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Solução completa para um circuito

Achar, para o circuito abaixo, a equação diferencial para


V2, supondo todos os componentes passivos iguais a 1 e
que inicialmente não havia energia armazenada.
Achando os valores da tensão no capacitor e de sua
derivada em t = 0+. Considerando que a fonte v(t) não é
impulsiva, V2(0+) = V2(0-) = 0.

Como I3(0+) = I3(0-) = 0  I1(0+) = I2(0+). Sendo V2(0+) = 0,


I1(0+)R1 = v(0+)  I2(0+) = v(0+)/R1 = C2 dV2 (0+)/dt 
dV2(0+)/dt = v(0+)/(R1C2).
Resolvendo por tensão de nós, observando que VA = V2
que é a saída pedida.

V2  v dV2 V2  VB
 C2  0 (i )
R1 dt R3
VB  V2 1
  V4 dt  0 (ii )
R3 L4
Explicitando VB em (i) e substituindo em (iii):

V2  v dV2 V2  VB
 C2  0 (i )
R1 dt R3
VB  V2 1
  VB dt  0 (ii )
R3 L4
Derivando (ii) :
1  dVB dV2  1
    VB  0 (iii )
R3  dt dt  L4
Explicitando VB em (i) e substituindo em (iii):

dV2 1 1  R3
VB  R3C2  R3   V2  v (iv )
dt  R1 R3  R1
dVB d 2V2 1 1  dV2 R3 dv
 R3C2 2
 R3     (v )
dt dt  R1 R3  dt R1 dt
(iv ), (v)  (iii )
1  d 2V2 1 1  dV2 R3 dv dV2 
 R3C2 2
 R3       
R3  dt  R1 R3  dt R1 dt dt 
1  dV2 1 1  R3 
 R3C2  R3   V2  v   0 (vi)
L4  dt  R1 R3  R1 
Simplificando (vi):

1  d 2V2 1 1  dV2 R3 dv dV2 


R C  R      
 3 2 2 3 
R3  dt  R1 R3  dt R1 dt dt 
1  dV2 1 1  R3 
 R3C2  R3   V2  v   0 (vi)
L4  dt  R1 R3  R1 
d 2V2  1 R3C2  dV2 R3  1 1 
C2 2

  
 
   V2 
dt  R1 L4  dt L4  R1 R3 
1 dv R3
 v (vii)
R1 dt L4 R1
Vamos efetuar uma análise dimensional sobre (vii), para
verificarmos a consistência dos nossos cálculos até
agora:
d 2V2  1 R3C2  dV2 R3  1 1 
C2 2
       V2 
dt  R1 L4  dt L4  R1 R3 
1 dv R3
 v (vii)
R1 dt L4 R1
d 2V2 CRV V
C2 2
 2
 ;
dt RT RT
 1 R3C2  dV2  1 RCR  V  1 1  V V
           ;
 R1 L4  dt  R LR  T  R R  RT RT
R3  1 1  R V
  V2  V ;
L4  R1 R3  LR RT
Solução Homogênea:

Equação Caracterís tica :


d 2V2  1 R3  dV2 R3  1 1 
2

     
  V2  0;
dt  R1C2 L4  dt L4C2  R1 R3 
r 2  2r  02  0, sendo :
1 1 R3 
      dimensão de frequência .
2  R1C2 L4 
R3  1 1 
0 
2
    frequência natural sem amortecime nto.
L4C2  R1 R3 
d  02   2  frequência natural com amortecime nto.
 2  4 2  402
r1, 2     jd
2
Solução Homogênea:

d  02   2  frequência natural com amortecime nto.


 2  4 2  402
r1, 2     jd
2
Se   0  d será complexo e teremos duas raízes
reais e diferentes : r1    d e r2    d .
Duas raízes reais diferentes significa que não
teremos oscilação.
Se   0  d será real e teremos duas raízes complexas
conjugadas : r1    jd e r2    jd .
Duas raízes complexas significa que teremos
oscilação.
Solução Homogênea:

Definindo o Fator de Amortecim ento  :


  0
r 2  20 r  02  0
Se   0  Oscilação constante (não amortecida ).
Se 0    1  Oscilação amortecida .
Se   1  Sem oscilação.
Solução Homogênea:

As condições seguintes definem o comportame nto :

0    1  Comportame nto Subamortec ido.


  1  Comportame nto Criticamente amortecido .
  1  Comportame nto Superamort ecido.
Solução Homogênea:
Solução Homogênea:
Solução Homogênea:
Solução Homogênea:
Solução Homogênea:
Solução Homogênea:
Solução Homogênea:
Solução Homogênea:

=2
=1
=3
=10
Voltando ao problema e determinando os valores dos
parâmetros após a substituição dos componentes pelos
seus valores fornecidos:

Equação Caracterís tica :


d 2V2  1 R3  dV2 R3  1 1 
2
       V2  0;
dt  R1C2 L4  dt L4C2  R1 R3 
r 2  2r  02  0, sendo :
1 1 R3  R3  1 1 
      1; 0 
2
    2
2  R1C2 L4  L4C2  R1 R3 
   .0  2  1,41  1; d  02   2  1
 2  4 2  402
r1, 2   1  j
2
Solução Homogênea:

 2  4 2  402
r1, 2   1  j
2
V2 H (t )   t ( K1 jt  K 2 jt )
Solução Particular: vamos supor que nossa entrada é a
função Degrau unitário.

d 2V2 dV2 dv
2
2  2V2  v
dt dt dt
dv
 0; v  1;
dt
d 2V2 dV2 1
 2  2V2  1  V2P 
dt 2 dt 2
Solução Completa:
V2 (t )  V2 H (t )  V2 P (t )
1
V2 (t )   t ( K1 jt  K 2  jt )  ;
2
Condições iniciais :
 dV2 
V2 (0 )  0; (0 )  1;
dt
 1 1
V2 (0 )  0  K1  K 2   K1  K 2   ;
2 2
dV2 
(0 )  1  ( K1  K 2 )  ( jK1  jK 2 ) 
dt
 K1  K 2  0
 1 1
 K  K   1 ;  P  2; 1   ;  2   ;
 1 2 2 2
2
1
K1  K 2   .
4
Solução Completa:

1
V2 (t )   ( K1  K 2
t jt  jt
) ;
2
1
K1  K 2   .
4
1 t jt 1
V2 (t )    (   )  ; jt

4 2
1 t ( jt    jt ) 1
V2 (t )     ;
2 2 2
1
V2 (t )  (1   t cos(t ))
2
Curva no Mathematica:

1
V2 (t )  (1   t cos(t ))U 1 (t )
2
Curva no Mathematica:

1
V2 (t )  (1   t cos(t ))U 1 (t )
2
Circuito no EWB:
Circuito no EWB:
Circuito no EWB:
Circuito no EWB:
Circuito no EWB: