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1 - SUPREMACIA CONSTITUCIONAL

Rigidez e Supremacia Constitucional

- rígida
- Quanto à estabilidade uma Constituição pode ser: - semi-rígida
- flexível

- A rigidez constitucional decorre da maior dificuldade para a modificação de uma regra


Constitucional do que para a alteração de uma lei infraconstitucional

- Da rigidez emana, como primordial conseqüência, o princípio da supremacia da


Constituição.

SUPREMACIA DA CONSTITUIÇÃO: significa que a Constituição se coloca no vértice do sistema


Jurídico do país, que confere validade a todos os demais atos normativos e a todos poderes
estatais que são legítimos na medida em que ela os reconheça e na proporção por ela distribuídos.
É, enfim, a lei suprema do Estado, pois nela se encontram a própria estrutura deste e a
organização de seus órgãos; é nela que se acham as normas fundamentais de Estado, e só nisso se
notará sua superioridade em relação às demais normas jurídicas
Supremacia material
- Supremacia material:

. Implica que as normas constitucionais estejam acima da legislação ordinária, limitando-


se esta superioridade ao conteúdo das regras:

DEO - normas materialmente constitucionais

. Leva em conta a superioridade da norma constitucional em razão da dignidade do conteúdo das


normas constitucionais

. A supremacia material é reconhecida nas constituições costumeiras e nas


flexíveis
Exemplo: a norma constitucional que assegura o direito à vida é uma norma de
supremacia material, devido ao seu conteúdo, por tratar de matéria
substancialmente constitucional (direito fundamental individual à vida).
Supremacia formal:

. A supremacia formal torna a modificação de uma regra constitucional de modo mais


dificultoso, mais solene, o que inviabiliza o confronto de leis ordinárias (vide artigo 60
da Constituição Federal)

. Tal supremacia decorre da rigidez constitucional

. Não há que se falar em supremacia formal das normas constitucionais sobre


as demais leis do ordenamento em constituições costumeiras e flexíveis,
uma vez que não há diferença de “ forma ” (normas constitucionais e
demais leis são elaboradas pelo mesmo processo legislativo)

. Somente no caso de rigidez constitucional que se pode falar em supremacia formal da


Constituição, acrescentando que a previsão de um modo especial de revisão
constitucional dá nascimento à distinção de duas categorias de leis: as leis ordinárias
e as leis constitucionais
Supremacia formal

CONSTITUIÇÃO RÍGIDA CONSTITUIÇÃO FLEXÍVEL

NORMAS CONSTITUCIONAIS

NORMAS INFRACONST.

Art. 59 da CF:
II - leis complementares NORMAS CONSTITUCIONAIS NORMAS INFRACONST.
III - leis ordinárias
IV - leis delegadas
V - medidas provisórias
VI - decretos legislativos
VII - resoluções
OBS: A Inglaterra adota uma Constituição não-escrita, costumeira, cujo processo
legislativo não é especial (dificultoso) para a elaboração das normas constitucionais.
Como se distingue uma lei ordinária de uma lei constitucional neste caso?
Há supremacia?

R: Será constitucional a lei que versar sobre matéria considerada


substancialmente constitucional pelo Estado Inglês. A lei constitucional é
dotada de supremacia em relação à lei ordinária, mas não em razão da formalidade,
de processo legislativo de sua elaboração (supremacia formal). Trata-se de
supremacia material decorrente do conteúdo das normas substancialmente
constitucionais.

Há supremacia nas constituições semi-rígidas?


R: Sim. Haverá supremacia formal na parte rígida da Constituição (parte
modificada somente por um processo legislativo especial e mais dificultoso), ao passo
que em relação à parte flexível (parte que poderá ser alterada pelo processo
legislativo ordinário) teremos somente supremacia material.
3. Supremacia da Constituição Federal
- A Constituição brasileira é rígida, ou seja, há exigência de um processo especial, solene, dificultoso
para a modificação de suas normas - EMENDAS CONSTITUCIONAIS:

Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:


I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado
Federal;
II - do Presidente da República;
III - de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação,
manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros.
§ 2º - A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois
turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos
respectivos membros.

Art. 69. As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta.

- Em conseqüência, é a lei fundamental e suprema do Estado brasileiro (SUPREMACIA FORMAL)

- Assim, todas as normas que integram a ordenação jurídica nacional só serão válidas se
conformarem com as normas da Constituição Federal.
QUESTÕES
1 - No que tange à supremacia material, é INCORRETO dizer:

a) Implica que as normas constitucionais estejam acima da legislação ordinária, limitando-se esta
superioridade tanto na natureza jurídica, bem como ao conteúdo das regras.
b) Baseia-se na superioridade da norma constitucional em razão da dignidade do conteúdo das
normas constitucionais.
c) É reconhecida nas constituições costumeiras e nas flexíveis.
d) A supremacia diz respeito à forma, por tratar de matéria formalmente constitucional.

2. No que concerne à supremacia formal, é CORRETO dizer:

a) Tal supremacia torna a modificação de uma regra constitucional de modo mais dificultoso, mais
solene.
b) Somente no caso de rigidez constitucional que se pode falar em supremacia formal da
Constituição.
c) Não há que se falar em supremacia formal das normas constitucionais sobre as demais leis do
ordenamento em constituições costumeiras e flexíveis.
d) Todas alternativas correras.

3. É possível falar-se em Supremacia entre normas Constitucionais ?


MÓDULO VII
PREPARAÇÃO PRÉVIA – VII

Os alunos deverão responder, de forma manuscrita, as seguintes indagações:

1- Quais os requisitos para apresentação de projeto de lei de iniciativa


popular?

2 - Como pode ser derrubado um veto?

3 - Por que há diferença de quorum para aprovação de emenda constitucional,


lei complementar e lei ordinária?

4 - Quais as alterações constitucionais relativas às medidas provisórias?


PROCESSO LEGISLATIVO

- CONCEITO: É o conjunto de disposições que disciplinam o procedimento a


ser obedecido pelos órgãos competentes na produção de leis e atos
normativos.

A função TÍPICA legislativa é exercida pelo poder legislativo. Todavia, os


poderes executivo e judiciário também legislam de forma ATÍPICA.

- Poder executivo – MEDIDAS PROVISÓRIAS

- Poder judiciário – REGIMENTOS INTERNOS


- PODER LEGISLATIVO DA UNIÃO

- - câmara de deputados
- (representantes do povo)

- bicameral: Congresso Nacional


- senado federal
(representantes dos Estados)

- PODER LEGISLATIVO DOS ESTADOS

- unicameral: Assembléia Legislativa – Deputados Estaduais

- PODER LEGISLATIVO DOS MUNICÍPIOS

- unicameral: Câmara de Vereadores


Existem 3 espécies de processos legislativos:

- COMUM OU ORDINÁRIO – é o que se destina à elaboração das leis ordinárias. É, portanto, mais
extenso e não há prazo para deliberação do Congresso Nacional.

- SUMÁRIO – segue o mesmo procedimento do ordinário, todavia, a CF prevê prazo de deliberação


pelo Congresso Nacional.

- ESPECIAL – são os procedimentos previstos para elaboração das demais espécies normativas
previstas no art 59 CF:

- EMENDAS CONSTITUCIONAIS
- LEIS COMPLEMENTARES
- LEIS DELEGADAS
- MEDIDAS PROVISÓRIAS
- DECRETOS LEGISLATIVOS
- RESOLUÇÕES
PROCESSO LEGISLATIVO ORDINÁRIO

É o procedimento para elaboração de leis ordinárias.


É divido em 3 fases:

1- Fase introdutória ou de Iniciativa


* Iniciativa de lei do Poder Judiciário
* Iniciativa de lei do Presidente – art. 61
* Iniciativa de lei do MP
* Iniciativa popular de Lei – art.

2- Fase constitutiva
* Deliberação parlamentar
* Deliberação executiva

3- Fase complementar
* Promulgação
* Publicação
1 - Fase introdutória ou de iniciativa:

É a faculdade que se atribui a alguém ou a algum órgão para apresentar projetos de lei ao Poder
legislativo.

Pode ser:

- EXCLUSIVA: privativa ou reservada a determinado órgão (Ex. art. 61, § 1º da CF)


Art.61
§1º São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que:
(...)
II - disponham sobre:
a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica
ou aumento de sua remuneração;
(...)

- CONCORRENTE: pertence a vários legitimados.

E ainda:

- PARLAMENTAR: conferida a todos os membros do poder legislativo (Deputados Federais,


Senadores)

- EXTRAPARLAMENTAR: chefe do poder executivo, poder judiciário, Ministério Público,


cidadãos.
- EXTRAPARLAMENTAR: chefe do poder executivo, poder judiciário, Ministério Público, cidadãos.

- Iniciativa do poder judiciário: art. 96, II da CF:


Art. 96. Compete privativamente:
II - ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores e aos Tribunais de
Justiça propor ao Poder Legislativo respectivo, observado o disposto no
art. 169:
a) a alteração do número de membros dos tribunais inferiores;
b) a criação e a extinção de cargos e a remuneração dos seus serviços
auxiliares e dos juízos que lhes forem vinculados, bem como a fixação do
subsídio de seus membros e dos juízes, inclusive dos tribunais inferiores, onde
houver;)
(...)

- Iniciativa do Presidente: art. 61, p. 1


§1º São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que:
I - fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas;
II - disponham sobre:

- Iniciativa do Ministério Público: art. 127, §2º:


§ 2º Ao Ministério Público é assegurada autonomia funcional e administrativa, podendo,
observado o disposto no art. 169, propor ao Poder Legislativo a criação e extinção de
seus cargos e serviços auxiliares, provendo-os por concurso público de provas ou de
provas e títulos, a política remuneratória e os planos de carreira; a lei disporá sobre sua
organização e funcionamento. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

- Iniciativa popular de Lei: É a possibilidade do eleitorado nacional deflagrar o processo legislativo de leis
ordinárias e leis complementares. (Instrumento de exercício de DEMOCRACIA SEMIDIRETA)
- Iniciativa popular de Lei: É a possibilidade do eleitorado nacional deflagrar o processo legislativo de leis
ordinárias e leis complementares. (Instrumento de exercício de DEMOCRACIA SEMIDIRETA)

- direta: o povo participa diretamente da tomada das decisões políticas do Estado

DEMOCRACIA - indireta: o povo exerce o poder por meio de representantes eleitos

- semidireta: o poder é exercido por meio de representantes eleitos,


todavia há instrumentos de participação direta.

- Art. 1º par. Único e art. 14, III regulamentado pela Lei 9709/98.

Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito
Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
(...)
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou
diretamente, nos termos desta Constituição.
(...)

Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor
igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:
I - plebiscito;
II - referendo;
III - iniciativa popular
- PLEBISCITO: constitui consulta popular prévia sobre matéria
política ou institucional, antes de sua formulação legislativa (antes
da lei)
Ex: plebiscito para desmembramento do Pará; plebiscito de 21 de
abril de 1993 para escolha da forma de governo (monarquia ou
república) e sistema de governo: (presidencialismo e
parlamentarismo)

- REFERENDO: constitui consulta posterior à aprovação de projeto


de lei ou de emenda constitucional, para ratificação ou rejeição.
Ex. referendo sobre o desarmamento em 2005 que NÃO permitiu a
entrada em vigor do art. 35 da lei do desarmamento (Lei nº
10.826/2003).
Art. 61:
§ 2º - A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados
de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional,
distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores
de cada um deles.
(...)

OBS: a iniciativa popular serve somente para iniciar, dar o “start” da lei, sendo que o legislativo
poderá rejeitá-la.

Assim:
- iniciativa: popular de LO e LC
- procedimento de apresentação: 1% do eleitorado nacional
- distribuição do 1% do eleitorado: em pelo menos 5 Estados, e em cada Estado, não pode ter
menos do que 3/10% dos eleitores daquele Estado.

OBS: Exemplos de iniciativa popular no Brasil:

- Lei 8.930/94: Projeto Glória Perez, que incluiu o homicídio qualificado na lei de crimes hediondos.
Todavia, quem enviou o projeto foi o Presidente da Republica. (No site da CD ele aparece como
de coautoria do PR e de inciativa popular. No site do Senado aparece de autoria o PR).
- Lei 9.840/00: captação de sufrágio. Todavia, como faltavam assinaturas, o projeto foi subscrito
por alguns deputados.
- Lei da ficha limpa: LC 135/2010 (mais de 1,3 milhões de assinaturas).
2 – FASE CONSTITUTIVA
Nessa segunda fase do processo legislativo, existe a participação do Poder
Legislativo (deliberação parlamentar – discussão e votação) e do Poder Executivo
(deliberação executiva – sanção e veto).

Poder legislativo – bicameral: CD e SF. Assim, todos os projetos de lei serão analisados
nas 2 casas, sendo que uma será a INICIADORA e a outra a REVISORA, e depois
pelo Poder Executivo.

2.1 – Deliberação parlamentar:


O projeto de lei seguirá na respectiva casa legislativa e será analisada pelas
comissões, que discutirá os projetos e elaborará pareceres.

- Comissão: Constituição e Justiça – analisará a constitucionalidade da lei


(compatibilidade formal e material com a Constituição)
- Comissão temática/específica: analisará o mérito do projeto.
Ex: Comissões do SF:
- Comissão de constituição, justiça e cidadania
- Comissão de Educação
- Comissão de Relações exteriores
Ex2: Comissão da CD:
- Comissão de Constituição, Justiça e Redação
- defesa do consumidor, meio ambiente e minorias
- seguridade social e família

Após analise das comissões o projeto poderá:

1 - ser aprovado pela própria comissão

Art. 58. O Congresso Nacional e suas Casas terão comissões permanentes e


temporárias, constituídas na forma e com as atribuições previstas no respectivo
regimento ou no ato de que resultar sua criação.
I - discutir e votar projeto de lei que dispensar, na forma do regimento, a
competência do Plenário, salvo se houver recurso de um décimo dos membros
da Casa.

2 – ir para votação em plenário:

Art. 47. Salvo disposição constitucional em contrário, as deliberações de cada


Casa e de suas Comissões serão tomadas por maioria dos votos, presente a
maioria absoluta de seus membros.
-quórum de instalação de sessão:

- maioria dos membros da casa


Ex: a Câmara possui 513 Deputados Federais assim, a sessão só será instalada com a
presença de pelo menos 257 deputados.

-quórum de aprovação:

- maioria simples ou relativa maioria dos presentes na


sessão.
Ex: presentes 257 deputados, a lei será provada se 129 deputados disserem “sim”.(LO)

- maioria absoluta maioria dos membros da casa.


Ex: presentes 257 deputados, a lei será aprovada se todos disserem “sim”. (LC)
Dessa forma, para aprovação de uma LO (lei ordinária) é necessária a presença da
maioria absoluta dos membros (quórum de instalação) e a aprovação pela maioria dos
presentes (maioria simples).

Depois deste procedimento na Casa Iniciadora passa-se à Casa Revisora que realizará o
mesmo procedimento.
Na casa revisora o projeto poderá:

- ser aprovado

- ser rejeitado: a matéria nele constante não poderá constituir objeto de novo projeto na nova
sessão legislativa, SALVO no caso de reapresentação mediante proposta da maioria absoluta
dos membros de qualquer das casas.

Art. 67. A matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá constituir objeto de novo
projeto, na mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos membros de
qualquer das Casas do Congresso Nacional.

- receber emedas: caso o projeto seja aprovado com alterações na casa revisora, deverá
retornar à casa inicial para análise e votação. Na casa inicial as alterações passarão novamente
pela Comissão e Constituição e Justiça e a comissão temática.

Não há possibilidade de subemenda pela casa iniciadora.

Após a aprovação do projeto de lei pelo Congresso Nacional, o projeto seguirá para
AUTOGRÁFO que é o texto formalmente aprovado pelo poder legislativo. É a cópia autêntica da
aprovação parlamentar.
PROCESSO LEGISLATIVO SUMÁRIO OU REGIME DE URGÊNCIA

A fase de deliberação parlamentar não possui prazo. Todavia, nos projetos


de iniciativa do presidente da República, este poderá solicitar o regime de
urgência constitucional. Assim, cada uma das Casas terá o prazo de 45 dias
para analisar o projeto de lei.

Em caso de emenda da casa revisora (senado) a casa iniciadora (câmara de


deputados) deverá analisar em 10 dias.
Art. 64. A discussão e votação dos projetos de lei de iniciativa do Presidente da República,
do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores terão início na Câmara dos
Deputados.

§ 1º - O Presidente da República poderá solicitar urgência para apreciação de


projetos de sua iniciativa.

§ 2º - Se, no caso do parágrafo anterior, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal


não se manifestarem, cada qual, sucessivamente, em até quarenta e cinco dias, sobre a
proposição, será esta incluída na ordem do dia, sobrestando-se a deliberação
quanto aos demais assuntos, para que se ultime a votação.

§ 3º - A apreciação das emendas do Senado Federal pela Câmara dos Deputados far-se-á
no prazo de dez dias, observado quanto ao mais o disposto no parágrafo anterior.

§ 4º - Os prazos do § 2º não correm nos períodos de recesso do Congresso


Nacional, nem se aplicam aos projetos de código

Prazo máximo: 45 dias + 45 dias + 10 dias = 100 dias.


OBS1: Não há possibilidade do pedido de urgência em caso de recesso
parlamentar e para projetos de códigos.

§ 4º - Os prazos do § 2º não correm nos períodos de recesso do


Congresso Nacional, nem se aplicam aos projetos de código.

OBS2: Caso as casas não cumpram o prazo determinado ocorrerá o


TRANCAMENTO DE PAUTA. Ou seja, a analise será incluída na ordem do dia,
sobrestando-se a deliberação quanto aos demais assuntos, com exceção das matérias
que tenham prazo constitucional determinado. Ex. Medidas provisórias.
TRANCAMENTO DE PAUTA

§ 2º - Se, no caso do parágrafo anterior, a Câmara dos Deputados e o Senado


Federal não se manifestarem, cada qual, sucessivamente, em até quarenta e cinco
dias, sobre a proposição, será esta incluída na ordem do dia, sobrestando-
se a deliberação quanto aos demais assuntos, para que se ultime a votação.
2 – Deliberação executiva

Após o término da deliberação parlamentar, o projeto de lei aprovado


pelo Congresso Nacional é remetido à deliberação executiva

- SANCIONAR
O PR PODERÁ
- VETAR
1 - SANÇÃO:

- TOTAL

- PARCIAL

- EXPRESSA: o PR aprova o projeto no prazo de 15 dias úteis.

- TÁCITA: o PR silencia no prazo de 15 dias.

2 – VETO: art. 66, caput e § 1º, 2º, 4º, 5º e 6º.

- JURÍDICO: o PR entende que o PL é inconstitucional

- POLÍTICO: o PR entende que o Projeto de Lei é contrário ao interesse


público
Art. 66. A Casa na qual tenha sido concluída a votação enviará o projeto de lei ao Presidente da República, que,
aquiescendo, o sancionará.

§ 1º - Se o Presidente da República considerar o projeto, no todo ou em parte, inconstitucional ou contrário


ao interesse público, vetá-lo-á total ou parcialmente, no prazo de quinze dias úteis, contados da data
do recebimento, e comunicará, dentro de quarenta e oito horas, ao Presidente do Senado Federal os motivos
do veto.

§ 2º - O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo, de parágrafo, de inciso ou de alínea.

§ 3º - Decorrido o prazo de quinze dias, o silêncio do Presidente da República importará sanção.

§ 4º - O veto será apreciado em sessão conjunta, dentro de trinta dias a contar de seu recebimento, só
podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados e Senadores, em escrutínio secreto.

§ 5º - Se o veto não for mantido, será o projeto enviado, para promulgação, ao Presidente da República.

§ 6º Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no § 4º, o veto será colocado na ordem do dia da sessão
imediata, sobrestadas as demais proposições, até sua votação final.
- Características do veto:

1- Expresso

2- Motivado ou formalizado

3- Total ou parcial

4- Supressivo: não pode adicionar nada, somente suprimir artigo, parágrafo, inciso ou
alínea. ( Não pode ser uma palavra)

5 - Superável ou relativo
DERRUBADA DO VETO: - sessão conjunta (DF e SF), dentro de 30 dias, pelo voto da
maioria absoluta, em escrutínio secreto.

- Produzirá os mesmos efeitos da sanção.

§ 4º - O veto será apreciado em sessão conjunta, dentro de trinta dias a contar


de seu recebimento, só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta
dos Deputados e Senadores, em escrutínio secreto.
§ 5º - Se o veto não for mantido, será o projeto enviado, para promulgação, ao
Presidente da República.
§ 6º Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no § 4º, o veto será
colocado na ordem do dia da sessão imediata, sobrestadas as demais proposições, até
sua votação final.
3 – Fase Complementar

- PROMULGAÇÃO
- PUBLICAÇÃO

Promulgação: atesta a existência válida da lei e sua executoriedade. Apesar de ainda não estar
em vigor e não ser eficaz, pelo ato da promulgação certifica-se o nascimento da lei. Para JAS:
“ o ato da promulgação tem, assim, como conteúdo a presunção de que a lei promulgada é válida,
executória e potencialmente obrigatória”.

- será feita pelo PRESIDENTE DA REPÚBLICA em 48 hs. Se não o fizer a lei será
promulgada pelo PRESIDENTE DO SENADO e se este não o fizer em igual prazo será
feita pelo VICE PRESIDENTE do SENADO FEDERAL.
Assim:
- PRESIDENTE DA REPÚBLICA
- PRESIDENTE DO SENADO
- VICE-PRESIDENTE DO SENADO
Publicação: com a publicação a lei é levada ao conhecimento de todos. Com ela tem-
se o momento em que o cumprimento da lei deverá ser exigido. (vacation legis)

REGRA GERAL: - 45 DIAS após a publicação (art. 1, caput da LICC) se não houver
disposição expressa em contrário.

- 3 MESES nos Estados estrangeiros (quando admitida).


EXERCÍCIOS:

1. O projeto de lei submetido ao Presidente da República poderá:


A) ser vetado, no todo ou em parte;
B) ser vetado relativamente a apenas parte de artigo;
C) ser sancionado somente depois de decorrido o prazo de 15 (quinze) dias;
D) ser vetado relativamente a apenas parte de parágrafo.
— 173º Concurso de Ingresso na Magistratura — SP

2. O veto do Presidente da República a projeto de lei aprovado pelo


Congresso Nacional pode ser:
A) oposto com base na relevância e na urgência da impugnação ao projeto de lei;
B) derrubado por qualquer das Casas do Congresso;
C) apresentado com base na inconstitucionalidade do projeto de lei;
D) derrubado apenas pelo voto nominal de todos os parlamentares.
— 120º Exame da Ordem — SP
3. Se o Presidente da República vetar projeto de lei cuja votação foi concluída
na Câmara dos Deputados, o veto:
A) será apreciado pela Casa em que a votação do projeto teve início, no prazo de quinze
dias contado do seu recebimento;
B) será apreciado em sessão da Casa onde a votação foi concluída, no prazo de quinze
dias contado do seu recebimento;
C) será apreciado pelo Senado Federal, no prazo de trinta dias contado do seu
recebimento;
D) será apreciado em sessão conjunta das duas Casas do Congresso Nacional, no prazo
de trinta dias contado do seu recebimento.
4. Proposta da lei objetivando a extinção do Tribunal de Alçada de um Estado
é de competência privativa do:
A) Tribunal de Justiça daquele Estado;
B) Supremo Tribunal Federal;
C) Superior Tribunal de Justiça;
D) Governador daquele Estado.
ESPÉCIES NORMATIVAS – art. 59 CF

Art. 59. O processo legislativo compreende a elaboração de:


I - emendas à Constituição;
II - leis complementares;
III - leis ordinárias;
IV - leis delegadas;
V - medidas provisórias;
VI - decretos legislativos;
VII - resoluções.

Parágrafo único. Lei complementar disporá sobre a elaboração, redação, alteração e


consolidação das lei

OBS: LC nº 95/1998, regulamenta o processo legislativo.


- EMENDAS CONSTITUCIONAIS:

- poder constituinte originário – ILIMITADO

- poder constituinte derivado reformador – LIMITADO

1.1 - LIMITAÇÕES AO PODER DE REFORMA

- formais ou procedimentais
- limitações explícitas: - circunstanciais
- materiais
FORMAIS OU PROCEDIMENTAIS:

Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:


I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado
Federal;
II - do Presidente da República;
III - de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação,
manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros.
§ 2º - A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em
dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos
dos respectivos membros.
§ 3º - A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos
Deputados e do Senado Federal, com o respectivo número de ordem.
- Iniciativa privada e concorrente: (art. 60, I, II e III)
- 1/3 dos membros da Câmara ou 1/3 dos membros do Senado;
- Presidente da república
- mais da metade das Assembléias legislativas das unidades da
federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros.
- Quorum de aprovação:
- 2 turnos
- 3/5 dos membros de cada casa
- Promulgação:
- mesas da Câmara e do Senado (da LO e LC é pelo PR, Presidente do
SENADO ou vice-presidente do Senado)
- Publicação:
- Congresso Nacional
OBS 1: A proposta de emenda rejeitada não poderá ser objeto de nova proposta na
mesma sessão legislativa. ( # das leis, pois se houver proposta da maioria absoluta
dos membros do CN, poderá ser novamente reproposta.)
CIRCUNSTANCIAS (art. 60, §1º)

§ 1º - A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de


estado de defesa ou de estado de sítio.

