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REVISÃO DE PRODUÇÃO E

RECEPÇÃO DE TEXTO 2
Para AP2 – UFS 2017.2
 Os verbos de elocução ou de ação
ILOCUTÓRIA têm como função
representar uma ação locutória do sujeito
falante e da sua atitude, ou ato de fala
MODOS DE correspondente: falar, perguntar, indagar,
REPRESENTAÇÃ comentar, afirmar e muitos outros.

O DE ATOS  A construção do texto, seja de gêneros


acadêmicos, ou de qualquer outro, não é
LOCUTÓRIOS um ato isolado, mas sim, eminentemente
individualizado.
 A forma que referimos a ação discursiva
do outro revela a nossa leitura do mundo.
EXEMPLO:

 Há gêneros como o resumo, em que o autor do texto original


aparece como se estivesse realizando vários tipos de atos, que
frequentemente não estão explicitados no texto original. É o
autor do resumo quem vai interpretar esses atos usando os
verbos adequados.
 O autor faz referência a falas e aos atos
daqueles a quem se refere, o que significa
também interpretar a posição que o autor
O AUTOR NA assume diante do que diz. Isto quer dizer que
INTERPRETAÇÃO aquele que escreve e faz referência a fala de
DA FALA alguém deve, antes de mais nada, interpretar
este ato. Não faz sentido, por exemplo, dizer
que algum autor cita, quando ele apenas
comenta ou explica.
FICHAMENTO
 Exemplos de gêneros textuais acadêmicos: o fichamento, o
resumo, a resenha e o artigo científico. Esses gêneros
representam basicamente os gêneros que precisamos dominar
no grau superior, antes de escrever um projeto de monografia
ou TCC, trabalhos, normalmente solicitados no final do curso
de graduação. Eles são gêneros que estão associados à
atividade de leitura e à organização das informações que
adquirimos no cotidiano da escola, mais intensamente na
universidade, de modo que são fundamentais para as
atividades de pesquisa.
A LEITURA E O LEITOR
NO FICHAMENTO
 As múltiplas leituras que realizamos no curso superior, muitas
delas, complexas e volumosas demandam um esforço de
atenção concentrada.
A produção de anotações é uma atividade carregada de
singularidades. Cada leitor tem suas práticas e pode construir
o seu próprio estilo de anotações e fichamentos, criando uma
codificação mais individualizada.
FICHAMENTO: O SEU
SIGNIFICADO
 Um texto está relacionado à anotação pelo pesquisador da ficha
do livro ou a indicação da referência bibliográfica para quando o
pesquisador fizer referência a este texto em algum momento, seja
em projeto ou em qualquer outro texto, ele deve fazê-lo seguindo
a norma da Associação Brasileira de Norma e Técnicas.
A ABNT
 Elaelabora e publica as normas utilizadas na produção de textos
científicos e acadêmicos tendo em vista manter um padrão de
apresentação de textos nacionalmente.
A observação das normas na produção dos textos acadêmicos,
assim como a indicação do referencial teórico e empírico servirá
ao leitor como fonte de pesquisa.
A referência é o conjunto padronizado de elementos descritivos
retirados de um documento, que permite sua identificação.
1. De Citação;

TIPOS DE
2. De Leitura;
3. Temáticas;
FICHAS: 4. Por Aurores;
5. De Trabalho.
AS FICHAS
 Elascompreendem cabeçalho, referências bibliográficas ,
corpo da ficha e local onde se encontra a obra.
 Asfichas de Leitura nos interessam particularmente por
serem aquelas que nos darão suporte para o trabalho com
a produção dos textos.
TIPOS DE
Ficha de Fichamento
Ficha de
FICHAS DE indicação
assunto;
de
bibliográfica; transcrição.
LEITURA:
 Há ainda outras espécies de
fichas que já são denominadas
de fichamentos.
 Medeiros lista alguns deles,
mas são apenas variações um

FICHAMENTOS
do outro.
1. Fichamento de transcrição
com corte de parágrafo
intermediário e de algumas
palavras;
2. Fichamentos de resumos, de
comentários e informatizado.
FICHAS
 Elas servem para organizar e estabelecer relações importantes no nosso
projeto de dizer, que pode ser expresso em qualquer dos gêneros acadêmicos.
 Fichamento de Resumo  É aquele mais solicitado nas atividades
acadêmicas e sobre tudo por se tratar de uma estratégia de organizar a leitura e
a compreensão de textos.
QUAL A RELAÇÃO ENTRE O DISCURSO LITERÁRIO
E DISCURSO CIENTÍICO?

