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EQUAÇÕES DIFERENCIAIS ORDINÁRIAS

Prof. Pedro Nascimento


1. Definição:

Uma equação diferencial é uma equação que envolve uma função incógnita e suas derivadas
𝑑𝑦
1.1 Exemplos: 𝑑𝑥
= 5𝑥 + 3

𝑑2 𝑦 𝑦
𝑑𝑦
+𝑒 + =0
𝑑𝑥 2 𝑑𝑥
𝜕4 𝑦 𝜕2 𝑦
+ 4 =0
𝜕𝑥 𝜕𝑥

Uma equação diferencial é chamada ordinária (EDO) se a função incógnita depende de apenas
uma variável independente. Se depender de mais de uma variável, é chamada de EDP, ou
equação diferencial parcial
1.2 Equações diferenciais lineares de 1ª ordem:

1.2.1. Ordem de uma EDO

A ordem de uma EDO é dada pelo grau de sua maior derivada

𝑑𝑦
= 5𝑥 + 3 (1ª ordem)
𝑑𝑥

𝑑2𝑦 𝑑𝑦
+ 𝑒𝑦 + = 0 (2ª ordem)
𝑑𝑥 2 𝑑𝑥

𝜕4 𝑦 𝜕2 𝑦
+ 4 = 0 (4ª ordem)
𝜕𝑥 𝜕𝑥
1.2 Equações diferenciais lineares de 1ª ordem:

1.2.2. Forma canônica da EDO linear

Uma EDO de ordem n na função incógnita y e na variável independente x é linear se possui


a forma:

𝑑𝑛 𝑦 𝑑 𝑛−1 𝑦 𝑑𝑦
𝑏𝑛 𝑥 + 𝑏𝑛−1 𝑥 + ⋯ + 𝑏1 (𝑥) + ⋯ + 𝑏0 𝑥 𝑦 = 𝑔(𝑥)
𝑑𝑥 𝑛 𝑑𝑥 𝑛−1 𝑑𝑥
1.2 Equações diferenciais lineares de 1ª ordem:

1.2.2. Forma canônica da EDO linear

Uma EDO de ordem n na função incógnita y e na variável independente x é linear se possui


a forma:

𝑑𝑛 𝑦 𝑑 𝑛−1 𝑦 𝑑𝑦
𝑏𝑛 𝑥 + 𝑏𝑛−1 𝑥 + ⋯ + 𝑏1 (𝑥) + ⋯ + 𝑏0 𝑥 𝑦 = 𝑔(𝑥)
𝑑𝑥 𝑛 𝑑𝑥 𝑛−1 𝑑𝑥
2. Solução das Equações Diferenciais Ordinárias de 1ª Ordem

2.1 Conceito de solução da EDO linear

Uma solução de uma equação diferencial na função incógnita y e na variável independente


x, no intervalo β, é uma função y(x) que verifica identicamente a equação para todo x em
β.

2.2 Problema de valor inicial ou condições de contorno.

Um problema de valor inicial consiste em uma equação diferencial, juntamente com


condições subsidiárias à função incógnita e suas derivadas. Essas condições iniciais se
referem às condições de contorno da variável independente, sendo não apenas uma solução
que satisfaz apenas à EDO mas também todas as suas condições.
2. Solução das Equações Diferenciais Ordinárias de 1ª Ordem

2.3 Exemplo de PVI em uma EDO

Determine a solução do problema de valor inicial 𝑦 ′ + 𝑦 = 0 ; 𝑦 3 = 2 sabendo que a


solução geral da equação é 𝑦 𝑥 = 𝑐1 𝑒 −𝑥 e como 𝑦 𝑥 é solução da EDO para qualquer
valor de c, temos que determinar o valor particular de c. Note que 𝑦 3 = 𝑐1 𝑒 −3 bastando
resolver em função de c, onde temos 𝑐1 = 2𝑒 −3 e retornando esse valor na solução geral
temos 𝑦 𝑥 = 2𝑒 3 𝑒 −𝑥 = 2𝑒 3−𝑥 como solução do PVI.
3. Tipos de EDO e seus modos de solução

3.1 Equação diferencial linear

Uma EDO é considerada linear se 𝑓(𝑥, 𝑦) pode ser escrito como 𝑓 𝑥, 𝑦 = −𝑝 𝑥 𝑦 + 𝑞(𝑥)
Isto é, como o produto de uma função x por y, mais outra função x, então a EDO é uma
EDO linear. De modo geral, sempre podemos expressar as EDO de primeira ordem
lineares como:

𝑦 ′ + 𝑝 𝑥 𝑦 = 𝑞(𝑥)
3. Tipos de EDO e seus modos de solução

3.1.1 Solução da Equação diferencial linear de 1ª Ordem

O fator integrante deverá ser calculado da seguinte forma:

E a solução fazemos conforme exemplo para 𝑦 ′ − 2𝑥𝑦 = 𝑥. Calculado o fator integrante,


2
temos 𝐼 𝑥 = 𝑒 ‫ ׬‬−2𝑥 𝑑𝑥 = 𝑒 −𝑥
Em seguida, passamos a EDO para a forma diferencial e a multiplicamos por I(x),
resultando:
2 2 2
(2𝑥𝑦𝑒 −𝑥 −𝑥𝑒 −𝑥 )𝑑𝑥 + 𝑒 −𝑥 𝑑𝑦 = 0
3. Tipos de EDO e seus modos de solução

