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GROUND SCHOOL

AERO BOERO
AB - 115
AERO BOERO - 115
AERO BOERO - 115

 Serão apresentadas as limitações operacionais,


marcações dos instrumentos e inscrições
aprovadas pelo CTA necessárias para garantir a
segurança de operação da aeronave e de seus
sistemas.
AERO BOERO - 115

 O avião AERO BOERO 115 TRAINER responde as


características fundamentais dos aviões de uso civil:

 MONOMOTOR  TREM DE POUSO FIXO


 MONOPLANO CONVENCIONAL
 ASA ALTA SEMI-  ACOMODAÇÃO PARA 2
CANTILEVER OCUPANTES

 É um avião de construção mista, tubos de aço soldados,


liga de alumínio e tela.
AERO BOERO - 115
ESTRUTURA
ESTRUTURA

 FUSELAGEM:
 A fuselagem do AB – 115, é treliça reticular,
construído com tubos de aço cromo molibdênio
SAE 4130, soldados revestidos com tela Dacron;
 Pintura anti-corrosiva de Cromato de Zinco;
 O piso da cabine é feito em liga de alumínio,
coberto por tapete, limitada a frente pela parede
de fogo.
ESTRUTURA

 A fuselagem tem incorporados os suportes para:


 BERÇO DO MOTOR;  EMPENAGENS;
 ASAS;  BEQUILHA
 TREM PRINCIPAL;
ESTRUTURA

 ASAS:
 Asa alta, semi-cantilever;
 O conjunto asa é totalmente metálico, construído
em liga de alumínio, e é composto de:
 Duas longarinas (principal e secundária);
 Nervuras obtidas por estampagem;
 Barras de compressão entre as longarinas;
 Pontas das asas em plástico reforçado com fibra de
vidro.
ESTRUTURA

 A asa aloja os tanques de combustível, flapes,


ailerons, luzes de navegação nas pontas da asa,
na asa esquerda o farol de pouso, sensor de estol
e o tubo de pitot.
 Características:
Perfil Aerodinâmico NACA 23012 Ângulo de Incidência + 2,5°
Envergadura 10,78 m Torção - 2,0°
Corda Alar 1,61 m Superfície Alar 17,28 m²
Diedro + 2,0°
ESTRUTURA

Asa esquerda
ESTRUTURA

 EMPENAGEM:
 As empenagens horizontal e vertical, são
construídos com tubos e perfis em forma de “U”,
de aço SAE 4130 revestidos com tela Dacron.
ESTRUTURA

 COMANDOS DE VÔO:
 Para transmissão do movimento o AB – 115
utiliza conjunto de cabos, esticadores, guinhões,
roldanas e guias de cabo;
 O sistema de transmissão de movimento para o
flape é feito por haste e uma alavanca;
 Os cabos utilizados nos sistemas de comandos
são feitos com fios de aço inox de alta resistência
a tração, agrupados em tramas retorcidas.
ESTRUTURA

 COMANDO DE AILERONS:
 O aileron é do tipo frise e diferencial acionado pelo
manche;
 O sistema incorpora 3 cabos, um que vai de um aileron
a outro e outros dois do manche para cada aileron;
 Os ailerons tem forma trapeizodal e são articulados
sobre três pivôs fixados na longarina posterior da asa.

Envergadura 2,3 m Deflexão 23°


Superfície (cada) 0,7 m² 22°
ESTRUTURA
ESTRUTURA

 COMANDO DO PROFUNDOR:
 O profundor é acionado pelo manche, que leva os
movimentos por cabos;
 É fixado em três partes no estabilizados horizontal e é
constituído de tubos de aço revestido com tela Dacron.

Superfície 1,60 m² Deflexão 31°


20°
ESTRUTURA
ESTRUTURA

 LEME DE DIREÇÃO:
 O leme de direção é acionado por meio dos pedais, os
movimentos são levados até a superfície por meio de
cabos;
 O leme de direção é fixado ao estabilizador vertical em
três pontos de fixação.

Superfície 0,6 m² Deflexão 24°


24°
ESTRUTURA
ESTRUTURA

 COMPENSADOR:
 O compensador do profundor é acionado por alavanca
no lado esquerdo da cabine e sua atuação é mantida
automaticamente mesmo com movimento do profundor.
 Existem também, dois compensadores fixos, localizados
no aileron esquerdo e leme de direção.

Superfície 0,07 m² Deflexão 21°


25°
ESTRUTURA
ESTRUTURA
 FLAPES:
 São do tipo simples, para o comando de flapes, é
utilizado uma alavanca regulável em três posições,
localizada no lado esquerdo superior da cabine
possuindo um botão de destrave, segundo carta
operacional, altura de recolhimento pós decolagem, 400
FT.
Superfície 0,9 m² Posições 15° (1/3)
30° (2/3)
45° (3/3)
ESTRUTURA
ESTRUTURA

 TREM DE POUSO:
 É do tipo convencional, constituído pelo trem
principal e a bequilha;
 Cada perna do trem principal tem três barras
estruturais, que se prendem a fuselagem na
altura dos suportes, e a outra está ligada ao pino
que aciona a mola amortecedora.
Pressão do Pneu Principal PSI
Bequilha PSI
ESTRUTURA
ESTRUTURA

 AMORTECIMENTO:
 O trem de pouso principal incorpora um sistema de
amortecimento constituído por duas molas e dois tacos
de borracha que atuam de forma independente, uma
para cada perna de trem;
 As molas do trem são do tipo compressão, elas
absorvem o impacto se comprimindo e o taco de
borracha absorve o retorno da mola;
ESTRUTURA
ESTRUTURA

 RODAS:
 As rodas são do tipo “meia roda” de alumínio fundido,
equipado com freio a disco de fricção, e montados
sobre rolamentos.

Roda
Disco de Freio

Rolamento
ESTRUTURA

 FREIOS:
 O sistema de freios é do tipo hidráulico, com disco
simples;
 Consta de dois conjuntos independentes que atuam
sobre cada roda de forma separada;
 A unidade do freio consta de um cilindro hidráulico que,
quando acionado pelos pedais, transmite ao conjunto de
freio da roda, pela tubulação, a pressão hidráulica
obtida;
 Também existe um depósito para abastecimento
debaixo do assento do piloto.
ESTRUTURA
ESTRUTURA

 BEQUILHA:
 A bequilha está composta por uma mola de três laminas
para amortecimento, um sistema anti-oscilação lateral, e
um sistema de desengrasamento que permite 360° de
giro;
 A bequilha tem movimento conjugado com o leme de
direção até um ângulo de 45° para cada lado, após este
ângulo ocorre o desengrasamento, girando
independente do leme de direção.
ESTRUTURA
ESTRUTURA

 PESOS:

Peso Básico Vazio 556,9 Kgf


Peso Máximo de Decolagem 770 Kgf
Peso Máximo do Bagareiro 25 Kgf

Obs.: A linha DATUM do AB-115 está localizada no bordo de ataque


da asa
ESTRUTURA
Linha Datum
GRUPO
MOTO-PROPULSOR
GRUPO MOTO-PROPULSOR

 MOTOR:
 O AB – 115 está equipado com motor Lycoming
O-235-C2A de 115 hp a 2800 RPM;
 Possui quatro cilindros horizontais e opostos
refrigerados a ar;
 Na parte traseira do motor está instalada a caixa
de acessórios com engrenagens para adicionar
diversos equipamentos, é onde se localiza a
bomba de óleo, magnetos e outros componentes;
 Abaixo do reservatório de óleo localiza-se o
carburador FACET MA-3PA.
GRUPO MOTO-PROPULSOR
Fabricante: LYCOMING
Modelo: O – 235 – C2A
Regime Máximo de Decolagem: 115 HP (85,7 Kw) – 2800 RPM
Regime Máximo Contínuo: 115 HP (85,7 Kw) – 2800 RPM
Taxa de Compressão: 6,5:1

Curiosidade:
O Oposto
235 Cilindradas em polegadas cúbicas
C2A Versão do motor
GRUPO MOTO-PROPULSOR
GRUPO MOTO-PROPULSOR

 HELICE:
 Marca Sensenich, modelo 72CK-O-50, bi-pá de
passo fixo e metálica;
 A hélice possui spiner, construida de fibra de
vidro, localizado no centro para reduzir o arrasto
gerado.
GRUPO MOTO-PROPULSOR
Fabricante: SENSENICH
Modelo: 72CK – O – 50
Numero de Pás: 2
Diâmetro: De 1778 mm a 1829 mm
Passo: 1270 mm
Tipo de Hélice: METÁLICA – PASSO FIXO
Distância da hélice ao solo: 0,55 m
Curiosidade:
72 Diâmetro em polegadas
CK Designação do fabricante
O Passo fixo
50 Passo teórico em polegadas
SISTEMAS
SISTEMAS
 SISTEMA DE LUBRIFICAÇÃO:
 É do tipo cárter úmido e lubrificação mista;
 O óleo fica acumulado em um reservatório /
decantador situado na parte inferior do motor;
 A pressão do sistema é dada por um bomba de
engrenagens localizada junto a caixa de
acessórios;
 Esta bomba envia o óleo do reservatório para o
radiador ou direto para o motor;
SISTEMAS
 Existe uma válvula termostática a qual é
responsável por fazer com que todo o óleo passe
pelo radiador antes de chegar ao motor, isto
ocorre sempre que o óleo supera os 85 °C;
 O sistema também incorpora uma válvula
reguladora de pressão responsável por manter a
pressão do óleo entre 60 e 90 psi;
 A filtragem do óleo é feita primeiramente pelo
filtro do pescador dentro do reservatório e
posteriormente pelo filtro acoplado a válvula
termostática;
SISTEMAS
 O termômetro do óleo possui um bulbo junto a
válvula termostática o qual transmite a
temperatura ao instrumento;
 A medição do nível de óleo é feita por uma
vareta, tendo 5,68 litros como nível máximo.
SISTEMAS

