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Professor:

Deivd Porto.
Cinética Química
• Cinética química é a parte da físico-
química que estuda a velocidade
(rapidez) de uma reação química, bem
como quais fatores que a influenciam.
• O exemplo mais simples de uma reação é
quando um único reagente se transforma
em um único produto.
Genericamente, temos:

A B

reagente produto
• Podemos perceber que no instante inicial a
concentração ou a quantidade do reagente A
é máxima e vai diminuindo com o decorrer do
tempo.
• Já a concentração do produto B, no instante
inicial, é igual a zero e vai aumentando com o
decorrer do tempo.
• Podemos representar, em um único gráfico, as
variações ocorridas na concentração dos
participantes das reações em função do
tempo:
Velocidade média de uma reação
• É a razão entre a variação da molaridade de um
dos reagente (ou produtos) da reação pelo
intervalo de tempo no qual essa reação ocorre.

Vm  variação da concentração
variação de tempo
(intervalo)

• A concentração é indicada em mol · L–1


(molaridade), sendo representada por um
colchete ([ ]), que contém a fórmula da
substância.
• A expressão da velocidade média será dada por:

• Ao calcularmos o Δ [reagentes], notamos que ele


apresenta um valor negativo, pois a concentração
final é menor do que a inicial. Para não trabalhar
com valores negativos, usamos –Δ [reagentes] na
expressão da velocidade média dos reagentes.
• Assim, a velocidade média é expressa por:

Ou
Exemplo:
Da a reação: 1N2+3H2 2 NH3, que nos
fornece os resultados experimentais de
acordo com a tabela abaixo:
Tempo da reação (mim) Variação da molaridade NH3 (mol/L)
0 0
5 20
10 32,5
15 40,0
20 43,5
Calculando a velocidade em cada intervalo:

• De 0 a 5 mim: Vm= 4 mol/L.mim


• De 5 a 10 mim: Vm= 2,5 mol/L.mim
• De 10 a 15 mim: Vm= 1,5 mol/L.mim
• De 15 a 20 mim: Vm= 0,7 mol/L.mim

Obs.: Ao analisarmos os valores das velocidades


médias de consumo do NH3, percebemos que
eles não são constantes e que o valor máximo é
encontrado no início da reação. Concluímos,
então, que a velocidade média diminui de acordo
com a diminuição da concentração.
• Ao analisar as duas primeiras linhas da tabela,
remos que nos primeiros cinco minutos a
reação produziu 20 mol litros de NH3, que
corresponde a um a velocidade de Vm= 4
mol/L.mim. De acordo com a esquiometria
temos que para produzir 20mol/L de NH3 são
necessárias 10 mol/L de N2 e 30mol/L de H2
naquele cinco minutos iniciais da reação.
Os valores das velocidades de da componente passa a
ser:
• Em relação ao N2: Vm= 2 mol/L.mim.
• Em relação ao H2: Vm= 6 mol/L.mim
• Em relação ao NH3: Vm= 4 mol/L.mim
Se dividimos cada um desses valores por seus
respectivos coeficientes temos:
• Em relação ao N2: Vm= 2 mol/L.mim.
• Em relação ao H2: Vm= 2 mol/L.mim
• Em relação ao NH3: Vm= 2 mol/L.mim
• Concluímos, então, que os valores das
velocidades médias obedecem à proporção
estequiométrica da reação: 1 : 3 : 2.
• Genericamente, para a reação dada:
aA+bB c C, temos:
Questão 01:
(Cesgranrio-RJ) O gráfico ao lado representa a
variação das concentrações das substâncias X, Y
e Z durante a reação em que elas tomam parte.
A equação que representa a reação é:
a) X + Z Y
b) X + Y Z
c) X Y+Z
d) Y X+Z
e) Z X+Y
Questão 02:
Questão 03:
CONDIÇÕES PARA OCORRÊNCIA DE REAÇÕES

• Vários fatores são responsáveis pela


ocorrência de uma reação química. Entre os
reagentes deve existir uma tendência à reação
(afinidade química) e, além disso, eles devem
estar em contato, o que permitirá a colisão
entre suas moléculas, acarretando quebra de
ligações e formação de novas ligações.
TEORIA DA COLISÃO
• Em todas as reações, os átomos que formam os
reagentes se rearranjam, originando os produtos. No
entanto, nem todos os choques entre as partículas que
compõem os reagentes dão origem a produtos
(choques não-eficazes). Os choques que resultam em
quebra e formação de novas ligações são denominados
eficazes ou efetivos.
• No momento em que ocorre o choque em uma posição
favorável, forma-se uma estrutura intermediária entre
os reagentes e os produtos denominada complexo
ativado.
Complexo ativado
• É o estado intermediário (estado de transição)
formado entre reagentes e produtos, em cuja
estrutura existem ligações enfraquecidas
(presentes nos reagentes) e formação de
novas ligações (presentes nos produtos).
• Vejamos um exemplo que ilustra a formação
do complexo ativado:
• Para que ocorra a formação do complexo
ativado, as moléculas dos reagentes devem
apresentar energia suficiente, além da colisão
em geometria favorável. Essa energia
denominamos energia de ativação (Ea).
Energia de ativação (Ea)
• É a menor quantidade de energia necessária que
deve ser fornecida aos reagentes para a formação
do complexo ativado e, conseqüentemente, para
a ocorrência da reação.
• Esse fato ocorre tanto para as reações
exotérmicas quanto para as endotérmicas, e seus
diagramas, indicando o caminho da reação e a
entalpia, podem ser representados por:
• Experimentalmente, temos que reações
diferentes apresentam energias de ativação
diferentes, sendo que as reações que exigem
uma menor energia de ativação ocorrem mais
rapidamente, ou seja, ocorrem com maior
velocidade.
A energia de ativação pode ser fornecida aos
reagentes de várias maneiras.
• O airbag, por exemplo, é inflado pelo gás
nitrogênio (N2) produzido numa reação
praticamente instantânea que ocorre entre o
nitreto de sódio e o óxido de ferro III: