: Em destaque Agarista revoluta moitas. (arbusto).

3-9: Aspecto geral da formação Aberta de Figura 3.3-14: Presença de Bromelia antiacantha.3-11: Aspecto geral da formação Palmae. com o solo aparente. formação Aberta de Clusia.3-10: Na base da imagem a entre moita da Clusia.3-13: Aspecto geral da Pós-Praia. Figura 3. . formando uma vegetação compacta. comum nesta formação.  Aberta de Clusia  Palmae  Pós Praia Figura 3.3-12: Em destaque a Allagoptera arenaria (guriri).MEIO BIÓTICO  Flora  Vegetação de Restinga  Formações Arbustivas Não Inundáveis Figura 3. Figura 3. Figura 3.

.

Clusia hilariana se estabelece em tanques de Aechmea nudicaulis .

Estabelecimento de Clusia. a partir da germinação em Neoregelia cruenta .

 Floresta Permanentemente Inundável Figura 3. doce).3-15: Aspecto geral da Floresta Figura 3. .3-18: Aspecto geral do subbosque da Permanentemente Inundada.3-16: Presença de Euterpe sp. comum nesta formação. (palmito Periodicamente Inundada.3-17: Aspecto geral da Floresta Figura 3. Floresta Permanentemente inundada.MEIO BIÓTICO  Flora  Vegetação de Restinga  Formações Florestais Inundáveis  Floresta Periodicamente Inundável Figura 3.

. auriculata.3-25: Aspecto geral da lagoa vermelha e de Figura 3.MEIO BIÓTICO  Flora  Vegetação de Afloramentos Figuras 3. suas bordas.3-23: Aspecto geral da vegetação do Figuras 3. substrato rochoso.3-26: A macrófita aquática Salvinia aff.3-24: Em destaque a vegetação sobre Rochosos afloramento rochoso.  Macrófitas Aquáticas Figura 3.

MEIO BIÓTICO  Fauna  Flora  Zoobentos  Observadas 116 espécies  15 espécies vegetais (APA e PEPCV) vasculares ameaçadas de extinção  Entomofauna  01 em perigo de extinção  24 famílias de himenópteras  01 criticamente em parasitoides perigo 50  32 espécies de lepitópteras  13 vulneráveis  Parides ascanius (fauna brasileira ameaçada de número de espécies 40 5  Fitobentos 6 8 extinção) 13 5 9 30 6 9  90 taxons de fitobentos 6 (APA8 10 4 e PEPCV) 20  25 – costões 18 taxons 24 23 6 10 22 20 próximos a Lagoa de 18 2 Caraís 7 0 Ilha Ilha Ilha Ilha Ilha Costão Costão Cambaião Guararema Guararema Quitongo #1 Quitongo #2  Lagoa de 35 espécies Lagoa de de odonata #1 #2 Carais #1 Carais Indicadoras de #2 Pontos de Coleta qualidade ambiental  Telagrion mourei Rhodophyta Phaeophyta Chlorophyta  Telagrion cornicauda  Idineura ancilla  Leptagrion perlongum .

22 espécies porção continental  Lagoa Caraís (21 espécies distribuidas em 14 famílias)  Nova espécie do gênero Microphis (peixe cachimbo) .MEIO BIÓTICO  Ictiofauna  Trecho do Litoral do ES é o que possui fauna de peixes registrada mais rica da costa brasileira  APA – 241 espécies  PEPCV e APA .

MEIO BIÓTICO  Anfibios  Riqueza de espécies significativa  36 espécies pertencentes a 06 famílias todas da ordem Anura.  Répteis  Porção continental e marinha – 46 espécies distribuídas em 18 famílias  06 figuram em listas de espécies ameaçadas de extinção (brasileira/estadual) .

MEIO BIÓTICO  Avifauna  225 espécies distribuídas em 20 ordens e 54 famílias  13 são migrantes do neártico  09 são migrantes austrais  11 espécies ameaçadas de extinção sendo 08 em nível estadual  Algumas espécies (08) consideradas provalvelmente extintas devido a ausência de dados por um período de 20 anos.  Mastofuna  70 espécies de mamíferos distribuidas em 09 ordens e 25 famílias  13 em listas de espécies ameaçadas de extinção (estadual/nacional e global)  10 espécies endêmicas da Mata Atlântica .

muito poucas Localizaçãoem protegidas das restingas Unidades deao longo do litoral Conservação. .Ocupação preferencial no Brasil foi no litoral Hoje são raras as áreas de restinga ainda com características X naturais.

Ocupação Urbana e Ameaças .

Impactos:
Loteamentos irregulares / Invasões
Desmatamentos
Incêndios
Caça
Extração de areia
Trânsito de veículos nas praias
Espécies Exóticas Invasoras

Danos ao ambiente

Danos ao ambiente

Danos ao ambiente .

Danos ao ambiente .

Danos ao ambiente Atropelado .

Danos ao ambiente .

Danos ao ambiente .

Danos ao ambiente .

Estacionamento Irregular de Veículos .

Trânsito Ilegal de Veículos .

Estacionamento Irregular de Veículos .

Cercamento e Placas .

Cercamento e Placas .

Cercamento e Placas .

Tartarugas mortas na orla .

Extração Ilegal de Areia .

Extração Ilegal de Areia .

