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Planejamento e Controle da

Produção

Técnicas de Planejamento

Aula 15

Dayana Bastos Costa


Técnicas de Planejamento

 Gantt e Gráfico de Barras


 Técnicas de Redes
 Linha de Balanço
Gráfico de Gantt

OBRA : Pôr do Sul


Engenheiro Responsável: Carlos Eduardo Mestre: Osmar Silveira

1996 1997
Serviços Out Nov. Dez. Jan. Fev. Mar. Abril Maio Jun. Jul. Ago. Set. Out. Nov.
Serviços
Preliminares

Fundações

Estrutura

Alvenaria

Revestimento
Interno

TOTAL
Gráfico de Gantt
 Técnica simples:
 fácil de fazer
 fácil de entender
 tem escala de tempo
 Não estabelece relações de precedência
entre as atividades:
 reprogramação é dificultada
 A lógica, duração e intensidade do trabalho
são definidas simultaneamente
 Pode ser cronograma físico ou financeiro
 Muito utilizado como output (produto) de
rede
Gráfico de Gantt
Exemplo de gráfico de Gantt
Gráfico de barras ligadas

 Semelhante ao gráfico de Gantt


 Relações de precedência entre
atividades são explicitadas
 Torna-se muito confuso, se houver
muitas ligações de precedência
Técnicas de rede

 Surgiram no final dos anos 50


 Consideradas por muitos como a
única técnica que pode modelar a
complexidade dos empreendimentos
em construção
 Grande número de atividades
 Grande número e variedade de relações
de precedência
Técnicas de rede

 Diferentes tipos:
 CPM (Critical Path Method)
 PERT (Programation Evaluation and Review
Technique)
 Diferentes formas de representação:
 Eventos nos nós
 Diagrama de precedências (atividade no nó)
Rede CPM
Fabricação
da estrutura de aço

Dobragem de ferro

Colocação Fundações Montagem da Término do


Início do do ferro de Concreto estrutura de aço Projeto
Projeto
Rede CPM - eventos

Fabricação
da estrutura de aço
1 4

Dobragem de ferro

Colocação Fundações Montagem da Término do


Início do 3 5 6 7
do ferro de Concreto estrutura de aço Projeto
0
Projeto

2
Rede CPM: durações
t = 20
1 4
t = 18
t=6
t=5

t=2 t=7 t = 10
3 5 6 7
0
t = 10

t=2 t = 15
2
Datas de um evento

 Cedo de um evento: corresponde à


data mais cedo que o evento será
iniciado;
 Tarde de um evento: corresponde à
data mais tarde em que este evento
pode ser concluído, sem que ocorra
atraso no final do plano.
Rede CPM: data de início
mais cedo

[5/ ] t = 20 [ 25 / ]
1 4
t=6 t = 18
t=5
[ 43 / ]
[ 12 / ] 3 t = 2 5
t=7
6
t = 10
7 [ 53 / ]
[0/ ] 0 [ 17 / ]
t = 10

t=2 t = 15
2
[2/ ]
Rede COM: data de início
mais tarde

[5/5] t = 20 [ 25 /25 ]
1 4
t=6 t = 18
t=5
[ 43 /43 ]
[ 12 /34 ] 3 t = 2 5
t=7
6
t = 10
7 [ 53 /53 ]
[0/0] 0 [ 17 /36 ]
t = 10

t=2 t = 15
2
[ 2 /21 ]
Datas de um evento

 Primeira data de início (PDI): é a data mais


cedo para o início de uma atividade,
considerando-se o término de suas
predecessoras;
 a primeira data de início de uma atividade
coincide com o cedo de seu evento;
 Primeira data de término (PDT): é a data
mais cedo para o término de uma atividade,
considerando que seu início ocorreu na data
na data mais cedo;
Datas de um evento

 Última data de término (UDT): é a última


data que uma atividade pode terminar, sem
atrasar a última data de início das atividades
que a seguem diretamente:
 coincide com a data de seu evento fim;
 Última data de início (UDI): é a última data
em que uma atividade pode iniciar, sem
atrasar o início de suas sucessoras;
 é obtida a partir da última data de término (UDT),
descontada a duração da atividade.
Tipos de folgas
 Folga total
 tempo que o início de uma atividade pode ser
retardado, sem causar alongamento da duração do
projeto (FT=UDT-PDI-d).
 Folga livre
 tempo que o início de uma atividade pode ser
retardado, sem interferir com o início de qualquer
atividade sucessora (FL=PDT-(PDI+d))
 Folga dependente
 diferença entre a folga total e a folga livre. Seu
consumo poderá acarretar atraso de atividades
sucessoras sem provocar atraso do projeto
Tipos de folgas
[ 10 / 14 ] [ 20 / 25 ]
t=4
4 5

