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Engenharia genética

1. História da engenharia
2. Era da manipulação genética
3. Introdução do DNA nas células
4. Aplicações
5. Vantagens e desvantagens da utilização dos
OGM’s
6. Polêmicas
7. Os medicamentos genéticos e a ética
8. Afirmações prós e contra as técnicas de
engenharia genética na agricultura
9. Organismos transgênicos
10. Efeitos políticos e econômicos

Bioética

1. A história
2. Tópicos
3. Teorias
É a modificação de seres vivos pela manipulação
direta do DNA, através da inserção ou deleção
de fragmentos específicos. Sua aplicação pode
ser na produção de vacinas, proteínas por
microorganismos, alimentos, transplantes,
terapia gênica, animais transgênicos.
Exemplos são a produção de
insulina humana através do uso
modificado de bactérias e da
produção de novos tipos de ratos
como o OncoMouse (rato cancro) para
pesquisa, através de
reestruturamento genético. Já que
uma proteína é codificada por um
segmento específico de ADN chamado
gene, versões futuras podem ser
modificadas mudando o ADN de um
gene. Uma maneira de fazê-lo é
isolando o pedaço de ADN contendo o
gene, cortando-o com precisão, e
reintroduzindo o gene em um
segmento de ADN diferente.
A insulina facilita a
entrada da glicose nas
células (onde ela será
utilizada para a
produção de energia)
e o armazenamento
no fígado, na forma de
glicogênio. Ela retira o
excesso de glicose do
sangue, mandando-o
para dentro das
células ou do fígado.
Isso ocorre, logo após
as refeições, quando a
taxa de açúcar sobe
no sangue. A falta ou a
baixa produção de
insulina provoca o
diabetes, doença
caracterizada pelo
excesso de glicose no
sangue
(hiperglicemia).
História da engenharia genética

1930 - Dois pesquisadores norte-


americanos demonstraram a regulação pelos
genes da produção de proteínas e enzimas e
a conseqüente intervenção nas reações dos
organismos dos animais. A partir destas
pesquisas, teve início o progresso de
descoberta da estrutura genética humana.

1944 - pesquisando a cadeia molecular do


ácido desoxirribonucleico (DNA), ou (RNA),
descobriu que este é o componente
cromossômico que transmite informações
genéticas.

1953- conseguiram mapear boa parte da


estrutura da molécula do DNA.
1961- Descobriram que o principal
responsável pela síntese é o DNA, que
passou então a ser o elemento central
das pesquisas de engenharia genética.

1972 - ligou duas cadeias de DNA. Uma


era de origem animal, a outra bacteriana.
Esta foi a primeira experiência bem
sucedida onde foram ligadas duas cadeias
genéticas diferentes, e que é
considerada por muitos autores o início
da criação sintética de produtos de
engenharia genética.
1978 - o suíço Werner Arber e os
norte americanos Daniel
Nathans e Hamilton O. Smith foram
laureados com o Prêmio Nobel de
medicina ou fisiologia por terem
isolado as enzimas de restrição, que
são substâncias capazes de cindir o
DNA controladamente em pontos
precisos. Juntamente com a Ligase,
que consegue unir fragmentos de
ADN, enzimas de restrição formaram a
base inicial da tecnologia do ADN
recombinante.
Era da manipulação genética

Iniciou-se então a era da manipulação


de mensagens genéticas expressas em
fragmentos de seqüências que
compõem o código hereditário e
os nucleotídeos.

A partir deste momento a engenharia


genética passou a cortar ou modificar
as moléculas de DNA, utilizando
enzimas específicas. As ligases,
enzimas que agem para unir a cadeia
fragmentada começaram a ser
descobertas e sintetizadas para
manipulação genética.
Para obter um
pedaço de DNA, é
preciso “cortar” o
fragmento da
molécula e, em
seguida, colar suas
extremidades. Para
cortar os pedaços
de DNA, são
utilizadas as
enzimas de
restrição e, para se
ligar os fragmentos
de DNA, são
utilizadas as
enzimas de ligação
ou ligase.
Introdução do DNA nas moléculas

Exemplos de produtos oriundos das técnicas de engenharia


genética

• A insulina.
• Os interferonas.
• A interleucina.

Algumas proteínas do sangue:

• A albumina.
• O fator VIII.

• Alguns tipos de ativadores das defesas orgânicas para o


tratamento do câncer, como o fator necrosante de tumores.

A criação de vacinas sintéticas contra:

A criação e desenvolvimento de biotecnologias para a


pesquisa segura de substâncias cuja manipulação envolve alto
risco biológico:

• Vacinas que se preparam com vírus infecciosos, onde pode


existir o risco de vazamento incontrolado.
Aplicações

Umas das mais conhecidas aplicações da


engenharia genética são os organismos
geneticamente modificados (OGM).

Existem muitas possíveis aplicações


biotecnológicas da modificação genética, por
exemplo, vacinas orais produzidas nas frutas.
Estas pela simplicidade da sua produção têm
baixo custo. Isto representa um
desenvolvimento das modificações genéticas
para usos médicos e abre uma porta ética para o
uso da tecnologia para a modificação
de genes humanos.

Uma das maiores ambições de alguns grupos de


pesquisadores é a possibilidade da melhoria das
capacidades humanas físicas e mentais pelo uso
da engenharia molecular.
Vantagens e desvantagens da utilização dos
OGM’s

Vantagens:

• O alimento pode ser enriquecido com um


componente nutricional essencial, ,como por
exemplo, o arroz geneticamente modificado
que produz vitamina A.

• Um microorganismo geneticamente
modificado produz enzimas usadas na
fabricação de queijos e pães, reduzindo o seu
preço.
Desvantagens:

• Apenas poucos laboratórios tem os


dispendiosos equipamentos, reagentes e
pesquisadores capazes de obter organismos
transgênicos com toda a segurança requerida
pela Lei de Biosegurança, fiscalizada pela
Comissão Nacional Técnica de Biosegurança
CTNBio;

• Após a obtenção do organismo transgénico,


segue-se a fase mais longa e dispendiosa, de
cinco ou mais anos, e milhões de euros para
selecionar e desenvolver o produto. Somente
algumas empresas têm capacidade para arcadar
(aguentar) com os custos necessários para
lançar novos organismos transgénicos;
Polêmicas

Pela sua natureza, o desenvolvimento da


engenharia genética convive com problemas
legais e éticos. Um dos principais fatores que
exigem um controle rígido pela sociedade
organizada, e tem gerado polêmicas ético-
morais, é a manipulação do genoma de seres
vivos com fins eugênicos, ou seja, a de
depuração da espécie. Outro caso é a retirada
de células-tronco de embriões humanos,
principalmente contrariada por religiões, que
consideram o ato uma agressão à vida.
Os medicamentos genéticos e a ética

A insulina, tão importante ao


enfermo de Diabete, além
da interferona, são atualmente
possíveis graças aos progressos da
engenharia genética e da
bioengenharia. Outro assunto polêmico
é o uso das células-tronco em pesquisas
para tratamentos de doenças
degenerativas.
Afirmações prós e contra as técnicas de engenharia
genética na agricultura

Engenheiros genéticos afirmam que a tecnologia de


manipulação genética é segura. Dizem alguns que é
necessária a fim de manter a produção de alimentos para
suprir o crescimento das populações.

Entretanto, outros discutem que o maior problema é a


distribuição, e não a produção, pois a fome de parte da
população é o resultado da distribuição desigual de
alimento e da riqueza. Portanto, não haveria necessidade
da produção de alimentos geneticamente modificados.

Outros ainda, afirmam que as modificações genéticas


podem ter consequências inesperadas, podendo tanto nos
organismos modificados como nos seus ambientes. Os
efeitos ecológicos das plantas transgênicas precisariam ser
cuidadosamente investigados antes de serem liberados
para plantio.
Organismos
transgênicos

A tecnologia do DNA
recombinante tornou
possível a produção
de organismos
transgênicos.
Os organismos
transgênicos são
aqueles que recebem
e incorporam genes
de outras espécies.
As bactérias que
incorporam DNA
humano para a
produção da insulina
e os camundongos
que recebem genes
humanos para a
produção de
hormônios do
crescimento são
organismos
transgênicos.
Efeitos políticos e
econômicos

Muitos opositores à
engenharia genética
atual acreditam que a
ascensão do uso de OGM
em grandes plantações
causou uma poderosa
inclinação de companhias
de produtos agrícolas em
companhias
de biotecnologia, que
ganham poder excessivo
sobre a produção de
comida, e sobre os
agricultores que usam os
seus produtos.
Pessoas a favor das
técnicas correntes de
engenharia genética
acreditam que irá
diminuir a necessidade
do uso de pesticidas e
haverá
maior produtividade agrí
cola para muitos
agricultores, incluindo
até os dos países em
desenvolvimento.
Bioética é o estudo
transdisciplinar entre
biologia, medicina, fil
osofia (ética)
e direito (biodireito)
que investiga as
condições necessárias
para uma
administração
responsável
da vida humana,
animal e
responsabilidade
ambiental. Considera,
portanto, questões
onde não existe
consenso moral como
a fertilização in vitro,
o aborto, a clonagem,
a eutanásia,
os transgênicos e as
pesquisas com células
tronco, bem como
a responsabilidade
moral de cientistas
em suas pesquisas e
suas aplicações.
História da bioética

O termo "Bioética" surgiu na década de 1970 e


tinha por objetivo deslocar a discussão acerca
dos novos problemas impostos pelo
desenvolvimento tecnológico, de um viés mais
tecnicista para um caminho mais pautado pelo
humanismo, superando a dicotomia entre os
fatos explicáveis pela ciência e os valores
estudáveis pela ética. A biossegurança, a
biotecnologia e a intervenção genética em seres
humanos, além das velhas controvérsias morais
como aborto e eutanásia, requisitavam novas
abordagens e respostas ousadas da parte de
uma ciência transdisciplinar e dinâmica por
definição.(Pedro Jacy).

Bioética é um neologismo construído a partir


das palavras gregas bios (vida) + ethos (relativo
à ética).
Tópicos

A problemática bioética é numerosa e


complexa, envolvendo fortes reflexos
imprimidos na opinião pública, sobretudo pelos
meios de comunicação de massa. Alguns
exemplos dos temas alarmados:

• Aborto

• Clonagem molecular

• Ética médica

• Transgênicos

• Células tronco
Clonagem

A clonagem de genes é uma técnica


que está sendo largamente utilizada
em microbiologia celular na
identificação e na cópia de um
determinado gene no interior de um
organismo simples empregado como
receptor, uma bactéria, por exemplo.
Este processo é muito importante na
síntese de alguns sub-produtos
utilizados para o tratamento de
diversas enfermidades.
Clonagem molecular

A técnica consiste
em se incorporar a
um plasmídeo o
fragmento de DNA
que se deseja
estudar. Em pouco
tempo, as bactérias
se reproduzem,
formando clones
com diversas cópias
do fragmento de
DNA que se quer
analizar.
Bibliografia:

http://www.infoescola.com/biologia/engenharia-genetica/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Engenharia_genética

http://www.biologica.hpg.ig.com.br/engenharia_genetica.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Bioética

http://www.ghente.org/bioetica/index.htm

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/cont
eudo_264221.shtml