3.1.1 Solução da Equação diferencial linear de 1ª Ordem

A solução consiste em integrar ambos os lados, de forma que


3. Tipos de EDO e seus modos de solução

3.1.1 Solução da Equação diferencial linear de 1ª Ordem

Em síntese:

a. Verificar se a equação está na forma 𝑦 ′ + 𝑝 𝑥 𝑦 = 𝑞(𝑥)

b. Calcular o fator integrante 𝐼 𝑥 = 𝑒 ‫𝑝 ׬‬ 𝑥 𝑑𝑥

1
c. Resolver a equação usando o modelo: 𝑦 𝑥 = ∗ ‫𝑥𝑑 𝑥 𝑞 ∗ 𝑥 𝐼 ׬‬
𝐼(𝑥)
3. Tipos de EDO e seus modos de solução

3.1.2 Exercícios:

a) y ′ − y = 2t𝑒 2𝑡
b) y ′ − 2xy = x
c) 𝑥 3 𝑦′ − 2𝑥 4 𝑦 = 𝑥 4
4
d) 𝑦′ + 𝑦 = 𝑥4
𝑥
e) 𝑦 ′ − 5𝑦 = 0
f) 𝑦 ′ + 𝑦 = sen(x)
3. Tipos de EDO e seus modos de solução

3.2 Equação diferencial linear separável

Uma EDO é considerada separável quando pode ser escrita na forma

𝐴 𝑥 𝑑𝑥 + 𝐵 𝑦 𝑑𝑦 = 0

න 𝐴 𝑥 𝑑𝑥 + න 𝐵 𝑦 𝑑𝑦 = 𝑐
3. Tipos de EDO e seus modos de solução

3.2.1 Exercícios:

a) 𝑥𝑑𝑥 − 𝑦 2 𝑑𝑦 = 0
b) y ′ = y 2 x 3
𝑑𝑦 𝑥 2 +2
c) 𝑑𝑥
=
𝑦
d) 𝑦′= 5𝑦
e) 𝑑𝑦 = 2𝑡 𝑦 2 + 9 𝑑𝑡
f) 𝑒 𝑥 𝑑𝑥 − 𝑦𝑑𝑦 = 0
1
g) 𝑡 + 1 𝑑𝑡 − 𝑦2 𝑑𝑦 = 0
3. Tipos de EDO e seus modos de solução

3.2 Equação diferencial linear exata


Uma EDO é considerada exata quando pode ser escrita na forma

𝑀 𝑥, 𝑦 𝑑𝑥 + 𝑁 𝑥, 𝑦 𝑑𝑦 = 0 é 𝑒𝑥𝑎𝑡𝑎 𝑠𝑒:
𝑑𝑔 𝑥, 𝑦 = 𝑀 𝑥, 𝑦 𝑑𝑥 + 𝑁 𝑥, 𝑦 𝑑𝑦

Sendo o teste de exatidão:

𝜕𝑀(𝑥, 𝑦) 𝜕𝑁(𝑥, 𝑦)
=
𝜕𝑦 𝜕𝑥
3. Tipos de EDO e seus modos de solução

3.2 Equação diferencial linear exata


Verificando exatidão

2𝑥𝑦𝑑𝑥 + 1 + 𝑥 2 𝑑𝑦 = 0 é 𝑒𝑥𝑎𝑡𝑎? 𝑠𝑒:


𝑀 𝑥, 𝑦 = 2𝑥𝑦
𝑁 𝑥, 𝑦 = 1 + 𝑥 2

Sendo o teste de exatidão:

𝜕𝑀(𝑥, 𝑦) 𝜕𝑁(𝑥, 𝑦)
=
𝜕𝑦 𝜕𝑥
3. Tipos de EDO e seus modos de solução

3.3 Equação diferencial linear exata


Resolução:

𝑆𝑜𝑙𝑢çã𝑜 𝑔𝑒𝑟𝑎𝑙: 𝑦 𝑥 = න 𝑀 𝑥, 𝑦 𝑑𝑥 + ℎ(𝑦)

𝜕 [ ‫׬‬ 𝑀 𝑥, 𝑦 𝑑𝑥]
ℎ′ 𝑦 = 𝑁 𝑥, 𝑦 −
𝜕𝑦

𝜕 [‫𝑥 𝑀 ׬‬, 𝑦 𝑑𝑥]


ℎ 𝑦 = න 𝑁 𝑥, 𝑦 − 𝑑𝑦
𝜕𝑦
3. Tipos de EDO e seus modos de solução

3.3.1 Exercícios:

a) 𝑥 2 𝑑𝑥 − 𝑦 2 𝑑𝑦 = 0
′ −2𝑥𝑦
b) y =
1+𝑥 2
𝑐𝑜𝑚 𝑦 2 = −5
c) 𝑥𝑦 + 1 𝑑𝑥 + 𝑥𝑦 − 1 𝑑𝑦 = 0
d) 3𝑥 2 𝑦 2 𝑑𝑥 + 2𝑥 3 𝑦 + 4𝑦 3 𝑑𝑦 = 0
e) 𝑥 + 𝑠𝑒𝑛 𝑦 𝑑𝑥 + (𝑥 cos 𝑦 − 2𝑦) 𝑑𝑦 = 0