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Epidemiologia

Patrícia Quirino da Costa

Fortaleza, 2012
O que é epidemiologia?

• É a ciência básica da
Saúde Coletiva
• Estuda a distribuição
das doenças e suas
causas na população
• Principal ciência da
informação em saúde
O que é epidemiologia?
• Estuda o processo saúde-
doença na sociedade,
(....) propondo medidas
específicas de prevenção,
controle ou erradicação
de doenças, e fornecendo
indicadores que sirvam de
suporte ao planejamento,
administração e avaliação
das ações de saúde.
Introdução
• Epidemia
grego- população
• determinação de agentes etiológicos,
fatores de susceptibilidade, forma de
transmissão e determinantes da doença.
• Circunstâncias que a doença pode
acontecer – microbiológicas, fator social,
genético ou ambiental
Como evoluiu a epidemiologia?

mágica ou sobrenatural

empírica

científica
Como surgiu a epidemiologia?
• desde os primórdios do pensamento
ocidental na Grécia Antiga
• As duas filhas do deus Asclépios:
Panacéia e Higéia
padroeira da medicina apregoava a saúde
curativa, realizada por como resultante da
meio de manobras, harmonia dos homens
encantamentos, preces e dos ambientes, por
e uso de pharmakon ações preventivas e
coletivas
Qual a origem do termo
Epidemiologia?
• enfermidades - fenômeno de massa
• Hipócrates
• "epidemeion” - "visitam“
"endemeion“ – “residem”
• doença -fenômeno próprio da natureza
• Idéia :Katastasis ou constituição
epidêmica‘
• ocorrência epidemias - circunstâncias
geográfico-atmosféricas
Qual a origem do termo
Epidemiologia?

• Característica marcante:
fenômeno epidêmico como o desequilíbrio
de uma harmonia da natureza, apreendida
como totalidade
• Idéia adotada por seus seguidores
• Método Hipocrático: - coleta de
informações, exame dos doentes,
acompanhamento da evolução da doença,
comparação com outros casos
Medicina na Grécia Antiga
Galeno (200a.C) – O Experimentalismo

Observava doentes e doenças


Fiel a Medicina Hipocrática
1o na Medicina a fazer experimentações em:
- fisiologia - descobriu o funcionamento do
sistema urinário
- anatomia - 1a teoria da circulação do sangue
- doença estar
ligada a determinado órgão
Seguidores de Hipócrates

• Mulcumanos - os princípios de Higiene e


Saúde Pública

• Teoria dos Miasmas


vapores ou miasmas que saíam de certos tipos
de solo (pantanosos), ares noturnos -
doenças às pessoas que tinham contato com
eles - individual
Idade Média
• Catolicismo romano e invasões dos bárbaros
 práticas de saúde de caráter mágico-religioso

• prática médica para os pobres exercida por


religiosos (por caridade) e por leigos, boticários,
barbeiros-cirurgiões (por profissão)

• Durante este período a medicina árabe, sob os


princípios hipocráticos, apresenta avanço
tecnológico e caráter coletivo, com Avicena e
Averoés
Século XVII
• medicina coletiva: Medicina veterinária
• Academia de Medicina de Paris - Ordem
Real
epidemia dizimando periodicamente o
rebanho ovino - graves perdas para a
nascente indústria textil
• esforço de sua eliminação
• Não se relata obtiveram algum resultado.
Século XVII
• O fato é que, em se tratando de humanos, a
"ciência clínica" começa reforçando mais ainda o
estudo do unitário, o caso.
• Noah Webster (1799) -pesquisa das
enfermidades - correspondência com médicos
• um trabalho em dois volumes
• múltiplos fatores ambientais se combinam para
afetar um grande número de pessoas
simultaneamente
Século XVIII
• França - Medicina urbana

• Teoria Miasmáticas
• sanear os espaços das cidades, disciplinar a
localização de cemitérios e hospitais, arear as
ruas e construções públicas

• Revolução Industrial - força do trabalho -


desgaste da classe trabalhadora deteriora
profundamente as suas condições de saúde

• Friedrich Engels em seu "As Condições da


Classe Trabalhadora na Inglaterra em 1844" -
Medicina Social – Epidemiologia critica
Século XVIII / XIX

• 1854 - John Snow - coléra


pai da epidemiologia
associação causal entre a doença e o consumo
de água contaminada por fezes de doentes
Londres em meados do século XIX
Atualmente
• Epidemiologia Moderna

• A demonstração de que vários fatores


contribuem para a determinação da doença
expandiu o interesse da Epidemiologia para as
doenças crônicas.

• A Epidemiologia das doenças transmissíveis


ainda é da maior importância nos países em
desenvolvimento, que ainda convivem com
doenças tais como Sarampo, Rubéola, Malária,
Dengue e Toxinfecções alimentares, entre
outras.
Transição Epidemiológica
• Mudanças perfil de morbidade e de
mortalidade de uma população

DADOS EPIDEMIOLÓGICOS
• Mortalidade - doenças infecciosas e
parasitárias- 46% (1930) - 5,3% (2005)
• doenças do aparelho circulatório - 10%
(1930) - 32% (em 2005)
• neoplasias - 2%(1930) - 16,7%(2005)
Transição Epidemiológica
doenças de maior impacto para a saúde
pública :
1. as doenças cardiovasculares
2. o câncer, particularmente o cérvico-
uterino e o de mama em mulheres e de
estômago e pulmão nos homens,
3. o Diabetes Mellitus,
4. as Doenças Respiratórias Crônicas.
Classificação
Descritiva – descreve ocorrência e
distribuição de doenças, desordens,
defeitos
Analítica - estuda as causas, suas
associações e medidas
Experimental -observador para provar suas
hipóteses ou para analisar um
experimento natural.
Epidemiologia -objetivo

• contribuir para a compreensão da doença


• conduzir a métodos de prevenção
• forma de transmissão e determinantes da
doença
• Circunstâncias:
Microbiológicos
Toxicológicos
Fatores genéticos, sociais ou ambientais
Epidemiologia - Aplicabilidade
• História da origem e declínio da doenças.
• Diagnóstico populacional pela presença, natureza
e distribuição dos eventos e alterarem a saúde.
• Definição de problemas de saúde e suas
prioridades.
• Estimativa de riscos individuais em relação à
doença.
• Complementação de quadros clínicos e descrição
da história atual da doença.
• Auxílio na solução de problemas administrativos
pela análise de pesquisas operacionais.
Epidemiologia - Aplicabilidade

• Determinação da internação dos fatores


referentes aos agentes, o homem e o meio.
• Estudo da atitude, do comportamento social e
dos problemas relativos à educação em saúde.
• Auxílio à prática médica através da
epidemiologia clínica.
• Determinação das necessidades e dos métodos
para controlar e prevenir os eventos
alteradores da saúde.
• Estudo dos serviços de saúde, tendo em vista a
sua melhoria.
Epidemiologia – Exemplos

• má formação congênita – rubéola


• Talidomida – focomelia,
• leucemia – raio X(gestação)
• hábito de fumar – câncer
• mortalidade infantil – classe social
Elementos importantes
População x Amostra

• É o conjunto de entes portadores de,


pelo menos, uma característica comum
Exemplo: Os estudantes
apresentam pelo menos uma
característica comum: são os que
estudam
• Amostra - subconjunto da
população.
Critérios de elegibilidade
• Para delimitar a população de interesse,
devemos definir os critérios de
elegibilidade,
• conhecer esses critérios, para que
compreenda a população à qual podem
ser generalizadas as descobertas.
• Esses critérios devem ser estabelecidos
antes da seleção das amostras.
EXEMPLO: Análise de uma população
definida como estudantes brasileiros de
enfermagem

• Esta população incluiria os estudantes de


todos os programas?
• Seriam incluídos estudantes do turno
noturno?
• E os enfermeiros já registrados que voltam à
escola, na busca de um bacharelado?
CRITÉRIOS DE ELEGIBILIDADE ESPECIFICADOS
EM UM ESTUDO DE ENFERMAGEM* (Polit;
Hungler, 1995, p.144).
Enunciado do problema Critérios de elegibilidade

Qual é a qualidade de vida percebida entre pacientes Para ser selecionado para o estudo, o paciente
que foram submetidos a um transplante de medula precisa:
óssea em um centro médico no Meio-Oeste? (Belec,  Ter, no mínimo, um ano de pós-transplante
1992)  Ser um recebedor de transplante autólogo ou
alogênico
 Não estar hospitalizado, no momento da coleta
de dados (embora possa estar recebendo
atendimento como paciente externo)
 Ser capaz de ler e escrever em seu idioma
materno
 Querer participar do estudo e assinar um
formulário de consentimento

*A amostra final para o estudo consistiu em 24 pacientes que fizeram transplante de medula óssea.
AMOSTRAGEM

• “Refere-se ao processo de seleção de


uma parte da população para
representar sua totalidade.” (Polit;
Hungler, 1995, p.144).
• “O principal elemento a ser levado em
conta, na avaliação de uma amostra, é
sua representatividade.”
O objetivo e critério maior da
amostragem
Maximizar a REPRESENTATIVIDADE, ou seja, tornar a
amostra, o mais significativa, possível.

 Dois critérios para maximizar a


representatividade

- Intencionalidade: o pesquisador intervém na escolha


dos indivíduos por razões ligadas aos objetivos da
pesquisa.

- Aleatoriedade: quando não há razões ligadas aos


objetivos da pesquisa.
O cálculo do tamanho da amostra

Fatores que determinam o tamanho da amostra


• Amplitude do universo
Os universos de pesquisa podem ser finitos ou infinitos.
Convencionou-se que os finitos são aqueles cujo
número de elementos não excede a 100.000. Universos
infinitos, por sua vez, são aqueles que apresentam
elementos em número superior a esse. Influência na
fórmula da amostra!!
Confiabilidade da pesquisa

Nível de confiança estabelecido

O nível de confiança de uma amostra refere-se à área


da curva normal definida a partir dos desvios-padrão em
relação à sua média.

1 desvio padrão = 68% de representatividade


2 desvios = 95,5% de seu total
3 desvios = 99,7% da amostra ou população

ATENÇÃO: quanto maior o nível de confiança,


Curva normal ou Sino maior o tamanho da população.
Erro da pesquisa

Erro máximo permitido


• Os resultados obtidos numa pesquisa elaborada a partir de amostras não
são rigorosamente exatos em relação ao universo. Esses resultados
apresentam sempre um erro de medição. Nas pesquisas sociais trabalha se
usualmente com uma estimativa de erro entre 3 e 5%.

ATENÇÃO: quanto maior a amostra, menor o erro.

- Percentagem com que o fenômeno se verifica

A estimação prévia da percentagem com que se verifica


um fenômeno é muito importante para a determinação do
tamanho da amostra.
Fórmula para cálculo de amostras
para populações finitas
Quando a população pesquisada não supera 100.000
elementos, a fórmula para o cálculo do tamanho da amostra
é a seguinte:
onde:
n =Tamanho da amostra.
2 = Nível de confiança escolhido, expresso em número de
22..pp ..qq .. N
N
desvios-padrão.
nn ==
(N-1)++ 22p.q
ee22 (N-1) p.q p = Percentagem com a qual o fenômeno se verifica.
q = Percentagem complementar (100-p).
N = Tamanho da população.
e2 = Erro máximo permitido.
Fórmula para cálculo de amostras
para populações infinitas
A fórmula básica para o cálculo do
tamanho de amostras para
2. p. q
populações infinitas passa a ser a n=
seguinte: e2

onde:
n = Tamanho da amostra
2 = Nível de confiança escolhido, expresso em número de
desvios- padrão
p = Percentagem com a qual o fenômeno se verifica
q = Percentagem complementar (100 - p)
e2 = Erro máximo permitido
Fórmula para cálculo de amostras
para populações finitas
 População Finita
Uma pesquisa que tenha por objetivo verificar quantos dos 10.000
empregados de uma fábrica são sindicalizados. Presume-se que esse
número não seja superior a 30% do total, deseja-se um nível de confiança
de 95% (dois desvios) e tolera-se um erro de até 3%.
Então:

2. p . q . N
n=
e2 (N-1) + 2 p.q
Fórmula para cálculo de amostras
para populações infinitas
População Infinita

Verificar o número de protestantes residentes em determinada cidade com


uma população superior a 100.000 habitantes. A percentagem com que o
fenômeno se verifica é de 10%. O nível de confiança bastante alto
(superior a 99,9%), aplica-se à fórmula 3 desvios e o erro máximo tolerado
de 2%.
Assim, tem-se a equação:
2. p. q
n=
e2
Validade ou acurácia

Uma medição é válida se é apropriada


para a questão que se esta
pesquisando ou se mede corretamente
ou que se propõe.
A validade informa se os resultados
representam a “verdade” ou o quanto
se afastam dela.
Modelo Epidemiológico
Definição
Tipos Básicos
explicar o
aparecimento, a inter- • Unicausal
relação dos fatores e
• Multicausal
a distribuição das
doenças nas • Determinação
coletividades social da
doença

entendimento o
processo saúde-
doença.
Unicausal

• o agente tem que ser achado em todas


as pessoas doentes → causa
necessária.
• o agente tem que estar ausente em
todas as pessoas sadias → causa
suficiente.
• o agente tem que ser capaz de induzir
uma doença similar em animais
M. tuberculosis → Tuberculose
Multicausal

• rede de relações causais entre os de


risco e a doença.
• engloba muitas variáveis
simultaneamente .

a desvantagem de não determinar uma


ordem de hierarquia entre as variáveis
em estudo
Determinação social da doença

• hierarquiza as variáveis causais em estudo,


relacionado os diversos fatores de risco.

• permite controlar os fatores de confusão


Determinação social da doença
• Infecções Respiratórias Agudas

1 º Nível: socioeconômicos (renda familiar e


escolaridade dos pais)
2 º Nível: biológicos (idade materna e ordem
de nascimento)
3 º Nível: ambientais (tipo de moradia,
exposição ao fumo passivo e aglomeração
familiar)
4 º Nível: nutricionais (peso ao nascer e
estado de nutrição atual) e práticas
alimentares (amamentação)
5 º Nível: freqüência à creche
História Natural da Doença
O que é saúde?
• Prática clínica
“Ausência de doença”
“Doença: Falta ou pertubação da saúde”

• Aurélio
“Saúde é o estado do indivíduo cujas funções orgânicas,
físicas e mentais se acham em situação normal.”

• OMS
“Saúde é um completo estado de bem estar físico, mental
e social, não apenas ausência de doença ou
enfermidade.”
BIOLOGIA
HUMANA

AMBIENTE SAÚDE ORGANIZAÇÃO


INCLUÍDO DA ATENÇÃO A
O DO HUMANA SAÚDE
TRABALHO

ESTILO
DE VIDA
O que é doença?
• É um sinal da alteração do equilíbrio
homem-ambiente, estatisticamente
relevante e precocemente calculável,
produzida pelas transformações
produtivas, territoriais, demográficas e
culturais.
História Natural das Doenças

• “as inter-relações do agente, do suscetível e


do meio ambiente que afetam o processo
global e seu desenvolvimento, desde as
primeiras forças que criam o estímulo
processo patológico no meio ambiente, ou
em qualquer outro lugar; passando pela
resposta do homem ao estímulo, até as
alterações que levam a um defeito, invalidez,
recuperação ou morte”
História Natural das Doenças
Fatores
sociais
Hospedeiro

