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DOENÇAS DO 

APARELHO 
DIGESTIVO

Modalidade: Cursos de Educação e Formação para Adultos – Nível Secundário


Curso: Técnico Auxiliar De Saúde Ação n.º: 17016 TASAUDE NS
UFCD: 6567 Data: 01/08 /2017
Formadora: Maria Clara Ventura Formandos: Maria Teresa Ferreira; Miguel Miranda
APARELHO 
DIGESTIVO
(DOENÇAS, SINAIS E 
SINTOMAS)

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1. CANCRO ORAL
 Cancro  Oral:  é  definido  pelo  conjunto  de 
tumores  malignos  que  afectam  qualquer 
localização  na  cavidade  oral,  dos  lábios  à 
garganta (incluindo as amígdalas e faringe).

Sinais:  Podem  manifestar­se  Sintomas:    Úlceras 


como  uma  mancha  de  cor  persistentes; áreas endurecidas; 
variável,  geralmente  branca  áreas  de  crescimento  tecidular; 
e/ou  avermelhada,  uma  massa  lesões  que  não  cicatrizam; 
mais  ou  menos  endurecida  ou  parestesia  (perdas  de 
uma úlcera que não cicatriza. sensibilidade);  disfasia 
(dificuldade em deglutir); lesões 
brancas  e  vermelhas; 
linfadenopatia  (gânglios 
linfáticos desenvolvidos). 2
2. DESFAZIA
 Desfazia:  É  o  termo  médico  que  refere  a  dificuldade  para 
engolir,  de  fazer  o  alimento  percorrer  o  caminho  entre  a 
boca e o estômago.
Desfazia  Orofaríngeca:  dificuldade  de  iniciar  a 
deglutinação.
Desfazia  esofágica:  sensação  de  que  os  alimentos  estão 
presos na passagem da boca para o estômago.

Sinais  e  sintomas:  Tosse;  Engasgamento;  Broncoaspiração; 


Reflexo;  Afonia  (ausência  de  produção  de  voz);  Desfonia 
(rouquidão); Medo de comer; Desisratação; Infecções pulmorares; 
Aspiração; Subnutrição

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3. VÓMITOS
 Vómitos:  Corresponde  à  expulsão  activa  do  conteúdo  gástrico  pela 
boca. Trata­se de um reflexo desencadeado por activação do centro do 
vótimo  (uma  zona  especifica  do  sistema  nervoso  central)  perante 
diversos  químicos,  diversos  estímulos,  físicos  e  até  psicológicos.  Os 
músculos  induzidos  no  reflexo  do  vómito  (reflexo  faríngeo)  são  as 
maior  parte  dos  músculos  faríngeos  e  os  músculos  da  parede 
abdominal).  Durante  o    vómito,  a  pessoa  espele  para  o  ar 
substâncias,  que  caso  não  seja  eliminadas  pelos  mecanismos  de 
defesa, podem causar inflamação, infecção ou pneumonia.

Sintomas:  Factores de Risco:
• Náuseas;  • Pessoas  debilitadas  sob 
• Mal estar geral; efeitos  de  álcool  ou 
• Sensação de debilidade; fármacos;
• Palidez; • Pessoas inconscientes.
• Suores; 4
• Dificuldade em respirar
3. VÓMITOS (…)
Eméticos:  substância  que 
induz  o  vómito  usada 
medicamente  quando  uma 
substancia  toxica  foi  ingerida,  e 
deve  ser  expelida  do  corpo 
imediatamente.

Antieméticos:  medicação 
que  é  efetiva  contra  vómitos  e 
náuseas.  Os  antieméticos  são 
tipicamente  usados  para  tratar  a 
sinetose  (enjoo  dos  movimentos 
em  viagens)  e  os  efeitos  adversos 
de  alguns  analgésicos  e 
quimioterapia.  5
4. DISPEPSIA
 Dispepsia:  É  um  termo  médico  que  designa  por 
“dificuldade de digestão”.

