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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE


Acetilcolinesterase hidrolisaria
neurotransmissor acetilcolina, que
CURSO DE GRADUAÇÃO EM FARMÁCIA
passa então a acumular-se.

Estudo de população exposta ocupacionalmente ao paration,


no município de Antônio Carlos, SC

Autora: Ana Júlia Lobo Feijó


Orientadora: Profª Drª Claudia Regina dos Santos
1) Introdução
O Brasil é um dos maiores consumidores de agrotóxicos. Os organofosforados são altamente tóxicos, e nesta classe encontra-
se o paration. A população mais afetada é aquela que se expõe ocupacionalmente, como os aplicadores destes produtos no
ambiente agrícola, que por ventura se expõe, levando a uma intoxicação aguda e/ou crônica. A exposição pode ser
significativamente reduzida com o uso de EPIs, como luva, viseira, jaleco, calça, máscara, avental, botas e touca árabe.
Figura I - Toxicocinética do paration

Absorção Distribuição Biotransformação Eliminação

• Inalatória • Paration • Principalmente urinária


Sistemas: • Principalmente hepática
• Oral Dearilação e - 4-nitrofenol
- Hematopoiético - 4-nitrofenol
• Dérmica - Nervoso dealquilação:
- Dimetiltiofosfato glicuronídeo
- Cardiovascular - Dimetilfosfato
- Reprodutivo - Desmetilparation
Oxidação: - Dimetiltiofosfato
Acumula-se no fígado, rins
e tecido adiposo. - 4-nitrofenol
- Paraoxon
• Paraoxon - Dimetiltiofosfato
- Pulmão
- Cérebro
- Intestino
Figura II - Toxicodinâmica do paration

Paration
e paraoxon
inibem colinesterases

Acetilcolinesterase hidrolisaria
neurotransmissor acetilcolina, que
passa então a acumular-se
Exposição intensa e Exposição de baixa
aguda intensidade durante anos
Bradicardia, hipersalivação, Acometimento dos sistemas
miose, hipotensão, diarreia, hematológico, endócrino,
Aplicador de agrotóxicos com vestimenta inadequada, sem o uso de EPIs
rinorreia, lacrimação excessiva, imunológico, hepatotoxicidade
Fonte: Acervo G1. Disponível em: < http://goo.gl/6ngwEV> visão embaçada, entre outros e genotoxicidade, distúrbios
sintomas colinérgicos neurológicos, entre outros
2) Objetivos
Avaliar os indicadores biológicos de exposição e de efeito através da dosagem do paration sanguíneo e da atividade das
colinesterases, respectivamente, em amostras biológicas de trabalhadores agrícolas de Antônio Carlos, SC.
3) Metodologia
Estudo de coorte retrospectiva onde serão avaliados cerca de 120 pessoas residentes de Antônio Carlos. Um grupo será
composto por população exposta ocupacionalmente ao paration e outro grupo por não expostos. Através de métodos já
validados no Setor de Toxicologia do DACl do HU-UFSC, utilizando cromatografia gasosa com espectrometria de massas, será
determinada a concentração sanguínea de paration e através de espectrofotometria, será avaliada a atividade das
colinesterases.
4) Análise estatística
Os dados obtidos neste trabalho serão tabulados utilizando Excel 10. A análise estatística será realizada com o software SPSS
20.0

Referências Cronograma

ATSDR - AGENCY FOR TOXIC SUBSTANCES AND DISEASE REGISTRY. Toxicological


profile for parathion, 2014.

CDPR - CALIFORNIA DEPARTMENT OF PESTICIDE REGULATION. Risk characterization


document, 2010,

ABU-QARE, A. W.; ABDEL-RAHMAN, A. A.; KISHK, A. M.; ABOU-DONIA, M. B. Placental


transfer and pharmacokinetics of a single dermal dose of [14C]methyl parathion in rats. FEIJÓ, Ana Júlia. Estudo de população exposta ocupacionalmente ao paration, no
Toxicology Sciences, 2000, vol. 53, p. 5-12. município de Antônio Carlos, SC, 2015.