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Direito Constitucional II – FACIPLAC

Professor: Vinícius Marques de Carvalho


PROTEÇÃO JURIDICA EFETIVA
 Consagrada pelo art. 5°, XXXV, que estabelece: “a lei não excluirá
da apreciação do Poder judiciário lesão ou ameaça a direito”. Este
instituto tem por objetivo garantir, genericamente, a proteção
judicial do direito contra lesão ou ameaça.
 Além da garantia genérica, a Constituição Federal institui
também garantias especiais, que são instrumentos destinados à
defesa da liberdade de ir e vir, neste caso habeas corpus, defesa
das liberdades públicas em face do poder público por meio de
mandado de segurança, defesa dos direitos de caráter positivos
em face de eventual lesão decorrente de omissão legislativa por
via do mandado de injunção, defesa dos direitos de
autodeterminação sobre dados utilizando o habeas data, e a
defesa contra atos ou contratos administrativos promovidos por
meio da ação popular. Neste estudo analisaremos algumas das
características desses instrumentos, tais como: previsão legal,
conceito, legitimidade ativa e passiva, finalidade.
HABEAS CORPUS
 Art.5°, LXVIII, CF/88 “Conceder-se-á habeas corpus
sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de
sofrer violência ou coação em sua liberdade de
locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder”.

 “Habeas corpus é uma garantia individual ao direito de


locomoção consubstanciada em uma ordem dada pelo
juiz ou tribunal ao coator, fazendo cessar a ameaça ou
coação à liberdade de locomoção em sentido amplo -o
direito do individuo de ir, vir e ficar”.
Alexandre de Moraes
HABEAS CORPUS
 FINALIDADE
 O habeas corpus é uma ação constitucional de caráter
penal e de procedimento especial (sumaríssimo), isenta
de custas e que visa evitar ou cessar violência ou ameaça
na liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de
poder. Não se trata, portanto, de uma espécie de recurso,
apesar de regulamentado no capítulo a eles destinado no
Código de Processo Penal.
HABEAS CORPUS
 LEGITIMAÇÃO ATIVA
 A legitimidade para ajuizamento de habeas corpus é um atributo da
personalidade, não se exigindo a capacidade de estar em juízo, nem
a capacidade postulatória, sendo uma verdadeira ação penal
popular. Nos termos do Código de Processo Penal (art.654, caput), o
habeas corpus pode ser impetrado, porem, por qualquer pessoa,
advogado ou não, em seu favor ou de outrem, bem como pelo
Ministério Público.
 Em síntese o impetrante poderá ser qualquer pessoa física (nacional
ou estrangeira) em sua própria defesa, em favor de terceiro,
podendo ser o Ministério Público ou mesmo pessoa jurídica (mas é
claro, em favor de pessoa física). Já o magistrado, na qualidade de
juiz de direito, no exercício da atividade jurisdicional, a Turma
Recursal, o Tribunal poderão concedê-lo de ofício, em exceção ao
princípio da inércia do órgão jurisdicional.
HABEAS CORPUS
 LEGITIMIDADE PASSIVA
 O habeas corpus deverá ser impetrado contra o ato do
coator que poderá ser tanto autoridade (delegado de
policia, promotor de justiça, juiz de direito, tribunal
etc.) como particular. No primeiro caso, nas hipóteses de
ilegalidade e abuso de poder, enquanto no segundo caso,
somente nas hipóteses de ilegalidade.
HABEAS CORPUS
 ESPÉCIES
 O habeas corpus será preventivo quando alguém se
achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua
liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de
poder (a restrição à locomoção ainda não se consumou).
Nesta situação poderá obter um salvo-conduto, para
garantir o livre trânsito de ir e vir.
 Quando a constrição ao direito de locomoção já se
consumou, estaremos diante do habeas corpus
liberatório ou repressivo, para cessar violência ou
coação.
HABEAS CORPUS
 PREVISÃO E REGULAMENTAÇÃO
 O habeas corpus está previsto no art.5°,LXVIII da
Constituição Federal. O Código de Processo Penal
estabelece nos arts.647 a 667 as regras procedimentais
básicas do instituto.
MANDADO DE SEGURANÇA
 Contemplado por todos os textos constitucionais posteriores, com
exceção da Carta de 1937, o Mandado de Segurança é assegurado pela
atual Constituição em seu art.5°,LXIX, que dispõe:
 “Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido
e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, quando o
responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade
pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do
poder público”.
 Pela própria definição constitucional o Mandado de segurança tem
utilização ampla, abrangente de todo e qualquer direito subjetivo
público sem proteção jurídica específica, desde que se logre
caracterizar a liquidez e certeza do direito, materializada na
inquestionabilidade de sua existência, na precisão de sua extensão e
aptidão para ser exercido no momento da impetração.
MANDADO DE SEGURANÇA
 FINALIDADE
 O mandado de segurança é conferido aos indivíduos para que
eles se defendam de atos ilegais ou praticados com abuso de
poder, constituindo-se verdadeiro instrumento de liberdade civil e
liberdade política.Desta forma, importante ressaltar que o
mandado de segurança caberá contra os atos discricionários e os
atos vinculados, pois nos primeiros, apesar de não se poder
examinar o mérito do ato, deve-se verificar se ocorreram os
pressupostos autorizadores de sua edição e, nos últimos, as
hipóteses vinculadoras da expedição do ato.
 O mandado de segurança, criação brasileira, é uma ação de
natureza civil, qualquer que seja a natureza do ato administrativo,
seja ele jurisdicional, criminal, eleitoral, trabalhista etc.
MANDADO DE SEGURANÇA
 LEGITIMAÇÃO ATIVA
 O legitimado ativo é o detentor de “direito líquido e certo não
amparado por habeas corpus ou habeas data”. Assim, dentro
do rol “detentor de direito líquido e certo” incluem-se: pessoas
físicas (brasileiros ou não, domiciliados ou não, residentes ou
não), Jurídicas, órgãos públicos despersonalizados, porém
com capacidade processual (chefes dos executivos, mesas do
legislativo), universalidades de bens e direitos (espólio, massa
falida, condomínio), agentes políticos (governadores,
parlamentares), o Ministério Público etc.
 O que se exige é que o impetrante tenha direito invocado, e
que este direito esteja sob a jurisdição da Justiça brasileira.
MANDADO DE SEGURANÇA
 LEGITIMAÇÃO PASSIVA
 O legitimado passivo é a autoridade coatora, responsável
pela ilegalidade ou abuso de poder, autoridade pública
ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições
do poder Público. A autoridade, portanto, é o agente
público investido de poder de decisão para anular o ato
atacado ou para suprir a omissão lesiva de direito líquido
e certo do impetrante, não se confundindo, portanto,
com o mero executor.
MANDADO DE SEGURANÇA
 ESPÉCIES
 O mandado de segurança pode ser repressivo de ilegalidade
ou abuso de poder já praticado, ou preventivo, quando
estivermos diante da ameaça a violação de direito líquido e
certo do impetrante. Muitas vezes para evitar o perecimento
do objeto, o impetrante poderá solicitar concessão de liminar
desde que, é claro, demonstre o fumus boni iuris e o
periculum in mora (art.7°, II, da Lei n. 1.533/51).
 O prazo para impetração do mandado de segurança, de
acordo com o art.18 da lei em comento, é de 120 dias, contado
da ciência, pelo interessado, do ato a ser impugnado.
MANDADO DE SEGURANÇA
 PREVISÃO E REGULAMENTAÇÃO
 O mandado de segurança está previsto no art.5°, LXIX da
Constituição Federal. E disciplinado pela Lei n. 1533 de 31-12-
1951, Lei n.4.348 de 26-06-1964 e pela Lei n. 5.021 de 09-06-
1966.
MANDADO DE SEGURANÇA
COLETIVO
 A grande diferença entre o mandado de segurança
individual e o coletivo reside em seu objeto e na
legitimação ativa.
 Com o mandado de segurança coletivo busca-se a proteção
do direito liquido e certo, não amparado por habeas corpus
ou habeas data (campo residual), contra atos ou omissões
ilegais ou com abuso de poder de autoridade, buscando a
preservação (preventivo) ou reparação (repressivo) de
interesses transindividuais, quais sejam, individuais
homogêneos, coletivos e difusos.
MANDADO DE SEGURANÇA
COLETIVO
 FINALIDADE
 O legislador constituinte quis facilitar o acesso a juízo,
permitindo que pessoas jurídicas defendam o interesse
de seus membros ou associados, ou ainda da sociedade
como um todo, no caso dos partidos políticos, sem
necessidade de um mandado especial, evitando-se a
multiplicidade de demandas idênticas e conseqüentes
na demora na prestação jurisdicional.
MANDADO DE SEGURANÇA
COLETIVO
 LEGITIMAÇÃO ATIVA
 O mandado de segurança coletivo poderá ser impetrado por
partido político com representação no Congresso Nacional,
organização sindical, entidade de classe ou associação
legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos
um ano, em defesa de seus membros ou associados, conforme
estabelecido no art.5°, LXX.
 Segundo a orientação dominante, o mandado de segurança
coletivo há de ser impetrado na defesa de interesse de uma
categoria, classe ou grupo, independentemente da
autorização dos associados, conforme súmula 629 do STF.
 Não se trata, dessa forma, de nova modalidade de ação
constitucional, ao lado do mandado de segurança tradicional,
mas de forma diversa de legitimação ad causam.
MANDADO DE SEGURANÇA
COLETIVO
 LEGITIMAÇÃO ATIVA
 Quanto à legitimação dos partidos políticos, o STF tem entendido
que o mandado de segurança coletivo poderá ser utilizado apenas
para a defesa de direitos de seus filiados, observada a correlação
com as finalidades institucionais e objetivos programáticos da
agremiação.
 Da mesma forma ocorrem em relação às organizações sindicais,
entidades de classes e associações, que só poderão pleitear em juízo
direito liquido e certo de seus próprios associados.
 Portanto, para a configuração da legitimidade ativa ad causam das
entidades de classe, basta que o interesse seja apenas de parcela da
categoria, verificado a relação de pertinência temática entre o objeto
da impetração e o vínculo associativo. Importante ressaltar que não
está expressa na Constituição a necessidade da pertinência
temática, sendo este requisito instituído pela súmula 630 do STF.
MANDADO DE SEGURANÇA
COLETIVO
 PREVISÃO E REGULAMENTAÇÃO
 O mandado de segurança coletivo está previsto no art.5°, LXX,
da Constituição Federal. A Lei n.1533 de 1951 fixa os
procedimentos básicos que hão de presidir a impetração e o
julgamento do mandado de segurança, estabelecendo que o
direito de propor a ação extinga-se em cento e vinte dias,
contados da ciência, pelo interessado do ato impugnado.
HABEAS DATA
 A constituição de 1988 concebeu o habeas data como instituto
destinado a assegurar o conhecimento de informações relativas à
pessoa do impetrante constantes de registros ou bancos de dados
de entidades governamentais ou de caráter público, e para
permitir a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo de
modo sigiloso.
 O habeas data é uma ação constitucional, de caráter civil, de
conteúdo e rito sumário, que tem por objeto a proteção do direito
líquido e certo do impetrante em conhecer todas as informações
e registros relativos à sua pessoa e constantes de repartições
públicas ou particulares acessíveis ao público, para eventual
retificação de seus dados pessoais.
HABEAS DATA
 FINALIDADE
 Objetiva-se, através de habeas data, fazer com que todos
tenham acesso às informações que o Poder Público ou
entidades de caráter público possuam a seu respeito.
Michel Temer ressalta o caráter democrático desse
instrumento: “é fruto de uma experiência constitucional
anterior em que o governo arquivava a seu critério e
sigilosamente, dados referentes à convicção filosófica,
política, religiosa e de conduta pessoal dos indivíduos”.
HABEAS DATA
 LEGITIMAÇÃO ATIVA
 Qualquer pessoa, física ou jurídica, poderá ajuizar a ação
constitucional de habeas data para ter acesso às informações a
seu respeito.
 LEGITIMAÇÃO PASSIVA
 O pólo passivo será preenchido de acordo com a natureza
jurídica do banco de dados. Em se tratando de registro ou
banco de dados de entidade governamental, o sujeito passivo
será a pessoa jurídica componente da administração direta ou
indireta do Estado. Na hipótese de registro ou banco de dados
de entidade de caráter público, a entidade que não é
governamental, mas, de fato, privada, figurará no pólo passivo
da ação.
HABEAS DATA
 PREVISÃO E REGULAMENTAÇÃO
 O habeas data está instituído no art.5°, LXXII, da
Constituição Federal. É regulamentado pela Lei 9.507/97 que
regula o direito de acesso à informação e disciplina o rito
processual do habeas data.
MANDADO DE INJUNÇÃO
 Consiste em uma ação constitucional de caráter civil, e de
procedimento especial, que visa suprir uma omissão do
Poder Público, no intuito de viabilizar o exercício de um
direito, uma liberdade ou uma prerrogativa prevista na
Constituição Federal. Juntamente com a ação direta de
inconstitucionalidade por omissão, visa combater a inércia
da norma constitucional, decorrente de omissão
normativa.
MANDADO DE INJUNÇÃO
 FINALIDADE
 O mandado de injunção há de ter por objeto o não
cumprimento de dever constitucional de legislar que, de
alguma forma, afeta direitos constitucionalmente assegurados
(falta de norma regulamentadora que torne viável o exercício
de direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas
inerentes à soberania e à cidadania).
 Essa omissão pode tanto ter caráter absoluto ou total como
pode manifestar-se de forma parcial. Na primeira hipótese,
que se revela cada vez mais rara, tendo em vista o implemento
gradual da ordem constitucional, tem-se a inércia do
legislador que pode impedir totalmente a implementação da
norma constitucional.
MANDADO DE INJUNÇÃO
 FINALIDADE
 A omissão parcial envolve, por sua vez, a execução
parcial ou incompleta de um dever constitucional de
legislar, que se manifesta seja em razão do atendimento
incompleto do estabelecido na norma constitucional,
seja em razão do processo de mudança nas
circunstâncias fático-jurídicas que venha a afetar a
legitimidade da norma (inconstitucionalidade
superveniente), seja, ainda, em razão de concessão de
benefício de forma incompatível com o princípio da
igualdade.
MANDADO DE INJUNÇÃO
 LEGITIMAÇÃO ATIVA
 O mandado de injunção poderá ser ajuizado por qualquer
pessoa cujo exercício de um direito, liberdade ou prerrogativa
constitucional esteja sendo inviabilizado em virtude da falta
de norma reguladora da Constituição Federal.
 O STF admitiu o ajuizamento de mandado de injunção
coletivo, sendo legitimadas, por analogia, as mesmas
entidades do mandado de segurança coletivo. O requisito será
a falta de norma regulamentadora que torne inviáveis os
direitos, liberdades ou prerrogativas dos membros ou
associados, indistintamente.
MANDADO DE INJUNÇÃO
 LEGITIMAÇÃO PASSIVA
 Somente a pessoa estatal será o sujeito passivo, uma vez
que no pólo passivo da relação processual instaurada
com o ajuizamento do mandado de injunção só aquelas
podem estar presentes, pois somente aos entes estatais
pode ser imputável o dever jurídico de emanação de
provimentos normativos. Ou seja, os entes estatais é que
devem regulamentar as normas constitucionais de
eficácia limitada, como o Congresso Nacional.
MANDADO DE INJUNÇÃO
 PREVISÃO E REGULAMENTAÇÃO
 O mandado de injunção está previsto na Constituição
Federal em seu art.5°, LXXI. Ao lado deste instrumento
destinado, fundamentalmente, à defesa de direitos
individuais contra a omissão do ente legiferante,
introduziu-se, no art.103,§2°, o sistema de controle
abstrato da omissão.
AÇÃO POPULAR
 O art.5°, LXXIII, da Constituição Federal proclama que
qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular
que vise anular ato lesivo ao patrimônio público ou de
entidade de que o Estado participe, à moralidade
administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico
e cultural.
 Para Hely Lopes Meirelles, ação popular “é o meio
constitucional posto à disposição de qualquer cidadão para
obter a invalidação de atos ou contratos administrativos- ou
a estes equiparados- ilegais e lesivos do patrimônio federal,
estadual e municipal, ou de suas autarquias, entidades
paraestatais e pessoas jurídicas subvencionadas com
dinheiro público”
AÇÃO POPULAR
 FINALIDADE
 A ação popular, juntamente com o direito de sufrágio, direito
de voto em eleições, plebiscitos e referendos, e ainda a
iniciativa popular de leis e o direito de organização e
participação de partidos políticos, constituem formas de
exercício da soberania popular (CF art.1° e 14), pela qual, na
presente hipótese, permite-se ao povo, diretamente, exercer a
função fiscalizatória do Poder Público, com base no princípio
da legalidade dos atos administrativos e no conceito de que a
res pública (República) é patrimônio do povo.
 A ação popular poderá ser utilizada de forma preventiva
(ajuizamento da ação antes da consumação dos efeitos
lesivos) ou repressiva (ajuizamento da ação buscando o
ressarcimento do dano causado).
AÇÃO POPULAR
 FINALIDADE
 A ação popular é um instrumento típico da cidadania e
somente pode ser proposta pelo cidadão, aqui entendido
como aquele que não apresenta pendências no que
concerne às obrigações cívicas, militares e eleitorais, que
por lei sejam exigíveis.
 Assim sendo, a finalidade da ação popular é a defesa de
interesses difusos, reconhecendo-se aos cidadãos o
direito de promover a defesa de tais direitos.
AÇÃO POPULAR
 LEGITIMAÇÃO ATIVA
 Somente poderá ser autor da ação popular o cidadão, assim
considerando o brasileiro nato ou naturalizado, desde que
esteja no pleno gozo de seus direitos políticos, provada tal
situação através do título de eleitor, ou documento que a ele
corresponda.
 Assim excluem-se do pólo ativo os estrangeiros, os apátridas,
as pessoas jurídicas e mesmo os brasileiros que estiverem com
seus direitos políticos suspensos ou perdidos.
 Entendemos que aquele entre 16 e 18, que possui título de
eleitor, pode ajuizar a ação popular sem a necessidade de
assistência, porém, sempre por advogado (capacidade
postulatória).
AÇÃO POPULAR
 LEGITIMAÇÃO ATIVA
 Considerando o caráter marcadamente público dessa
ação constitucional, o autor está, em princípio, isento de
custas judiciais e de ônus de sucumbência, salvo
comprovada má-fé (art.5°, LXXIII, da CF/88).
 O Ministério Público, parte pública autônoma, funciona
como fiscal da lei, mas se o autor popular desistir da
ação poderá (entendendo presente os requisitos)
promover o seu prosseguimento (art.9°, da Lei 4.717/95).
AÇÃO POPULAR
 PREVISÃO E REGULAMENTAÇÃO
 A ação popular está prevista na Constituição Federal em
seu art.5°,LXXIII.
 A ação popular é regulada pela Lei 4.717 de 29-06-1995 e
se configura instrumento de defesa de interesse público.
BIBLIOGRAFIA
 Lenza, Pedro. Direito constitucional esquematizado/Pedro
Lenza-13. Ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Saraiva, 2009.

 Mendes, Gilmar Ferreira. Curso de direito constitucional /


Gilmar Ferreira Mendes, Inocêncio Mártires Coelho, Paulo
Gustavo Gonet Branco. -4. Ed. rev. E atual. – São Paulo:
Sairava, 2009.

 Moraes, Alexandre de. Direito constitucional / Alexandre


de Moraes. – 11. Ed. – São Paulo: Atlas, 2002.