Você está na página 1de 29

CIBERCULTURA

O que é Cibercultura
O que é Cibercultura
Da Cultura de Massas à Cultura das
Mídias
• A Cultura de Massa, Jornal, • Criam-se públicos
telegrafo e fotografia. específicos.
• A Televisão - Mass Media. • Novos processos
• Centralização dos meios. comunicacionais.
• Televisão molda os meios • Apresenta-se linearidade
de comunicação na passagem de culturas.
“socieltal”.
• Intensificação da cultura
• Teledifusão final dos digital
anos 60. principio dos
anos 70.
Da Cultura das Mídias à Cibercultura

• Para explicar a transição dessas culturas


Santaella (2003-2002) propôs uma divisão
com 6 tipos de formações socioculturais.
Digitalização: esperanto das
máquinas
• a partir de Joel Rosnay, de “O Homem Simbiótico”)
sobre o processo de digitalização que nunca é demais
lembrar: “A digitalização consiste em dividir uma
grandeza física que varia e evolui no tempo em
pequenas frações, mediante seu valor em intervalos
regulares (para a música em um CD, 40 mil vezes por
segundo. Em seguida, é necessário quantificar esse
valor, atribuindo-lhe um código informático sob forma
binária, utilizando apenas dois números, 0 e 1 (bits da
informação). O sinal digital traduz-se assim por um
fluxo de bits estocado em um disco laser e agrupado
em pacotes, sendo suscetível de ser tratado em
qualquer computador” (p.83)
• “As redes de computadores formam uma
treliça de processadores heterogêneos, todos
eles podendo atuar como fontes e como
escoadouros”. “Os computadores e as redes
que os ligam constituem o ciberespaço”,
Internet: Rede das Redes
• Definição: A Internet é uma rede mundial que interliga milhões de
computadores em todo o mundo, de vários tipos e tamanhos, marcas e
modelos e com diferentes sistemas operacionais.
Portanto, dizendo de modo simples, é uma forma fácil e barata de fazer
com que computadores distantes possam se comunicar.
Apesar de ter uma história relativamente curta, a Internet se revela como
um grande fator de comunicação, integração social,armazenamento de
informações de todos os tipos e globalização de produtos.
Assim, a Internet é formada por computadores comuns e por outros,
especiais, os servidores, máquinas de alta capacidade, com grande poder
de processamento e conexões velozes, controladas por universidades,
empresas e órgãos do governo.
Uma maneira de entender a Internet é pensar nela como uma rede de
redes.
Um Pequeno Histórico

• A rede mundial de computadores, ou Internet, surgiu em


plena Guerra Fria. Criada com objetivos militares, seria
uma das formas das forças armadas norte-americanas de
manter as comunicações em caso de ataques inimigos
que destruíssem os meios convencionais de
telecomunicações. Nas décadas de 1970 e 1980, além de
ser utilizada para fins militares, a Internet também foi um
importante meio de comunicação acadêmico. Estudantes
e professores universitários, principalmente dos EUA,
trocavam ideias, mensagens e descobertas pelas linhas
da rede mundial.
Desenvolvimento da Internet
• Foi somente no ano de 1990 que a Internet começou a alcançar
a população em geral. Neste ano, o engenheiro inglês Tim
Bernes-Lee desenvolveu a World Wide Web, possibilitando a
utilização de uma interface gráfica e a criação de sites mais
dinâmicos e visualmente interessantes. A partir deste momento,
a Internet cresceu em ritmo acelerado. Muitos dizem, que foi a
maior criação tecnológica, depois da televisão na década de
1950.
• A década de 1990 tornou-se a era de expansão da Internet. Para
facilitar a navegação pela Internet, surgiram vários navegadores
(browsers).
• Nos dias atuais, é impossível pensar no mundo sem a Internet.
Ela tomou parte dos lares de pessoas do mundo todo. Estar
conectado a rede mundial passou a ser uma necessidade de
extrema importância. A Internet também está presente nas
escolas, faculdades, empresas e diversos locais, possibilitando
acesso as informações e notícias do mundo em apenas um click.
História da Internet
Interfaces

• Doug Engelbart revelou a interface que permitiria ao homem entrar


no ciberespaço através da tela do seu computador: o mouse. O
aumento revela as possibilidades de incrementar a capacidade
criadora pela possibilidade de desenvolver a capacidade para
expressar emoções e sentimentos.
• Com vigor de potência a interface para a realidade do ciberespaço
permite existir com a liberdade incorpórea em uma vivência
mediada por scrips: instruções criadas para dar incremento a
sensação de plasticidade gráfico-visual. Uma expectativa maquinal
de suscitar um desejo de prolongamento ou renovação da conexão
criando um espaço que permitia uma ajuda aos sentidos que refreia
um imaginário por "default" e como que apaga memórias passadas
e estéticas futuras tal a força do presente na interface visual.
Hipermídia: de Plantão à Salsicha

