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O Sistema Fiscal Angolano

Capítulo XII

Aula de 28/10/2013
Fases da vida do imposto
Incidência objectiva
1- Incidência

Incidência subjectiva

2- Lançamento

3- Liquidação

4- Cobrança (pagamento)
Fases da vida do imposto
 1 - A incidência: é a fase em que, em abstracto, se definem os
pressupostos tributários que fazem nascer a obrigação de imposto,
definindo-se de forma abstracta, a matéria colectável do imposto e são
identificados os sujeitos passivos da relação jurídica fiscal a que o mesmo
dará lugar. É a fase, em suma, em que a lei determina o que vai estar
sujeito a imposto (incidência objectiva) e quem vai estar sujeito a
imposto (incidência subjectiva).
Fases da vida do imposto

 2 - O lançamento: corresponde ao momento do início da aplicação da


lei. É a fase em que, do geral e abstracto da incidência, se passa ao
individual e concreto; nesta fase processam -se as operações
conducentes à identificação particular dos sujeitos passivos e à
determinação concreta da matéria colectável sobre a qual vai incidir o
imposto.
Fases da vida do imposto
 3 - A liquidação: é a operação aritmética de aplicação de uma taxa à matéria colectável
apurada na fase do lançamento, para determinação do montante exacto de imposto
devido pelo sujeito passivo (colecta). Naqueles impostos em que a lei prevê a
possibilidade de deduções à colecta, a liquidação abrange também os cálculos
decorrentes destas deduções.
 4 - A cobrança (pagamento): cobrança e pagamento são expressões que traduzem a
mesma realidade jurídica. A primeira assumida do ponto de vista da administração fiscal,
que cobra o imposto; a segunda encarada do ponto de vista do contribuinte, que o paga.
É a fase final da vida do imposto, para que tende toda a relação jurídica fiscal. Com a
cobrança (pagamento) os valores correspondentes ao imposto vão dar entrada nos
cofres do Estado e com isso a relação jurídica fiscal, normalmente, extinguir-se-á.
Fases da vida do imposto
 4 - A cobrança (pagamento): cobrança e pagamento são expressões
que traduzem a mesma realidade jurídica. A primeira assumida do ponto
de vista da administração fiscal, que cobra o imposto; a segunda encarada
do ponto de vista do contribuinte, que o paga. É a fase final da vida do
imposto, para que tende toda a relação jurídica fiscal. Com a cobrança
(pagamento) os valores correspondentes ao imposto vão dar entrada nos
cofres do Estado e com isso a relação jurídica fiscal, normalmente,
extinguir-se-á.
Classificação dos impostos quanto a natureza das taxas:
proporcionais, progressivos e regressivos

 1-IMPOSTOS PROPORCIONAIS são aqueles em que o montante de


imposto a pagar cresce na mesma razão que a matéria colectável. A
matéria colectável duplica, o imposto duplica; a matéria colectável triplica,
o imposto triplica...
 Por outras palavras, são aqueles que têm uma taxa fixa, única e constante,
qualquer que seja o valor da matéria colectável (no exemplo da figura,
10%).
 Ex de imposto proporcional : Imposto Industrial 35%)
Classificação dos impostos quanto a natureza das taxas:
proporcionais, progressivos e regressivos

 2- IMPOSTOS PROGRESSIVOS, por sua vez, são aqueles em


que a colecta de imposto cresce proporcionalmente mais em relação
à matéria colectável. A matéria colectável duplica, e imposto mais do
que duplica...
Ex: Imposto sobre o Rendimento do Trabalho
Classificação dos impostos quanto a natureza das taxas:
proporcionais, progressivos e regressivos

 Em relação aos impostos progressivos, importa salientar que não há


impostos que sejam indefinidamente progressivos. Nem podia haver, sob
pena de, a certa altura, se atingir uma taxa de 100% e o imposto consumir
toda a matéria colectável. As taxas do imposto progressivo são crescentes
até determinado momento, a partir do qual a taxa passa a ser única. No
caso no nosso IRT, a taxa máxima de tributação é de 15%
Classificação dos impostos quanto a natureza das taxas:
proporcionais, progressivos e regressivos

 3-IMPOSTOS REGRESSIVOS são aqueles em que a colecta de


imposto proporcionalmente cresce menos em relação à matéria
colectável. A matéria colectável duplica, e imposto menos do que duplica.
Quer dizer, são impostos com um leque decrescente de taxas; a taxa
aplicável vai-se reduzindo, à medida que a matéria colectável aumenta.
No exemplo da figura, taxas de 10%, 9%, 8%, 7% e 6%, para uma
matéria colectável de 100, 200, 300, 400 e 500, respectivamente
A constituição angolana e os
princípios jurídico -fiscais.
 A constituição angolana e os princípios jurídico -fiscais.

 Principio da Legalidade Tributária : este princípio está


constitucionalmente consagrado no art.º 14.º nº 2 da LC , nos
termos do qual, “ os impostos só podem ser criados e extintos
por lei, que determina a sua incidência, taxas, benefícios fiscais
e garantias dos contribuintes”
(revisão).

 Principio da Igualdade Tributária: segundo o qual, todos

os cidadãos que tenham capacidade contributiva são obrigados,


por lei, a cumprir com o dever de pagar impostos.

 Este principio decorre do principio constitucional da igualdade

de todos os cidadãos perante a Lei, previsto no art.º 18 da LC


Aplicação da Lei Fiscal no tempo e no espaço (revisão)
 Aplicação da Lei Fiscal no tempo e no espaço

 Aplicação da Lei Fiscal no Tempo

 Em relação à esta matéria, faz-se recurso aos seguinte princípios:


 1- Princípio da não retroactividade da Lei Fiscal quanto aos
elementos essenciais dos impostos: este principio significa que nestas
matérias uma lei fiscal não regula os factos ocorridos antes da sua
entrada em vigor
Aplicação da Lei Fiscal no tempo e no espaço (revisão)
 2- Princípio da Retroactividade da Lei nova quanto ao processo administrativo (

elementos não essenciais) – Neste caso, a lei nova é passível de aplicação à factos que
tenham ocorrido antes da sua vigência

 Aplicação da Lei Fiscal no Espaço

 1- Princípio da Territorialidade – segundo o qual, a Lei Fiscal de um Estado apenas


abrange os factos e situações que ocorram no território desse Estado e os rendimentos
que nele tenham a sua fonte
A REFORMA FISCAL EM ANGOLA (dec_pres_50_11 LINHAS
GERAIS DO PERT)

A reforma fiscal que está em curso assenta em cinco


pilares:
 (i) reforma do sistema tributário;
 (ii)reforma da administração tributária;
 (iii) reforma da justiça tributária;
 (iv) revisão dos encargos parafiscaise o (v)
estabelecimento de convenções internacionais para
evitar a dupla tributação.
O Sistema Fiscal angolano
 O Sistema Fiscal angolano: Breve caracterização

 Os principais impostos angolanos, excluindo a tributação especifica dos


sectores petrolíferos e diamantíferos, são:
 Imposto sobre o rendimento de trabalho (IRT);
 Imposto industrial: Imposto sobre os rendimentos das empresas (II);
 Imposto sobre aplicação de capitais; impostos sobre remunerações do
capital (juros e dividendos);
 Imposto de consumo; imposto sobre transacções comerciais;
 Outros: Sisa ou imposto sobre transferência de propriedades a titulo
oneroso; imposto de sucessões e doações e imposto de Taxa de
importação emolumentos aduaneiros, selo, etc.
O Sistema Fiscal angolano
 Os impostos recolhidos da actividade petrolífera, em 2012,
representaram cerca de 82% da arrecadação fiscal do Estado angolano
e cerca de 57% do PIB.
 Os impostos mais relevantes, em termos de receitas, são:

 - imposto industrial 2.3% do PIB )

 - imposto de consumo (1.8% do PIB )

 - tributação sobre o comercio externo (1.5% do PIB)


IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO DO TRABALHO
LEI 10/99, DE 29 DE OUTUBRO
REMUNERAÇÃO TAXAS
 A estrutura actual deste imposto é a seguinte: EM KZ LIBERATÓRIAS
 A base de incidência é: a remuneração total Até 8.500 Isento
mensal ( incluindo todas as regalias auferias)
De 8.501 a 11.000 2% sobre o valor
recebida pela prestação do Trabalho, superior a 8.500
contratuais ou não, pagáveis em dinheiro ou De 11 001 a 16.000 50 Kz + 4% do valor
em espécie, fixas ou variáveis, periódicas ou superior a 11.000
ocasionais, qualquer que seja a proveniência De 16 001 a 21 000 250 kz + 6% do valor
ou local, a moeda ou a forma de cálculo e superior a 16.000
pagamento. De 21 001 a 26.000 550 Kz + 8% do valor
 As taxas aplicadas a trabalhadores por conta superior a 21.000
de outrem são as seguintes, procedendo-se a De 26.001 a 36.000 950 Kz + 10% do valor
superior a 26.000
retenção na fonte:
De 36.001 a 56.000 1950 Kz + 12.5% do valor
superior a 56000
De 56.001 a 76.000 4.450 Kz + 14% do valor
superior a 56000
Mais de 76.001 7.250 Kz + 15% do valor
superior a 76.000
IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO DO TRABALHO
LEI 10/99, DE 29 DE OUTUBRO
 Os trabalhadores por conta própria estão sujeitos a IRT à taxa fixa de 15% sobre 70%
do seu rendimento total , retidos na fonte pela entidade pagadora das prestações
laborais (tem que estar inscritos numa ordem!!!)
 Não constituem matéria colectável do IRT os seguintes rendimentos:
 Subsídios de natalidade, de falecimento, de acidente ou doença de trabalho, desemprego
e funeral, pensões por velhice, invalidez e sobrevivência; prémio de aposentação,
subsídios de férias, diários, décimo terceiro mês, subsídio de representação, viagem,
deslocações, etc.
 Consideram-se isentos do pagamento de IRT:
 Funcionários e empregados das missões diplomáticas, desde que haja reciprocidade de
tratamento; pessoal a serviço de organismos internacionais, pessoal ao serviço de ONG
conforme acordo com anuência prévia do Ministro das Finanças, os deficientes físicos e
mutilados de guerra com 50% de invalidez, cidadãos com idade superior a 60 anos e
cidadãos a cumprir o serviço militar
IMPOSTO INDUSTRIAL
DIPLOMA LEGISLATIVO N.º 35/72 DE 29 DE Abril
Modificado pela Lei 18/92, de 3 de Julho,
Lei 7/96, de 19 de Abril
Dec. Executivo n.º 84/99, de 11 de Junho
Lei n.º 5/99, de 6 de Agosto

 Incidência Objectiva: incide sobre os rendimentos comerciais e industriais


 Consideram-se rendimentos de natureza comercial ou industrial, nomeadamente os
provenientes das seguintes actividades:
 a) Actividades por conta própria cujos rendimentos não se encontram sujeitos a
imposto sobre os rendimentos de Trabalho ( IRT) – Interpretação alargada!!!
 b) Actividades relativas a explorações agrícolas, silvícolas ou pecuniárias;
 Actividade de mediação ou representação na realização de contratos de qualquer
natureza, bem como de agentes de actividades industriais ou comerciais
IMPOSTO INDUSTRIAL
DIPLOMA LEGISLATIVO N.º 35/72 DE 29 DE Abril
Modificado pela Lei 18/92, de 3 de Julho,
Lei 7/96, de 19 de Abril
Dec. Executivo n.º 84/99, de 11 de Junho
Lei n.º 5/99, de 6 de Agosto

 Incidência Subjectiva:
 Pessoas singulares ou colectivas, nacionais ou estrangeiras, com domicílio,
sede ou direcção efectiva em Angola( residentes para efeitos fiscais em
Angola), bem como, as que não são residentes fiscais em território
angolano nem disponham de um estabelecimento estável, desde que
exerçam no país actividades de natureza comercial;
 Os lucros realizados por pessoas singulares ou colectivas, nacionais ou
estrangeiras, que exerçam no país actividades comerciais ou industriais
 As empresas com sede, domicilio, ou direcção efectiva em Angola, são
tributados pela totalidade dos lucros obtidos, quer os mesmos sejam
obtidos no país ou no estrangeiro
IMPOSTO INDUSTRIAL
DIPLOMA LEGISLATIVO N.º 35/72 DE 29 DE Abril
Modificado pela Lei 18/92, de 3 de Julho,
Lei 7/96, de 19 de Abril
Dec. Executivo n.º 84/99, de 11 de Junho
Lei n.º 5/99, de 6 de Agosto

