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Departamento de Ciências Exatas e Engenharia -

DECEEng
Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio
Grande do Sul - UNIJUÍ
Curso de Engenharia Elétrica - EGE

AULA 2
MOTORES SÍNCRONOS

Disciplina: Conversão Eletromecânica de Energia II


Prof. Douglas de Castro Karnikowski
douglasdecastrok@gmail.com
1. Motores Síncronos
1.1. Aplicações
 Correção do Fator de Potência
– O motor síncrono pode ajudar a reduzir os custos de
energia elétrica e melhorar o rendimento do sistema de
energia, corrigindo o fator de potência na rede elétrica
onde está instalado. Em poucos anos, a economia de
energia elétrica pode se igualar ao valor investido no
motor.

 Velocidade Constante
– O motor síncrono mantêm a velocidade constante tanto
nas situações de sobrecarga como também durante
momentos de oscilações de tensão, respeitando-se os
limites do conjugado máximo.

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1. Motores Síncronos
1.1. Aplicações
 Alta Capacidade de Torque
– O motor síncrono é projetado com alta capacidade de sobrecarga,
mantendo a velocidade constante mesmo em aplicações com grandes
variações de carga.

 Alto Rendimento
– São mais eficiente na conversão de energia elétrica em mecânica,
gerando maior economia de energia. O motor síncrono é projetado
para operar com alto rendimento e fornecer um melhor
aproveitamento de energia para uma grande variedade de carga.

 Maior Estabilidade na Utilização com Inversores de


frequência
– Pode atuar em uma ampla faixa de velocidade, mantendo a
estabilidade independente da variação de carga.

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1. Motores Síncronos
1.1. Aplicações

1500
Normalmente, quando a
1250
1000
Motores Síncronos
potência é igual ou
900

800
maior que ao dobro da
velocidade a aplicação
Potência (HP)

700
Motores Síncronos
600 ou de Indução
de Motores Síncronos se
500

400
torna viável
300
economicamente, em
200

100
Motores de Indução relação aos demais tipos
de motores elétricos.
900

450
3600

1800

1200

>360
500

400

360
720

600

Velocidade (RPM)

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1. Motores Síncronos
1.1. Aplicações

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1. Motores Síncronos
1.2. Tipos de Excitação
Os MS necessitam de uma fonte de corrente contínua para alimentar o
enrolamento de campo (enrolamento do rotor), que usualmente é suprido
através de uma excitatriz estática (com escovas) ou de uma excitatriz
brushless (sem escovas).

• A excitatriz do tipo estática são


constituídos de anéis coletores e
escovas que possibilitam a
alimentação de corrente dos polos do
rotor através de contato deslizante. A
Corrente Contínua para alimentação
dos polos deve ser proveniente de um
conversor e controlador estático
CA/CC.

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1. Motores Síncronos
1.2. Tipos de Excitação
• A excitação brushless possuem uma excitatriz girante, normalmente
localizada em um compartimento na parte traseira do motor.

• A excitatriz funciona como um gerador de corrente alternada onde o rotor


que fica localizado no eixo do motor, possui um enrolamento trifásico e o
estator é formado por polos alternados norte e sul alimentados por uma
fonte de corrente contínua externa.

• O enrolamento trifásico do rotor é conectado a uma ponte de diodos


retificadores. A tensão gerada no rotor é retificada e utilizada para a
alimentação do enrolamento de campo do motor.

• A amplitude desta corrente de campo pode ser controlada através do


retificador que alimenta o campo do estator da excitatriz. Os motores
síncronos com excitação brushless possuem um custo de manutenção
reduzido devido ao fato de não possuírem escovas.
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1. Motores Síncronos
1.2. Tipos de Excitação
• Por não possuírem contatos elétricos deslizantes, eliminando a
possibilidade de faiscamento, os motores síncronos com excitação do tipo
brushless são recomendados para aplicações em áreas especiais com
atmosfera explosiva.

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2. Partida de Motores Síncronos
2.1. Torque de Partida
 A figura abaixo apresenta o esquema do motor síncrono no
momento em que a tensão é aplicada aos enrolamentos
estatóricos. Como o rotor esta inicialmente parado, o seu
campo magnético é estático e portanto “vê” o campo
girante passar por ele 60 vezes por segundo.

Equação do torque Induzido (Ti):


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2. Partida de Motores Síncronos
2.1. Torque de Partida

 Assim, durante um ciclo da rede elétrica, o torque médio


induzido é nulo.

 O efeito prático é que a máquina vibra (tentando rodar


para um lado e depois para o lado contrário) fortemente,
não partindo e sobreaquecendo o motor.

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2. Partida de Motores Síncronos
2.2. Técnicas de Partida
Deve-se trazer o motor síncrono a uma velocidade
suficientemente próxima da síncrona, para que ele possa entrar
em sincronismo com o campo girante produzido pela corrente
da armadura

1. Reduzir a velocidade do campo magnético produzido pelo


estator (inversor de frequência)
2. Uso de uma máquina primária para acelerar o motor síncrono
(por exemplo, utilizando a excitatriz com motor CC)
3. Utilização de enrolamentos de compensação ou
amortecedores
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2. Partida de Motores Síncronos
2.2. Técnicas de Partida
PARTIDA DO MOTOR PELA REDUÇÃO DA FREQUÊNCIA
ELÉTRICA
Se o campo magnético do estator de um motor síncrono girar em uma
velocidade suficientemente baixa, não haverá problemas para que o rotor
acelere e entre em sincronismo com o campo magnético. A velocidade do
campo magnético do estator poderá então ser aumentada até a velocidade de
funcionamento, aumentando gradualmente até seu valor normal de 50 ou 60
Hz.

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2. Partida de Motores Síncronos
2.2. Técnicas de Partida
PARTIDA DO MOTOR COM UMA MÁQUINA MOTRIZ
EXTERNA
O segundo modo de dar partida a um motor síncrono é acoplando-o a um
motor de partida externo e levando a máquina síncrona até a velocidade
plena com o motor externo. A seguir, a máquina síncrona pode ser colocada
em paralelo com o sistema de potência e o motor de partida pode ser
desacoplado do eixo da máquina.
O motor de partida precisa superar apenas a inércia da máquina síncrona a
vazio – nenhuma carga é aplicada até que o motor entre em paralelo com o
sistema de potência. Como apenas a inércia do motor precisa ser superada, o
motor de partida pode ter uma característica nominal muito menor do que a
do motor síncrono no qual ele está dando a partida.

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2. Partida de Motores Síncronos
2.2. Técnicas de Partida
PARTIDA DO MOTOR COM UMA MÁQUINA MOTRIZ
EXTERNA

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2. Partida de Motores Síncronos
2.2. Técnicas de Partida
PARTIDA DO MOTOR USANDO ENROLAMENTOS
AMORTECEDORES
Indubitavelmente, o modo mais popular de dar partida a um motor síncrono é
empregando enrolamentos amortecedores. Esses enrolamentos são barras
especiais colocadas em ranhuras abertas na face do rotor de um motor
síncrono e, em seguida, colocadas em curto-circuito em cada extremidade por
um grande anel de curto-circuito.

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2. Partida de Motores Síncronos
2.2. Técnicas de Partida
PARTIDA DO MOTOR USANDO ENROLAMENTOS
AMORTECEDORES
Em resumo, se uma máquina tiver enrolamentos amortecedores, será possível
dar partida nela executando o procedimento seguinte:
1. Desligue os enrolamentos de campo de sua fonte de potência CC e coloque-
os em curto-circuito.
2. Aplique uma tensão trifásica ao estator do motor e deixe o rotor acelerar até
próximo da velocidade síncrona. Nenhuma carga deverá estar sendo aplicada
ao eixo do motor, para que sua velocidade possa se aproximar da velocidade
síncrona tão próximo quanto possível.
3. Ligue o circuito de campo CC à sua fonte de potência. Após fazer isso, o
motor atingirá a velocidade síncrona e, então, cargas poderão ser aplicadas ao
seu eixo.

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3. Curva V – Maquina Síncrona
3.1 Curva V (If x Ia)

IA

P2

P1

Atraso Avanço

FP = 1 IF

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3. Curva V – Maquina Síncrona
3.1 Curva V (If x Ia)

 Comportamento do motor síncrono em função das


correntes If e Ia.
 Cada uma das possíveis curvas, corresponde a um
valor diferente de potência ativa.
 Para cada curva, a corrente Ia mínima ocorre para
um fator de potência unitário.
 Para qualquer outro ponto da curva, existe alguma
energia reativa indutiva ou capacitiva.
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4. Capacitor Síncrono
4.1 Princípio de Funcionamento
 Um motor síncrono pode operar sobre-excitado para fornecer potência
reativa ao sistema, ou seja, para operar com fator de potência em avanço.
IA

q Vt

jXsIA
α P1

Egf

 Um motor síncrono pode ser projetado para operar somente à vazio (sem
eixo externo) e, assim, fornecer somente potência reativa se operar sobre-
excitado. Esse tipo especial de motor pode ser chamado de capacitor
síncrono. IA

Vt jXsIA
Egf
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4. Capacitor Síncrono
4.1 Princípio de Funcionamento
 Curva V de um capacitor síncrono.

IA

FP em
FP em avanço
atraso (Fornece Q)
(Consome Q)

IF

Egf
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4. Capacitor Síncrono
4.2 Aplicações

 Os capacitores (compensadores) síncronos são desenvolvidos para


estabilização de tensão e correção de fator de potência em redes
de energia elétrica.

 O compensador síncrono rotativo, através do controle da excitação,


mantém o equilíbrio do sistema de energia, absorvendo ou
fornecendo potência reativa e mantendo a tensão da rede dentro
dos padrões recomendados para operação do sistema e otimização
do fluxo de energia.

 Aplicações em linhas de transmissão longas, parques eólicos,


próximos a subestações de conversão e inversoras de frequência.

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4. Capacitor Síncrono
4.2 Aplicações

Exemplo de CS : Capacitor síncrono da subestação São Luís – MA da Eletronorte.

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4. Capacitor Síncrono 4xCS (+330/-220 MVAR)
4.2 Aplicações 1xCS (+330/-220 MVAR)

Exemplo de CS no SIN : 1xCS (+250/-220 MVAR)

Fonte: ONS
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4. Capacitor Síncrono
4.3 Porque utilizar o Capacitor Síncrono?
 Flexibilidade de operação em todas as condições de carga do sistema
elétrico, fornecendo potência reativa (VAR) para a rede nas condições de
queda de tensão devido ao aumento de carga e absorvendo potência
reativa da rede nas situações de aumento da tensão devido à redução da
carga, de uma maneira contínua, dinamicamente e com variações suaves.

 Estabilização da tensão de maneira suave, sem necessidade de


chaveamentos.

 Possibilita ajuste do nível de tensão em pontos do sistema elétrico


otimizando a capacidade de transmissão e o fluxo de potência.

 Compensação de reativos sem introdução de harmônicos significativos.

 Menor espaço físico de instalação para aplicações de grande porte.

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4. Capacitor Síncrono
4.3 Porque utilizar o Capacitor Síncrono?
 Evita que geradores conectados ao sistema elétrico trabalhem com tensão
de geração próxima de seus valores limites.

 Evita variação constante nos tap’s dos transformadores elevadores.

 Reduz o número de manobras com reatores ou manobras de linhas de


transmissão, quando estas são necessárias para corrigir o valor da tensão
do sistema elétrico.

 Facilidade de ajuste de tensão através do ajuste da excitação com uma


atuação bastante simples e rápida, evitando uma série de outras
manobras que seriam necessárias para se conseguir o mesmo efeito e que
envolveriam mais equipamentos com maior comunicação entre unidades,
mais tempo e, consequentemente, maior probabilidade de falhas.
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5. Limites Operacionais
5.1. Aspectos gerais

 Objetivo de qualquer limitação/especificação é proteger a máquina


(gerador ou motor) de defeitos causados pela sua operação
inadequada.
 Frequência, tensão, velocidade, potência, fator de potência,
corrente de campo, fator de serviço, ...
 Limitação da frequência e da velocidade
– A especificação de frequência depende do sistema de potência em
que a máquina síncrona está conectada.

– Para uma dada máquina síncrona, a velocidade é uma função direta da


frequência:
120 f
Ns 
P
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5. Limites Operacionais
5.2. Limitação da tensão gerada

 Depende da máquina, velocidade e do fluxo (E = kΦN).

 A velocidade é uma função direta da frequência.

 O fluxo não pode ser aumentado indefinidamente, pois


existe uma limitação para a corrente de campo (corrente
em um condutor).

 Limite da quebra de isolação entre os condutores.

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5. Limites Operacionais
5.2. Limitação da tensão gerada

 “É possível ligar um motor em uma frequência diferente da frequência


nominal?”

 Considere um motor que está operando à vazio e com os valores máximos


de IF e IA quando ligado em uma fonte de 60 Hz:

IA

60 Hz 50 Hz
IA

Egf jXsIA Egf jXsIA


Vt Vt
 Se um motor síncrono é projetado para operar em 60 Hz, mas é ligado em
50 Hz, a tensão de alimentação do motor deve ser diminuída para 83,33 %
da tensão original (V/f).
E gf  K    m
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5. Limites Operacionais
5.3. Limitação da potência e do fator de potência

 Limitação da potência e do fator de potência


– Dois fatores determinam os limites de potência:
• Torque mecânico no eixo da máquina.
• Aquecimento dos enrolamentos no estator (armadura)
e no rotor.
PSCL  3I A2 RA PRCL  I F2 RF

Máxima corrente Máxima corrente de


na armadura campo

S  3Vt ,max I A,max E  kmax 


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5. Limites Operacionais
5.3. Limitação da potência e do fator de potência

 Considere um motor fornecendo a mesma quantidade de


potência aparente VA (max |IA |)
 O valor máximo de IF e, portanto, de Egf reflete diretamente
no menor valor possível de fator de potência em avanço.

max E gf
IA4
IA3
IA2 Vt max jX s I A

IA1 Egf4

max I A Egf1 Egf3


Egf2

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5. Limites Operacionais
5.3. Limitação da potência e do fator de potência
 Considere um motor fornecendo a mesma quantidade de potência ativa
(kW, CV ou HP ).
 O máximo valor de potência reativa injetada ou consumida pela máquina
é limitada não apenas pelo máximo valor de por IF, mas também pela
máxima corrente de armadura.
αP
IA4 max E gf
IA3

IA2 Vt

αP
IA1

max I A Egf1 Egf2 Egf3 Egf4

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6. Curva de Capabilidade
6.1. Aspectos gerais

Curva de Capabilidade - É o contorno de uma superfície no


plano [P × Q] dentro do qual o carregamento da máquina
síncrona pode ser feito de acordo com as suas limitações de
operação em regime contínuo.

 Área mais escura – pontos de


operação permissíveis.

 A curva é composta por


diversos trechos – existem
diversos fatores que limitam.
a operação da máquina.

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6. Curva de Capabilidade
6.1. Aspectos gerais

 S, S′ – pontos permitidos – máquina


não está plenamente utilizada.

 S1 – ponto permitido – máquina


plenamente utilizada.

 S2, S3 – pontos não satisfatórios –


limites violados.

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6. Curva de Capabilidade
6.1. Aspectos gerais
 Curvas de capacidade podem ser traçadas para motores e geradores.
 Cada máquina síncrona possui uma família de curvas de capacidade, para diferentes
tensões terminais de operação.
– A tensão terminal varia pouco, em torno do valor nominal.
– Típico: 3 curvas, para 0, 95, 1, 1, 05 pu.

