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Controle Tecnológico

do Concreto

NBR 6118 - item 8-4


Visa garantir um material de acordo
com as especificações para atender
as exigências de projeto
Controle Tecnológico
do Concreto
Visa garantir um material de
acordo
com as especificações para
atender
as exigências de projeto
Etapas a serem executadas para executar
o Controle tecnológico do concreto
Verificação da dosagem
Caracterização dos materiais componentes
Verificação da resistência do concreto
Em corpos de prova moldados durante a execução da
estrutura
Na própria estrutura
Ensaios destrutivos
Ensaios não destrutivos

Controle estatístico periódico dos resultados de


resistência obtidos
Verificação da dosagem
Visa o atendimento da trabalhabilidade,
resistência, durabilidade e estética da obra.
Verificação do traço
Medir os volumes
Conferir os pesos
Verificar o consumo de cimento
Concreto fresco
Concreto endurecido
Ensaios do concreto fresco
Verificação da trabalhabilidade
Slump test - MB-256

Verificação do teor de ar
incorporado
Determinação do teor de ar pelo
método pressométrico - MB-3310
Determinação da massa específica
e do teor de ar pelo método
gravimétrico - MB-2673
Estudo dos materiais componentes
Cimento
Finura - MB-3432
Pega - MB-3434
Expansibilidade - MB-3435
Resistência a compressão - MB-1
Água (NBR 6118 - item 8.1.3)
Ensaio de qualidade
Aditivos
Ensaios comparativos
Verificação do desempenho de aditivos para concreto
NB-1401
Estudo dos materiais componentes
Agregados (EB-4)
Granulometria - MB-7
Argila em torrões - MB-8
Materiais pulverulentos - MB-9
Matéria orgânica - MB-10
Ensaio de qualidade - MB-95
Índice de forma - MB-1776
Abrasão Los Angeles – MB 210
Determinação da resistência a
compressão - MB-3
Verificação da resistência do
concreto na estrutura
Extração de corpos de prova da estrutura
Extração, preparo, ensaio e análise de testemunhos
de estruturas de concreto - NBR-7680

Ensaios não destrutivos na estrutura


Avaliação da dureza superficial pelo esclerômetro de
reflexão - NBR-7584
Determinação da velocidade de propagação de onda
ultra-sônica - NBR-8802
Controle estatístico periódico das
resistências obtidas nos ensaios
Ter uma idéia da homogeneidade do
concreto

Sugerir alterações no traço

Aceitação da obra
Verificação do consumo de cimento
Reconstituição do traço do concreto
endurecido
Vistorias em estruturas antigas
Ataque de uma amostra do concreto com ácido
clorídrico
% cimento = 100% - teor insolúvel
Determinação do fator a/c
Saturação completa da amostra
Secagem a 600 ºC
Mágua = MSSS - MS
Reconstituição do traço do
concreto fresco - MB-2518
Aparelhagem
Peneiras de #4,8 mm e #0,15 mm
Balança
Recipiente de nível constante
Recipientes para a amostra
Conhecimento prévio das massas
específicas dos materiais
Procedimento
Peso da amostra ao ar - Pt

Enchimento com água do recipiente que


contém a amostra

Pesagem desse recipiente imerso, após uma


hora de repouso, dentro do reservatório de
nível constante - Pti
Procedimento
Passagem do material nas duas peneiras
Material mais grosso do que 4,8 mm
Agregado graúdo

Material compreendido entre 4,8 e 0,15 mm


Agregado miúdo

Pesagem do agregado graúdo imerso - Ppi

Pesagem do agregado miúdo imerso - Pai


Verificação da resistência aos
esforços mecânicos
Processos destrutivos
MB-2 Moldagem e cura de corpos de prova de
concreto - NBR 5738
MB-3 Ensaio de compressão de corpos de prova
cilíndricos de concreto - NBR 5739
MB-212 Determinação da resistência à tração por
compressão diametral de corpos de prova cilíndricos
de concreto
MB – 3483 Determinação da resistência à tração na
flexão de corpos de prova prismáticos de concreto
Processos destrutivos
Corpos de prova
Moldados - Moldagem e cura de corpos de prova de
concreto - NBR 5738 (MB 2)
Extraídos da estrutura - NBR 7680

