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NÃO HÁ DOCÊNCIA SEM DISCÊNCIA

Cristiane Barroso

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática


educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996
 Arte de cozinhar  Velejar
PRÁTICA É REFLEXÃO TEORIA- BLÁ
IMPORTANTE CRÍTICA BLÁ BLÁ
EXIGÊNCIA
DA RELAÇÃO
TEORIA E PRÁTICA-
PRÁTICA ATIVISMO
Não há docência sem discência,
Ensinar não é TRANSMITIR
as duas se explicam e seus
CONHECIMENTO mas criar
sujeitos apesar das diferenças
as possibilidades para a sua
que os conotam, não reduzem à
PRODUÇÃO ou a sua
condição de objeto um do
CONSTRUÇÃO;
outro;
Quem ENSINA aprende ao
ENSINAR e quem
APRENDE ensina ao
APRENDER;
VERBO ENSINAR – TRANSITIVO-RELATIVO

Objeto • alguma coisa


direto

Objeto • a alguém
indireto
Sem a qual não se
alcança o conhecimento
cabal do objeto

Tanto mais se
constrói e desenvolve
a “curiosidade
epistemológica”

Quanto mais criticamente se


exerça a capacidade de aprender
1. Ensinar exige rigorosidade
metódica
O educador democrático não pode negar-se o dever de, na sua
prática docente, reforçar a capacidade crítica do educando, sua
curiosidade, sua insubmissão.

Nada tem haver em se preocupar com o transferir o conteúdo.


• É EXATAMENTE O CONTRÁRIO, ENSINAR NÃO SE ESGOTA NO
“TRATAMENTO” DO OBJETO OU CONTEÚDO MAS SE ALONGA À
PRODUÇÃO DAS CONDIÇÕES EM QUE APRENDER CRITICAMENTE É
POSSÍVEL.

É necessário educadores e educandos CRIADORES,


INSTIGADORES, INQUIETOS, RIGOROSAMENTE
CURIOSOS, HUMILDES e PERSISTENTES.
Faz parte do papel PROFESSOR
do docente – MEMORIZADOR,
ENSINAR A repetidor
PENSAR CERTO. cadenciado de
frases e ideias
inerentes.
2. Ensinar exige pesquisa
Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem
ensino.

Faz parte da natureza prática do professor a


indagação, a busca, a pesquisa. (curiosidade
epistemológica)

É necessário que o professor se perceba e


se assuma como pesquisador.
3. Ensinar exige respeito aos
saberes dos educandos
Pensar certo coloca a escola o
dever de não só respeitar os saberes
dos educandos, socialmente
construídos na prática comunitária.

Também como discutir a razão de


ser de alguns desses saberes em
relação com o ensino dos
conteúdos.
4.Ensinar exige criticidade
ALUNO
• Experiências
• Processos Formais

Superação, não ruptura da ingenuidade pela criticidade.

A curiosidade que nos defende de “irracionalismos” decorrentes dos


excessos de racionalidades do nosso tempo altamente
tecnologizado.
• não diviniza a tecnologia e nem diaboliza.
• olha de forma criticamente curiosa.
APROXIMA-SE DO CONHECIMENTO
SEM SE SUBMETER A ELE, SE
RELACIONA COM AUTONOMIA
INTELECTUAL

Curiosidade crítica

Curiosidade ingênua
5. ENSINAR EXIGE ESTÉTICA E ÉTICA
A promoção da ingenuidade à criticidade não
pode ser feita à distância de uma rigorosa
formação ética ao lado sempre da estética.

Não é humanístico formar sujeitos críticos,


porém cínicos.

Decência e boniteza de mãos dadas.


Decência

SINCERIDADE
INTEGRIDADE
HONESTIDADE

Pureza
O PROFESSOR DEVE ATENTAR-SE PARA
RECURSOS EXPRESSIVOS – conquistar a atenção
crítica dos alunos

A própria variedade de expressões vocais do


professor, faciais e humores, são recursos estéticos
indispensáveis para a aprendizagem

A desatenção dos alunos, apatia, indisciplina,


frequentemente está relacionada com o próprio
professor.

O aluno e professor –
espelho.
6. ENSINAR EXIGE A CORPOREIFICAÇÃO DAS
PALAVRAS PELO EXEMPLO

Não se cria espaço de aprendizagem verdadeiro.

Pensar certo é fazer o certo.

Quando a prática do professor contradiz o


discurso, não se cria o vínculo de confiança e de
credibilidade indispensável para a aprendizagem.
7. ENSINAR EXIGE RISCO, ACEITAÇÃO DO NOVO E
REJEIÇÃO A QUALQUER FORMA DE DISCRIMINAÇÃO

O professor precisa criar um ambiente em que as discordâncias


entre os oponentes apareçam sem que confundam
ANTAGONISMO com INIMIGOS, AGRESSIVIDADE.

Para educar e se educar é necessário estar aberto ao novo e que o


professor saiba lidar com o risco com mais naturalidade.

A aceitação do novo ou tradicional, não tem haver com algo


cronológico.
• A escola deve contribuir na reflexão sobre o conhecimento acumulado e
desconstruir ideias incorporadas muitas das vezes de forma sutil em nossas relações
sociais.
Uma das tradições antipedagógicas ainda
enraizadas nas escolas: DISCRIMINAÇÃO –
negam a DIVERSIDADE
NÃO RESPEITA OS
RECUSA-SE
TRABALHADORES RIDICULARIZA O
SENTAR PERTO DE
DE CARGOS MAIS HOMOSEXUAL
NEGRO
“SIMPLES”

NÃO ACEITA A INFERIORIZA AS DESMERECE O


PRESENÇA DO MULHERES EM MENOS
CEGO PIADAS FAVORECIDO

TORTURAM RIDICULARIZA A
TRANSEXUAL E PESSOA QUE ESTÁ
MATAM FORA DO PESO
A TAREFA DO EDUCADOR É
VENCER O PRECONCEITO!
Não há inteligibilidadede que não seja
comunicação e intercomunicação e
que não se funde a dialogicidade.

Por isso, pensar certo na perspectiva


freireana, não é disputa e sim diálogo
entre pessoas curiosas.

Que querem examinarem e


compreenderem o mundo juntas.
8. ENSINAR EXIGE REFLEXÃO
CRÍTICA SOBRE A PRÁTICA
Superar a ingenuidade e alcançar a criticidade
é necessário a AUTOCRÍTICA.
• A arrogância não produz sujeitos críticos.
• Acham-se prontos e são incapazes de se superarem.

É PENSANDO CRITICAMENTE A
PRÁTICA DE HOJE OU DE ONTEM QUE
SE PODE MELHORAR A PRÓXIMA
PRÁTICA. (TRANSFORMANDO EM
INTELIGÊNCIA PEDAGÓGICA)
9. ENSINAR EXIGE O RECONHECIMENTO E A
ASSUNÇÃO DA IDENTIDADE CULTURAL
UMA DAS TAREFAS MAIS IMPORTANTES DO
PROFESSOR É FAZER O ALUNO ASSUMIR –SE
COMO SUJEITO HISTÓRICO NOS SEUS
VÍNCULOS E COM O PRÓPRIO PROFESSOR.

Ser sujeito não é fazer do outro seu objeto.


• relação de respeito mútuo.
• todos são sujeitos (identidades, individualidades e vivências
socioculturais)

TODOS POSSAM EXERCITAR A AUTONOMIA.


INFELIZMENTE AINDA
ACREDITAM...
Paulo Freire apresenta
Escola é só conteúdo. uma história que
aconteceu com ele.

Espaço neutro. Gesto de um professor.

Aluno não tem


experiências Significativo
extracurriculares

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