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Participação da Febraban no Projeto Cisternas

PROGRAMA DE FORMAÇÃO E MOBILIZAÇÃO PARA CONVIVÊNCIA COM O SEMI-ÁRIDO


Projeto 1 Milhão de Cisternas
O Projeto Metodologia Participação Febraban Resultados Obtidos Aprendizado 1ª Fase
PROGRAMA DE FORMAÇÃO E MOBILIZAÇÃO PARA CONVIVÊNCIA COM O SEMI-ÁRIDO
Projeto 1 Milhão de Cisternas
O Projeto Metodologia Participação Febraban Resultados Obtidos Aprendizado 1ª Fase

Histórico
Histórico
 Em 2001 foi criada a ASA – Articulação para o Semi-Árido – esta entidade não formal
reúne mais de 700 ONGs presentes no nordeste Brasileiro com o objetivo de erradicar
a pobreza e a fome na região.
O Semi-Árido
 O ASA adotou um projeto já existente da Cáritas, a construção de cisternas, como seu
modelo de atividade. O projeto contemplava mais do que simplesmente a solução da
A Solução falta de água, envolvia também educação sanitária e de bom uso de recursos hídricos
Encontrada para as comunidades alvo.

 Após a avaliação do impacto da construção de cisternas em algumas pequenas


comunidades, a ASA decidiu-se por tentar ampliar o projeto, aproximando-o de
Estrutura
políticas governamentais. Foi criado então o Projeto 1 Milhão de Cisternas - com o
objetivo de ajudar 5 milhões de pessoas no prazo de 5 anos.

 Para gerenciar este projeto, foi criada uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de
Interesse Público), a AP1MC (Associação do Programa 1 Milhão de Cisternas).

 O projeto obteve em seu início apoio do ministério do meio ambiente e recebeu o


prêmio ecologia (categoria recursos hídricos) da revista SuperInteressante.
Atualmente é apoiado pelo Programa Fome Zero.

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Projeto 1 Milhão de Cisternas
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O Semi-Árido Nordestino
Histórico
O SEMI-ÁRIDO  Ocupa uma área de 900.000 km2 – praticamente a superfície da
NORDESTINO... Alemanha e França juntas;

O Semi-Árido  Vivem nesta região aproximadamente 18 milhões de pessoas. É o mais


populoso semi-árido do mundo;

 Estima-se que dos 8 milhões de pessoas morando na área rural, dois


terços se encontrem a pelo menos 1 hora/dia do local onde há água
A Solução disponível;
Encontrada
 A pluviosidade média da região é de 750 mm (superior a de Berlim ou
Paris) por ano, o que o torna o semi-árido mais chuvoso do mundo.

Estrutura
... E O PROBLEMA  Apenas 3% da água doce do Brasil está no Nordeste;

 A água presente no seu subsolo cristalina apresenta alta salinidade, o


que a torna imprópria pra o consumo humano;

 A média de precipitação pluviométrica é suficiente para atender as


necessidades da região, entretanto é má distribuída física e
temporalmente, com um alto índice de evaporação devido às
características climáticas da região;

 O problema não reside na falta de chuvas.

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Projeto 1 Milhão de Cisternas
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A Solução Encontrada
Histórico

O Semi-Árido  As cisternas representam a solução de melhor custo-benefício em relação a outras


alternativas de combate à escassez de água na região (poços, micro-barragens,
barragens subterrâneas)

A Solução
 O projeto não se limita apenas à construção de cisternas, mas foca também:
Encontrada
 a capacitação de pedreiros da comunidade e das famílias beneficiadas no
processo de construção das cisternas;

Estrutura  a preparação das famílias para o uso e conservação da água das chuvas
armazenada nas cisternas;
 a formação de multiplicadores em Gestão de Recursos Hídricos e Gestão de
Projetos.

 Busca a emancipação das comunidades e cria condições para atividades geradoras


de renda (como por exemplo pequena agricultura e criação de animais)

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Estrutura Operacional
Histórico

ESPAÇO DE ARTICULAÇÃO POLÍTICA

Articulação do Semi-Árido (ASA) ASAS ESTADUAIS


O Semi-Árido Nível Federal Nível Estadual

A Solução ESTRUTURA POLÍTICA E ADMINISTRATIVA ESTRUTURA DE GESTÃO E EXECUÇÃO


Encontrada
Coordenação Executiva UGC
Unid. Gestora Central

Estrutura Coletivos Estaduais UGM


Unid. Gestoras
UGM Microrregionais
Unidades Gestoras Microrregionais
CEM
• Assoc de • Igrejas c/ Comissões Executivas
Base assess • Prefeituras Municipais
•Assentament
• Paróquias • Ongs c/ • Gov.
o de Reforma
• Grupos de assess Estadual
Trab • STRs c/ • Gov. Federal
Agrária UEL
• STRs assess Unidades Executoras Locais

Comunidades
GF1 GF2 Grupos de Famílias 3 GF4 GF5
Famílias
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As atividades do projeto não se resumem exclusivamente à construção de cisternas:


Atividades
Atividade Descrição Responsável

Mobilização Social Gerar a intenção voluntária de participar no projeto por Todas as Entidades
Mobilização parte de organizações públicas, privadas das diversas Envolvidas
Social esferas regionais

Controle Social Eventos de reunião de representantes das entidades Todas as Entidades


participantes para acompanhamento do cumprimento das Envolvidas
Controle Social metas e objetivo, fiscalização e intercâmbio de informações

Capacitações Treinamento da comunidade beneficiada Todas as Entidades


Capacitações do P1MC

Comunicação Garantir à sociedade e às organizações informações ASA


atualizadas e interação sobre o projeto AP1MC
Fortalecimento
Institucional
Fortalecimento Criação de subunidades e da Associação do programa 1 ASA
Institucional da milhão de cisternas (AP1MC), bem como provê-la de AP1MC
Sociedade Civil recursos (por exemplo, sistemas de informação) para que
possa gerenciar o projeto
Cisternas
Cisternas A construção das cisternas residenciais segundo Unidades e
especificação dada pelo projeto Comunidades

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Mobilização Social
Atividades
 O objetivo do processo de mobilização é criar um projeto de
futuro para as populações do Semi-Árido brasileiro e não,
Mobilização simplesmente um evento ou uma campanha passageira. A
Social idéia é que ao final do projeto as comunidades do Semi-
Árido tenham atingido um nível de organização que as
possibilite conquistar outras necessidades

Controle Social  Para que a mobilização atinja os seus objetivos é necessário criar uma espiral de
mobilização progressiva que envolva todos os segmentos da sociedade.

 São atores desta espiral de mobilização:


Capacitações
 As Famílias que moram no Semi-Árido e que serão as beneficiadas do programa;
 As comunidades rurais, formadas por estas famílias
Fortalecimento  As organizações de base comunitária
Institucional
 Organizações com base municipal
 Organizações com base microrregional, estadual, nacional e até internacionais

Cisternas  Governo
 Iniciativa privada

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Controle Social
Atividades
 Controle Social é o processo pelo qual atores sociais exercem alguma forma de
acompanhamento, supervisão, com a intenção de aprimorar a gestão dos recursos e
Mobilização garantir a utilização responsável e idônea dos recursos.
Social  Com base no conceito acima foi desenhado o componente de Controle Social do projeto.
Assim, este componente tem como objeto de fiscalização as ações definidas em contrato
entre a ASA, as comunidades e os financiadores
Controle Social  Os atores do controle social neste projeto são os envolvidos direta e indiretamente neste
programa. São eles:
 As famílias participantes – O maior motivo da participação das famílias nesta atividade
é estimulá-las para o exercício da cidadania, o segundo motivo é fato de estas serem co-
Capacitações
financiadoras do projeto.
 As ONGs que compõem a ASA – Como nem todas elas estarão exercitando atividades
de execução do projeto ao mesmo tempo sempre existirá um conjunto de entidades para
Fortalecimento fiscalizar os trabalhos do projeto.
Institucional
 Foram criados alguns instrumentos e recursos para viabilizar as atividades de Controle
Social no projeto:

Cisternas  Processo de Mobilização, Processo de Capacitação, reuniões que ocorrem


periodicamente, acesso aberto ao sistema SIGA e a disponibilização de Relatórios
de Monitoria e Avaliação.
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Capacitações
Atividades
A componente de Capacitação do P1MC é composta de quatro frentes:

Mobilização  Capacitação dos Gestores do Programa em todos os níveis – Em virtude da grandeza do


Social projeto é importante capacitar as pessoas que serão responsáveis por gerenciar a implantação
do programa. São alvo deste treinamento todos os gestores administrativos das UGMs bem
como as pessoas que terão atividades de gestão nas Unidades Executoras Locais (UELs)

Controle Social
 Capacitação dos Multiplicadores – Os multiplicadores são as pessoas responsáveis pela
distribuição do conhecimento dentro da estrutura do projeto. Estão dentro desta categoria os
Pedreiros-Instrutores, Multiplicadores de Gestão de Recursos Hídricos e os Animadores. A
importância destes cursos reside na necessidade de instrutores bem preparados para que a
Capacitações multiplicação de conhecimento seja bem sucedida.

 Capacitação das Famílias e Gestão de Recursos Hídricos – Constitui um dos pilares do


Fortalecimento programa, visando a melhor convivência das famílias com o semi-árido e suas adversidades.
Institucional Além da gestão em recursos hídricos outros temas como cidadania também são abordados.

 Capacitação de Pedreiros – Uma das premissas do projeto é a construção utilizando mão de


Cisternas obra local para tanto é necessário capacitar os pedreiros nas técnicas de construção de cisterna
de placas. Esta frente da capacitação gera um outro benefício que é o da inserção social
através da geração de emprego.

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Projeto 1 Milhão de Cisternas
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Fortalecimento Institucional
Atividades
O componente fortalecimento institucional neste projeto é composta de três frentes:

Mobilização  Implantação e aparelhamento das 48 UGMs previstas para o primeiro ano de projeto.
Social Segundo o modelo adotado pela AP1MC, é necessário estruturar as UGMs para viabilizar a
execução das atividades de mobilização, capacitação e acompanhamento das construções.

Controle Social  Aparelhamento da AP1MC – Corresponde basicamente na implantação do aparato


tecnológico que irá viabilizar o acompanhamento e controle dos trabalhos que estão sendo
executados nas comunidades, através de prestação de contas fornecida pelas UGMs. Já
está em fase de implantação o SIGA que é um sistema que possibilitará à AP1MC ter a
qualquer momento uma visão do andamento do projeto.
Capacitações

 Custos operacionais – Finalmente, manter toda esta estrutura consome recursos. São
pessoas, materiais e serviços que são consumidos para que projeto atinja os seus
Fortalecimento objetivos, levar água para as famílias do Semi-Árido.
Institucional

Cisternas

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Construção das Cisternas


Atividades

 Este é o componente que responde pelas atividades de


Mobilização construção das cisternas. Aqui estão atividades de
Social
aquisição de materiais, transporte e construção.

Controle Social  As famílias entram com uma parcela do custo de construção das cisternas ajudando
em algumas atividades relacionadas à construção, como a escavação do buraco
onde a cisterna será instalada, a alimentação e a estadia do pedreiro.

Capacitações
 Além do benefício das cisternas o projeto também beneficia a região através da
geração de empregos. Para esta parceria MESA – Febraban – ASA está previsto o
emprego de 770 pedreiros da região.
Fortalecimento
Institucional

Cisternas

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Razões da Escolha do Projeto


A Escolha do
Projeto Ao decidir pelo apoio ao Programa Fome Zero, a Febraban estabeleceu como premissa
a seleção de um projeto que de fato contribuísse, de forma sustentável, para a
transformação social da vida de comunidades carentes.
A Participação
da Febraban Além das premissas de transformação social, também foram itens de observação, a
identificação de elementos que demonstrassem transparência na gestão dos recursos
financeiros e do modelo de gestão.

Compromisso Tendo observado estes requisitos, a Febraban elegeu como linha de ação a construção
com a Sociedade de cisternas em 11 estados do nordeste brasileiro, através do apoio ao P1MC
(Programa Um Milhão de Cisternas Rurais).

Orçamento O caráter educativo e de preservação, a proposta de formação para convivência


Global do sustentável com o Semi Árido, a possibilidade de melhoria da qualidade de vida de um
Projeto grande número de famílias e a existência de iniciativas para a montagem de um modelo
de gestão consistente e transparente, foram elementos que contribuíram para a seleção
deste programa.

As palavras do Presidente da Febraban

“A entidade elegeu o programa como a melhor forma de contribuir para o


Programa Fome Zero por seu caráter auto-sustentável, sua relevância
social e o forte impacto nas comunidades do semi-árido”. (Gabriel Jorge
Ferreira – Presidente da Febraban)
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A Escolha do
A Participação da Febraban
Projeto

CONSTRUÇÃO DE 10.000 CISTERNAS


A Participação
da Febraban

6 meses
DOAÇÃO DE RECURSOS APOIO NA BUSCA DE
APOIO TÉCNICO
FINANCEIROS OUTROS PARCEIROS
Compromisso
com a Sociedade
Construção, Consultoria, auditoria e
Recursos materiais
capacitação e infra- tecnologia da
diversos
estrutura informação
Orçamento
Global do
Projeto APRENDIZADO

DEFINIÇÃO DAS ALTERNATIVAS PARA A EVOLUÇÃO DA PARCERIA


ENTRE A FEBRABAN E A ARTICULAÇÃO DO SEMI-ÁRIDO

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A Escolha do
A Participação da Febraban
Projeto
Já no início das conversações identificamos que tratava-se de um programa abrangente
e ambicioso, não só pelo número de famílias a serem atendidas mas também pela
complexidade logística de capacitar e mobilizar um contingente imenso de pessoas e
A Participação transportar um volume significativo de materiais numa área do semi-árido cuja
da Febraban abrangência é de 900.000 km2 e cuja região e estradas apresentam condições adversas
como: calor excessivo, poeira, pedras, buracos, terrenos íngremes, travessia de
riachos, atoleiros, areais.
Compromisso
com a Sociedade Nesta fase, também ficou evidente que o êxito na consecução do projeto, dependeria
fundamentalmente do sucesso da gestão de suas operações e da existência de
controles e processos que permitissem a identificação antecipada de problemas que
Orçamento pudessem comprometer a sua execução.
Global do
Projeto Neste contexto, e mesmo ciente dos entraves e dos desafios que se apresentavam,
ficou claro para a Febraban que o apoio não poderia se resumir ao financiamento da
construção das cisternas, mas deveria também, se estender ao apoio para a
estruturação das unidades que participariam da execução do programa.

Desta forma optou-se por disponibilizar os recursos necessários para o aparelhamento


das unidades gestoras, através do fornecimento de automóveis, motos, computadores
entre outros itens, como também optou-se por contratar uma empresa que pudesse
apoiar na estruturação inicial do projeto.

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A Escolha do
Compromisso com a sociedade
Projeto
A Febraban formalizou no dia 10 de
Compromisso comabril seu apoio ao
o Presidente
Fome Zero, representado no financiamento de 10 mil
A Participação cisternas no semi-árido.
da Febraban
A parceria com o ministério da Segurança Alimentar foi
acordada durante um encontro do presidente da entidade,
Gabriel Jorge Ferreira, e o presidente Lula.
Compromisso
com a Sociedade
A Febraban se comprometeu não somente com os custos diretos envolvidos na construção das
cisternas, mas também com os necessários para viabilizar a estrutura operacional de gerenciamento
Orçamento das frentes de mobilização social, capacitação e controle.
Global do
Projeto "Assim como o Cartão-Alimentação rompe com a dependência da distribuição de cesta-básica, a
construção de cisternas rompe com a política do carro-pipa", afirmou o ministro de Segurança
Alimentar José Graziano, ministro-extraordinário da segurança alimentar

Lula afirmou que o apoio da Febraban ao Fome Zero foi uma surpresa para ele. "Quem imaginava,
há dois meses, que a Febraban ia participar de um projeto como este? Ninguém", disse.

Ele afirmou que, com a captação de água das chuvas, as famílias do semi-árido têm a garantia de
plantar e comer alimentos que são fruto de seu próprio trabalho. "Isso é que dá dignidade às
pessoas, que dá capacidade de escolher melhor seu candidato a vereador, deputado, governador,
presidente. Isso é que dá vontade de querer aprender mais."
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A Escolha do
Orçamento Global do Projeto
Projeto

A Participação
da Febraban

Compromisso
com a Sociedade

Orçamento
Global do
Projeto

• Custo total por cisterna: R$ 1.453,21 (engloba materiais, mão de obra e overheads)
• Custo direto da cisterna: R$ 960,00 (somente materiais e mão de obra)
• Valor total da contribuição dos bancos: R$ 15.000.000,00 (projeto mais despesas de viagens e
consultorias)
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Projeto 1 Milhão de Cisternas
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Resultados
Metas da 1ª Fase do Projeto
Esperados

Cronograma de
Implantação  Construção de 10.000 cisternas beneficiando assim 50.000
pessoas (Média de 5 pessoas por família)

