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POLÍTICA NACIONAL DE VIGILÂNCIA

EM SAÚDE/SISTEMA NACIONAL DE
VIGILÂNCIA EM SAÚDE

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ-UFPI


DISCIPLINA: VIGILÂNCIA EM SAÚDE
PROFa: NAYLA ANDRADE BARBOZA
PROFa: LIANA VASCONCELOS
PROF. JOSÉ RICARDO DE SOUSA NETO
INTRODUÇÃO

 A Portaria nº 1.378/GM/MS, de 09 de julho de 2013,


determinou a criação de um Grupo de Trabalho Tripartite
para discussão e elaboração da Política Nacional de
Vigilância em Saúde (GT-PNVS), que foi instituído pela
Portaria nº 14/SVS/MS, de 22 de agosto de 2013, com a
finalidade de discutir e formular a Política Nacional de
Vigilância em Saúde (GT-PNVS), visando o enfrentamento
do Estado brasileiro aos desafios postos à vigilância em
saúde pelas mudanças relacionadas à transição
demográfica e epidemiológica e aos determinantes sociais.
INTRODUÇÃO

 Esse grupo é composto por representantes da Secretaria de


Vigilância em Saúde (SVS/MS); Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (ANVISA/MS); Conselho Nacional de Secretários de
Saúde (CONASS) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais
de Saúde (CONASEMS).
 Desde sua instituição, o grupo tem realizado reuniões periódicas
para a construção de um documento base a ser submetido à
consulta de especialistas dos campos de atuação da Vigilância e,
finalmente à consulta pública. Como produto final se propõe a
elaboração da minuta da Portaria da Política Nacional de
Vigilância em Saúde, a ser pactuada na Comissão Intergestores
Tripartite – CIT e submetida à aprovação do Conselho Nacional
de Saúde – CNS.
Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS)

Compromisso de Apresentação da proposta e


elaboração da Política subsídios para a elaboração
Nacional de Vigilância do documento base
em Saúde
Validação da
versão do
Reunião de documento base
Portaria Dirigentes no âmbito do
1.378/2013 (junho/2014) GTPNVS

Portaria 14/2013 Contribuições


(Institui Grupo de dos Dirigentes
Trabalho) pelo FormSUS

Conass, Conasems, SVS e Contribuições avaliadas


ANVISA pelo GTPNVS
PNVS – Próximas Etapas

Apresentação do
documento para
estimular a discussão com Documento
CIT CNS
a sociedade (gestores, final PNVS
especialistas,
profissionais e usuários)
 DOS PRINCÍPIOS GERAIS
 Art. 1º Esta Portaria regulamenta as responsabilidades
e define as diretrizes para execução e financiamento
das ações de Vigilância em Saúde pela União, Estados,
Distrito Federal e Municípios, relativos ao Sistema
Nacional de Vigilância em Saúde e Sistema Nacional
de Vigilância Sanitária.
VIGILÂNCIA EM SAÚDE

Articulação com demais Considerar


ações e serviços do SUS: contribuições de
INTEGRALIDADE outras disciplinas

A vigilância em saúde constitui um


processo contínuo e sistemático de
coleta, consolidação, análise e
disseminação de informações sobre
Atuação transversal
eventos relacionados à saúde, visando
o planejamento e a implementação de Promoção da Saúde
medidas de saúde pública, incluindo a Ações laboratoriais
regulação, intervenção e atuação em Análise de situação de
condicionantes e determinantes da saúde
saúde, para a proteção e promoção da
saúde da população, prevenção e
controle de riscos, agravos e doenças.
Descentralização e
reorganização dos Articulação entre
serviços e práticas as vigilâncias
no nível local
Documento base - PNVS
• Estruturação do documento:
• Objetivos
• Princípios
• Diretrizes
• Responsabilidades
• Organização da Vigilância em Saúde
• Processos de trabalho
• Regionalização
• Inserção na Rede de Atenção à Saúde
• Planejamento, monitoramento e avaliação
• Sistemas de informação
• Comunicação
• Educação
• Emergências
• Financiamento
OBJETIVO

Definir os fundamentos básicos da organização e das


práticas da vigilância em saúde no Sistema Único de
Saúde, com a finalidade de promover e proteger a saúde
da população.
PRINCÍPIOS

Princípio causa primária, base ou fundamento capaz de direcionar valores


na esfera individual e coletiva

 Utilização da epidemiologia e do mapeamento de risco sanitário e


ambiental para o conhecimento do território e estabelecimento de
prioridades nos processos de planejamento, na alocação de recursos e na
orientação programática;

