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Mensagem

Poema
«O dos Castelos»
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Jean-François de Troy,
O rapto de Europa (1716).
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Primeira Parte: BRASÃO


I. OS CAMPOS
Primeiro: O dos Castelos
A Europa jaz, posta nos cotovelos:
De Oriente a Ocidente jaz, fitando,
E toldam-lhe românticos cabelos
Olhos gregos, lembrando.

O cotovelo esquerdo é recuado;


O direito é em ângulo disposto.
Aquele diz Itália onde é pousado;
Este diz Inglaterra onde, afastado,
A mão sustenta, em que se apoia o rosto.

Fita, com olhar esfíngico e fatal,


O Ocidente, futuro do passado.

O rosto com que fita é Portugal.


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Europa Alusão à importância da Grécia antiga na construção


da cultura europeia, na qual deixou os seus ideais e conceitos:
a racionalidade, a filosofia, os mitos, o pensamento, etc.
O continente
é descrito como uma Olhos  «gregos»
figura feminina Cabelos  «românticos»
Cotovelo esquerdo  Itália
Cotovelo direito  Inglaterra
Rosto  Portugal Remetem para
o peso da civilização
romana e para
as marcas da cultura
O Romantismo, que deu voz inglesa, na qual
ao mundo da subjetividade se apoia a cultura
e ao sentimento, obscurece portuguesa
a visão clássica dos Gregos
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Europa

Figura feminina — O rosto da Europa é Portugal


— A Europa olha para ocidente — para o mar

— O olhar é esfíngico/misterioso — remete para


Deitada — jaz o passado (os Descobrimentos) mas anuncia
o futuro: «futuro do passado»

Sugestão de uma Esfinge: monstro fabuloso com rosto


postura passiva e estática de mulher, corpo de leão e asas de ave
perante os desafios de rapina, que propunha enigmas,
da época (1.ª metade devorando todos aqueles que não
do século XX) os decifrassem

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