 As empresas que, embora tenham sede, domicílio ou direcção efectiva no


estrangeiro ou possuam estabelecimento estável em território nacional
são tributadas sobre:
 - Os lucros imputáveis ao estabelecimento estável situado em território
nacional; (princípio da tributação internacional com base na residência da
sede da empresa).
DIPLOMA LEGISLATIVO N.º 35/72 DE 29 DE Abril
Modificado pela Lei 18/92, de 3 de Julho,
Lei 7/96, de 19 de Abril
Dec. Executivo n.º 84/99, de 11 de Junho
Lei n.º 5/99, de 6 de Agosto

 GRUPOS DE TRIBUTAÇÃO
 1- Grupo A: a tributação incide sobre os lucros efectivamente obtidos
pelos contribuintes e determinados através da sua contabilidade.
 São obrigatoriamente tributadas no Grupo A:
 a) As empresas estatais;
 b) As sociedades anónimas e em comandita por acções;
 c) As demais sociedades comerciais e civis sob a forma comercial, com
capital superior a 35 Unidades de Correcção Fiscal ( 1 U.C.F= 53 Kz);
 d) as instituições de Crédito, casas de câmbio e sociedade de seguros;
 e) Os contribuintes cujo volume de negócios seja, na média dos últimos
três anos superior a 70 U.C.F
IMPOSTO INDUSTRIAL
DIPLOMA LEGISLATIVO N.º 35/72 DE 29 DE Abril
Modificado pela Lei 18/92, de 3 de Julho,
Lei 7/96, de 19 de Abril
Dec. Executivo n.º 84/99, de 11 de Junho
Lei n.º 5/99, de 6 de Agosto

 2- Grupo B : A tributação incide sobre os lucros presumidos


 São tributados do Grupo B os contribuintes não abrangidos nos Grupos
A e C, bem como os que devam imposto apenas pela prática de alguma
operação ou acto isolado de natureza comercial ou industrial (tabela de
lucros mínimos)

 3- Grupo C: Tributação baseada nos lucros que os contribuintes


normalmente poderiam ter obtido
 São tributados pelo Grupo C os contribuintes que, sendo pessoas
singulares, preencham cumulativamente as seguintes condições:
 a) Exerçam, por conta própria, uma das actividades constantes da tabela
contida no art.º 63.º do Código de Imposto Industrial;
 b) Trabalhem sozinhos, ou sejam apenas auxiliados por familiares ou
estranhos em número não superior a três;
 Não disponham de escrita, ou a tenham tão rudimentar que não permita
verificar o seu movimento comercial
IMPOSTO INDUSTRIAL
DIPLOMA LEGISLATIVO N.º 35/72 DE 29 DE Abril
Modificado pela Lei 18/92, de 3 de Julho,
Lei 7/96, de 19 de Abril
Dec. Executivo n.º 84/99, de 11 de Junho
Lei n.º 5/99, de 6 de Agosto
 TAXAS

 A taxa geral do imposto industrial é de 35%.


 Os rendimentos provenientes de actividades exclusivamente agrícolas
estão sujeitos à uma taxa reduzida de 20%
 A taxa geral do imposto industrial é passível, mediante autorização do
Ministro das finanças, de sofrer uma redução para metade ( 17.5%),
relativamente às empresas que procedam
à instalação de indústria em regiões economicamente deprimidas, bem
como, às empresas que procedam à instalação de industrias de
aproveitamento de recursos locais, por um período de até 10 anos.
IMPOSTO DE CONSUMO

