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Aranhiço Vermelho

Panonychus ulmi (Koch)


 Phylum – Arthropoda Von Siebold, 1854

Classe – Arachnida Krantz, 1978

Ordem – Acariformes Zachvatkin, 1922

Família – Tetranychidae Donnadieu

 Género – Panonychus

 Os adultos apresentam dimorfismo sexual, fácil identificar os dois sexos; A reprodução é feita a por via
sexuada e por partenogénese arrenótoca;
 Fêmeas de cor vermelha escura, apresentam 0,6 mm a 0,8 mm de comprimento e 0,25 mm de largura do
corpo;
 Machos de cor amarela-rosado a vermelho claro, apresentam o corpo piriforme, mais pequeno e estreito
do que as fêmeas, com o gnatossoma mais alongado e patas mais compridas;
 Nos dois sexos é característico surgirem filas de pêlos esbranquiçados sobre o corpo dos adultos;
Ciclo Biológico
- Compreende 5 estados de desenvolvimento ao
longo do seu ciclo de vida:
- Ovo
- Larva
- Protoninfa
- Deutoninfa
- Adulto

- O Panonychus ulmi é oligófago, hiberna em ovos;

São de 2 tipos:
- Ovos de Inverno: a partir das quais eclodem as
primeiras gerações anuais e de Verão;
- Ovos de Verão – a partir das quais surgem as
restantes gerações que se verificam ao longo do
ciclo vegetativo da planta hospedeira.
- O Aranhiço Vermelho hiberna sob a forma de ovo, principalmente na madeira de dois ou mais
anos, nos gomos florais, esporões, zonas de transição de crescimento e de outros ramos,
procurando locais virados a Norte (Baillod, 1979);

fig. 4 - Posturas dos ovos de Inverno do Panonychus ulmi (Koch)

(Fonte: http://www.ismaa.it/htnl/ita/nodifesa/insetti_melo/ragno_rosso.html )

Ovos Larva Protoninfa Adulto

- Entre as fases larvar e adulta, esta acáro passa por diferentes formas, umas móveis (ninfas)
outras quiescentes (crisálias) (Crooker, 1985; Garcia-Marí et al . , 1991 Kneifer et al. ,1988)
Sintomatologia

fig. 8 – Bronzeamento nas folhas


(Fonte:http://www.inra.fr/Internet/Produits/HYPPZ/Images/7032552.jpg )
fig. 9- Pormenor do bronzeamento folha
(Fonte: http://www.agro.bayer.com.pt/internet/problema.asp?id_problema=106#biologia )

Estragos e Prejuízos
Os prejuízos causados pelo aranhiço vermelho podem ser considerados de 2 tipos:
 Prejuízos directos – a nível das folhas , o rompimento da epiderme e as paredes das folhas, afecta a nível
respiratório e fotossintético o que se traduz num aumento da respiração e destruição da clorofila;
 Prejuízos Indirectos – podem ocorrer a curto ou e médio prazo;
A curto prazo – enfraquecimento da planta após um ataque do ácaro com consequências ao nível da
produção do próprio ano (diminuição do calibre dos frutos; coloração deficiente; queda prematura dos frutos)
A médio prazo – esgotamento da planta, o ácaro compromete o armazenamento produtivo com
consequências nos anos seguintes.
Medidas Indirectas de Protecção Natural

 Um dos meios de luta a ser explorado é a introdução


de ácaros fitoseídeos, por forma a estimular a
limitação natural desta praga. Amblyseius andersoni
Typhlodromus pyri
. Typhlodromus pyri

. Amblyseius andersoni

 Outros auxiliares importantes:


Chrysopa carnea Chrysopa sp
. Ácaros estigmateídeos : Zetzelia mali Zetzellia mali

. Crisopideos : Chrysopa sp. ; Chrysoperla carnea

. Hemerobideos, Coniopterigideos; Antocorídeos


(Anthocoris sp e Orius sp)

. Coccinelídeos – Stehorus punctillum


Orius sp
. Sirfídeos;
Sirfídeo adulto

Stethorus punctillum
Pulgão Lanígero
Eriosoma lanigerum
Phylum – Arthropoda Von Siebold, 1854

Classe – Insecta

Ordem – Hemiptera

Família – Aphididae

Género – Eriosoma

Espécie - lanigerum

 É uma espécie originária da América do Norte, foi pela primeira vez identificada na
Europa no fim do séc XVIII

 É um afídeo que coloniza macieiras, marmeleiros;

 Facilmente reconhecível pelo aspecto felpudo e branco das suas colónias;