Econ. Doença
Agente

Biol.
Agentes: químicos, físicos ou biológicos
Períodos da História Natural das
Doenças

• Período patológico
• Período epidemiológico
• Período pré- patogênico
Período Pré-patogênese

• O primeiro período da história natural


• Pré-condições - Doenças
• Fatores sociais.
• Fatores ambientais.
• Fatores do hospedeiro
TIPOS EXEMPLOS
Fatores Sociais:

- Sócio-econômicos Mais pobres mais doentes, aparentam mais idade, 2 a 3 vezes


mais propensos a doenças graves, maior freqüência de
doenças, morrem mais jovens, maiores taxas de mortalidade,
têm mais crianças de baixo peso.

- Sócio-políticos Decisão política, nível de cidadania, participação comunitária,


acesso à informação.

- Socioculturais Construção dos gêneros, diferenças raciais, preconceitos e


hábitos culturais.

- Psico-sociais Relações parentais, falta de apoio social, condições de


trabalho estressante, carência afetiva.

Ambiente físico, biológico, agentes químicos.


Fatores Ambientais
Biológicos, genéticos, psicológicos, resistência em geral,
Fatores do Hospedeiro susceptibilidade.
Período Patogênico

• Interação estímulo-susceptível.

• Alterações bioquímicas, histológicas e


fisiológicas.

• Aparecimento dos sinais e sintomas.

• Crônicidade.
A doença não se desenvolveu, porém todos os
Interação Estímulo-
fatores estão presentes para o seu desenvolvimento.
Susceptível
A doença já está implantada no organismo, porém
Alterações Bioquímicas,
sem manifestações clínicas.
Histológicas e Fisiológicas
Os sinais da doença tornam-se nítidos, ao ser
Sinais e Sintomas atingido muitas alterações funcionais.

A evolução da doença conduz a cronicidade ou


Cronicidade incapacidade física ou morte.
Período Epidemiológico

• Consiste no estudo de influências externas


que torna a prevenção possível

• Medidas em epidemiologia
Silicose
Definição:
Doenças pulmonar causada pela
aspiração da poeira sílica (minério).
Doença Antiga + ou – 1.250anos. Era
conhecida como doença das viúvas,
aonde os trabalhadores tinham morte
precoce 10 a 15 anos de trabalho.
Hospedeiro → Trabalhador
FISIOPATOLOGIA:
As partículas de Sílica invadem os
pulmões chegando à parede dos alvéolos.
São microscópicas + ou – 5µm
Causa inflamação → cicatrização →
fibrose, acomete todo o pulmão com
endurecimento pulmonar.
Trabalhadores apresentam dispnéia
progressiva de mínimos esforços ao
repouso.
Quadro clínico
Durante anos – Inexpressivo
(assintomático - tosse não produtiva ou
pequena secreção pela manhã, dores
torácicas não localizadas e episódios de
bronquite ou queixas gerais (tontura,
fraqueza, sudorese).
Após + ou – 10 anos - a dispnéia de
esforço evolui lenta e progressivamente
para fibrose pulmonar irreversível e nas
fases finais corpumonale e ICC.
Fatores pré disponentes

1. Respiração pela boca


2. Doenças broncopulmonares pré-
existentes
3. Tabagismo
4. Idade
5. Susceptibilidade individual
Atividades de risco

 Industria extrativa de minerais;


 Beneficiamento de areia e ferro;
 Jateamento de areia e ferro;
 Industria de transformação:
cerâmica, louças, iodo;
 Abrasivos: marmoraria, corte e
polimento de granito;
 Freqüentemente esta associada a
Tuberculose e esta é uma
complicação grave.
Não se conhece a causa do aumento
a susceptibilidade à Tuberculose.

Periódico :
Rx de Tórax anual
Espirometria bianual
Prevenção e Controle:

 Suspensão da poeira na fonte,


prevenção da contaminação do
ambiente, enclausuramento do
processo, remoção da poeira, EPI.

