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Departamento de Ciências Exatas e Engenharia -

DECEEng
Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio
Grande do Sul - UNIJUÍ
Curso de Engenharia Elétrica - EGE

AULA 4
CIRCUITO EQUIVALENTE CONJUGADO (MIT)

Disciplina: Conversão Eletromecânica de Energia II


Prof. Douglas de Castro Karnikowski
douglasdecastrok@gmail.com

1
1. Circuito Equivalente
1.1. Modelagem
Circuito equivalente por fase de um motor assíncrono, utilizando um
transformador ideal com razão de transformação aeff

onde: R1  resistência do estator


X1  reatância de dispersão do estator fR variável
RC  resistência para perdas no núcleo
XM  reatância de magnetização (corrente que cria o fluxo)
R2  resistência do rotor
X2  reatância de dispersão do rotor
2
1. Circuito Equivalente
1.2. Circuito Equivalente do Rotor
X R  2f R LR
ER  sER 0 fR  s  f X R  2  s f  LR  s  2 f LR 
jXR = jsXR0 IR X R  sX R 0 jXR0 IR

ER = sER0 RR ER0 RR/s

Frequência do Frequência
rotor (fR) da rede (f)
sE R 0 ER0
IR  IR 
RR  jsX R 0 RR s  jX R 0
3
1. Circuito Equivalente
1.3. Circuito Equivalente Referido ao Estator

N
a P
I E1  aeff E R 0 R2  aeff 2 RR
IP  S
NS a
I
I2  R X 2  aeff 2 X R0
VP  aVS ZP  a2ZS
aeff

Perdas no cobre
do rotor
Potência
mecânica

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1. Circuito Equivalente
1.3. Circuito Equivalente Referido ao Estator
• Separando das perdas do rotor da potência convertida.

“A potência no entreferro deveria ser consumida por um resistor de


valor R2/s, enquanto que a potência dissipada no cobre do rotor é
dissipada em R2. A potência restante (Pconv) deve ser consumida por
um resistor equivalente cujo valor é R2(1-s)/s.”

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1. Circuito Equivalente
1.4. Fluxo de potência

Potência Potência
no entreferro convertida

 1 s 
Pconv  3I 22 R2  
Pin  3V1I1 cos 
R2  s  Pout carga
PAG  3I 22
s Pconv  1  s  PAG  ind R

Pmec
PRCL
Pcore Atrito, vent, etc
PSCL
3E12 PRCL  3I 22 R2
PSCL  3I R12 Pcore  PRCL  s PAG
1 RC 6
Exercício 1
• Um motor de indução conectado em Y, de 460 V, 25 HP, com quatro polos,
opera à frequência de 60 Hz e tem as seguintes impedâncias por fase,
referidas ao circuito do estator:

R1 = 0,641 Ω R2 = 0,332 Ω
X1 = 1,106 Ω X2 = 0,464 Ω XM = 26,3 Ω

• As perdas rotacionais totais são 1100 W e são consideradas constantes. As


perdas no núcleo estão incluídas nas perdas rotacionais. Para um
escorregamento percentual de 2,2 % com tensão e frequência nominais,
encontre:

– a) A velocidade desse motor.


– b) Corrente no estator.
– c) Fator de potência.
– d) Potência de saída.
– e) Torque induzido e torque na carga.
– f) Eficiência

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Exercício 1
a) A velocidade desse motor.

𝑛𝑟 = 𝑛 1 − 𝑠 (𝑅𝑃𝑀)
b) Corrente no estator.

𝑉1
𝐼1 = (𝐴)
𝑅2
𝑅1 + 𝑗𝑋1 + 𝑗𝑋𝑚 || + 𝑗𝑋2
𝑠
c) Fator de potência.

𝐹𝑃 = cos θ
8
Exercício 1
d) Potência de saída.

𝑃𝑜𝑢𝑡 = 𝑃𝑐𝑜𝑛𝑣 − ෍ 𝑃𝑝𝑒𝑟𝑑𝑎𝑠 (W)

𝑃𝑐𝑜𝑛𝑣 = 1 − 𝑠 𝑃𝐴𝐺 (W)


e) Torque induzido e torque na carga.

𝑃𝑐𝑜𝑛𝑣 1 − 𝑠 𝑃𝐴𝐺
τ𝑖𝑛𝑑 = = (𝑁. 𝑚)
ωr ωr
𝑃𝑜𝑢𝑡
τ= (𝑁. 𝑚)
ωr 9
Exercício 1
f) Eficiência

𝑃𝑜𝑢𝑡
𝞰=
𝑃𝑖𝑛

𝑃𝑖𝑛 = 3𝑉1 𝐼1 cos θ

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2. Torque x Velocidade
2.1. Análise do Circuito Equivalente

ind
P
 conv ind 
1  s  PAG

PAG
R 1  s  S S

PAG 3I 22 ( R2 / s )
Tind  
S S

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2. Torque x Velocidade
2.1. Análise do Circuito Equivalente
• Cálculo de I2 (corrente do rotor) via teorema de Thévenin.
– Análise Thévenin de vista dos pontos “a” e “b”

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2. Torque x Velocidade
2.1. Análise do Circuito Equivalente
• Cálculo de I2 (corrente do rotor) via teorema de Thévenin.