Capacidade Máxima: 5,8 litros


Capacidade Ideal: 5,68 litros a – 1000 mm do Datum
Capacidade Mínima: 4,68 litros
Especificação: MIL-L-6082 / MIL-L-22851
SAE 50 / W 100
SISTEMAS
Filtro do óleo

Válvula
Ra diador Termostática

Motor Linha de
Bulbo do Re torno
Termômetro

Ma nômetro

Bomb a d e óleo Termômetro


(e ngr ena ge m) Re gu lador
de Pr essão

Filtro do P escador

Re servatório/Decantador
SISTEMAS
 SISTEMA DE COMBUSTÍVEL:
 É do tipo alimentação por gravidade;
 Possui um tanque em cada asa;
 Cada tanque possui um lastro não utilizável, este
lastro fica localizado na parte inferior traseira do
tanque e tem como objetivo reter água e
impurezas;
 Os liquidometros são do tipo recipientes
comunicáveis possuindo graduação para a
aeronave pousada ou em vôo;
SISTEMAS
 Mediante a utilização das válvulas seletoras, o peso de
ambos os tanques pode ser equilibrado.
 Manter ambas válvulas seletoras abertas, para pousos e
decolagens.
 O fluxo do tanque pode ser interrompido por seletoras
independentes;
 Antes de chegar ao carburador o combustível passa por
um filtro localizado no lado direito da parede de fogo;
 Possui três pontos de dreno, um para cada tanque e um
para o filtro;
 O respiro do tanque está localizado na parte superior de
ambas as tampas.
SISTEMAS

Gasolina de Aviação: 80/87 Octanas


Capacidade Total: 115 Litros
Combustível Utilizável: 110 Litros
Combustível Não Utilizável: 5 Litros (2,5 L / asa)
Capacidade / Tanque: 57,5 Litros a +650 mm do Datum
Capacidade Utilizável em cada 55 Litros
Tanque:

Autonomia considerando consumo 04:15


específico 26 Litros/hora
SISTEMAS
SISTEMAS
 SISTEMA DE ALIMENTAÇÃO:
 Sistema de Indução:
 Indutor de ar, que seleciona através de uma borboleta,
o ar filtrado e o ar aquecido;
 Sistema de Formação de Mistura:
 Representado por um Carburador de sucção FACET
MA-3PA;
 O piloto comanda a quantidade de mistura ar
combustível para o motor através da manete de
potência que atua direto na borboleta do carburador;
SISTEMAS
 O carburador possui um corretor altimétrico (mistura);
 Após dosada pelo carburador a mistura passa por dutos
dentro do reservatório de óleo e então vai para os
coletores de admissão.
SISTEMAS
Motor

Coletores de Admissão

Reservatório/Decantador
Carburador

Gases do Escapamento Filtro de Ar


Borboleta do
Aquecimento do
Carburador

Mufla

Traquéia

Aquecimento da Cabine
SISTEMAS
 SISTEMA DE IGNIÇÃO:
 Tem como principais peças dois magnetos SLICK
(4270 - D) e (4273 - E) responsáveis pela
produção e distribuição da centelha às velas;
 Ambos estão ligados a caixa de acessórios
girando na mesma rotação do motor;
 O magneto esquerdo possui ainda um sistema
acoplador de impulso que permite que, mesmo
abaixo de 150 RPM, consiga produzir centelha
durante a partida;
SISTEMAS
 O sistema é composto ainda de duas velas por
cilindro;
 Os switch’s não desligam os magnetos apenas
direcionam sua corrente para a massa do avião.
SISTEMAS
SISTEMAS
 SISTEMA ELÉTRICO:
 É constituído por uma bateria 12V – 35A;
 A geração de energia é feita por um Alternador-
Retificador Prestolite 12V – 60A;
 Para regular as variações de tensão produzidas
pelo alternador, o sistema utiliza um regulador de
voltagem;
 Possui um motor de partida Prestolite de 12V;
SISTEMAS
 Aclopado ao sistema esta um amperímetro que
mede a quantidade de energia que flui da bateria
para os equipamentos bem como do alternador
para a bateria;
 O alarme de estol é composto por uma buzina
elétrica que é ativada por um switch instalado no
bordo de ataque da asa esquerda;
 Possui dois faróis de pouso de 100W cada;
 As luzes de posição também acionam a luz de
cabine;
SISTEMAS
 Ligados ao sistema estão também um rádio,
transponder e um turn & bank;
 A proteção do sistema é feita por fusíveis e pelos
relés;
INSTRUMENTOS
INSTRUMENTOS
 VELOCÍMETRO:
Limitações de Velocidade
MPH Km/h
Velocidade Nunca Exceder VNE 137 220
Velocidade de Cruzeiro Máxima Estrutural VNO 112 180
Velocidade de Manobra VA 74 119
Velocidade Máxima com Flapes Estendidos VFE 70 113
Velocidade de Estol com Flapes Recolhidos VSI 52 84
Velocidade de Estol com Flapes Estendidos VSO 42 68
Velocidade de melhor razão de planeio -- 70 113
INSTRUMENTOS

Marcações do Velocímetro
MPH Km/h
Linha Radial Vermelha (VNE) 137 220
Arco Amarelo (Operação com cuidado, ar calmo) 112/137 180/220
Arco Verde (Operação Normal) 52/112 84/180
Arco Branco (Operação com Flapes Estendidos) 42/70 68/113
Linha Radial Vermelha (Vel. Estol-Flapes Estendidos) 42 68
INSTRUMENTOS
INSTRUMENTOS
 TACOMETRO:

RPM Máxima: 2800 RPM


Máxima e Contínua: 2800 RPM
Marcha Lenta: 550 – 850 RPM
Arco Verde: 500 – 2500 RPM
Arco Amarelo: 2500 – 2800 RPM
Arco Vermelho: 2800 RPM
INSTRUMENTOS
INSTRUMENTOS
 PRESSÃO DO ÓLEO:

PSI
Pressão Máxima 100
Pressão Mínima (Marcha Lenta): 25
Pressão Normal: 60 a 90
Pressão com Cautela: 90 a 100
INSTRUMENTOS
INSTRUMENTOS
 TEMPERATURA DO ÓLEO:

°C
Temperatura Máxima: 118
Temperatura Mínima (Decolagem): 40
Temperatura Ideal: 82

Temperatura Máxima da Cabeça do Cilindro: 500 °F (260 °C)


INSTRUMENTOS
INSTRUMENTOS
 AMPERÍMETRO:
 LIMITES DO CENTRO DE GRAVIDADE:
PARA TODOS OS PESOS

C.G. à Frente: + 390 mm (24,2 % CMA)


C.G. Atrás: + 514 mm (31,9 % CMA)
 LIMITES DE FATORES DE CARGA:

Fator de Carga Positiva (Máximo)


Flapes Recolhidos + 3,8 G’s
Flapes Estendidos + 2,0 G’s

Fator de Carga Negativa (Máximo) - 1,52 G’s

• São proibidas manobras que produzam fator de carga negativa


ROTINA OPERACIONAL
ROTINA OPERACIONAL

 Escala de Vôo Semanal:


 Abertura na Sexta, encerramento Domingo
 Segunda a domingo

 Preparação: 1 hora de antecedência


 Notificação de Vôo;
 Abastecimento;
 Inspeção Interna / Externa;
 Briefing / Debriefing.
NOTIFICAÇÃO DE VÔO
FASES DA INSTRUÇÃO
FASES DA INSTRUÇÃO

 MANOBRAS ELEMENTARES
 TOQUE E ARREMETIDA
 NAVEGAÇÃO
 APROXIMAÇÕES
 REPASSE
MANOBRAS ELEMENTARES
 Atitudes de Vôo (Reto Nivelado / Vôo em Subida / Vôo
em Descida);
 Coordenação: 1° e 2° tipo;
 Curvas (Pequena / Média / Grande Inclinação);
 Mudança de Atitude / Mudança de Atitude em Curva;
 Glissadas (Lateral e Frontal);
 Simulação de Pane;
 Coordenação de Atitude-Potência (CAP);
 Estol (1°, 2° e 3° tipo)
 Vôo em Retângulo;
 “8” ao redor / sobre marcos;
 “S” sobre estrada.
TOQUE E ARREMETIDA - TGL

 Circuito de Tráfego;
 Aproximação / Rampa;
 Pouso “3 pontos”
 Configuração Padrão (70 mph / 15°)
 Diferentes Configurações;
 Glissada;
 Vôo Solo.
FASE FINAL – PÓS SOLO

 Navegação – 7 horas;
 Pouso de Pista;
 Aproximações:
 180° na vertical;
 360° na vertical.
 Repasse;
 Vôo de Check.
Fim