 Articulação das ações de vigilância em saúde com as demais ações e


serviços desenvolvidos e ofertados no Sistema Único de Saúde (SUS) para
garantir a integralidade da atenção à saúde da população;
PRINCÍPIOS (cont)

 Descentralização político-administrativa, com direção única em cada


esfera de governo;

 Inserção da vigilância em saúde no processo de regionalização das ações


e serviços de saúde;

 Identificação dos condicionantes e determinantes de saúde no território,


atuando de forma compartilhada com outros setores envolvidos e em
consonância com o princípio da equidade

 Acesso universal e contínuo a ações e serviços de vigilância em saúde,


integrados a rede de atenção à saúde, promovendo a
corresponsabilização pela atenção às necessidades de saúde dos usuários
e da coletividade;
PRINCÍPIOS (cont)

 Participação da sociedade de forma a ampliar sua autonomia,


emancipação e envolvimento na construção da consciência sanitária, na
organização e orientação dos serviços de saúde e no exercício do controle
social;

 Cooperação e articulação intra e intersetorial para ampliar a atuação


sobre determinantes e condicionantes de saúde;

 Garantia do direito das pessoas e da sociedade às informações geradas


pela Vigilância em Saúde, respeitadas as limitações éticas e legais.
DIRETRIZES
Diretrizes Linhas que fundamentam as ações e explicitam as finalidades da
Política

 Articular e pactuar responsabilidades das três esferas de governo,


consonante com os princípios do SUS, respeitando a diversidade e
especificidade locorregional;

 Abranger ações voltadas à saúde pública, com intervenções individuais ou


coletivas, prestadas por serviços de vigilância sanitária, epidemiológica, em
saúde ambiental e em saúde do trabalhador, em todos os pontos de
atenção;
DIRETRIZES (cont)

 Construir práticas de gestão e de trabalho que assegurem a


integralidade do cuidado, com a inserção das ações de vigilância em
saúde em toda a Rede de Atenção à Saúde e em especial na Atenção
Primária, como coordenadora do cuidado;

 Integrar as práticas e processos de trabalho das vigilâncias


epidemiológica, sanitária, em saúde ambiental e do trabalhador e dos
laboratórios de saúde pública, preservando suas especificidades,
compartilhando saberes e tecnologias, promovendo o trabalho
multiprofissional e interdisciplinar;

 Promover a cooperação e o intercâmbio técnico científico no âmbito


nacional e internacional.
DIRETRIZES (cont)

 Atuar na gestão de risco por meio de estratégias para a identificação,


planejamento, intervenção, regulação, comunicação e
monitoramento de riscos, doenças e agravos à população;

 Promover análise da situação da saúde da população de forma a


fortalecer gestão e práticas em saúde coletiva com base em
evidências;

 Avaliar o impacto de novas tecnologias e serviços relacionados à


saúde de forma a prevenir riscos e eventos adversos.
RESPONSABILIDADES

Foram assumidas as competências de cada esfera de


governo previstas na Portaria GM/MS nº 1.378/2013
RESPONSABILIDADES

 Da União
 Art. 5º Compete ao Ministério da Saúde a gestão das
ações de vigilância em saúde no âmbito da União,
cabendo:
 I - à Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS) a
coordenação do Sistema Nacional de Vigilância em
Saúde; e
 II - à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)
a coordenação do Sistema Nacional de Vigilância
Sanitária.
RESPONSABILIDADES

 Da União
 Art. 6º Compete à SVS/MS:
 I - ações de vigilância, prevenção e controle das doenças
transmissíveis, a vigilância e prevenção das doenças e
agravos não transmissíveis e dos seus fatores de risco, a
vigilância de populações expostas a riscos ambientais em
saúde, gestão de sistemas de informação de vigilância em
saúde de âmbito nacional e que possibilitam análises de
situação de saúde, as ações de vigilância da saúde do
trabalhador e ações de promoção em saúde;
 II - participação na formulação de políticas, diretrizes e
prioridades em Vigilância em Saúde no âmbito nacional;
RESPONSABILIDADES

 Da União
 Art. 6º Compete à SVS/MS:
 III - coordenação nacional das ações de Vigilância em Saúde, com
ênfase naquelas que exigem simultaneidade nacional ou regional;
 IV - apoio e cooperação técnica junto aos Estados, Distrito Federal e aos
Municípios para o fortalecimento da gestão da Vigilância em Saúde;
 V - execução das ações de Vigilância em Saúde de forma complementar
à atuação dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, nos casos
previstos em lei;
 VI - participação no financiamento das ações de Vigilância em Saúde;
 VII - normalização técnica;
 VIII - coordenação dos sistemas nacionais de informação
RESPONSABILIDADES

 Da União
 Art. 6º Compete à SVS/MS:
 IX - coordenação da preparação e resposta das ações de vigilância em saúde,
nas emergências de saúde pública de importância nacional e internacional, bem
como cooperação com Estados, Distrito Federal e Municípios em emergências
de saúde pública, quando indicado;
 X - coordenação, monitoramento e avaliação da estratégia de Vigilância em
Saúde sentinela em âmbito hospitalar, em articulação com os Estados e Distrito
Federal;
 XI - monitoramento e avaliação das ações de Vigilância em Saúde;
 XII - desenvolvimento de estratégias e implementação de ações de educação,
comunicação e mobilização social referentes à Vigilância em Saúde;
 XIII - realização de campanhas publicitárias em âmbito nacional e/ou regional na
Vigilância em Saúde;
 XIV - participação ou execução da educação permanente em Vigilância em
Saúde
RESPONSABILIDADES

 Da União
 Art. 6º Compete à SVS/MS:
 XV - promoção e implementação do desenvolvimento de estudos,
pesquisas e transferência de tecnologias que contribuam para o
aperfeiçoamento das ações e incorporação de inovações na área de
Vigilância em Saúde;
 XVI - promoção e fomento à participação social nas ações de Vigilância
em Saúde;
 XVII - promoção da cooperação e do intercâmbio técnicocientífico com
organismos governamentais e não governamentais, de âmbito nacional
e internacional, na área de Vigilância em Saúde;
 XVIII - gestão dos estoques nacionais de insumos estratégicos, de
interesse da Vigilância em Saúde, inclusive o monitoramento dos
estoques e a solicitação da distribuição aos Estados e Distrito Federal
de acordo com as normas vigentes
RESPONSABILIDADES

 Da União
 Art. 6º Compete à SVS/MS:
 XIX - provimento dos seguintes insumos estratégicos:
 a) imunobiológicos definidos pelo Programa Nacional de Imunizações;
 b) seringas e agulhas para campanhas de vacinação que não fazem parte
daquelas já estabelecidas ou quando solicitadas por um Estado;
 c) medicamentos específicos para agravos e doenças de interesse da Vigilância
em Saúde, conforme termos pactuados na Comissão Intergestores Tripartite
(CIT);
 d) reagentes específicos e insumos estratégicos para as ações laboratoriais de
Vigilância em Saúde, nos termos pactuados na CIT;
 e) insumos destinados ao controle de doenças transmitidas por vetores,
compreendendo: praguicidas, inseticidas, larvicidas e moluscocidas - indicados
pelos programas;
 f) equipamentos de proteção individual (EPI) para as ações de Vigilância em
Saúde sob sua responsabilidade direta, que assim o exigirem;
RESPONSABILIDADES

 Da União
 Art. 6º Compete à SVS/MS:
 XX - coordenação e normalização técnica das ações de
laboratório necessárias para a Vigilância em Saúde, bem como
estabelecimento de fluxos técnico operacionais, habilitação,
supervisão e avaliação das unidades partícipes;
 XXI - coordenação do Programa Nacional de Imunizações;
 XXII - participação no processo de implementação do Decreto nº
7.508, de 28 de junho de 2011, no âmbito da Vigilância em Saúde;
e
 XXIII - estabelecimento de incentivos que contribuam para o
aperfeiçoamento e melhoria da qualidade das ações de Vigilância
em Saúde.
RESPONSABILIDADES

 Da União
 Art. 7º Compete à ANVISA:
 I - participação na formulação de políticas e diretrizes em
Vigilância Sanitária no âmbito nacional;
 II - regulação, controle e fiscalização de procedimentos,
produtos, substâncias e serviços de saúde e de interesse para a
saúde;
 III - execução da vigilância sanitária de portos, aeroportos e
fronteiras, podendo essa atribuição ser supletivamente exercida
pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios, mediante
pactuação na CIT;
 IV - proposição de critérios, parâmetros e métodos para a
execução das ações estaduais, distritais e municipais de vigilância
sanitária;
RESPONSABILIDADES

 Da União
 Art. 7º Compete à ANVISA:
 V - monitoramento da execução das ações descentralizadas no âmbito
do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária;
 VI- promoção da harmonização dos procedimentos sanitários no
âmbito do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária;
 VII - apoio e cooperação técnica junto aos Estados, ao Distrito Federal e
aos Municípios para o fortalecimento da gestão da Vigilância Sanitária;
 VIII - participação no financiamento das ações de Vigilância Sanitária;
 IX - coordenação do Sistema Nacional de Laboratórios de Saúde Pública
(LACEN), nos aspectos relativos à Vigilância Sanitária, com
estabelecimentos de normas técnicas e gerenciais;
RESPONSABILIDADES

 Dos Estados
 Art. 9º Compete às Secretarias Estaduais de Saúde
a coordenação do componente estadual dos
Sistemas Nacionais de Vigilância em Saúde e de
Vigilância Sanitária, no âmbito de seus limites
territoriais e de acordo com as políticas, diretrizes
e prioridades estabelecidas.
RESPONSABILIDADES

 Dos Municípios
 Art. 11. Compete às Secretarias Municipais de
Saúde a coordenação do componente municipal
dos Sistemas Nacionais de Vigilância em Saúde e
de Vigilância Sanitária, no âmbito de seus limites
territoriais, de acordo com a política, diretrizes e
prioridades estabelecidas
 O Sistema Nacional de Vigilância em Saúde (SNVS) é
coordenado pela SVS/MS no âmbito nacional e é
integrado pelos seguintes subsistemas:
 1) subsistema nacional de vigilância epidemiológica, de
doenças transmissíveis e de agravos e doenças não
transmissíveis;
 2) e subsistema nacional de vigilância em saúde
ambiental, incluindo ambiente de trabalho
 Além disso, são integrantes do SNVS, o Sistema Nacional de
Laboratórios de Saúde Pública, nos aspectos pertinentes à vigilância
epidemiológica e saúde ambiental;
 os sistemas de informações de vigilância em
saúde;
 programas de prevenção e controle de doenças de relevância
em saúde pública, incluindo o Programa Nacional de Imunizações, e
ainda a Política Nacional de Saúde do Trabalhador e Política Nacional
de Promoção da Saúde.
O Sistema Nacional de Vigilância Sanitária é coordenado pela
Anvisa no âmbito nacional e integrado pela Anvisa, Vigilâncias
Sanitárias Estaduais, Vigilâncias Sanitárias Municipais, Sistema
Nacional de Laboratórios de Saúde Pública, no aspecto
pertinente à vigilância sanitária; e sistemas de informação de
vigilância sanitária.
ORGANIZAÇÃO DA VIGILÂNCIA EM SAÚDE
1. Processos de trabalho da vigilância em saúde e o território

Epidemiológico e sanitário
Social
Para atender às especificidades do Demográfico
território, o trabalho da vigilância
Ambiental
em saúde deve ser pautado nos
seguintes conhecimentos: Econômico
Cultural
Político
ORGANIZAÇÃO DA VIGILÂNCIA EM SAÚDE
Organização do processo de trabalho da vigilância deve se dar:

No âmbito dos serviços de vigilância em saúde


• Trabalho multiprofissional e interdisciplinar
• Garantir singularidades de cada área e o desenvolvimento de excelência técnica
responsável

Nos diversos serviços de saúde


• Contribuir para maior racionalidade do atendimento integral

Nas ações de apoio institucional


• Colaborar na construção da integralidade como partícipe da equipe que se
encarrega da operacionalização da Rede de Atenção à Saúde e seus serviços

Nas ações de apoio matricial aos serviços de saúde


• Contribuir para qualificar a construção de projetos terapêuticos singulares e
coletivos junto às equipes de saúde
ORGANIZAÇÃO DA VIGILÂNCIA EM SAÚDE
2. Regionalização: deve orientar a descentralização das ações e os processos de
negociação e pactuação  Vigilância inserida no processo

3. Inserção da vigilância em saúde na Rede de Atenção à Saúde


 Dificuldades em superar a fragmentação das ações e serviços e qualificar a
gestão do cuidado
 Atenção integral depende da inserção das ações de promoção e vigilância em
saúde na organização das Redes de Atenção à Saúde, em especial na Atenção
Primária à Saúde
 atribuições e responsabilidades definidas
 integração dos processos de trabalho, planejamento, programação, monitoramento, avaliação
 educação permanente
 Compatibilização dos territórios de atuação da APS e vigilância em saúde
 Construção de linhas de cuidado como uma das ferramentas para integração
ORGANIZAÇÃO DA VIGILÂNCIA EM SAÚDE
4. Planejamento, monitoramento e avaliação
 Construção de agendas estratégicas com objetivos claros e bem definidos
 Aprimoramento de informações e monitoramento sistemático de resultados
 Base: análise da situação de saúde
 Programação em consonância com o estabelecido nos planos de saúde