 O discurso literário baseia-se na relação que o homem estabelece com a


realidade através dos seus sentidos, portanto é construído a partir de da
experiência subjetiva.
 O discurso literário e o discurso científico objetivam o conhecimento. A
diferença está no modo de aprender a verdade: o discurso científico
baseia-se na razão e prima pela objetividade e logicidade na busca pela
verdade.
 Ambos são resultados da trajetória do homem na sua busca pelo
conhecimento.
ANÁLISE DOS DISCURSOS, DE J.
GROSSMANN
1. A diferença está no modo como o conhecimento é transmitido: na
literatura, a verdade encontra-se articulada a seu caráter ficcional e
por essa razão não visa à expressão de uma verdade única.
2. Ambas procuram determinar um domínio sobre a realidade. Enquanto
a literatura não procura oferecer uma resposta imediata sobre suas
reflexões – por isso não se empenha em verificar e comprovar os
fatos empiricamente -, a ciência, especialmente as naturais, visa ao
estabelecimento de generalizações sobre o universo, tomando como
ponto de partida o particular.
 Assim, ela ao conceber a realidade a partir do subjetivo e do
individual, recupera o procedimento analógico. Tal
procedimento se contrapõe à concepção defendida pelo
pensamento racionalizante. Esta tendência fundamentada na
razão tornou o discurso científico a forma incontestável de
apreensão e domínio da realidade.
DISCURSO LITERÁRIO E DISCURSO CIENTÍFICO

 A fronteira entre as 02 práticas discursivas é entendida como uma


guerra, pois o discurso literário trava um combate com o discurso
científico, ;procurando vencê-lo e transcende-lo. Esta noção
problematiza a visão harmônica deixando mais nítida uma relação de
disputa entre as duas formas discursivas.
A LITERATURA E O DISCURSO CIENTÍFICO

 A literatura na sua busca de restituir a forma analógica de apreensão da


realidade que é recuperada pela linguagem poética, privilegia atitude emotiva
diante do mundo.
 O discurso científico trava uma luta interna procurando eliminar a subjetividade,
em busca de uma lógica perfeita. No entanto, é recorrente nas ciências modernas
o modo estético de abordar o universo.
FICHAMENTO
 O apagamento de informações secundárias, a seleção de informações são
utilizados com vistas a representar o plano geral da obra. Ou seja, é o tipo
de fichamento que tem a ver com o propósito daquele que está fazendo o
fichamento ou da situação em que o gênero é solicitado. Os que pedem um
comentário sobre o conteúdo lido, estes devem apresentar o comentário
entre parênteses, pois poderá no futuro, identificar com maior facilidade
quais partes do fichamento representam as opiniões do autor.
 As diferentes atividades de um pesquisador exigem estratégias de
anotações e registro. A leitura quando é registrada é um valioso recurso de
organização de informações. Fichar um texto, além de distingui-lo entre
tantos outros, é aprender o sue plano geral através de diferentes recursos.
 Ele, assim como os demais textos que
circulam no ambiente acadêmico,
universidades, congressos, encontros de
pesquisadores, tem sua estrutura e formato
regidos pela ABNT.

O  A norma específica do resumo é a norma NBR


6028:2003 que define o resumo como
RESUMO ´´apresentação concisa dos pontos relevantes
de um documento´´.
 O resumo abrevia o tempo do pesquisador e
difunde informações de tal modo que possam
influenciar e estimular a consulta do texto
completo.
 Quanto à apresentação gráfica, o resumo
acadêmico deve ser antecedido pela
referência do documento resumido, de
acordo com o NBR 6023.

RESUMO
 Também deve ser seguido palavra-chave,
antecedidas da expressão ´´palavras-
chave´´, sendo que estas devem ser
separadas entre si por ponto e também

ACADÊMICO
finalizada por ponto. O mais usual é a
indicação de 3 a 6 palavras-chave.
 Quando o resumo acompanha o próprio
documento não se faz necessária a

E ARTIGO referência, como é o caso do resumo que


acompanha o artigo científico, também
chamado de Abstrat.

CIENTÍFICO
 Estas características são normalmente
exigidas para os resumos que acompanham
as dissertações de mestrado ou teses de
doutorado.
 O resumo deve ser compreensível por si mesmo, isto é, dispensar a
consulta do texto original.
 Alguns autores sugerem que as frases devam ser compostas com
verbo na voz ativa e na 3ª pessoa do singular.
 Lembre-se da impessoalidade tão cultivada nesse tipo de produção.
 Outra recomendação dos manuais é evitar repetições de frases
inteiras do original.

A LINGUAGEM NO RESUMO
 É um processo mental essencial na
produção de resumos. E, que envolve
atividades de análise e recombinação
organizada.