Conservação dos corpos de prova


Controlar a qualidade do concreto em si
A qualidade do concreto afetada pelas condições de
cura da estrutura
Processos não destrutivos
Utilização:

Paralisação da obra por tempo indeterminado

Modificação no projeto

Acréscimo de um pavimento tipo

Influência de altas temperaturas


Ensaios não destrutivos
Dureza superficial
Brinell
Shore
Ensaios dinâmicos
Ressonância
Longitudinal
Transversal
Torcional
Propagação de ondas
Raios x e raios g
Ensaios de dureza
Baseiam-se na análise do choque entre
dois corpos, um fixo e outro móvel
Método da reflexão por choque (Shore)
Esclerômetro Schimidt
Mede a energia remanescente em relação à
energia incidente do elemento móvel
NBR 7584 - Concreto endurecido - Avaliação
da dureza superficial pelo esclerômetro de
reflexão
Ensaios de dureza
Método da Impressão (Brinell)

Esclerômetro Gaede

Mede a fração da energia total do elemento

móvel, transformada em energia de

deformação permanente do elemento fixo


Métodos sônicos
Baseiam-se em vibrações próximas do som
relacionando-as com características do
concreto
Resistência à tração e à compressão
Módulo de deformação
Permite, também, detectar falhas de
concretagem, trincas e fissuras em
estruturas já prontas
Métodos sônicos
Determinação da velocidade de propagação de
onda ultra-sônica em concreto endurecido
(NBR 8802)
Ec
v=
d
Ec=módulo de deformação
d=densidade
Classificação de Leslie e Cheesman

Velocidade de Condições do
propagação (m/s) concreto
Superior a 4500 Excelente
3500 a 4500 Bom
3000 a 3500 Regular (duvidoso)
2000 a 3000 Geralmente ruim
Inferior a 2000 Ruim
Freqüência de vibração
Ressonância com vibrações longitudinais
Laboratório
Corpo de prova longo em relação às
dimensões da seção transversal
L = comprimento do corpo de prova
t = 0 momento da aplicação de uma
impulsão uma das extremidades
L
t1 = - Tempo para a impulsão chegar à outra
v
extremidade
Freqüência de vibração
2×L
t2 = - Tempo de ida e volta à origem neste
v
momento produz se uma segunda impulsão
- amplitude máxima
t2 = Período fundamental de ressonância
f = Freqüência fundamental de ressonância
1 2×L
f =
t2
t = v = 2 × L × f
v
E
v= c
E c = 4 × L2 × f 2 × d
d
Normas da ABNT
NBR 6118: Projeto e execução de obras de
concreto armado
NBR 12655 - Concreto - Preparo, controle e
recebimento
o responsável pelo recebimento do concreto é o
proprietário da obra ou o responsável técnico pela obra
designado por seu proprietário
modalidades de preparo do concreto:
por empresas de serviços de concretagem
pelo executante da obra
NBR 7212 - Execução de concreto dosado em
central
Ensaios de controle de aceitação

Aceitação do concreto fresco (provisória)