Fogo e Incêndios .

Fogo e Incêndios .

Fogo e Incêndios .

Resíduos de rituais religiosos e risco de incêndio .

Invasões Biológicas .

Invasões Biológicas .

órgãos colegiados que auxiliam a gestão e na integração com o entorno CARACTERÍSTICAS: •Paritário (órgãos públicos e Sociedade Civil) •Consultivo em unidades de proteção integral •Reuniões periódicas e abertas ao público •Tomada de decisão em conjunto. Conselho Gestor SNUC (Lei Federal n 9985/00) prevê que as UC’s terão Conselhos Gestores. divulgação e publicidade das questões cotidianas da Unidade •Composição renovada periodicamente .

com os diversos setores da sociedade civil. participem do processo de tomada de decisão e que as ações desenvolvidas na UC tenham publicidade. . com a função de fórum de discussão e decisão. garantindo assim que as comunidades próximas à unidade de conservação tenham voz. Fórum de Gestão Participativa Espaço participativo na Unidade de Conservação.

PLANO DE MANEJO • Definição: O plano de manejo é um Documento técnico mediante o qual. se estabelece o seu zoneamento e as normas que devem presidir o uso da área e o manejo dos recursos naturais. inclusive a implantação das estruturas físicas necessárias à gestão da Unidade. . com fundamento nos objetivos gerais de uma Unidade de Conservação.

10 ZUExt1 19.27 ZUREC7 35.04 ZUREC1 13.40 ZUInt4 0.14 ZUInt2 4.29 ZUExt2 22.69 ZUEsp1 0. SIGLA Area (Ha) Zoneamento do PEPCV ZOT 6.51 ZUREC5 1.25 ZP 1176.02 .46 ZUInt3 3.54 ZUCONF 66.99 ZUREC4 64.55 ZUInt1 2.58 ZUREC3 17.90 ZUREC2 53.30 ZUREC6 25.

22 ZpeS 2056.37 ZppN 1251.59 Zoneamento da APA de Setiba ZcpR 919.65 ZceT 3.78 ZceT 16.99 ZppM 6685.47 ZcpU1 151. SIGLA Área (Ha) ZceN 341.90 ZcpU2 702.37 .71 ZpeTI 303.

PROGRAMAS DE MANEJO SUBPROGRAMAS Pesquisas Científicas Pesquisa e Monitoramento Monitoramento Ambiental Recreação e turismo Uso Público Interpretação e Educação Ambiental Relações Públicas Conscientização e Educação Ambiental Integração com o Entorno Controle Ambiental Incentivo ao Desenvolvimento do Entorno Manejo dos Recursos Naturais Manejo do Meio Ambiente Proteção dos Recursos Naturais Redelimitação e Regularização Fundiária Operacionalização Administração Cooperação Institucional .

PROPOSTA DE REDELIMITAÇÃO DA APA DE SETIBA .

• Plano de Uso Público do Arquipélago de Três Ilhas. • Projeto de Criação da Associaçã ode condutores Ecoturísticos. • Projeto de educação ambiental – Biblioteca itinerante . • Programa de voluntariado em unidades de conservação. • Projeto de alternativa de renda sustentável para o entorno do parque.

Praias de Setiba-Pina e Setibão . objetivando a restauração da vegetação natural em áreas prioritárias para recuperação. celebrado entre IEMA e CVRD. Projeto de Recuperação Ecossistêmica da APA de Setiba Este projeto é parte integrante do Convênio de Cooperação Técnica n° 023/2006.

Recanto da Sereia e Nova Ponta da Fruta .

Educação e Interpretação Ambiental em Unidades de Conservação .

Temporada de verão .

Temporada de verão .

Dia da Árvore .

Dia da Árvore .

Dia da Árvore .

Dia da Árvore .

Dia da Árvore .

Dia da Árvore .

Dia da Árvore .

Dia Mundial de Limpeza das Praias .

Dia Mundial de Limpeza das Praias .

Desova de Tartarugas Marinhas .

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Desova de Tartarugas Marinhas .

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Desova de Tartarugas Marinhas .

Desova de Tartarugas Marinhas .

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Desova de Tartarugas Marinhas .

Pedra da Tartaruga .

Lagoa de Caraís .

Lagoas Costeiras e Lagunas • Por que a água tem essa cor? .

Ambientes Marinhos .

Arquipélago de Três Ilhas .

Arquipélago de Três Ilhas .

Arquipélago de Três Ilhas .

Projeto Livro de Fotos “Últimos Refúgios: Parque Estadual Paulo Cesar Vinha” – Leonardo Merçon – Fotógrafo e Desenhista Industrial Foto: Leonardo Merçom .

Foto: Leonardo Merçom .

Foto: Leonardo Merçom .

Foto: Leonardo Merçom .

Foto: Leonardo Merçom .

Foto: Leonardo Merçom .

Foto: Leonardo Merçom .

Foto: Leonardo Merçom .

Foto: Leonardo Merçom .

Foto: Leonardo Merçom .

Foto: Leonardo Merçom .

es.IEMA Tel: 3242-3665 Email: pepcv@iema. Te vejo no Parque Estadual Paulo Cesar Vinha !!! Mabel Ludka Analista de Meio Ambiente e Recursos Hídricos Instituto Estadual de Meio Ambiente .br .gov.