 Capacitação das 10.000 famílias beneficiadas em Gestão de Recursos Hídricos


Resultados
Obtidos
 Capacitação de 400 Pedreiros

Utilização dos  Capacitação de 75 Multiplicadores


Recursos
 Capacitação da Equipe de Gestão do Projeto das UGMs – 96 pessoas

Velocidade de
Implantação  Mobilização das Comunidades

 Implantação da Infra-estrutura necessária ao desenvolvimento do restante do


Orçamento projeto
Fase 2

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Cronograma de Implantação
Resultados
Esperados

Cronograma de
Implantação

Nº ATIVIDADES
Resultados
Obtidos

Utilização dos Assinatura Acordo


Recursos 1
Febraban - ASA
Velocidade de
Implantação

Orçamento 2 Planejamento da Implantação do Pr


Fase 2

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Construção
Resultados
Esperados

10.439 cisternas
Cronograma de  Entrega de cisternas
Implantação

 Capacidade aproximada de armaz. de água


160 milhões litros *
Resultados
Obtidos
52.200 pessoas
 Abastecimento de Aproximadamente

Utilização dos
Recursos

As chuvas que caíram na região no início do ano foram

*
Velocidade de suficientes para encher completamente aproximadamente
Implantação 9.000 cisternas das 10.000 cisternas que foram financiadas
pela FEBRABAN.

Orçamento
Fase 2

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Capacitação
Resultados
Esperados
 Gerenciamento de Recursos Hídricos, Cidadania e
10.439 familias
Convivência com o semi-árido - GRH
Cronograma de
Implantação  Multiplicadores em GRH 37 pessoas

 Pedreiros 587 pessoas


Resultados
Obtidos  Pedreiros Instrutores 41 pessoas

 Animadores 59 pessoas
Utilização dos
Recursos  Planejamento 96 pessoas

Velocidade de O resultado das iniciativas de capacitação não se mede simplesmente


Implantação pela quantidade de cursos ministrados ou pessoas capacitadas, mas sim,
 Efeito pelo resultado proporcionado pelo entendimento de que a convivência
multiplicador com o semi-árido é possível e o efeito multiplicador provocado por este
Orçamento movimento contribui de forma significativa para as próximas etapas do
Fase 2 projeto.

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Fortalecimento Institucional
Resultados
Esperados
 A infra estrutura patrocinada pela Febraban permitiu, somente nos últimos
8 meses do programa, a entrega de aproximadamente 23.000 cisternas
(FEBRABAN + MESA), possibilitando neste caso o beneficiamento de
Cronograma de Infra Estrutura
aproximadamente 120.000 pessoas.
Implantação patrocinada pela
Febraban  Esta infra estrutura será ainda utilizada, no mínimo, pelos próximos 3 anos
do programa, constituindo uma importante base de apoio para a
Resultados construção das próximas cisternas.
Obtidos

 Automóveis 52
Utilização dos
Recursos Materiais e  Motocicletas 90
equipamentos
fornecidos  Microcomputadores e Acessórios 60
Velocidade de
Implantação  Mobiliário e Outros 48
 Desenvolvimento do Sistema de Gestão
Orçamento Outros
Fase 2  Pagamento de pessoal
investimentos

 Despesas de Custeio
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Mobilização
Resultados
Esperados

As ações de Mobilização, além das 10.439 familias, atingiram também


Cronograma de
Implantação
 Comunidades rurais

Resultados
Obtidos  Organizações de base comunitária

Utilização dos  Organizações com base municipal


Recursos

 Organizações de base microrregionais ou estaduais


Velocidade de
Implantação
 Empresas privadas

Orçamento
Fase 2

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Controle Social
Resultados
Esperados  Controle Social é o processo pelo qual atores sociais exercem alguma forma de
acompanhamento, supervisão, com a intenção de aprimorar a gestão dos recursos e
garantir a utilização responsável e idônea dos recursos.
Cronograma de
Implantação  A Febraban contribuiu significativamente no cumprimento dos objetivos relacionados a
este componente, não só na forma de fornecimento de recursos para a execução de
encontros, mas também, na forma de apoio para a definição de processos e
implantação do sistema de gestão e controle (SIGA) que permite o acesso aberto aos
Resultados dados de execução física e financeira do projeto.
Obtidos

 Encontros patrocinados pela Febraban:


Utilização dos
Recursos
 Encontros Estaduais 5
 Encontros Microrregionais 23
Velocidade de
 Enconasa 1
Implantação

Orçamento
Fase 2

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Custo Médio de Construção


Resultados
Esperados
CUSTOS COM CONSTRUÇÃO
CUSTOS
Cronograma de
Implantação
Mão de Material de
Mão
UGM UGM
Resultados
Obtidos
Obra ConstruçãoOb

Utilização dos
AL02 166,99PB06 743,0133
Recursos

BA01 149,11PB07 800,2316


Velocidade de
Implantação
BA03 151,40PB08 700,6915
Orçamento
Fase 2
BA04 150,00PE01 827,6014
Página Principal BA05 148,81PE03 817,7315
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Custo Médio de Capacitação de Famílias


Resultados
Esperados

Cronograma de
Implantação

Resultados
UGM Alimentação
Obtidos

Utilização dos
AL02 11,40
BA01 24,90
Recursos

Velocidade de
Implantação BA03 18,86
Orçamento
Fase 2
BA04 16,99
Página Principal BA05 15,35
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Custo Médio de Capacitação de Pedreiros


Resultados
Esperados

Cronograma de
Implantação

UGM Alimentação As
Resultados
Obtidos
AL02 51,23
Utilização dos
Recursos BA03 4,86
Velocidade de
BA04 95,62
Implantação
BA05 45,09
Orçamento
Fase 2
BA11 72,00
Página Principal BA15 29,43
CE03
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Custo Médio de Mobilização de Famílias


Resultados
Esperados

Cronograma de
Implantação

Resultados
Obtidos
UGM Alimenta
Utilização dos AL02
Recursos

BA03
BA04
Velocidade de
Implantação

Orçamento
Fase 2
BA05
Página Principal BA11
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Velocidade de Implantação de Cisternas


Resultados
Esperados

Velocidade de Implantação - 22/05/2004


Cronograma de
Implantação 80

Nº de Cisternas por dia


70
60
Resultados 50
Obtidos 40
30
20
Utilização dos 10
Recursos
0
27/8 27/9 27/10 27/11 27/12 27/1 27/2 27/3 27/4

Velocidade
Velocidade de
de
Implantação O gráfico acima aponta o potencial diário de implantação de cisternas do P1MC. Este gráfico
ilustra dois picos na velocidade de implantação que refletem os momentos em que foram
disponibilizados a maior parte dos recursos de construção. A redução na velocidade de
Orçamento implantação que começou a ser registrada a partir de novembro deve-se à necessidade da AP1MC
Fase 2 de focar-se na solução de problemas gerenciais. Outro fator que dificultou a retomada do ritmo de
implantação foram as fortes chuvas que ocorreram em janeiro e fevereiro.
Com base nesta análise podemos assumir que em condições normais o P1MC teria
Página Principal condições de empregar um ritmo de implantação de 60 cisternas/dia. Assim, um
próximo acordo para construção de 10.000 cisternas teria duração de 6 meses.
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Projeto 1 Milhão de Cisternas
O Projeto Metodologia Participação Febraban Resultados Obtidos Aprendizado
Aprendizado 1ª
1º Fase
fase

Síntese
Síntese
Introdução
Aprendizado
Aprendizado 1ª1ª
Etapa
Etapa
Quando da decisão por financiar as primeiras 10.000 cisternas do P1MC, a FEBRABAN considerou
que esta etapa do projeto deveria, dentre outras metas, contemplar a sistematização do
Ganhos aprendizado em relação ao tema de forma ampla e profunda, considerando não apenas as
Percebidos questões inerentes ao relacionamento com a entidade responsável pela definição, gerenciamento
e execução do projeto (ASA e AP1MC), mas também em relação à temática do semi-árido no
contexto da Responsabilidade Social Corporativa e Desenvolvimento Sustentável.
Aspectos que
podem ser Considerando o novo compromisso assumido de mais 10.000 cisternas (etapa 2), a questão que
considerados em se coloca refere-se ao grau de adequações em virtude do aprendizado sistematizado, debatido e
etapas futuras de consenso obtido entre os integrantes do projeto (FEBRABAN, ASA e AP1MC).

O presente documento tem por objetivo sintetizar algumas reflexões e propostas para a etapa 2 e
Aprofundamento
de temas eventuais etapas posteriores, de maneira a subsidiar um conjunto de debates conduzidos pela
relevantes Diretoria Setorial de Responsabilidade Social da FEBRABAN junto a seus associados, fóruns
específicos e demais lideranças que se venham a ser identificadas como necessárias.

A síntese aqui apresentada não se propõe a esgotar o tema nem tampouco apresentar-se como
Riscos Percebidos verdade absoluta, dado refletir nosso posicionamento interno e que ainda não foi extensamente
discutido junto aos demais integrantes do projeto na FEBRABAN e na própria ASA e AP1MC,
podendo conter falhas na leitura e/ou interpretação dos fatos vivenciados e suas conseqüências
para os envolvidos.
Sugestões para
Nossa expectativa é que as reflexões aqui apresentadas possam servir como um ponto de partida
próximos passos
para uma discussão mais profunda e que venha enriquecer o debate sobre o posicionamento da
FEBRABAN no que tange à temática de Responsabilidade Social Corporativa e Desenvolvimento
Sustentável aplicáveis a este projeto.
Página Principal
PROGRAMA DE FORMAÇÃO E MOBILIZAÇÃO PARA CONVIVÊNCIA COM O SEMI-ÁRIDO
Projeto 1 Milhão de Cisternas
O Projeto Metodologia Participação Febraban Resultados Obtidos Aprendizado
Aprendizado 1ª
1º Fase
fase

Síntese
Síntese
A questão do semi-árido e histórico do
Aprendizado
Aprendizado 1ª1ª Programa 1 Milhão de Cisternas Rurais
Etapa
Etapa
O problema do semi-árido é repleto de variáveis que o torna heterogêneo: são 11 estados (do
Sergipe ao Maranhão) e distintas formas de convivência com a escassez de água que foram
Ganhos construídas historicamente pelas comunidades em função de caracteres específicos da geografia,
Percebidos da maturidade da mobilização comunitária, do nível de apoio recebido de entidades de
assistência social (e.g. entidades religiosas e ONGs), dentre outras. Este mosaico de
características forjou um outro mosaico de soluções, que foram implementadas e são (em maior
Aspectos que ou menor escala) reutilizadas em localidades com características semelhantes.
podem ser
considerados em
Tais soluções locais - ao longo do tempo e adicionadas de um movimento de mobilização maior -
etapas futuras
constituíram o berço da Articulação do Semi-Árido (ASA). Sua criação foi orgânica, partindo de
soluções locais e criando uma grande rede de colaboração e de desenvolvimento técnico que
Aprofundamento buscou replicar soluções encontradas e atuar de forma coordenada e em escala, não apenas na
de temas implementação de um programa, mas buscando se inserir dentro das políticas públicas para as
relevantes regiões semi-áridas. Desde seu início e até hoje, a ASA não se constitui como pessoa jurídica,
tratando-se de uma articulação, de um lócus onde as questões técnicas e políticas são debatidas
e as propostas são desenvolvidas conjuntamente, estruturadas e, posteriormente, implementadas
a partir de uma pessoa jurídica criada com a finalidade executora (a exemplo do que aconteceu
Riscos Percebidos com a OSCIP AP1MC para a implantação do programa das cisternas).

Entretanto, o trabalho da ASA não se atém ao programa de cisternas. Existem ainda outros
grupos de trabalho (GT), cujas informações que temos, até o presente, retratam que o GT
Sugestões para Desertificação é o mais avançado, em que pese que tal avanço ainda é incomparável com o
próximos passos estágio do P1MC, denotando que o trajeto para que este grupo traga uma proposta concreta ainda
será repleto de percalços naturais de um modelo de amplas discussões e necessitará,
conseqüentemente, de um tempo de maturação que ainda não se pode precisar.
Página Principal
À primeira vista, dispor água às famílias – que é o foco do P1MC - é uma constante em toda essa
complexidade, entretanto, a forma de disponibilizar esse recurso pode e deve mudar em função
de variáveis mais específicas, apesar de não ser assim empreendido pelo P1MC, sendo esta nossa
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O Projeto Metodologia Participação Febraban Resultados Obtidos Aprendizado
Aprendizado 1ª
1º Fase
fase

Síntese
Síntese
Desenvolvimento sustentável e o P1MC
Aprendizado
Aprendizado 1ª1ª
Etapa
Etapa
É importante distinguir o Programa de Convivência com o Semi-Árido e o Programa 1 Milhão de
Cisternas Rurais, que trata de uma das dimensões do primeiro. A construção de cisternas é
Ganhos entendida como parte de um programa maior, por ser entendida como uma necessidade básica e
Percebidos que antecede a qualquer outra iniciativa de desenvolvimento sustentável.

Entretanto, as ações ligadas à geração de renda, produção para subsistência, alfabetização,


Aspectos que educação, rádios comunitárias, saúde, transporte, dentre outros, estão presentes em algumas
podem ser comunidades de forma até independente das ações da ASA, todavia, como mencionado
considerados em anteriormente, o Grupo de Trabalho em Desertificação está trabalhando em propostas nesta
etapas futuras direção.

Segundo informações colhidas em 14/01/2004, junto ao Sr. Sílvio da Rocha Santana (Fundação
Aprofundamento
de temas Grupo Esquel), o GT Desertificação deverá apresentar até 17/06/2004 um conjunto de propostas
relevantes de ações a serem implementadas em 3 grupos temáticos: (i) inclusão social e combate à
desigualdade, (ii) recuperação da capacidade produtiva do semi-árido e (iii) preservação,
conservação e uso sustentável de recursos naturais.

Riscos Percebidos Todas propostas tratarão, de forma separada, as ações governamentais daquelas aplicáveis pela
sociedade civil ou em parceria com o governo, sendo que o grupo de recuperação da capacidade
produtiva do semi-árido é dotado de espaço para a inserção do sistema financeiro na aplicação de
recursos de crédito (micro-finanças) às famílias e / ou comunidades.
Sugestões para
próximos passos

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O Projeto Metodologia Participação Febraban Resultados Obtidos Aprendizado
Aprendizado 1ª
1º Fase
fase

Modelo de distribuição dos recursos financeiros para o


Síntese
Síntese atendimento às demandas por água – parte 1/2
Aprendizado
Aprendizado 1ª1ª
Etapa
Etapa A lógica utilizada pelo P1MC é a da distribuição linear de recursos financeiros
entre as diversas microrregiões. Em termos práticos, sempre que os recursos
financeiros são doados ao programa, divide-se este montante em múltiplos
de cisternas a serem construídas e atribuem-se as quantidades de forma
Ganhos
Percebidos
proporcional às necessidades totais de cada microrregião, respeitando-se
alguns critérios de número mínimo de cisternas a serem construídas em
cada localidade.
Aspectos que
podem ser A conseqüência é que a quantidade de cisternas nem sempre cobre a
considerados em demanda por água da comunidade. Quando questionados do por quê deste
etapas futuras critério, fomos informados que se os recursos financeiros fossem distribuídos
de forma não eqüitativa provocaria cisões políticas nos diversos grupos
regionais, pois seriam questionadas as prioridades de alocação. Portanto,
Aprofundamento
de temas
optam por ter uma distribuição linear baseada na quantidade de cisternas
relevantes necessárias versus os recursos financeiros disponíveis. Para a ASA é mais
importante a coesão do grupo em lugar de outros critérios que provocariam
formas não lineares de distribuição e que poderiam ser mais efetivas na
solução dos problemas locais de forma mais ampla e estrutural.
Riscos Percebidos
Uma vez que, nos primeiros anos do programa (estão no ano 2 do projeto
em 2004), as cisternas são construídas em quantidade quase sempre inferior
à demanda das comunidades, o efeito provocado já é conhecido e foi
Sugestões para
relatado à direção da articulação: o uso coletivo das cisternas individuais,
próximos passos dado o comportamento solidário muito presente naquelas comunidades.
Sabe-se que elas têm uma demanda por água, não importa de onde a
obtenham, portanto, uma vez que apenas parte dessas necessidades é
provida pelas cisternas, as comunidades as tratam como sendo uma fonte
Página Principal adicional de água, porém não a única. Em outras palavras, as localidades
que não estão plenamente atendidas pela água tendem a exaurir aquela
armazenada nas cisternas individuais para, posteriormente, continuar a
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1º Fase
fase

Modelo de distribuição dos recursos financeiros para o


Síntese
Síntese atendimento às demandas por água – parte 2/2
Aprendizado
Aprendizado 1ª1ª
Etapa
Etapa
A direção da AP1MC concorda com esta avaliação, pois entende que tal
efeito somente é eliminado quando se supera 80% de famílias atendidas na
Ganhos localidade (3 a 4 anos). Mesmo assim, preferem manter a coesão da
Percebidos
articulação, assumindo que tais ocorrências representam uma característica
intrínseca do método adotado.
Aspectos que
podem ser Um dos principais efeitos dessa impossibilidade de prover a água em
considerados em
etapas futuras quantidade suficiente às famílias é a continuidade na indústria dos carros-
pipa ao longo do período de cobertura mais ampla do programa que, em não
Aprofundamento sendo devidamente tratado, tende a distorcer e pode vir a desacreditar as
de temas premissas do mesmo. Não é pouca a interferência do poder local nas
relevantes
comunidades em função desta moeda de troca (a água), pois sua história
remonta a formação dessas regiões em nosso País. Ao tentar rompê-la,
quebra-se não apenas uma estrutura de poder momentânea, mas sim toda
Riscos Percebidos
uma cultura de dependentes e supostos mantenedores, ou, em outras
palavras, a cultura e a estrutura política das localidades. As reações do
poder local a este processo são óbvias e não necessitam de maiores
Sugestões para explicações, enfatizando, assim, a importância em se reduzir o prazo para a
próximos passos efetiva independentização das famílias, que não cessa apenas com a água
para o consumo, mas sim com a geração de renda e a liberdade de escolha
decorrente de condições materiais mais favoráveis.
Página Principal
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Aprendizado 1ª
1º Fase
fase

Síntese
Síntese
Método construtivo das cisternas – parte 1/2
Aprendizado
Aprendizado 1ª1ª
Etapa
Etapa
O método utilizado de mobilizar as famílias, a partir de cursos de
gestão de recursos hídricos e de métodos construtivos é mais do que
Ganhos
Percebidos positivo ao nosso ver: é imprescindível. Isto porque não basta
disponibilizar um reservatório de água, mas é importante instruir em
Aspectos que sua utilização e conservação, adicionado o fato de que a família deve
podem ser desenvolver um sentimento de “pertencimento” da cisterna por ela
considerados em
etapas futuras construída, até mesmo para que possa conservá-la adequadamente.

Aprofundamento Os métodos construtivos sofrem alterações em função de


de temas
relevantes características da edificação da residência onde será instalado e de
preferências das unidades executoras locais, o que é fundamental de
ser aqui registrado. A lógica do programa, no que tange aos custos
Riscos Percebidos de construção das cisternas, está baseado em um modelo
relativamente padronizado. Entretanto, dependendo da área e dos
materiais que compõem o telhado das casas, tais métodos podem e
Sugestões para
próximos passos
devem variar. Um exemplo é o caso das cisternas instaladas em
casas cobertas com palhas, onde não é possível alterar o material do
telhado (pois é considerado como melhoria na residência e
Página Principal
freqüentemente não aceito por programas governamentais), levando
ao modelo de construção por quadras (construindo-se um piso de
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Aprendizado 1ª
1º Fase
fase

Síntese
Síntese
Método construtivo das cisternas – parte 2/2
Aprendizado
Aprendizado 1ª1ª
Etapa
Etapa
Este é um ponto importante do aprendizado desta primeira etapa, ou
seja, os custos podem variar em função do modelo de cisterna e do
Ganhos
Percebidos contexto local encontrado. Mesmo com esta variação de
metodologias construtivas, a distribuição de recursos entre as
Aspectos que localidades continua sendo linear, por um valor padrão que por
podem ser muitas vezes provoca restrições operacionais nas localidades
considerados em
etapas futuras dotadas de tais características.

Aprofundamento Outro aspecto relevante mencionado no início da parceria refere-se à


de temas
relevantes ativação da economia local com as aquisições de materiais nas
próprias localidades. Este fato não pôde ser comprovado, entretanto,
há sinais claros de sua não ocorrência. Isto porque a aquisição de
Riscos Percebidos materiais é realizada pelas unidades executoras locais, as quais
privilegiam o preço antes de tudo, e, desta forma, tendem a adquiri-
los nas praças onde esta variável se torne mais atrativa, não sendo,
Sugestões para
próximos passos
necessariamente, na própria localidade. Portanto, entendemos que
continuam sendo viáveis negociações comerciais e / ou parcerias
que privilegiem a escala para as duas principais matérias-primas
Página Principal
utilizadas: cimento e zinco.
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1º Fase
fase

Síntese
Síntese
Modelo de Gestão do Programa – parte 1/2
Aprendizado
Aprendizado 1ª1ª
Etapa
Etapa A AP1MC controla o recebimento financeiro dos doadores e os
repassa às unidades executoras locais, tendo investido, nos últimos
Ganhos 2 anos, em torno de meio milhão de reais na construção do sistema
Percebidos SIGA para o gerenciamento do programa. Adicionalmente, investiu-
se parcela significativa do aporte da FEBRABAN no aparelhamento
Aspectos que físico das unidades executoras locais para que pudessem prestar
podem ser
considerados em contas a partir de tal sistema de informação.
etapas futuras

Como entidade gestora de recursos financeiros e responsável pelas


Aprofundamento
de temas prestações de contas, tem por objetivo fazer com que os contratos
relevantes sejam cumpridos em termos físicos e financeiros e, para tanto,
precisa exigir que determinados processos operacionais sejam
cumpridos. Tais procedimentos, entendidos por muitos como
Riscos Percebidos
“burocracia que os afasta da causa” foi a principal dificuldade
encontrada na relação.
Sugestões para
próximos passos Os primeiros meses do projeto foram muito difíceis para que estes
procedimentos ocorressem conforme o planejado, entretanto
podemos afirmar, com segurança, que estamos muito próximos do
Página Principal
ideal a esse respeito. As últimas prestações de contas já
demonstram significativo avanço nesta direção e são de
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1º Fase
fase

Síntese
Síntese
Modelo de Gestão do Programa – parte 2/2
Aprendizado
Aprendizado 1ª1ª
Etapa
Etapa Ao longo da convivência com a AP1MC, pudemos também notar que
seus quadros diretivos, compostos de integrantes da ASA, optam por
Ganhos um ambiente de discussão democrático e que em muitas ocasiões
Percebidos privilegia o consenso em lugar da eficiência operacional. Neste ponto
é importante entender os (des)encontros entre os conceitos de
Aspectos que gestão calcados na lógica do capital privado e os conceitos de gestão
podem ser
considerados em calcados nos princípios socialistas, que constituem a base da
etapas futuras formação ideológica dos representantes da ASA e que dirigem a
AP1MC. Estas características das relações, sejam da FEBRABAN,
Aprofundamento
de temas sejam da AP1MC, não trazem riscos significativos para a execução do
relevantes projeto a não ser eventuais desgastes pontuais e que devem ser
tomados em conta quando da decisão pela continuidade nesta
relação. Entretanto, é um dos principais pontos que torna o projeto
Riscos Percebidos
único sob esse ponto de vista, ou seja, o desafio do encontro dessas
duas correntes de gestão, sendo mútuo o aprendizado e, portanto,
de grande riqueza para todos em um contexto de reconfiguração do
Sugestões para
próximos passos papel do Estado e das participações privadas no desenvolvimento da
coisa anteriormente considerada pública.
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Aprendizado 1ª
1º Fase
fase

Síntese
Ganhos Percebidos
Aprendizado 1ª
Etapa Ao seu término, além das 10.000 cisternas construídas e de 50.000 indivíduos
(aproximadamente) que serão beneficiados pelo programa a partir das
Para as
atividades de mobilização e capacitação, as localidades atendidas terão
famílias
avançado mais um estágio rumo à instalação da infra-estrutura necessária para
Ganhos
Ganhos
as etapas seguintes, focadas no desenvolvimento sustentável.
Percebidos
Percebidos Foram, ao todo, 48 UEL equipadas e que poderão se utilizar desta mesma infra-
Para as
estrutura para suportar outros programas conduzidos pela ASA e AP1MC. É
Unidades
importante ressaltar que são poucas as entidades doadoras de recursos que
Executoras
Aspectos que dispensam a soma oferecida pela FEBRABAN para aparelhamentos físicos,
Locais
podem ser constituindo
Sem dúvida, o esse aspecto
maior ganhonão apenas
foi no um ganho,domas
aprimoramento seu um ganho
modelo de singular no
gestão. Em
considerados em (UEL)
contexto das entidades do terceiro setor.
que pese as enormes dificuldades do início, naturais e previsíveis até certo
etapas futuras
ponto, a AP1MC teve não apenas o ganho advindo das atividades de consultoria
em gestão de projetos disponibilizada pela FEBRABAN pois, adicionalmente, teve
Aprofundamento o apoio operacional em momentos críticos (quando da recomposição de seus
de temas Para a
quadros de recursos humanos, sendo suportada pela consultoria na
relevantes AP1MC
operacionalização do projeto). Ela teve também a oportunidade de testar os
processos de gestão frente a uma entidade muito crítica em relação à
transparência na alocação dos recursos e, como conseqüência dos testes em
ambiente real, aprimorar seus instrumentos, como o Sistema SIGA, analisado e
Riscos Percebidos A Articulação
depurado do Semi-Árido
em detalhes teve comooferecida
pela consultoria principalpela
ganho a concretização de um
FEBRABAN.
sonho, o de conseguir colocar em operação um programa de extrema
complexidade, da tamanha abrangência geográfica, repleto de variáveis
específicas. Ela sai deste processo mais robusta, em virtude das discussões
Sugestões para Para a ASA internas sobre grande parte das questões aqui apresentadas. Dificilmente,
próximos passos diante destas dificuldades, as pessoas envolvidas com a causa do semi-árido
deixarão de defendê-la. Nossa percepção é de que a ASA passa por um processo
de depuração e que dele sairá muito fortalecida na outra ponta, em que pese o
percurso adiante ainda ser longo e repleto de pedras e armadilhas.
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Aprendizado 1ª
1º Fase
fase

Síntese
Ganhos Percebidos
Aprendizado 1ª
Etapa O Governo teve, neste projeto, um fato singular até então: trata-se de um dos
poucos, para não dizer o único projeto, cuja matriz inspiradora, desde o início, foi
a chamada ao problema da fome no Governo que acabara de assumir e que
precisava de apoio para sua principal causa social. Não se trata de um projeto que
Ganhos
Ganhos já estava maturando nas instalações da FEBRABAN ou nos bancos e que foi
Percebidos
Percebidos
vinculado ao Programa Fome Zero. Pelo contrário, desde o início, a FEBRABAN
Para o
analisou as alternativas de projetos existentes e ligados à temática da fome,
Governo
tendo como objetivo o desenvolvimento de uma parceria que estivesse em linha
Aspectos que
com o momento do País. E este fato tem sido explorado pelo Governo em muitas
podem ser
considerados em
ocasiões, principalmente com a conotação de coisa inédita – “...quem poderia
etapas futuras imaginar que a FEBRABAN estaria aqui hoje, assinando esta parceria...” são as
palavras do Presidente da República que ilustram o ganho para a imagem do
Governo..
Aprofundamento Além do ganho de imagem, que é recíproco ao mencionado no item anterior,
de temas entendemos que a FEBRABAN teve como principal ganho a oportunidade de, a
relevantes partir do aprendizado desta etapa e a depender de como venha a se utilizar deste
ativo, ampliar e aprofundar a inserção da temática de Responsabilidade Social
Corporativa em sua agenda a partir de um caso concreto, a quente. Certamente
Para a que a primeira etapa do projeto trouxe poucos ganhos diretos, mas entendemos
Riscos Percebidos FEBRABAN que ela preparou o terreno, deixou o caminho relativamente aberto para a
possibilidade de uma série de debates que busquem a reflexão de como a
FEBRABAN (e os bancos) pretendem se posicionar diante das questões sociais do
semi-árido, aliando à eficiência em seus negócios, re-significando a extensão da
Sugestões para
ação social (ampliando-a) para uma nova forma de desenvolvimento da
próximos passos consciência cidadã em seus públicos.

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