Início mais cedo Início mais tarde Término mais cedo Término mais tarde
[ 10 ] [ 14 ] [ 20 ] [ 25 ]

FOLGA TOTAL

FOLGA FOLGA
LIVRE DEPENDENTE
Determinação do caminho
crítico
 Caminho Crítico é o caminho de maior
duração do projeto (pode existir mais de um).
 As atividades de um caminho crítico não
podem sofrer nenhum atraso, caso se deseje
concluir o projeto no prazo estabelecido.
 Fracionar o projeto em atividades singulares
adequadas
 Estabelecer a ordem de execução das atividades
 Especificar limitações
 Enumerar os eventos
 Determinar as durações
 Calcular as datas de início mais cedo e mais tarde
Rede CPM: caminho crítico

[5/5] t = 20 [ 25 /25 ]
1 4
t = 18
t=6
t=5
[ 43 /43 ]
t=2 t=7 t = 10
[0/0] [ 12 /34 ] 3 5 6 7
0 [ 53 /53 ]
t = 10 [ 17 /36 ]

t=2 t = 15
2
[ 2 /21 ]
Diagrama de Precedência
65 70 78
Rev. Ext. Esqua- Pintura
57 (C+R) drias Externa
0 18 45 Alvanaria D5 D8 D 24 82 102
Alvenaria / Degraus Final
Fundação Cobertura Portas
Laje Escada 65 70 74 da obra
Internas
D D D Massa Cerâmi-
Azulejo
27 12 8 única ca
D5 D4 D4 78 86 94
Portas Pintura
Forros
Externas Final
D4 D8 D8
82

Rodapés
Vantagens das técnicas de
rede

 Explicita a cadeia de montagem de um


produto
 Pensa-se na lógica dos acontecimentos e
no método construtivo:
 Separa a lógica do cálculo de durações
 Permite avaliar o impacto do atraso de uma
atividade específica
 Existem diversos softwares que facilitam a
sua elaboração e revisão
Limitações das técnicas de
rede
 É incompatível com a essência dos
empreendimentos de construção:
 Foram criados para obras de importância nacional
nas quais controle de custos e uso eficiente dos
recursos tinham prioridade secundária em relação
ao cumprimento do prazo
 Pressupõe forte controle central
 A continuidade do trabalho das equipes não é
garantida:
 Interdependências no CPM são
preponderantemente tecnológicas
Limitações das técnicas de
rede

 CPM é mais adequada a atividades


seqüencial, típicas de montagem:
 Seqüenciamento de atividades na
construção é variável
 CPM pressupõe a rígida separação do
trabalho entre as equipes
 Criar ou atualizar uma rede consome
muito tempo e exige pessoas
qualificadas
Limitações das técnicas de
rede

 Os planos são elaborados a partir do


detalhamento da obra em atividades
(no início do empreendimento)
 Há dificuldades para entender uma
rede complexa
 Muitas atividades
 Não há escala de tempo
 Tendência de centralização da tomada
de decisão
Cálculo das durações

 Estimar o consumo de recursos:


 200 hh = 4 trab. X 5 dias
 300 hh = 4 trab. X 7,5 dias
 Métodos subjetivos
 Duração negociada com as equipes
Trabalho Prático de
Planejamento
1) Fazer o planejamento da obra em anexo,
levando em conta as seguintes
informações:
 elaborar a seqüência construtiva do projeto em
anexo, utilizando uma rede de precedência;
 calcular a duração das atividades de uma
unidade (um sobrado);
 estabelecer o plano de ataque da obra com 5
(cinco) unidades;
 elaborar uma linha de balanço para 5 (cinco)
unidades;
 elaborar um histograma de mão-de-obra.
Trabalho Prático de
Planejamento
2) Deverão ser entregues as seguintes
informações:
 planilha de dimensionamento dos
recursos, incluindo as considerações
adotadas no trabalho;
 seqüência construtiva, plano de ataque,
linha de balanço e histograma de mão-
de-obra, com as explicações das
considerações adotadas para execução
de um planejamento eficiente.
Divisão das Equipes

 T01 (manhã) – 30 alunos


 5 equipes de 4 alunos
 2 equipes de 5 alunos
 T02 (tarde) – 20 alunos
 5 grupos de 4 alunos
Observações

 Nota máxima de 5,0 pontos


 Avaliações individual e por equipe
 Grande parte do exercício será realizado
em sala
 Deverá permanecer a mesma equipe até o
final do trabalho.
 Início do trabalho de planejamento: 05/05
 Entrega do trabalho de planejamento: 19/05