SUMARIZAÇÃO  As suas atividades elementares são:


a) Elaborar sínteses;
b) Depreender e representar o plano
geral do texto a ser resumido.
ALGUMAS REGRAS
PARA ELABORAÇÃO
DE SÍNTESES
 Elimina informações secundárias e mantém as ideias
principais.
A construção de uma nova frase, respeitando-se as
ideias do texto original.

SELEÇÃO E PARÁFRASE
 Compreendem estratégias de supressão de informações,
de generalização, de seleção e de construção.

AS REGRAS DE ELABORAÇÃO
DE SÍNTESES
 Muitos autores caracterizam o gênero como uma
paráfrase que engloba 02 fases:
A) A compreensão do texto;
B) A elaboração de um novo texto.

O PLANO GERAL DA OBRA


 Ela implica análise do texto e checagem das informações colhidas com
aquilo que já se conhece.
 A compreensão das ideias do texto deriva de 02 métodos distintos: o
analítico e o comparativo.
 Esse primeiro método, recomenda atenção com as estratégias de
coesão e com os marcadores de tópicos (logo, por isso, por seguinte,
em conclusão, em primeiro lugar, de um lado, de outro) deve portanto, o
leitor ocupar-se da inter-relação das ideias, sobre como elas se articulam
no texto: por oposição (contraste), por semelhança, por enumeração, por
causa e consequência. O resumo deve refletir as ideias do texto original.
 Mas, o segundo método, ocupa sua atenção com a estrutura geral do
texto e com as informações que respondem às ideias que o texto criou
no leitor.

A COMPREENSÃO
 Resumo indicativo = indica apenas os pontos
principais de um documento, não dispensa a
leitura integral do texto original. Refere-se
apenas às partes mais importantes do texto.
 Resumo informativo ou analítico = Deve
A ABNT apresentar, de modo mais completo, o
objetivo do texto, o método e as técnicas
CATEGORIZA OS adotados na pesquisa, os resultados e as
principais conclusões de um documento,
RESUMOS EM 03 portanto pode dispensar a leitura integral e
imediata do original para a identificação do
TIPOS: seu conteúdo temático. Evitam-se
comentários pessoais e juízos de valor.
 Resumo Crítico ou Resenha = É redigido por
especialistas e apresenta a análise crítica
sobre o conteúdo de um documento. A
resenha é um texto muito solicitado nos cursos
de graduação. Recensão é o caso de estar
se produzindo um resumo crítico referente a
uma edição específica de um livro que foi
objeto de várias edições.
 Resumir é antes de tudo uma atividade de
retextualização de um gênero escrito para
um novo texto no gênero resumo,
preservando o significado geral do texto
quer originou o resumo.
 Para resumir um texto é necessário
compreendê-lo na sua totalidade o que
exige do leitor uma análise do seu
vocabulário, da estrutura sintática e do
conteúdo semântico e da hierarquização
das ideias. As ideias básicas devem ser
CONCLUSÃO apresentadas na mesma ordem do texto a
resumir, atentando para a não reprodução
das características estilísticas do autor do
texto.
 Resumir um texto é uma forma de
representar a compreensão do texto lido.
 Você poderá utilizar o resumo, não como
gênero, mas como estratégia de
organização de uma outro gênero: a
resenha, que como quer a ABNT é um
resumo crítico.
 A resenha é diferente do resumo, porque sua natureza é mais
opinativa.
 Há outros elementos constituem a sua estrutura: o juízo
valorativo, o comentário e a crítica.
 Ainda na perspectiva da enunciação, os interlocutores devem
ter claro o objetivo da resenha.
 Diferentes propósitos acarretam diferentes apropriações
linguísticas.
 A linguagem acadêmica tenderá mais a ser formal, do que uma
resenha de um filme destinado a crianças e adolescentes.

A RESENHA
 A resenha acadêmica é definida na norma criada pela Associação
Brasileira de Normas Técnicas NRB 6022 como o mesmo que resumo
crítico.
 A resenha permite a exposição de comentários e opiniões, por meio dos
quais são acrescidos juízos de valor ao resumo do texto lido.
 A resenha deve conter os dados do autor do texto que está sendo
resenhado.
 Para GOMES e LOSER, ´´a resenha apresenta 02 movimentos básicos: a
descrição ou o resumo da obra e os comentários do produtor da
resenha´´. Para realizá-los, o autor e leitor recorrem a estratégias
discursivas – enunciativas ou modos enunciativos (narração, descrição,
exposição...) conhecidos e partilhados. Enquanto leitor, você deve
identificar estes dois movimentos na resenha que acabou de ler.

RESENHA
 Intertextualidade  Um texto pode ser produto de relações
com outros textos. Referência e retomada constante de textos
anteriores.
 Os procedimentos intertextuais mais comuns são: paráfrase,
paródia e estilização.