Doenças da Dispepsia: 
• Úlceras do estômago; 
• Úlceras duodenais; 
• Gastrite  (inflamação  do  estômago); 
Cancro gástrico.

Sinais  e  sintomas:  Dor  ou  desconforto  (recorrente  na  parte 


superior  do  abdómen);  Saciedade  precoce  (sensação  rápida  e 
plenitude com a alimentação); Eructação – arroto; Menor apetite; 
Distenção abdominal; Náuseas; Azia (sensação de queimadura ou 
ardor no peito).
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5. ÚLCERA GÁSTRICA E 
DUODENAL
 Úlcera Gástrica: é uma lesão no revestimento do estômago.
 Úlcera  Duodenal:  é  uma  lesão  no  revestimento  do  duodeno  (1ª 
porção do intestino delgado).
Estes  podem  dar  origem  a  hemorragia  gastrointestinal,  perfuração 
gastrointestinal e obstrução da saída gástrica. Uma pessoa com este 
tipo  de  obstrução  pode  vomitar  repetidamente  (muitas  vezes 
regurgitando  grandes  quantidades  de  alimentos  ingeridos  horas 
antes,  sentir­se  invulgarmente  cheio  depois  de  comer,  apresentar 
distensão abdominal e ausência de apetite (com o tempo os vómitos 
podem  provocar  perda  de  peso,  desidratação  e  um  desequilíbrio  dos 
minerais do organismo).

Sinais  e  sintomas:  Dor  ou  desconforto  (recorrente  na  parte 


superior  do  abdómen);  Saciedade  precoce  (sensação  rápida  e 
plenitude  com  a  alimentação);  Eructação  –  arroto;  Menor 
apetite;  Distenção  abdominal;  Náuseas;  Azia  (sensação  de  7
queimadura ou ardor no peito).
6. OBSTIPAÇÃO E DIARREIA
 Obstipação e Diarreia: Para um trânsito intestinal razoável, as 
fezes  são  eliminadas  do  organismo  com  facilidade  sem 
desconforto. A frequência normal das dejecções varia de indivíduo 
para indivíduo. 95% dos adultos saudáveis apresentam um padrão 
que pode variar de 3 vezes até 3 vezes por semana. No cólon, uma 
parte da agua é extraída das fezes para a corrente sanguínea. E, 
se  for  extraída  demasiada  água,  as  fezes  permanecem  tempo 
excessivo no cólon desidratam e endurecem.

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6.1. OBSTIPAÇÃO
Obstipação  (prisão  de  ventre):  é  uma  perturbação  em  que  uma 
pessoa  tem  evacuações  pouco  frequentes,  produz  fezes  duras  que 
podem ser difíceis de expulsar.

Aguda: começa de forma repentina e a pessoa dá­se claramente 
conta disso, como por exemplo, na alteração recente na dieta ou uma 
redução na actividade física. 
Crónica: pode começar de forma subtil e persistir durante meses 
ou  anos.  As  causas  frequentes  são,  uma  escassa  actividade  física  e 
uma dieta pobre em fibra.

Sinais e Sintomas: menos de 3 dejecções; fezes duras em pequeno volume e 
associadas à defecação difícil ou dolorosa; necessidade de um esforço 
excessivo para conseguir defecar; sensação da dejecção não ter sido completa 
e de que o recto não esvaziou totalmente. 
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6.2. DIARREIA
 Diarreia:  é  definida  por  um  aumento  na  frequências  das 
dejecções e diminuição da consistência das fezes (mais liquidas do 
que o normal).
Aguda: duração inferior a 2 semanas. A maioria dos episódios é 
devido a infecções gastrointestinais facilmente tratadas.
Crónica:  duração    superior  a  4  semanas.  O  diagnóstico  é 
bastante mais vasto, sendo mais frequente nos países desenvolvidos 
e as causas não infecciosas como as síndromes de má absorção.

Sinais  e  Sintomas:  febre  alta  superior  a  38,5ºC;  diarreia  severa  que  não 
melhora após 48­72h; desidratação; diarreia com sangue; diarreia por mais de 2 
semanas;  diarreia  em  pacientes  e  idosos  e/ou  imunossuprimidos;  crianças  que 
recusam  hidratação  ou  alimentação  durante  a  diarreia.  Se  não  houver  os  sinais 
de gravidade descritos acima, a diarreia deve ser tratada com ingestão generosa 
de  líquidos.  Quanto  mas  intensa  for  a  diarreia,  maior  deverá  ser  a  reposição  de 
agua. 
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7. PANCREATITE
 Pancreatite:  é  uma  inflamação  do  pâncreas  causada  pela  activação  das 
enzimas  pancreáticas  ainda  dentro  do  próprio  órgão  com  consequente 
inicio  de  degradação  do  mesmo.  Esta  não  se  manifesta  com  igual 
gravidade  em  todos  os  doentes.  Em  80%  dos  casos  são  ligeiras  ou 
moderadas  (há  inflamação  mas  não  se  atingem  fases  de  destruição  ou 
infecção). Embora possam dar grandes queixas curam­se num curto espaço 
em recuperação total. Nos restantes 20% podem ser graves (há destruição 
do órgão – necrose).
Aguda:  ocorre  quando  o  consumo  de  álcool  é  excessivo  surgindo  dentro 
de 24 a 72h.
Crónica: ocorre quando é repetida a inflamação do tecido pancreático em 
casos repetidos de pancreatite aguda.

Sinais e Sintomas: dor abdominal e intensa e localizada na metade 
superior do abdómen; mau estar; náuseas; vómitos; febre; taquicardia  
(frequência cardíaca alta ou irregular); a ingestão de alimentos agrava 
geralmente a intensidade da dor. 11
8. HEPATITES
Hepatite:  designa  qualquer 
degeneração do fígado por causas 
diversas,  sendo  as  mais 
frequentes  as  infecções  pelos 
vírus  tipo  A,  B  e  C  e  o  abuso  do 
consumo  de  álcool  ou  outras 
substâncias  tóxicas  (como  alguns 
remédios.  Dependendo  do  seu 
tipo,  pode  ser  curada  de  forma 
simples,  apenas  com  repouso,  ou 
pode  exigir  um  tratamento  mais 
prolongado  e  algumas  vezes 
complicado  e  que  nem  sempre 
leva à cura completa.
As hepatites podem ser provocadas por bactérias, por vírus, entre os quais 
estão os 6 diferentes tipos (A, B, C, E e G). Pode tornar­se crónica e pode 12
evoluir para uma lesão mais grave no fígado (cirrose), ou para carcinoma 
hepático (cancro do fígado), e em função disso provocar a morte.
8.1. HEPATITE A
Hepatite A: a hepatite A é transmitida por água e alimentos 
contaminados  ou  de  uma  pessoa  para  outra.  A  hepatite  A  fica 
incubada  entre  10  e  50  dias  e  normalmente  não  causa  sintomas, 
porém  quando  presentes,  os  mais  comuns  são  febre,  pele  e  olhos 
amarelados,  náusea  e  vómitos,  mal­estar,  desconforto  abdominal, 
falta de apetite, urina com cor de coca­cola e fezes esbranquiçadas. 
A  detecção  da  hepatite  A  se  faz  por  exame  de  sangue  e  não  há 
tratamento  específico,  esperando­se  que  o  paciente  reaja  sozinho 
contra  a  Hepatite  A.  Apesar  de  existir  vacina  contra  o  vírus  da 
hepatite  A  (HAV),  a  melhor  maneira  de  evitá­la  se  dá  pelo 
saneamento básico, tratamento adequado da água, alimentos bem 
cozidos e pelo ato de lavar sempre as mãos antes das refeições.