Lei 9/99, de 1 de Outubro


Decreto n.º 41/99, de 10 de Dezembro, aprova o Regulamento do Imposto de Consumo

 O imposto de consumo incide objectivamente sobre:


 a) A produção e importação de bens, incluídos as matérias primas ou
produtos semi-acabados com destino a produção, seja qual for a sua
origem.
 b) A arrematação ou venda realizadas pelos serviços aduaneiros ou
outros quaisquer serviços;
 c) A utilização de bens ou matérias primas fora do processo produtivo e
que beneficiaram da desoneração do imposto;
 d) Serviços de Telecomunicações, Hotelaria e similares, consumo de água
e electricidade.
IMPOSTO DE CONSUMO
Lei 9/99, de 1 de Outubro
Decreto n.º 41/99, de 10 de Dezembro, aprova o Regulamento do Imposto de
Consumo
 Estão isentos do pagamento do Imposto de Consumo:
 a) os bens exportados pelo próprio produtor ou entidade vocacionada
para o efeito, reconhecida nos termos da Lei;
 b) Os bens importados pelas representações diplomáticas e consulares,
quando haja reciprocidade de tratamento;
 c) os bens manufacturados em resultado de actividades desenvolvidas por
processos artesanais;
 d) as matérias primas e os materiais subsidiados, incorporados no
processo de fabrico, os bens, equipamento e peças sobressalentes, desde
que devidamente certificadas pelos ministérios de tutela, com declaração
de exclusividade
IMPOSTO DE CONSUMO
Lei 9/99, de 1 de Outubro
Decreto n.º 41/99, de 10 de Dezembro, aprova o Regulamento do
Imposto de Consumo

 Não estão sujeitos ao pagamento do Imposto de Consumo:


 a) produtos agrícolas e pecuários não transformados;
 b) Produtos primários de silvicultura;
 c) Produtos de pesca;
 d) Produtos minerais não transformados
 TAXAS DO IMPOSTO DE CONSUMO

 Varia de 5% a 30%
 Há uma taxa geral correspondente a 10% ( lista I)
 Os bens agravados são taxados na ordem dos 15% a 30% ( lista
II)
 Taxa Bonificada de 5% (lista III)
IMPOSTO DE SELO (Alteração c/Lei 16/2011)
 IMPOSTO DE SELO

 O imposto de Selo incide sobre todos os actos, contratos, documentos,


títulos, livros, papéis e outros produtos previstos na tabela Geral do
Imposto de Selo ( actualizada pelo decreto Executivo n.º 71/04, 9 de
Julho e pelo Decreto Legislativo Presidencial 6/2011)
 O valor tributável do imposto de Selo é o que resulta da Tabelo Geral do
Imposto . (Mostrar taxas)
IMPOSTO PREDIAL URBANO
Diploma Legislativo n.º 4044, de 13 de Outubro de 1970
(Alteração c/Lei n.º 18/11, de 21.04)

 IMPOSTO PREDIAL URBANO


 tributação de imóveis (não arrendados):
> Isenção do pagamento de imposto para os contribuintes com imóveis de
baixo valor (abaixo de 5 milhões de kwanzas).
> Redução da taxa de imposto de 30% para 0,5% a incidir apenas sobre o valor
do imóvel que exceda os 5 milhões de kwanzas.
 Na tributação de imóveis arrendados:
 > Redução da taxa efectiva sobre rendimentos de imóveis de 24% para 15%,
devido a:
Redução da taxa de imposto nominal de 30% para 25%; Aumento da dedução
elegível de despesas de conservação do imóvel (40% do total das rendas).
> Retenção na fonte pelos inquilinos, para simplificação do pagamento de
imposto pelos proprietários.
> Eliminação da dupla tributação de imposto, deixando os rendimentos de
imóveis de estar sujeitos a Imposto Industrial.
IMPOSTO SOBRE AS SUCESSÕES E DOAÇÕES
Diploma Legislativo n.º 230, de 18 de Julho de 1931
Modificado pela Lei n.º 15/92, de 3 de Julho
 Imposto sobre as sucessões e doações
 È um imposto progressivo sobre as transmissões a título oneroso e as
sucessões em dinheiro, título do estado, acções, títulos de crédito de
sociedades e bancos e qualquer um móvel ou imóvel, bem como, de
direitos de habitação ou de água.

