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0416 - Balanços - inventários

50h
Objetivo

Os formandos têm de ser capazes de:


• Identificar os diferentes sistemas de inventário e
critérios valorimétricos.
• Enumerar os objetivos e periodicidade do balanço.
• Descrever as atividades necessárias à organização e
execução de um processo de inventário.
Conteúdos
 Sistemas de valorização das mercadorias
•Critérios valorimétricos
o FIFO (First in, First out)
o LIFO (Last in, First out)
o CMP (Custo médio ponderado)

 Registos de entradas e saídas de mercadorias


o Sistemas de inventário permanente
o Sistemas de inventário intermitente
Sistemas de valorização das
mercadorias
Critérios valorimétricos das existências

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Critérios valorimétricos das existências

o FIFO (First in, First out);

o LIFO (Last in, First out) e

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o CMP (Custo médio ponderado)
Critérios valorimétricos das existências

CMP - Custo Médio Ponderado

Média aritmética ponderada

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Q1xPu1+Q2xPu2 +… QnxPun
Q1+Q2+…Qn
Critérios valorimétricos das existências

Lucro = Preço de Venda – Preço de custo

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L= Pv-Pc
Ficha de armazém

Ficha de Armazém
Empresa:______________________________ Produto: ____________________ Sistema de custeio: ________________________ valores em euros
Entradas Saidas Existências
Data Descrição
Qt Preço Valor Qt Preço Valor Qt Preço Valor
Critérios valorimétricos das existências

Exercício 1
Existências iniciais:

Lote A – 11 530 litros a €11,78 o litro

Lote B – 15 300 litros a €11,85 o litro

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Lote C – 25 730 litros a €12,50 o litro

Lote D – 17 440 litros a €12,05 o litro


Critérios valorimétricos das existências

Exercício 1

Utilize o LIFO, FIFO e o CMP sabendo que:

Venda de 20 000 litros por € 20,00 /L

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a)

b) Compra de 10 000 litros a € 12,85/L


Critérios valorimétricos das existências
Resolução do
exercício 1 Custo Médio
Ponderado

Q Pu Valor
Ei 11530 11,78 135823,4
15300 11,85 181305

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25730 12,5 321625
17440 12,05 210152
848450,4

Venda 70000 12,12722 848905,4


Carla Paulino 12
Inventário permanente
e
Inventário intermitente

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Sistema de inventário permanente vs
intermitente

Na contabilização dos inventários há a considerar 2 métodos, o


Sistema de Inventário Permanente (S.I.P.) e o Sistema de
Inventário Intermitente (S.I.I.).
Independentemente da opção tomada pela empresa, a

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utilização de inventário permanente ou intermitente,
pressupõe que os lançamentos a efetuar sigam a normalização
contabilística, isto é, a NCRF 18 – Inventários e as notas de
enquadramento do SNC.
Inventário permanente

De acordo com o previsto no artigo 12.º – Inventário


permanente do Decreto Lei n.º 158/2009, de 13 de Julho:
“1 – As entidades a que seja aplicável o SNC ou as normas
internacionais de contabilidade adotadas pela UE ficam

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obrigadas a adotar o sistema de inventário permanente na
contabilização dos inventários, nos seguintes termos:
Inventário permanente

• Proceder às contagens físicas dos inventários com referência


ao final do exercício, ou, ao longo do exercício, de forma
rotativa, de modo a que cada bem seja contado, pelo menos,
uma vez em cada exercício;

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• Identificar os bens quanto à sua natureza, quantidade e
custos unitários e globais, por forma a permitir a verificação,
a todo o momento, da correspondência entre as contagens
físicas e os respetivos registos contabilísticos.” …
Dispensa de Inventário permanente

Ficam dispensadas do estabelecido no n.º 1 as entidades nele


referidas relativamente às seguintes atividades:
• Agricultura, produção animal, apicultura e caça; Silvicultura e
exploração florestal; Indústria piscatória e aquicultura;

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• Pontos de vendas a retalho que, no seu conjunto, não
apresentem, no período de um exercício, vendas superiores a
€ 300 000 nem a 10% das vendas globais da respetiva
entidade.
Sistema de Inventário permanente - SIP

O SIP é o mais aconselhável, isto porque as entradas e as


saídas das mercadorias dos respetivos locais de armazenagem
são registadas, qualitativa e quantitativamente, de modo
sequencial e cronológico e de forma sistemática.

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Assim sendo, é possível a cada momento (que poderemos
designar por período, mensal, trimestral ou semestral) estarmos
cientes dos valores dos inventários, em stock, assim como
conhecermos o CMVMC.
Inventário permanente

Inventário permanente

Em qualquer momento, a conta 31 Compras está saldada e o

saldo da conta de inventário reflete as existências em armazém

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e o CMVMC reflete o custo das mercadorias vendidas até à data.
Aquisição de mercadorias pelo S.I.P

31 Compras
221 Fornecedores
a) 100,00 € 100,00 € b)
123,00 € a)

2432 IVA – Dedutível 32 mercadorias

a) 23,00 € b) 100,00 €

Compra a prazo de 100 euros de mercadorias ao qual acresce o IVA à


taxa de 23%
Venda de mercadorias pelo S.I.P
32 mercadorias
61 CMVMC

80,00 € 80,00 €

21 clientes 2433 IVA – Liquidado 71 vendas

98,40 € 18,40 € 80,00 €

Venda a prazo de 80 euros de mercadorias ao qual acresce o IVA à taxa


de 23%
Inventário intermitente

Inventário intermitente

Durante o ano, a conta 31 Compras representa as compras feitas

até à data, o saldo da conta de inventário reflete as existências do

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início do ano e o CMVMC não está apurado
Definir politica de
diminuição do nível de
quebra
Como calcular a quebra desconhecida

Quando fazem contas as empresas deparam-se com


menores lucros do que esperavam, face ao stock em
inventário.

Em 5 tópicos, vamos conhecer o indispensável para


combater a quebra desconhecida.

Seja fruto de roubo externo, interno ou de erros de


gestão, a perda desconhecida na cadeia de abastecimento
tem forte impacto nas finanças das empresas.
Como calcular a quebra desconhecida

Identificar as fontes de risco e as causas da quebra é uma


ajuda preciosa para as empresas e constitui informação
indispensável para pôr em marcha um plano de ataque.

Para determinar a causa da quebra desconhecida, vamos


analisar as 5 regras recomendadas pela Associação
Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED).
As 5 regras para
combater a quebra
1. Reunir informação

Calcule a diferença de inventário, ou seja o diferencial entre o


inventário teórico e o real. Utilize as seguintes fórmulas:
• Stock inicial – saídas de produtos + entradas de produto = Stock teórico
• Stock teórico – stock real = Diferença de inventário

Para entender a diferença de inventário para a área de


atividade utilize um dos dois índices:
 % do custo das quebras relativamente ao nº de vendas,
valorizando as quebras de produtos a preços de custo
médio
 % de unidades que faltam no total das unidades vendidas
2.Tomar decisões

O cálculo da diferença de inventário vai ajudar na tomada de


decisões a vários níveis:
 Revisão ou estabelecimento de novos procedimentos
internos
 - Adoção de medidas de segurança pontuais sobre
determinados produtos, áreas da loja, entre outros
 - Ações comerciais para expor o produto em locais mais
seguros
2.Tomar decisões

As medidas de correção são tanto mais eficientes quanto


mais credível for a informação que é influenciada por:

 O nível da empresa onde a informação é obtida (loja,


secção, categoria, entre outros)

 Frequência temporal do cálculo


2.Tomar decisões

A diferença de inventário permite ainda corrigir eventuais


desvios entre o inventário teórico e a atividade real.
Regra geral, as decisões são tomadas com base no
inventário teórico, se este estiver incorreto pode conduzir a:
 Roturas de stock (os sistemas de informação acusam
produto na loja embora não haja)
 Implantações deficientes (o espaço que o produto ocupa no
linear é determinado pela rotação do mesmo, informação
esta determinada pelo inventário teórico)
 Cadeias de abastecimento ineficientes
3- Erros mais frequentes
 No cálculo da diferença de inventário há erros mais comuns:
 - Enganos nos últimos movimentos a serem considerados pelo cálculo do inventário teórico. Como, por exemplo, durante a realização do inventário são feitas vendas
mas os movimentos não são incluídos no inventário.
 - Analisar informação incorrecta ou incompleta. Entre a documentação mais susceptível, destaca-se a que vem automaticamente das lojas: duplicação de vendas,
envios incorrectos de transacções, mistura de artigos entre vários códigos, notas de entrega de armazém, facturas relativas a entrega nas lojas, devoluções de produtos,
regularizações de preço, auto-consumos, entre outros.
 Na realização do inventário físico, constituem fontes de risco:
 - Produtos que estão localizados em mais do que um ponto da loja ou armazém, pois podem originar quebras de produto no cálculo quando na realidade esta não existe
 - Produtos com vários componentes. Na falta de um componente não detectado pode acontecer que a contagem física não assuma a quebra
 - Armazéns e lojas desarrumadas dificultam a contagem dos produtos

 4. Melhores práticas
 É recomendado calcular a diferença de inventário de acordo com a frequência proporcional ao risco de furto de cada secção, categoria ou produto. Considere:
 - O que atrai mais os larápios
 - A disposição dos produtos na loja: estabeleça pontos críticos
 - A rotação do produto
 - O seu grau de perecibilidade
 - As diferenças de inventário detectadas anteriormente
 Na realização do inventário, devem participar os departamentos de controlo de gestão, exploração de loja, logística e segurança. A acções de formação com os
colaboradores envolvidos na realização do inventário físico são aconselháveis, para:
 - Estabelecer melhores práticas, como, por exemplo, a realização de uma contagem prévia sobre a localização dos produtos, sobretudo os arrumados em diferentes
locais
 - Uniformizar e normalizar a metodologia da contagem e a documentação de apoio a utilizar, como sejam formulários e tabelas, entre outros
 Caso não disponha de sistemas de informação, faça o inventário físico com a actividade estanque
 Aumente o nível de precisão das categorias ou produtos que apresentem riscos mais elevados, por exemplo, conte fisicamente duas vezes os produtos e faça
comprovações aleatórias da integridade dos bens.

 5. Furto interno, externo ou erro?


 Agora que já conhece o valor da quebra que a empresa sofreu, como determinar a sua origem (furto externo, interno e erros)? A única forma é reunir informação das
ocorrências e tirar conclusões que permitam ponderar o peso de cada uma das três causas. As informações mais úteis são:
 - Tentativas de furto detectadas
 - As provas que demonstrem furto: etiquetas electrónicas encontradas na loja e etiquetas de preço violadas, entre outras

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