-INTERVENÇÃO FEDERAL
-ESTADO DE DEFESA SISTEMA CONSTITUCIONAL DAS CRISES
-ESTADO DE SÍTIO
MATERIAIS (ART. 60, §4º): não será objeto de deliberação proposta de emenda
tendente a ABOLIR:

§ 4º - Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a


abolir:
I - a forma federativa de Estado;
II - o voto direto, secreto, universal e periódico;
III - a separação dos Poderes;
IV - os direitos e garantias individuais

- Forma federativa de Estado;


- Voto direto, secreto, universal e periódico;
- Separação dos Poderes;
- Direitos e garantias individuais
- implícitas: não estão expressamente previstas, mas, são inerentes aos regimes e
princípios da Constituição:

1 – as concernentes ao titular do poder constituinte

2 – as referentes ao titular do poder reformador – pois um


emenda não pode alterar o poder reformador instituído pelo poder originário

3 – as relativas ao processo da própria emenda


LEIS COMPLEMENTARES E LEIS ORDINÁRIAS:

- Diferenças:
1 - CF define expressamente as situações que serão
regulamentadas por LC;
2 - Quorum de aprovação. (OBS: quórum de instalação da
sessão é o mesmo: art. 47 e art. 69 da CF)

- Hierarquia?

R: A doutrina se divide. O STF entende que não há.


- LEIS DELEGADAS:

Art. 68. As leis delegadas serão elaboradas pelo Presidente da República, que deverá solicitar a
delegação ao Congresso Nacional.
§ 1º - Não serão objeto de delegação os atos de competência exclusiva do Congresso Nacional, os
de competência privativa da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal, a matéria reservada à
lei complementar, nem a legislação sobre:
I - organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus
membros;
II - nacionalidade, cidadania, direitos individuais, políticos e eleitorais;
III - planos plurianuais, diretrizes orçamentárias e orçamentos.
§ 2º - A delegação ao Presidente da República terá a forma de resolução do Congresso
Nacional, que especificará seu conteúdo e os termos de seu exercício.
§ 3º - Se a resolução determinar a apreciação do projeto pelo Congresso Nacional, este a fará em
votação única, vedada qualquer emenda.
- INICIATIVA SOLICITADORA: PR

- APROVAÇÃO: pelo CN, através de RESOLUÇÃO (art. 68,


§2º). Após o CN receber a solicitação do PR a matéria é posta em votação. Será
decidida pela maioria simples (art. 47);

- O PR promulga e publica a Lei delegada;

- O CN pode estabelecer na Resolução que concedeu a


delegação o retorno do projeto ao CN que apreciará o projeto em VOTAÇÃO ÚNICA,
vedada qualquer emenda (art. 68, § 3º). Se o projeto for aprovado o PR promulga e
publica. Se for rejeitado será arquivado.
OBS 1: Há matérias que são indelegáveis (art. 68, §1º)

- exclusivas do CN, da CD ou do SF;


- reservadas a LC;
- organização do Poder judiciário e do Ministério Público,
a carreira e a garantia de seus membros;
- nacionalidade, cidadania, direitos individuais, políticos
e eleitorais;
- planos plurianuais, diretrizes orçamentárias e orçamentos.

OBS 2: Se o Presidente da República exorbitar os limites da delegação, o Congresso


Nacional poderá sustar o ato por meio de DECRETO LEGISLATIVO.

OBS 3: As leis delegadas são pouco utilizadas, por conta das MP.
- MEDIDAS PROVISÓRIAS (art. 62 CF):

- Substituiu os decretos-lei.

- Adotadas pelo PR, em caso de RELEVÂNCIA E URGÊNCIA.

- Terá FORÇA DE LEI;

- Deve ser submetida de imediato ao CN;

- Possui prazo de 60 dias, prorrogável por mais 60 (art.


62, §3º) e esse prazo será suspenso no RECESSO PARLAMENTAR (art. 62. §4º)
mas, caso exista convocação extraordinária, deverá ser votada;
- Se não for convertida em lei em 60 + 60 dias, PERDERÁ A
EFICÁCIA DESDE A EDIÇÃO;
- O CN deverá disciplinar, por meio de DECRETO LEGISLATIVO, as
relações jurídicas decorrentes da MP que perdeu a eficácia. Se não o fizer em 60 dias,
as relações jurídicas decorrentes da MP, serão por ela disciplinadas.
TRAMITAÇÃO:

1 – O Presidente da República publica a MP;

2 – envia mensagem ao CN com cópia do texto da MP;

3 – uma COMISSÃO MISTA de DF e SF analisará a


constitucionalidade, a urgência e a relevância;

4 – haverá votação em CADA CASA SEPARADAMENTE


(1º CD, depois SF - §8º);
OBS 1: Rejeitada a MP ou não aprovada, fica proibida sua reedição na mesma SESSÃO
LEGISLATIVA.

OBS 2: REGIME DE URGÊNCIA CONSTITUCIONAL – se a MP não for apreciada em 45 dias,


contados de sua publicação, entrará em REGIME DE URGÊNCIA CONSTITUCIONAL, em cada casa
do CN, sobrestando todas as demais deliberações legislativas na casa em que estiver tramitando
(ar. 62, §6º). TRANCAMENTO DE PAUTA.