 Taxas
 Nas transmissões entre cônjuges ou a favor de descendentes e
ascendentes correspondentes a kz.3.000.000 aplica-se uma taxa de 10%.
Acima deste valor a taxa é de 15%;
 Entre quaisquer pessoas a taxa é de 20% nas transmissões cujo valor seja
de até kz.3.000.000. Quanto o valor for superior ao mencionado a taxa é
a correspondente a 30%
SISA SOBRE A TRANSMISSÃO DE IMOBILIÁRIOS POR TÍTULO ONEROSO
Diploma Legislativo n.º 230 de 18 de Julho de 1931.Modificado pela Lei 15/92, de 3 de
Julho/Alteração Lei 16/2011

 SISA
 O sisa é devido pelas transmissões de propriedade imobiliária ( venda,
troca, extinção de direitos, arrendamentos a longo prazo – 20 anos pelo
menos -), rústica ou urbana, com excepção das transmissões de
propriedade perpétua ou temporária das concessões feitas pelo Governo
para a exploração de empresas industriais de qualquer natureza, tenha ou
não principiado a exploração.
 Também é devida a Sisa pela aquisição de quotas de sociedades que
possuam imóveis desde que o adquirente fique a deter pelo menos 50%
do capital social
 A taxa da sisa é de 2%
SEGURANÇA SOCIAL

 SEGURANÇA SOCIAL
 A lei 7/04, de 15 de Outubro _ lei do Sistema de segurança nacional-
define as bases em que assenta o Sistema de Segurança Social, que tem
por objectivo garantir a subsistência material dos cidadãos nas situações
de falta ou diminuição de capacidade para trabalho, bem como, em caso
de morte, dos familiares sobreviventes.
 Nos termos da Lei são beneficiários do sistema de segurança social.
 a) os trabalhadores por conta de outrem;
 b) os trabalhadores por conta própria
 c) os cidadãos estrangeiros que trabalhem em Angola, desde que tal se
encontre previsto, desde que se encontre previsto lei ou por acordos
internacionais
 A inscrição no sistema é obrigatória, excepto quanto aos trabalhadores por conta
própria e aos estrangeiros que provem estarem abrangidos pelo seguro social
obrigatório do país de origem
 A base de incidência das contribuições para o sistema de Segurança social corresponde
aos salários e remunerações adicionais definidos no Decreto n.º 8-c/91, de 16 de Março,
quer para os trabalhadores por conta própria, quer para os trabalhadores por conta de
outrem.
 Consideram-se salários e remunerações adicionais os proventos que, nos termos da Lei
Geral do Trabalho e da Lei salarial, o trabalhador tem direito pela prestação do trabalho
e pela cessação do contrato, designadamente:
 O salário base;
 Os salários especiais que, nos termos da Lei salarial, sejam atribuídos para certos postos
de trabalho que exijam um tratamento salarial específico;
 Os prémios e outros estímulos materiais atribuídos por força da Lei Salarial e seus
diplomas regulamentares
 As retribuições pela prestação de trabalho extraordinário e pela prestação
de trabalho nocturno
 Os subsídios de residência, de renda de casa ou outros de natureza
análoga, que tenham carácter de regularidade;
 As indemnizações por despedimentos sem justa causa e as quantias pagas
aos trabalhadores em cumprimento de acordo de cessação de trabalho
 Os subsídios de alimentação , de função e responsabilidade
 Taxas
 As taxas de contribuição para o sistema são de 8% para as entidades
empregadoras e de 3% para os trabalhadores por conta de outrem

 As entidades empregadoras são responsáveis pela entrega das


contribuições até ao dia 20 do mês seguinte àquele a que dizem respeito,
bem como pela entrega das folhas de remunerações
A Lei n.º 10/04, de 12 de Novembro de 2004, das Actividades Petrolíferas (LAP)
Lei n.º 11/04, de 12 de Novembro, Regime Aduaneiro aplicável ao sector, e a Lei n.º
13/04, de 24 de Dezembro sobre a Tributação das Actividades Petrolíferas.