 Trabalhadores que exercem atividades


com pó de sílica tem aposentadoria
especial, aos 25 anos mesmo sem ter a
doença se aposenta.
Dados epidemiológicos
Indicadores de Saúde
Coeficiente de Mortalidade
Elementos necessários ?
• Avalia a virulência de
• Grupo populacional
exposto ao risco de um determinado
morte bioagente
(DENOMINADOR).
• Período de tempo. • Representa a
• Número de mortes proporção de todas as
ocorridas naquele mortes
grupo populacional
durante o período de
tempo (NUMERADOR).
Tipos de coeficiente de mortalidade

• Coeficiente de mortalidade geral


• Coeficiente para doenças e grupos
etários específicos
• índice de Swaroop & Uemura
Coeficiente de Mortalidade Geral CMG

• Inclui todos os óbitos CGF= Total de óbitos


~ todas as causas registrados em certa
em um determinado área durante o ano/
ano pela população população da área
daquele ano, ajustada para o meio
circunscritos os do ano
dados em uma
determinada área. mortes totais o
denominador 1000
causas específicas
denominador 1000.000
Coeficiente de Mortalidade
Mortalidade relacionada ao trabalho

Estimativa global de mortalidade relacionada ao


trabalho
1.1 milhão / ano (baseado em dados de 1990-
95)
Acidente 25%
Respiratória Crônica 21%
Cardiovascular 15%
Outros 5%
Câncer 34% Fonte: OIT, 1999.
Coeficiente para doenças e grupos etários
específicos

Coeficiente de Mortalidade Crianças <5


anos
Coeficiente de Mortalidade por
determinada doença CMD
Coeficiente de Mortalidade Crianças <5
anos

• Influenciado por Total de mortes em


condições sócio certa área durante o
econômicos. ano 1996< 5 anos
• Indicador de saúde Número de pessoas
• Mede o risco de abaixo de 5 anos na
morte para crianças população em 1 de
abaixo de 5 anos julho de 1996.
Coeficiente de Mortalidade por
determinada doença CMD

nº total de óbitos por


• Estado geral de pneumonia em 1996
saúde das
coletividades
número de pessoas da
população em 1 de
• Indicador de saúde julho de 1996
X 100.000
Problemas

• Sub-notificação
• Erro no preenchimento da causa mortis
• Diagnóstico clinico errado
Coeficiente de Letalidade - CL

• Avalia a gravidade CL= nº de óbitos de


de uma doença determinada doença
determinado período
de tempo/ nº de
casos da doença
nesse mesmo
período de tempo

X 100
Coeficiente de Letalidade Proporcional- CLP

• específicas para idade, sexo,


gravidade e outros fatores de
importância clínica ou epidemiológica
• importância relativa de uma
determinada causa de morte
contexto total de mortalidade
Índice de Swaroop & Uemura - ISU

• Indicador do nível
de vida do qual a • ISU= N º de óbitos
saúde faz parte de pessoas com 50
• Significa a % de anos ou mais/ Total
pessoas que morreu de óbitos
com 50 anos ou X 100
mais em relação ao
total de óbitos
ocorridos em uma
determinada
população
Índice de Swaroop & Uemura - ISU

• Vantagens: • Instituições
Simplicidade de calculo internacionais e
Disponibilidade de nacionais
dados, na maioria • Proporção de óbito
dos países para pessoas com
Possibilidaade de mais de 65 anos
comparabilidade
nacional e
internacional
Índice de Swaroop & Uemura - ISU

Classificação dos Países:


• 1º grupo: índice igual ou superior a
75%.
• 2º grupo: variando de 50 a 74%.
• 3º grupo: variando de 25 a 49%
• 4º grupo: valores inferiores a 25%.
COEFICIENTES DE MORBIDADE

• Avaliação do nível de • Comportamento da


saúde doença em uma
• Aconselhamento de população exposta
medidas abrangentes
• Objetivo: estado • Coeficiente de
sanitário da Morbidade =
comunidade Número de casos de
Ex.: eficácia das uma doença/
vacinas, tratamento População expostas
da hanseníase e 103
tuberculose
Prevalência