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6. Curva de Capabilidade
6.2. Fatores que limitam a capacidade de um gerador
 Tensão terminal (Vt)
– Vt aumenta – fluxo no ferro aumenta – perdas no ferro aumentam.
– Vt é usado como parâmetro – família de curvas.

 Limite corrente de armadura (Ia)


– Ia aumenta - RaIa² aumenta - perdas no cobre do estator aumentam
– Há um Ia máximo – dado diretamente pela potência aparente.

 Limite corrente de campo (If)


– If aumenta - RfIf² aumenta - perdas no cobre do campo aumentam.
– Há um If máximo – relacionado com a Egf máximo.

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6. Curva de Capabilidade
6.2. Fatores que limitam a capacidade de um gerador
 Limite de estabilidade estática
– curvas [P × δ] → valores de P maiores que o máximo não podem ser
convertidos → perda de sincronismo.

 Limite excitação mínima permissível


– carga fortemente capacitiva → Egf muito baixo → δ aumenta para
manter P.
– pode-se atingir o limite de estabilidade (δ = 90◦) e perde-se o controle da
máquina → existe uma excitação mínima permitida.

 Limite da máquina primária


– a potência convertida pelo gerador pode ser limitada pela potência
mecânica máxima que pode ser fornecida pela máquina primária
(turbina hidráulica, a vapor, gás etc.)
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6. Curva de Capabilidade
6.3. Limites

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Exercício 1
• Um Motor Síncrono polos lisos, conectado em Y, tem os dados de placa
representados na figura abaixo e Ra=0,02 p.u. Xs=0.9 p.u.

a) Qual é a potência aparente nominal do motor?


b) Qual é a magnitude nominal da tensão interna?
c) Se a potência de entrada for 10MW, qual a máxima potência reativa que o motor
pode fornecer simultaneamente, considerando os limites da corrente de armadura
e de campo?
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Exercício 1
• a) Qual é a potência aparente nominal do motor?

S= 3𝑉𝑡 𝐼𝑎

S= 3 × 6600𝑋1404 = 16,05 𝑀𝑉𝐴


• b) Qual é a magnitude nominal da tensão interna?

𝑉𝑡 = 𝐸𝑔𝑓 + 𝑅𝑎 𝐼𝑎 + 𝑗𝑋𝑠 𝐼𝑎

1 < 0° = 𝐸𝑔𝑓 + 0,02𝑝𝑢 + 𝑗0,9𝑝𝑢 (1 < 0°)

𝐸𝑔𝑓 = 1,33 < −42,56°𝑝𝑢


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Exercício 1
c) Se a potência de entrada for 10MW, qual a máxima potência reativa que o motor
pode fornecer simultaneamente, considerando os limites da corrente de armadura e
de campo?

Limite de Ia Iamax -> Smax

2
𝑄𝑚𝑎𝑥 = 𝑆𝑚𝑎𝑥 − 𝑃2

𝑄𝑚𝑎𝑥 = 16,05𝑀2 − 10𝑀2

𝑄𝑚𝑎𝑥 = 12,55𝑀𝑉𝑎𝑟

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Exercício 1
c) Se a potência de entrada for 10MW, qual a máxima potência reativa que o motor
pode fornecer simultaneamente, considerando os limites da corrente de armadura e
de campo?

Limite de If 𝐸𝑔𝑓 = 1,33 < −42,56°𝑝𝑢


Determinar d

𝑉𝑡 Egf send 10𝑀 1 1,33 send


𝑃= = d25°
𝑋𝑠 16,05𝑀 0,9

𝑄𝑚𝑎𝑥 = 0,228 𝑝𝑢
Vt 1
Q ( E cos(d )  Vt ) Q  (1,33 cos(25°)  1)
xs 0,9 𝑄𝑚𝑎𝑥 = 3,6 𝑀𝑉𝑎𝑟
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Exercício 1
c) Se a potência de entrada for 10MW, qual a máxima potência reativa que o motor
pode fornecer simultaneamente, considerando os limites da corrente de armadura e
de campo?

Limite de Ia 𝑄𝑚𝑎𝑥 = 12,55𝑀𝑉𝑎𝑟

Limite de If 𝑄𝑚𝑎𝑥 = 3,6 𝑀𝑉𝑎𝑟

Desta forma, como a limitação de corrente de campo é


menor, a máxima potência reativa fornecida é 3,6 MVar

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Exercício 2
Um motor síncrono de 208 V, 60 Hz, conectado em
DELTA, tem uma reatância síncrona de 2,5𝛺 e uma
resistência da armadura desprezível. As perdas
mecânicas são de 1,5 kW e as perdas no núcleo são de
1 kW. Inicialmente, o motor alimenta uma carga de 15
HP e o seu fator de potência é 0,8 em avanço.

a) Desenhe o diagrama fasorial desse motor e


encontre os valores de Ia e Egf.
b) Assuma que a carga foi aumentada para 30 HP.
Encontre os novos valores de Ia e Egf. Qual o novo
fator de potência?
c) Desenhe o novo diagrama fasorial.
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Exercício 2
a) Desenhe o diagrama fasorial desse motor e
encontre os valores de Ia e Egf.
𝑃𝑖𝑛 15 × 746 + 1,5𝑘 + 1𝑘
𝐼𝑙 = 𝐼𝑙 = = 47,5𝐴
3 × 𝑉𝑡 × cos(𝜃) 3 × 208 × 0,8

Sendo ligado em delta:


47,5
𝐼𝑎 = = 𝟐𝟕, 𝟒𝟐 < 𝟑𝟔, 𝟖𝟔° 𝑨
3

𝐸𝑔𝑓 = 𝑉𝑡 − 𝑅𝑎 + 𝑋𝑠 𝐼𝑎

𝐸𝑔𝑓 = 208 < 0° − 𝑗2,5 27,42 < 36,86°

𝐸𝑔𝑓 = 𝟐𝟓𝟓, 𝟏 < −𝟏𝟐, 𝟒° 𝑽

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Exercício 2
a) Desenhe o diagrama fasorial desse motor e
encontre os valores de Ia e Egf.

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Exercício 2
b) Assuma que a carga foi aumentada para 30 HP.
Encontre os novos valores de Ia e Egf. Qual o novo fator de
potência?
𝑃 = 30 × 746 + 1500 + 1000 = 24880 𝑊

3𝑉𝑡 𝐸𝑠𝑒𝑛𝛿 3 × (208) × (255) × 𝑠𝑒𝑛(𝛿)


𝑃= 24880 = 𝑠𝑒𝑛 𝛿 = −23°
𝑋 2,5

𝑬 = (𝟐𝟓𝟓, 𝟏 < −𝟐𝟑°)𝑽

𝑉𝑡𝑓 − 𝐸 208 < 0° − 255,1 < −23°


𝐼𝑎 = 𝐼𝑎 = 𝐼𝑎 = 41,29 < 15,06° 𝐴
𝑅𝑎 + 𝑋𝑠 𝑗2,5

𝐜𝐨𝐬(𝟏𝟓, 𝟎𝟔) = 𝟎, 𝟗𝟔𝟓 𝒆𝒎 𝒂𝒗𝒂𝒏ç𝒐

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Exercício 2
c) Desenhe o novo diagrama fasorial.

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7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

• FITZGERALD, A. E. Máquinas Elétricas. São


Paulo: McGraw-Hill, 1975.
• KOSOW, I. Máquinas Elétricas e
Transformadores. São Paulo: Globo, 1995.
• SANTOS M. Apresentações – Conversão
Eletromecânica de Energia - Máquinas
Elétricas. Ijuí: Unijuí, 2015

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