Tipologia de impostos no sector petrolífero

 Imposto sobre o rendimento do petróleo;


 Imposto sobre a produção do petróleo (royalty);
 Imposto sobre a transacção do petróleo;
 Taxa de superfície;
 Contribuição para a formação de quadros angolanos.
A Lei n.º 10/04, de 12 de Novembro de 2004, das Actividades Petrolíferas (LAP)
Lei n.º 11/04, de 12 de Novembro, Regime Aduaneiro aplicável ao sector, e a
Lei n.º 13/04, de 24 de Dezembro sobre a Tributação das Actividades
Petrolíferas.

Imposto sobre o Rendimento


Incide sobre o lucro ou rendimento líquido determinado
como matéria colectável no final do exercício, decorrente
de diversas actividades das concessionárias.
O Imposto sobre o Rendimento do Petróleo é cobrado a
taxa de:
 65,75% para os contratos de associação de Cabinda;
 50% em contratos de partilha de produção (PSA’s –
Prodution Share Agreements)
Imposto sobre a Produção de Petróleo ou Royalty

Este imposto é calculado a taxa de 20%. Mediante


situações específicas poderá ser reduzido para 10%:
 Exploração do petróleo em jazidas naturais;
 Exploração do petróleo em áreas marítimas com
colunas de água superiores a 750 m;
 Exploração do petróleo em áreas terrestres de difícil
acesso previamente definidas pelo governo.
Imposto sobre a Transacção do Petróleo

 Incide sobre o lucro obtido sobre a produção de


Cabinda em regime de exploração conjunta com a
Sonangol
 Taxa: 70%
Lei nº 31/11 de 23 de Setembro de 2011

O Código mineiro prevê os seguintes tributos:


 imposto de rendimento (artigo 238º);
 imposto sobre o valor dos recursos minerais - royalty
(artigo 249º);
 taxa de superfície (artigo 260º);
 taxa artesanal (artigo 264º) e senha mineira – taxa
artesanal para a exploração de diamantes (artigo 283º);
 taxa de concessão de licença ambiental (Decreto 59/07
do – Ministério do Ambiente);
 fundo ambiental (artigo 267º).
Lei nº 31/11 de 23 de Setembro de 2011

Imposto de Rendimento

O imposto de rendimento incide sobre os lucros


imputáveis ao exercício das entidades nacionais ou
estrangeiras que tenham adquirido os direitos
mineiros. Os sujeitos passivos deste imposto são
todas as entidades que exerçam as actividades de
reconhecimento, pesquisa, prospecção e de
exploração de minerais.
A sua taxa é de 25%, dos quais 5% revertem a favor da(s)
autarquia(s) sob cuja jurisdição esteja a respectiva
mina.
Lei nº 31/11 de 23 de Setembro de 2011

Royalty
O royalty mineiro é apelidado, no artigo 239º, de
“imposto sobre o valor dos recursos minerais (royalty)”,
trata-se de um imposto ad valorem calculado sobre o
valor dos recursos minerais extraídos à boca da mina
ou sobre o valor dos concentrados quando haja lugar a
tratamento. O termo “royalty mineiro” tem sido
aplicado tradicionalmente à legislação mineira quando
se referem a taxas ad valorem (sobre o valor da
produção).
Lei nº 31/11 de 23 de Setembro de 2011

Taxa de Superfície
A taxa de superfície é um valor progressivo de acordo
com a dimensão da área de mineração (artigo261º). A
sua criação tem subjacente a ideia de penalizar a
ocupação inexplorada da área de concessão. O seu
carácter comutativo está “no benefício” do incentivo da
rendibilidade das terras ocupadas pertencentes ao
Estado “ou às Comunidades”, poderá também ter o
propósito de limitar o acesso a um recurso o que lhe
confere natureza de taxa extra-fiscal.
Lei nº 31/11 de 23 de Setembro de 2011

Licença Ambiental

A licença ambiental em análise, derivada da legislação


mineira, prevista por decreto do Ministério do
Ambiente. Se enquadra no conceito de remoção de um
obstáculo jurídico que se poderá caracterizar por um
misto entre “verdadeira e própria licença e
autorização” consubstanciada no usufruto de recursos
naturais comuns. Trata-se de um instrumento extra-
fiscal de limitação de acesso.
FIM