• "A velocidade digital cega-nos (Holtzmam 1997:169). Com


uma tal rapidez de acesso é tão fácil saltar de uma página
para a outra, quanto da primeira para a última(...). Em
menos de um piscar de olhos, pode saltar-se de Platão
para a salsicha, como diz Umberto Eco."
A não linearidade é assim vista como uma propriedade do
mundo digital. Um mundo sem começo, meio ou fim. As
ideiais ganham formas não lineares - são sintaxes da
descontinuidade e a chave para essas sintaxes, segundo
Santaella, é o hyperlink, também este o conector/
capacitador do hipertexto e da hipermedia.
Ciberespaço
• Pode-se afirmar que o ciberespaço diz respeito a uma forma de
virtualização informacional em rede. Por meio da tecnologia, os
homens, mediados pelos computadores, passam a criar conexões e
relacionamentos capazes de fundar um espaço de sociabilidade
virtual.
• O espaço cibernético intensificou transformações sociais nos mais
diversos campos da atividade humana, é o que Manuel Castells
chama de sociedade em rede. No campo da produção de
mercadorias surgiram as empresas virtuais que têm a internet como
base de atuação, mas também ocorreram importantes alterações
socioculturais e políticas que atingiram as principais mídias em
decorrência do aceleramento dos meios de comunicação e de
informação. Com o ciberespaço constituiu-se um novo espaço de
sociabilidade que é não presencial e que possui impactos
importantes na produção de valor, nos conceitos éticos e morais e
nas relações humanas.
Cibernética
Cibercultura

• O conceito de cibercultura
• A ausência de significado explícito na literatura nos condiciona ao
étimo da palavra “cibercultura”. Assim, em sentido estrito, temos o
prefixo “ciber” (de cibernética) + “cultura” (sistema de ideias,
conhecimentos, técnicas e artefatos, de padrões de
comportamento e atitudes que caracteriza uma determinada
sociedade). No entanto, o ambíguo conceito sofre variações a partir
do referencial etimológico, pois cada autor exprime uma conotação
ideológica e descritiva própria que nem sempre é compartilhada
por seus pares. Desse modo, optei por aqueles que se dedicam ao
estudo das práticas tecnossociais da cultura contemporânea e de
suas novas formas de sociabilidade, comutadas do mundo físico
para o universo virtual (Teixeira, 2012a).
Pierre Lévy
• Pierre Lévy, ao publicar A máquina universo (1987), lapida o
conceito de cibercultura ao indagar questões pertinentes ao
movimento sociotecnocultural em que a sociedade está inserida.
Segundo o filósofo, este é um tema polêmico e multifacetado em
que culturas nacionais fundem-se a uma cultura globalizada e
cibernética, envoltas no ciberespaço e orientadas por três
princípios: interconexão, comunidades virtuais e inteligência
coletiva. Trata-se de um “conjunto de técnicas (materiais e
intelectuais), de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e
de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do
ciberespaço” (Lévy, 2010, p. 17). As “técnicas” condicionam as
interações sociais, mas não representam a cultura do ciberespaço,
que se incorpora no espaço virtual-cognitivo das pessoas, na
partilha de sentimentos, informações e saberes. Afinal, “a
virtualização é um dos principais vetores da criação da realidade”
(Lévy, 2009, p. 18).
A Inteligência Coletiva
• Para Derrick de Kerckhove: “A internet é, na realidade, um cérebro,
um cérebro coletivo vivo, que dá estalidos quando o estamos a
utilizar. É um cérebro que nunca para de trabalhar, de pensar, de
produzir informação, de analisar e combinar”. (SANTAELLA, 2004, p.
106).
• Para Joel de Rosnay: “As estradas eletrônicas são os grandes eixos
do sistema nervoso planetário, os computadores pessoais são as
células gliais que permitem aos neurônios funcionar e criar
interfaces. Por intermédio das redes mundiais interconectadas, (...)
tecem-se irreversivelmente as malhas de uma nova forma de
cérebro coletivo” (SANTAELLA, 2004, p. 107).
• Para Pierre Lèvy: “O ciberespaço oferece objetos que rolam entre
os grupos, memórias compartilhadas, hipertextos comunitários
para a constituição de coletivos inteligentes”. (SANTAELLA, 2004, p.
106).
Agentes inteligentes
• Knowbots: São programas especiais que
residem nas redes e operam de forma
autônoma e automática.
• Referem-se a sistemas de inteligência artificial
que pesquisam diversos bancos de dados
diferentes a procura de informações na
Internet.
• Ex.: motores de busca.
Agentes inteligentes
• Para André Lemos, os agentes inteligentes
representam uma “faca de dois gumes”:
• A) Por um lado, filtram, guiam, monitoram e
facilitam a navegação pelo universo
exponencial de informações.
• B) Por outro, fecham, limitam, nos tiram a
disponibilidade para o acaso, descobertas
inesperadas.