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8.2. HEPATITE B E C
Hepatite B e Hepatite C: os vírus da hepatite tipo B (HBV) 
e  tipo  C  (HCV)  são  transmitidos  sobretudo  por  meio  do  sangue. 
Usuários de drogas injectáveis e pacientes submetidos a material 
cirúrgico  contaminado  e  não­descartável  estão  entre  as  maiores 
vítimas de hepatite, daí o cuidado que se deve ter nas transfusões 
sanguíneas, no dentista, em sessões de depilação ou tatuagem. O 
vírus  da  hepatite  B  pode  ser  passado  pelo  contacto  sexual, 
reforçando  a  necessidade  do  uso  de  camisinha.  Frequentemente, 
os sinais das hepatites B e C podem não aparecer e grande parte 
dos infectados só acaba descobrindo que tem a doença após anos e 
muitas  vezes  por  acaso  em  testes  para  esses  vírus.  Quando 
aparecem,  os  sintomas  dessas  hepatites  são  muito  similares  aos 
da  hepatite  A,  mas  ao  contrário  desta, a  hepatite  B  e  a  C  podem 
evoluir  para  um  quadro  crónico  e  então  para  uma  cirrose  ou  até 
câncer de fígado.
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8. HEPATITES

Sinais  e  Sintomas:  fadiga;  náuseas  e  vómitos;  dor  ou 


desconforto  abdominal  especialmente  na  área  próxima  ao 
fígado;  perda  de  apetite;  febre  baixa;  urina  escura;  dor 
muscular; amarelecimento da pele e dos olhos (icterícia). 15
9. APENDICITE
 Apendicite:  A  apendicite  é  uma  inflamação  do  apêndice,  que  é 
um pequeno órgão localizado no lado direito do abdómen, que tem 
ligação  direta  com  o  intestino  e  que  causa  dor  intensa  no  lado 
direito  e  inferior  do  abdómen,  além  de  vómitos,  febre  e  enjoos  e, 
geralmente,  ocorre  devido  à  entrada  de  fezes  no  apêndice.  Para 
tratar  este  problema,  o  apêndice  deve  ser  retirado  o  mais 
rapidamente  possível  através  de  cirurgia  indicada  pelo  médico, 
para evitar complicações mais graves como peritonite (inflamação 
do peritónio).

Sinais e Sintomas: Dor em volta do umbigo, que depois se vai 
intensificando, especialmente para o lado direito e por baixo do 
abdómen,  em  forma  de  pontadas  fortes;  Dor  intensa  no  lado 
direito,  que  pode  ser  confundido  com  gases;  Sensação  de  má 
digestão  com  barriga  inchada;  Enjoo  ou  vómitos  e  perda  de 
apetite;  Febre  entre  37.5ºC  e  38ºC;  Diarreia;  Calafrios  e 
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tremores associado a mal­estar geral
9. APENDICITE

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FACTORES DE RISCO FACTORES DE RISCO FACTORES DE RISCO FACTORES DE RISCO

Sinais e sintomas:
- Hemorragia 
intestinal;
- Aparecimento de 
sangue nas fezes;
- Cólicas Dolorosas;
Sinais e sintomas:  - Distensão 
Sensação de saciedade;  abdominal;
dificuldade em comer;  - Vómitos;
Perda de peso;  - Diarreia;
debilidade; Vomitar 
grandes quantidades de  Sinais e sintomas:
Sinais e sintomas:  sangue; Hematimese;  Hemorrgia  pelo recto; 
desfazia (dificuldade em  anemia. Cólicas; Dor abdominal; 
ingerir sólidos). Diarreia;
FIM
Modalidade: Cursos de Educação e Formação para Adultos – Nível Secundário
Curso: Técnico Auxiliar De Saúde Ação n.º: 17016 TASAUDE NS
UFCD: 6567 Data: 01/08 /2017
Formadora: Maria Clara Ventura Formando(a): Maria Teresa Ferreira; Miguel Miranda