• planejamento e controle das doenças na


comunidade
P = Número de casos conhecidos de uma dada
doença /Número de pessoas da população
exposta

risco - de um indivíduo sofrer de


determinada doença
Incidência

• Identificar número de casos


• planejamento e medidas de ação
emergenciais
I = Número de casos novos de uma dada
doença /Número de pessoas expostas ao
risco de adquirir a doença no referido tempo
HISTÓRICO

FONTE: MPAS – INCIDÊNCIA DE AT


Total de acidentes de trabalho registrados por conseqüência, em 2003
5 atividades, conforme o CNAE.

1 ATIVIDADES DE ATENDIMENTO HOSPITALAR 20 657 5%

2 Edificações 11 397 2,8%


3 Transporte rodoviário de cargas 6 889 1,7%
4 Cultivo de cana de açúcar 6 539 1,6%
5 Produção mista: lavoura e pecuária 6 393 1,5%

MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO


GABINETE DO MINISTRO (DOU de 16/11/05 – Seção 1)
PORTARIA N.° 485, DE 11 DE NOVEMBRO DE 2005
Aprova a Norma Regulamentadora n.º 32 (Segurança e Saúde no
Trabalho em Estabelecimentos de Saúde)
NÍVEIS DE PREVENÇÃO DAS
DOENÇAS
História Natural e Prevenção de Doenças

Doença Doença Convalescença


Inter-relação entre Precoce Avançada Morte
Agente, Hospedeiro Discernível Invalidez
e Ambiente que Recuperação
produzem Horizonte Clínico

Estímulo à Patogênese
Doença Precoce

Período pré-Patogênico Período Patogênico

I II III IV V
Prevenção
Prevenção Primária Prevenção Secundária
Terciária
Prevenção Primária

I - Promoção à Saúde

II – Proteção Específica
I – Promoção à Saúde

• Moradia adequada
• Escolas
• Áreas de lazer
• Alimentação adequada
• Educação em todos os níveis
II - Proteção Específica

• Imunização
• Saúde ocupacional
• Higiene pessoal e do lar
• Proteção contra acidentes
• Aconselhamento genético
• Controle de vetores
Prevenção Secundária

III - Diagnóstico Precoce

IV - Limitação da
Incapacidade
III - Diagnóstico Precoce

• Inquéritos para descobertas de casos


na comunidade
• Exames periódicos, individuais, para
detecção precoce de casos
• Isolamento para evitar a propagação da
doença
• Tratamento para evitar a progressão da
doença
Prevenção Terciária

V - Reabilitação
V - Reabilitação

• Fisioterapia
• Terapia ocupacional
• Emprego para o reabilitado
Epidemiologia Descritiva
Conceito

• Distribuição de freqüência das doenças


e dos agentes agravos à saúde coletiva-
variáveis tempo, espaço, pessoa
• detalhamento do perfil epidemiológico
com vistas à promoção da saúde
Componente Tempo

• Qual a importância de se conhecer a


distribuição cronológica?
Avaliação das medidas de controle.
Compreensão de eventos inusitados.
Detecção de epidemias
Componente Tempo

• Como as doenças variam em função do


tempo?
Distribuição com variação atípica.
Distribuição com variação cíclica.

Sazonalidade
Doença meningocócica
Componente Pessoa
Tipos Exemplos
Características gerais Idade e gênero
Características familiares Estado cível, idade dos pais, ordem
ao nascimento e morbidade familiar
Características étnicas Raça , Cultura, Religião, Lugar de
nascimento
Características sócio-econômicas Ocupação, Renda pessoal,
Escolaridade, Classe social
Características endógenas Constituição física, Estado de
nutrição, Doenças intercorrentes,
Tipo de comportamento
Hábitos e atividades Atividades ocupacionais,Uso de
inseticidas domésticos,Uso de
drogas ilícitas e Atividade física
Muito Obrigada!!!!!!!!