Aceitação definitiva do concreto


Ensaios de consistência
Concreto preparado pelo executante da obra
alterações na umidade dos agregados;
na primeira amassada do dia;
após uma interrupção da jornada de concretagem de
pelo menos 2 horas;
na troca dos operadores da betoneira; e
cada vez que forem moldados corpos de prova.
Concreto preparado por empresa de serviços de
concretagem
a cada betonada.
Ensaios de resistência à compressão
Formação de lotes
Valores para formação de lotes de concreto
Solicitação principal dos elementos
da estrutura
Limite superior
Compressão ou Flexão
compressão e flexão simples
Volume de concreto 50 m³ 100 m³
Número de andares 1 1
Tempo de concretagem 3 dias de concretagem (1)
(1)Este período deve estar compreendido no prazo total máximo de 7
dias, que inclui eventuais interrupções para o tratamento de juntas.
Amostragem
NBR 5750 - Amostragem de concreto
fresco
Amostra = n exemplares
Exemplar = 2 corpos de prova da mesma
amassada
Moldagem: NBR 5738
Resultado do exemplar
o maior dos dois valores
Ensaio de compressão: NBR 5739
Tipos de controle da resistência do
concreto
Controle estatístico do concreto por
amostragem parcial
Retirada de exemplares de algumas betonadas
Número mínimo de exemplares da amostra:
concretos do grupo I: n > 6; e
concretos do grupo II : n > 12
Amostragem parcial
Para lotes com 6 < n < 20
f 1 + f 2 + ...fm - 1
fck , est = 2. - fm
m -1
m = n/2. Despreza-se o valor mais alto se n
for ímpar;
f1, f2, ... fn = valores das resistências dos
exemplares, em ordem crescente
fck,est > y6.f1
Valores de y6
Condição Número de exemplares (n)
de
preparo 2 3 4 5 6 7 8 10 12 14 >16
A 0,82 0,86 0,89 0,91 0,92 0,94 0,95 0,97 0,99 1,00 1,02
B ou C 0,75 0,80 0,84 0,87 0,89 0,91 0,93 0,96 0,98 1,00 1,02

para lotes com números de exemplares n > 20


fck , est  fcm  1,65.Sd ;
fcm = resistência média dos exemplares do lote,
em MPa;
Sd = desvio padrão do lote para n - 1 resultados,
em MPa
Tipos de controle da resistência do
concreto
Controle estatístico do concreto por
amostragem total
Retirada de exemplares de todas betonadas
Não há limitação do número mínimo de
exemplares do lote
Valor estimado da resistência
característica à compressão (fck,est)
Para lotes com número de exemplares n < 20
fck,est = f1

Para lotes com número de exemplares n > 20


fck,est = fi
i = 0,05 * n - Quando o valor de i for fracionário, adota-
se o número inteiro imediatamente superior
Controle estatístico do concreto em
casos excepcionais
Lotes de no máximo 10 m³

2<n<5

Valor estimado da resistência característica

à compressão

fck,est = y6 . f1
Aceitação ou rejeição dos lotes de
concreto

Aceitação automática

fck,est > fck


Aceitação ou rejeição dos lotes de
concreto
Não aceitação automática (fck,est < fck)
A decisão basear-se-á em uma ou mais das seguintes verificações
(NBR 6118)

Revisão do projeto adotando-se para o lote do concreto


em exame, fck = fck,est
Ensaios especiais
Extração e ensaio de pelo menos 6 corpos de prova
NBR 7680 - Extração, preparo, ensaio e análise de testemunhos de
estruturas de concreto
Cálculo do valor estimado da resistência do concreto
fck,est ≥ 1,10 . Ψ6 . f1 para n < 18
fck,est ≥ 1,15 . Ψ6 . f1 para n > 18
Aceitação ou rejeição dos lotes de
concreto
Ensaios não destrutivos
Medida auxiliar da verificação da homogeneidade do
concreto
Dureza superficial (Esclerometria - NBR 7584)
Medida da velocidade de propagação onda ultra-
sônica (NBR 8802)
Ensaios da estrutura
Prova de carga em estrutura de concreto armado e
protendido (NBR 9607)
Aceitação ou rejeição dos lotes de
concreto
Decisão
Se das mencionadas verificações concluir-se que as
condições de segurança especificadas são satisfeitas,
o lote de concreto será aceito
Em caso contrário, tomar-se-á uma das seguintes
decisões:
a parte condenada da estrutura será demolida;
a estrutura será reforçada; ou
a estrutura será aproveitada com restrições quanto ao seu
carregamento ou ao seu uso