5. Sistemas de Informação
 Integração dos sistemas
 Disseminação de dados e informações que atendam às necessidades de
usuários, profissionais, gestores, prestadores de serviço e controle social,
ressalvadas as questões éticas, de sigilo profissional e o disposto na Lei
12.527/2011
ORGANIZAÇÃO DA VIGILÂNCIA EM SAÚDE
6. Comunicação

 Três funções:
 Alerta de risco sanitário mudança imediata de comportamentos individuais ou implementação
de medidas de caráter coletivo
 Disponibilização de material técnico científico aperfeiçoamento das ações. Ação de rotina,
atualizada e dirigida a públicos específicos, utilizando meios adequados para alcançar suas
finalidades
 Mobilização social ampliar o comprometimento da população com a eliminação ou redução de
riscos

7. Educação
 Expansão e qualificação da vigilância em todos os pontos de atenção
 Adoção de novos modelos de educação permanente, com metodologias
apropriadas e inovadoras

8. Emergências

 Resposta oportuna e proporcional às emergências, em alinhamento com o RSI


FINANCIAMENTO

O financiamento das ações da vigilância em saúde deve ser


garantido de forma tripartite, contínua, assegurando os
recursos e tecnologias necessários ao cumprimento do papel
institucional das três esferas de gestão, bem como deve
contribuir para o aperfeiçoamento e melhoria da qualidade
de suas ações.
As responsabilidades, os requisitos, as prerrogativas, bem
como os critérios e mecanismos de transferência dos
recursos federais para os estados, municípios e Distrito
Federal estão definidos pela normativa vigente do SUS.
Sobre o documento base…
• Documento apresenta questões para debate, no intuito de
confluir para a construção de uma Política que reconheça as
diversidades regionais e expresse as semelhanças e as
especificidades das três esferas de governo

• Política terá papel estratégico e pedagógico importante


instrumento integrador da vigilância em saúde como um
campo da saúde pública

• Articulada e integrada com demais políticas do SUS e com


outras políticas públicas
QUESTÕES PARA REFLEXÃO
 PNVS serve como instrumento norteador importante, mas
mesmo após sua elaboração e aprovação, os desafios
para implementá-la são muitos.
 Mudança nas práticas já adotadas
“Como podemos esperar resultados diferentes se as
ações são as mesmas?”

 O quanto temos que avançar, na prática, para que essas


questões tornem-se realidade?
QUESTÕES PARA REFLEXÃO
 Insuficiência de pessoal ou de pessoal capacitado, baixos
salários, alta rotatividade

 Deficiência na disponibilização de transporte para


realização das ações de vigilância

 Como responder aos velhos e novos desafios impostos à


vigilância? (novas doenças, vulnerabilidade das equipes de
campo, avanços tecnológicos – VISA, etc)
QUESTÕES PARA REFLEXÃO
 Como promover de forma eficaz a integração da
vigilância e assistência na prática? E, mais ainda, como
fazer com que essa integração não se dê de forma isolada
em algumas localidades, mas sim em todas elas?

 Municípios limítrofes: como garantir a articulação para


atuação oportuna da vigilância em saúde? Ex. Sarampo
CEações de bloqueio não foram oportunas porque os
casos estavam fora da linha do município (outro lado da
rua)
QUESTÕES PARA REFLEXÃO
 Doenças transmissíveis como despertar a urgência na
realização das ações de vigilância que não podem ser
proteladas sob risco de gerar epidemias

 Como fazer a informação chegar em tempo oportuno para


que a ação da vigilância seja mais efetiva?

 Como garantir que as novas estratégias que se mostrem


custo efetivas sejam efetivamente incorporadas e
implementadas em todas as regiões do país? Ex. PNI-
depende da rede de frio, capacidade dos produtores,
equipe de trabalho capacitada, etc.
QUESTÕES PARA DISCUSSÃO
 Além disso, como promover a adesão das pessoas de
maneira a atingir o objetivo proposto?

 Como enfrentar adequadamente as doenças e agravos


que exigem ações para além da governabilidade da
saúde? Sabemos que a articulação deve ocorrer, mas
como garantir que ela seja efetiva em todas as
localidades do país?

(...)
Talvez tenhamos algumas das
respostas, nosso desafio é
encontrar uma forma de fazer com
que elas se reflitam nas ações e
práticas da vigilância em saúde

Obrigada!