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Prisão de ventre e hábitos intestinais:

A evacuação ideal deve ser diária e se caracteriza pelo bolo


fecal consistente sem ser duro ou pétreo, nem líquido, vez que a
evacuação diarréica é nociva para a nutrição da mucosa
intestinal.

Os hábitos de evacuação, às vezes, se transformam num


verdadeiro martírio para as pessoas que têm dificuldade para
usar o banheiro e estabelecer horários para o intestino funcionar.
 Fisiologicamente é a cabeça da pessoa que comanda o
intestino, porque na realidade é ela que comanda tudo. Quem
tem intestino ressecado geralmente come mal. As pessoas
pensam que se alimentam bem, mas uma folhinha de alface no
prato é o suficiente para acharem que comeram salada. É
preciso comer um prato enorme de salada para ingerir os ideais
20 ou 30 gramas de fibras. Quem não consegue fazer isso, deve
complementar com frutas ou duas colheres de farelo de trigo ou
de outro produto que contenha fibras preferencialmente de
manhã adicionados ao leite ou ao iogurte, por exemplo. Outra
coisa a ressaltar é que as pessoas, sobretudo as mulheres,
comem fibras, mas não tomam o líquido necessário para a
formação do bolo fecal. Mulher é avessa a tomar líquido, embora
devesse tomar pelo menos 2 litros por dia.
 De um modo geral as mulheres são mais obstipadas porque se
alimentam pior. Gostam de docinhos ricos em hidrato de carbono
e, como têm a preocupação de não engordar, ingerem uma
quantidade menor de alimentos. E também não bebem água.
Além disso, são exigentes com a limpeza e não usam qualquer
toalete quando estão na rua ou no shopping. Às vezes, têm
vontade de ir ao banheiro mas não vão. O mecanismo reflexo da
evacuação é muito interessante. Se elas deixam escapar aquele
momento porque estão com pressa ou porque não podem parar
com o seu trabalho, o reflexo só reaparece no dia seguinte
quando as fezes já estão endurecidas porque houve absorção
da água que continham
 Fezes duras, ou fecalitos, são difíceis de eliminar e
surge a dor, a fissura, as hemorróidas.
Progressivamente, para se defenderem, começam a
tomar laxantes e instala-se um círculo vicioso. O
intestino se acostuma, perde o reflexo, e elas são
obrigadas a tomar quantidades crescentes desses
remédios.
 Do ponto de vista fisiológico, não existe um número ideal de
evacuações diárias. Na verdade é variável, pois o tamanho do intestino
difere de uma pessoa para outra. Os indivíduos que têm intestino mais
longo necessitam de quantidade maior de fibras e evacuam menos. No
entanto não é o número de evacuações diárias que interessa. O
importante é ir ao banheiro uma vez ou duas por dia, ou dia sim, dia
não, mas sem necessidade de fazer força para evacuar.
A consistência pastosa do bolo fecal deve proporcionar fácil
eliminação.
 A doença começa sempre como uma lesão benigna que vai
evoluindo lentamente até transformar-se num tumor maligno.
 Para uma melhor abordagem desse tema é conveniente
recordarmos que o tubo digestivo está constituído pelo esôfago,
estômago e intestino. Este por sua vez compreende dois
segmentos distintos: Um segmento mais fino localizado após o
estômago, chamada intestino delgado que está relacionado
com a digestão e a absorção dos alimentos, e outro segmento
mais grosso, o intestino grosso, que tem a função de
armazenar, absorver água e nutrientes e excretar resíduos não
aproveitados pelo organismo através das fezes.
 A lavagem intestinal (Enteroclisma) é um
procedimento onde se efetua a limpeza das
vísceras (intestino grosso) com objetivo de
promover a retirada de resíduos fecais, os
quais são fontes de processos intoxicativos
do corpo.
Finalidade

 eliminar ou evitar a distensão abdominal e


flatulência, facilitar a eliminação de fezes,
remover sangue nos casos de melena e
preparar o paciente para cirurgia, exames e
tratamento do trato intestinal.
Material
 solução prescrita: água morna, glicerina, solução salina, SF +
glicerina, minilax; sonda retal (mulher: 22 ou 24 e homem: 24 ou
26); equipo; gazes; vaselina ou xylocaína; cuba rim; papel
higiênico; luva de procedimento; suporte de soro; comadre;
biombo s/n; impermeável; lençol móvel; saco para lixo.
PROCEDIMENTOS
 orientar o paciente
 preparo do material: forro, vaselina ou xylocaína geléia, papel higiênico,
comadre, biombos, sonda retal, gaze, equipo de soro e luvas.
 lavar as mãos e utilizar luvas
 adaptar a sonda retal à solução prescrita e ao equipo de soro
 colocar o paciente na posição de Sims esquerdo
 lubrificar cerca de 10 cm da sonda com vaselina
 afastar os glúteos e introduzir a sonda
 no caso de lavagem intestinal, abrir o equipo, deixar escoar o líquido, fechar o
equipo após e término, retirar a sonda e encaminhar o paciente ao banheiro ou
colocá-lo em uma comadre.
Curiosidades
 Apesar de termos inúmeros tipos de sondas e diferentes locais para
utilizá-los, iremos nesta aula nos deter basicamente nas sondagens
vesical, gastrointestinal e retal. Importante é a conceituação correta de
sonda e cateter, que freqüentemente são utilizados para funções
semelhantes.
 Sonda é definida como um tubo que se introduz em canal do
organismo, natural ou não para reconhecer-lhe o estado, extrair ou
introduzir algum tipo de matéria.
 Na definição de cateter temos: instrumento tubular que é inserido no
corpo para retirar líquidos, introduzir sangue, soro, medicamentos e
efetuar investigações diagnósticas.
Fleet Enema

 É a introdução de pequena quantidade de


líquido no intestino.
 Finalidade:
 Servir de emoliente
 Aliviar constipação
 preparo para cirurgias ou parto.
 A técnica é a mesma da enteróclise
(enteroclisma).