^ ^  jX m 
V 1,eq V1  
 1
R  j ( X m  X 1 
)

jX m R1  jX1 
Z 1,eq  R1,eq  jX1,eq 
R1  j  X 1  X m 
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2. Torque x Velocidade
2.1. Análise do Circuito Equivalente
^
^ V 1,eq
I2 
Z1,eq  jX 2  R2 / s

V1,eq
I2 
R
1,eq  R2 / s   X 1,eq  X 2 
2 2

1  3V1,2eq ( R2 / s) 

Tind 
S   R1,eq  ( R2 / s)   ( X 1,eq  X 2 ) 
2 2
 

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2. Torque x Velocidade
2.2. Torque máximo
• Teoria da máxima transferência de potência.
– Impedância interna da fonte igual a da carga.

 R12,eq  X 1,eq  X 2 
R2 2

smax T
R2
smax T 
R12,eq  X 1,eq  X 2 
2

2
1 1,5V1,eq
Tmax 
s R1,eq  R1,2eq  ( X 1,eq  X 2 )2

15
2. Torque x Velocidade
2.2. Torque máximo

2
1 1,5V1,eq
Tmax 
s R1,eq  R1,2eq  ( X 1,eq  X 2 )2

R2
smax T 
R12,eq  X 1,eq  X 2 
2

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2. Torque x Velocidade
2.3. Torque de Partida

• Na partida S=1, portanto o torque de partida é


dado por:

V1,eq
I 2, p 
R
1,eq  R2   X 1,eq  X 2 
2 2

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2. Torque x Velocidade
2.4. Análise Gráfica
Torque máximo
(breakdown torque)
ind250

400200
%

1  3V1,2eq ( R2 / s) 

Torque Tind 
S   R1,eq  ( R2 / s) 2  ( X 1,eq  X 2 ) 2 
300150
% de partida  

200100
%

Torque a
plena carga
100 50
%

0 NR (%Ns)
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
s 18
1 0.9 0.8 0.7 0.6 0.5 0.4 0.3 0.2 0.1 0
2. Torque x Velocidade
2.4. Análise Gráfica
ind
300

400%
200

100
200% Região motor

-100
-200% Região gerador

-200
-400%

-300
-600%

-400
-800%

-500
-1000%

-600 NR (%Ns)
0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200

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3. Torque x Velocidade
3.5. Análise Descritiva
• O torque induzido do motor é zero na velocidade síncrona. Dessa forma,
quando operando em vazio a velocidade do rotor é igual à velocidade
síncrona;
• A curva torque-velocidade é aproximadamente linear entre a operação
em vazio até plena carga. Nessa faixa, a resistência do rotor é muito
maior que sua reatância, tal que o torque induzido aumenta linearmente
com o aumento do escorregamento;
• Existe um torque máximo (breakdown torque) que não pode ser
excedido, é 2 à 3 vezes maior que o torque a plena carga do motor;
• O torque de partida do motor é levemente superior que o torque à plena
carga, logo pode partir com carga;
• Para um dado valor de escorregamento, a amplitude do torque varia com
o quadrado da tensão aplicada;
• Se o rotor é acionado em uma velocidade maior que a velocidade
síncrona, a direção do torque induzido é revertida e a máquina se torna
um gerador, convertendo energia mecânica em energia elétrica.

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Exercicio 2
O mesmo motor de indução do exercício 1, com rotor bobinado, conectado
em Y, de 460 V, 25 HP, com quatro pólos, opera à frequência de 60 Hz e tem
as seguintes impedâncias por fase, referidas ao circuito do estator:

R1 = 0,641 Ω R2 = 0,332 Ω

X1 = 1,106 Ω X2 = 0,464 Ω XM = 26,3 Ω

a) Qual é o torque máximo desse motor? Em que velocidade ocorre?


b) Qual a corrente de partida?
c) Qual é o torque de partida desse motor?

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Exercicio 2
R1 = 0,641 Ω R2 = 0,332 Ω
X1 = 1,106 Ω X2 = 0,464 Ω XM = 26,3 Ω

a) Qual é o torque máximo desse motor? Em que velocidade ocorre?

^ ^  jX m 
V 1,eq V1  
 
2
1 1,5V1,eq
Tmax   1
R j ( X m X 1 
)
s R1,eq  R1,2eq  ( X 1,eq  X 2 )2
jX m R1  jX1 
Z 1,eq  R1,eq  jX1,eq 
R1  j  X 1  X m 

R2
smax T 
𝑤𝑟 = 𝑤𝑠 1 − 𝑠𝑚𝑎𝑥𝑇 (𝑟𝑎𝑑/𝑠) R12,eq  X 1,eq  X 2 
2
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Exercicio 2
R1 = 0,641 Ω R2 = 0,332 Ω
X1 = 1,106 Ω X2 = 0,464 Ω XM = 26,3 Ω

b) Qual a corrente de partida?

V1,eq
I 2, p 
R
1,eq  R2   X 1,eq  X 2 
2 2

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Exercicio 2
R1 = 0,641 Ω R2 = 0,332 Ω
X1 = 1,106 Ω X2 = 0,464 Ω XM = 26,3 Ω

c) Qual é o torque de partida desse motor?

2
3𝑅2 𝐼2,𝑝
τ𝑝 = (𝑁. 𝑚)
ωs

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3. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

• FITZGERALD, A. E. Máquinas Elétricas. São Paulo:


McGraw-Hill, 1975.
• KOSOW, I. Máquinas Elétricas e Transformadores.
São Paulo: Globo, 1995.
• SANTOS M. Apresentações – Conversão
Eletromecânica de Energia - Máquinas Elétricas. Ijuí:
Unijuí, 2015.

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