RELAÇÕES INTERTEXTUAIS
 É um gênero realizado por todos que estão envolvidos com a
produção científica.
 É uma pequena parcela de um saber maior, cuja finalidade, de modo
geral é tornar pública parte de um trabalho de pesquisa que se está
realizando.
 Pode destinar-se a uma revista miscelânea que aceita qualquer tipo
de assunto, especializada em determinada área de conhecimento ou
temática que para cada número, escolhe um assunto a ser
desenvolvido por seus colaboradores.

ARTIGO CIENTÍFICO
 Eletrata de problemas científicos, embora de extensão
relativamente pequena. Apresenta o resultado de estudos
e pesquisas e, em geral, é publicado em revistas, jornais
ou outro periódico especializado (revistas, boletins, jornais
científicos, etc. cuja publicação é periódica) nas quais há
exigência quanto ao limite de páginas. Este gênero permite
que as experiências desenvolvidas nas academias sejam
divulgadas como também repetidas. Servem de referência
a outros estudos e são parâmetros dos temas que estão
sendo estudados e da forma como os estudos estão sendo
realizados.

ARTIGO CIENTÍFICO
OS ARTIGOS CONSTITUEM
PARTE DE UMA PUBLICAÇÃO E
PODEM SER DIVIDIDOS EM 03
TIPOS:
A. Científico: com autoria declarada, que apresenta e discute
ideias, métodos, técnicas, processos e resultados nas diversas
áreas do conhecimento.
B. De Revisão: Faz resumo, analisa e discute informações já
publicadas. É a apresentação e a análise de documentos sobre
o mesmo tema, acompanhando as conclusões a que o autor do
artigo chegou.
C. Original: Apresenta temas ou abordagens originais.
 É composto de:
a) Título e subtítulo do trabalho,
b) Nome do autor (es),

O ARTIGO c)

d)
Credenciais do autor,
Local das atividades,
e) Sinopse (resumo em português e
numa língua estrangeira – o inglês é
o mais utilizado).
OS ELEMENTOS TEXTUAIS

É o corpo do artigo: introdução, desenvolvimento e


conclusão.
ELEMENTOS PRÉ-
TEXTUAIS

 Referências bibliográficas, como notas de rodapé ou de final


de capítulo, bibliografia, que é a lista dos livros consultados ou
relativos ao assunto, apêndice, anexos, se existirem,
agradecimentos, data.
QUANTO AO CONTEÚDO

 Os artigos científicos apresentam em geral abordagens


atuais; às vezes, temas novos. Devem versar sobre um
estudo pessoal, uma descoberta. O conteúdo de um
artigo científico pode ser muito variado, como, por
exemplo, discorrer sobre um estudo pessoal, oferecer
soluções para posições controvertidas.
O CAMPO DO TABU
LINGUÍSTICO
 É um campo mais amplo, porque ele compreende expressões
ou fatos que não são palavrões.
 Exemplo: Temos tabus médicos: por delicadeza o médico usa
eufemismos como m. h.
 Tabu Linguístico é toda expressão tida como desagradável,
porque ofensiva aos bons costumes e boas maneiras ou porque
lembra fatos ou situações desagradáveis: idade mais avançada.
 Quando uma palavra é tabu (morrer; velho), ela pode ser
substituída por um eufemismo ou palavra abrandadora (falecer;
velhinho) ou, em situação inversa, por expressão de deboche, o
disfemismo: estrebuchar, caduco.
 No caso do palavrão, ele já é expressão de deboche ou
desapreço, sendo muito comum haver formas de abrandamento.
FORMAS DE ABRANDAMENTO OU
EUFEMISMOS

 Elas são formas de ´´dizer, não dizendo´´ ou de ´´dizer, dizendo´´,


eis que, na verdade, o que falante diz de forma velada, mas diz.
 Exemplos: abreviação, modificações de fonemas, substituição
de palavras, paráfrase e circunlóquio, e aspectos pragmáticos.
 ´´Nem todos os palavrões despertarem o mesmo grau de
rejeição ou conterem o mesmo grau de agressividade.´´
 Jogo-de-faz-de-conta  É o palavrão dito mas não é pra valer.
Exemplo: Um jovem gritou para o outro, do outro lado da rua: ´´Ó
baixinho filho da puta´´, atravessaram a rua e se abraçaram.
RESUMO

O artigo científico é um gênero bastante solicitado nas


atividades científicas pois é um gênero que tanto organiza
as informações sobre pesquisas em andamento como
divulga estas informações nos ambientes e encontros de
cientistas. Servem de referência a outros estudos e são
parâmetros dos temas que estão sendo estudados e da
forma como os estudos estão sendo realizados.