OBS:

§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria:


I – relativa a:
a)nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direito eleitoral;
b) direito penal, processual penal e processual civil;
c) organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus membros;
d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e suplementares, ressalvado o
previsto no art. 167, § 3º;
II – que vise a detenção ou seqüestro de bens, de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro;
III – reservada a lei complementar;
IV – já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto do
Presidente da República.
5 – O CN poderá:
- Aprovar sem alterações – será promulgada pelo Presidente do Senado;

- Aprovar com alterações:


- As alterações devem ser aprovadas pelas duas casas (tramita como projeto de lei de conversão)
- Após, o projeto de conversão deve ser enviado ao PR para SANÇÃO OU VETO;
- Por fim, será promulgada e publicada pelo Presidente da República.

- Não apreciar: (rejeição tácita) – a Medida Provisória perde eficácia desde


a sua publicação, e os efeitos dela decorrentes deverão ser regulamentados pelo Congresso
Nacional, por meio de DECRETO LEGISLATIVO. Todavia, se o DECRETO LEGISLATIVO não for
editado em 60 dias da perda da eficácia da MP, as relações jurídicas serão regidas pela
própria Medida Provisória.

- Rejeitar expressamente: o CN deve editar DECRETO LEGISLATIVO em 60


dias da rejeição para regular as situações. Se não o fizer, as situações jurídicas serão reguladas pela
MP.
4 - RESOLUÇÕES:

- matéria de competência da CD, SF ou do CN (Ex: art. 51 e


art. 52)

- procedimento previsto em Regimento Interno

Ex: Resolução do CN: confere os limites ao Presidente da


República da lei delegada.
- DECRETOS LEGISLATIVOS:

É instrumento normativo por meio do qual serão materializadas as


competências EXCLUSIVAS DO CN, determinadas no art. 49 da CF e os efeitos
decorrentes da MP.

Deflagrado o processo legislativo do decreto legislativo, ocorrerá a


discussão no Congresso. A discussão e votação ocorrerão em ambas as casas.

Depois serão promulgados pelo presidente do Senado (art. 48 do RI


do Senado). Não há participação do PR.
Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:
I - resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos
internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos
ao patrimônio nacional;
II - autorizar o Presidente da República a declarar guerra, a celebrar a
paz, a permitir que forças estrangeiras transitem pelo território
nacional ou nele permaneçam temporariamente, ressalvados os casos
previstos em lei complementar;
III - autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da República a se
ausentarem do País, quando a ausência exceder a quinze dias;
IV - aprovar o estado de defesa e a intervenção federal, autorizar o
estado de sítio, ou suspender qualquer uma dessas medidas;
V - sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do
poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa;
VI - mudar temporariamente sua sede;
(...)
TRATADOS INTERNACIONAIS:

Teorias:

- monista – não há distinção entre o ordenamento jurídico interno e o externo

- extremada

- dualista
- moderada

.Teoria Monista - O DIP (Direito Internacional Público) e o DI (direito interno) fazem parte da
mesma ordem jurídica. Por isso, o tratado internacional é aplicável internamente de forma
automática.

.Teoria Dualista Extremada - O DIP e o direito interno têm alcances diferentes: o DIP trata das
relações externas e o DI, das relações internas. O tratado internacional tem que ser internalizado
por lei formal para ter aplicação interna.

.Teoria Dualista Moderada: O tratado internacional não tem aplicação automática, mas também
não precisa ser internalizada por lei. Basta um procedimento específico (aprovação do CN –
decreto legislativo e um decreto do Presidente da República). É o caso do Brasil. O STF se
refere expressamente a “ dualista moderada ” .
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:
VIII - celebrar tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo
do Congresso Nacional;

Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:


I - resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos
internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao
patrimônio nacional.

1º) celebração do tratado pelo PR (art. 84, VIII)

2º) analise da VIABILIDADE, COVENIÊNCIA pelo CN - referenda e aprova a decisão do PR por meio
de DECRETO LEGISLATIVO

3º) após a aprovação pelo CN, o Presidente da República RATIFICA o tratado, confirmando perante a
ordem internacional que aquele Estado, definitivamente, obriga-se perante o pacto firmado. Se
dará pela TROCA OU DEPÓSITO. (assegura a obrigatoriedade no âmbito internacional)

4º) o PR PROMULGA o tratado por meio de DECRETO e PUBLICA em português – dará vigência no
âmbito interno (a partir daí vincula e obriga o ordenamento interno - STF).
STATUS DOS TRATADOS INTERNACIONAIS NO DIREITO INTERNO:

- Tratados internacionais que não tratam de direitos humanos: Leis Ordinárias

- Tratados internacionais que tratam de Direitos humanos e foram aprovados


com quorum de 3/5 dos membros de cada casa do CN, em 2 turnos de
votação: Emendas Constitucionais.

Art. 5º:
§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem
aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos
respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 45, de 2004)

- Tratados internacionais que tratam de Direitos humanos e não foram


aprovados em cada casa com quorum de EC: normas SUPRALEGAIS.
OBS: prisão depositário infiel

Art. 5º da CF
(...)
LXVII - não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e
inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel.

Pacto de São José da Costa Rica (Convenção Americana sobre Direitos Humanos, aprovada pelo Dec. Legislativo
nº 27 de 25/9/1992 e decreto 678 de 6/11/1992):

Art. 7º
7- Ninguém deve ser detido por dívida. Este princípio não limita os mandados de autoridade
judiciária competente expedidos em virtude de inadimplemento de obrigação alimentar

Existe portanto, um conflito entre os dispositivos: uma norma constitucional X tratado


internacional que trata de direitos humanos (e não foi aprovado com quorum de
Emenda Constitucional).

O STF entendeu que estes tratados internacionais que versam sobre direitos
humanos têm status de SUPRALEGALIDADE, ou seja, estão acima das normas
infraconstitucionais, mas abaixo da Constituição. (RE 349703/RS (rel. orig. Min. Ilmar
Galvão, rel. p/ o acórdão Min. Gilmar Mendes, 3.12.2008) e no RE 466343/SP e
informativo 498 STF)
NORMAS CONSTITUCIONAIS – ART. 1º ao 250
+
TIDH APROVADOS COM QUORUM DE EMENDA
CONSTITUCIONAL

TIDH NÃO APROVADOS COM QUORUM DE


EMENDA CONSTITUCIONAL

TRATADOS INTERNACIONAIS
Exercícios:
1. As propostas de emenda constitucional:
A) não serão sequer objeto de deliberação, se tendentes a abolir quaisquer das cláusulas pétreas;
B) poderão ser reapresentadas na mesma Sessão Legislativa, se rejeitadas ou tidas como prejudicadas, mediante
assinatura da maioria absoluta dos membros de cada uma das Casas do Congresso Nacional;
C) podem ser aprovadas e promulgadas pelo Congresso Nacional, durante a intervenção federal, se esta tiver sido por
ele decretada nas hipóteses de coação ao Legislativo Estadual;
D) serão discutidas e votadas em sessão deliberativa conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, em
dois turnos, e aprovadas mediante três quintos dos votos dos membros do Congresso Nacional.
— 18º Concurso Público para provimento de cargos de Procurador da República

2. As leis delegadas são elaboradas:


A) pela Câmara dos Deputados;
B) pelo Congresso Nacional;
C) pelo Senado Federal;
D) pelo Presidente da República.
— 170º Concurso de Ingresso na Magistratura — SP

3. O projeto de lei submetido ao Presidente da República poderá:


A) ser vetado, no todo ou em parte;
B) ser vetado relativamente a apenas parte de artigo;
C) ser sancionado somente depois de decorrido o prazo de 15 (quinze) dias;
D) ser vetado relativamente a apenas parte de parágrafo.

4. O veto do Presidente da República a projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional pode ser:
A) oposto com base na relevância e na urgência da impugnação ao projeto de lei;
B) derrubado por qualquer das Casas do Congresso;
C) apresentado com base na inconstitucionalidade do projeto de lei;
D) derrubado apenas pelo voto nominal de todos os parlamentares.
5. Se o Presidente da República vetar projeto de lei cuja votação foi concluída na Câmara dos Deputados,
o veto:
A) será apreciado pela Casa em que a votação do projeto teve início, no prazo de quinze dias contado do seu
recebimento;
B) será apreciado em sessão da Casa onde a votação foi concluída, no prazo de quinze dias contado do seu
recebimento;
C) será apreciado pelo Senado Federal, no prazo de trinta dias contado do seu
recebimento;
D) será apreciado em sessão conjunta das duas Casas do Congresso Nacional, no prazo de trinta dias contado do seu
recebimento.

6. (Magistratura/SP – 178.º) A respeito das Emendas à Constituição Federal, considere as seguintes


afirmações:
I – Poderá ser proposta por um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos
Deputados ou do Senado Federal;
II – Poderá ser proposta por um terço das Assembléias Legislativas das unidades da Federação, mediante o voto
favorável, em cada uma delas, da maioria relativa de seus membros;
III – Por iniciativa do Presidente da República;
IV – Poderá ser proposta, inclusive, na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado de sítio.
Está integralmente correto somente o contido em
a) IV.
b) I e III.
c) I e IV.
d) II e III
7. (OAB/RJ 33.º – CESPE) Assinale a opção que apresenta resposta correta para o seguinte
questionamento. Existe no ordenamento constitucional brasileiro possibilidade de sanção tácita de
projeto de lei?
a) Não, todos os projetos de lei aprovados pelo Congresso Nacional devem ser submetidos ao presidente da República,
que deverá expressamente se manifestar pela sanção ou veto.
b) Sim, dá-se a denominada sanção tácita quando, havendo sido vetado o projeto de lei, o Congresso Nacional rejeita
o veto, seguindo-se a promulgação, que equivale à sanção tácita.
c) Sim, dá-se a sanção tácita quando, passados 15 dias do recebimento do projeto, o presidente da República não
tenha se manifestado, sancionando ou vetando o projeto.
d) Não, porque, na ausência de sanção ou veto do presidente da República, o projeto de lei retorna ao Congresso
Nacional, cabendo ao presidente do Senado promulgá- lo.