 Insecto que apresenta um comprimento de cerca de 2mm; cor acastanhada e


encontra-se coberto por ceras que o protegem e lhe confere o nome;
Ciclo de Vida
 O Inverno é passado sob a forma de ovo ou jovens ninfas nas galhas das
raízes;
 Os ovos são depositados nas fissuras da casca no Outono.
 As ninfas alimentam-se de novos crescimentos e galhas de 2 gerações
(Maio/Junho)
 Produzem formas aladas que voam para outras plantas hospedeiras, onde se
alimentam de feridas do tronco e ramos e deslocam-se para a zona da raiz;
 No Verão, as fêmeas reproduzem-se por partenogénese;
 Os machos são produzidos no Outono para cruzarem com as fêmeas para
originarem ovos;
 Hiberna sob a forma de ninfa em locais abrigados;
 Possui um poder de multiplicação muito grande (10 a 12 gerações anuais);
 Cada fêmea é capaz de dar origem a mais de 100 larvas;
 Começa a reproduzir no inicio dos meses de Março/Abril;
 Forma grandes colónias caracterizadas por um revestimento algodonoso
branco nos lançamentos jovens, tronco e às vezes raízes.
Sintomatologia
 Habitat : Tornam-se visíveis devido ao aspecto lanoso que deixam nas feridas do tronco
e ramos, sobre as maças.
 Podem causar grandes nós nas raízes das macieiras
 É frequente nas feridas da casca, no tronco e nos ramos mais grossos, mas também
ataca ramos novos nas pontas;

Colónia de pulgão lanígero (www.inra.fr )


www.nuzban.scholaris.p l University of Georgia Plant Patologia Archive,
University of Georgia, Estados Unidos

University of Georgia Plant Patologia Archive,


University of Georgia Plant Patologia Archive, University of Georgia, Estados Unidos
University of Georgia, Estados Unidos
Medidas Indirectas de Protecção Natural
Parasitoides:

Himenopteros - Aphelinus mali

Predadores :

Coccinelídeos – Adalia bipunctata (Joaninha dos 2 pontos)

- Coccinella septempunctata (Joaninha de 7 pontos)

- Propilea quatorde cempunctata (Joaninha dos 14 pontos)

- Scymnus sp

Crisópideos – Chrysoperla carnea (Crisopa comum)

Sirfídeos - Episyrphus sp

Syrphus sp

Scaeva sp

Dípteros – Aphidoletes aphidimyza


Afídeos da Macieira
Classe :
Insecta
Ordem:
Hemiptera
Familia:
Aphididae
Espécies:
Aphis pomi
Dysaphis plantaginea
Biologia:
 São das pragas que maiores prejuízos podem
causar num pomar;
 Para tal contribui o elevado número de gerações;
 O modo de reprodução;
 O facto de muitas vezes completarem o ciclo de vida
sobre vários hospedeiros ;
 Para além disso são vectores de viroses.
 Hibernam na forma de ovo, e podem ter diversas
gerações anuais;
 Podem ter diferentes características morfológicas ao
longo do seu ciclo.
Aphis pomi– vulgarmente designado por
piolho verde da macieira
 È uma espécie monóica, isto é , o seu ciclo evolutivo é
feito sobre o mesmo hospedeiro – a macieira.

 Os ovos são postos no Outono eclodindo ao


abrolhamento da macieira, sucedendo-se 10 ou mais
gerações partenogénicas.

 As formas aladas surgem a partir de Abril , segurando a


sua dispersão a outras árvores do pomar.

 Os adultos sexuados ápteros surgem em Outono e põem


os ovos na base dos gomos ou nos próprios gomos
Aphis pomi – Piolho verde da macieira
A – fêmea adulta (sexada)
B – macho adulto
C – fêmea jovem
D – fêmea a pôr um ovo
E- ovos,mudam de cor verde para preta depois de
postos

courtesy Oregon State University

http://www.inra.fr/internet/Produits/HYPPZ/IMAGES/7030362.jpg
Ciclo biológico do piolho verde
Sintomatologia/ Estragos e Prejuízos
Medidas Indirectas de Protecção Natural

A população de afídeos é influenciada:

Aphidoletes aphidimyza
Tempo
Qualidade da planta hospedeira
Inimigos naturais

Predadores:
Esquerda: Ovos de joaninha. Direita: larva de
joaninha (fotos: ACTA).

Aphidoletes aphidimyza
Larvas de Hemeróbio
Larvas de joaninhas
Joaninhas adultas Três espécies de joaninhas. Durante a sua curta
vida, uma só joaninha come mais de 500 afídeos
(fotos: ACTA).
Dysaphis plantaginea - vulgarmente
designado por piolho cinzento da macieira
 A geração proveniente dos ovos de Inverno é verde-escura
maculada de tons claros , de grandes dimensões e forma globosa,
sendo as gerações seguintes de cor rosada e de menor dimensão.

 O hospedeiro primário é a macieira, onde se sucedem gerações


partenogénicas de fêmeas fundadoras.

 A partir da terceira geração surgem as gerações aladas que migram


para o seu hospedeiro secundário, constituído por plantas do
género Plantago (ex lingua de ovelha).
Dysaphis plantaginea

Existem 6 a 9 gerações por ano


Ciclo biológico do piolho cinzento
Sintomatologia / Estragos e Prejuízos
São picadores sugadores que causam danos directos na produção e podem ser
importantes vectores de viroses;
Causa graves distorções na planta;
 As folhas enrolam-se e podem cair prematuramente;
 Os galhos enrolam-se;
 Frutos distorcidos, pequenos e irregulares;
 Vastas quantidades de meladas que provocam o aparecimento de fungos;
Medidas Indirectas de Protecção Natural

Predadores Importantes:
 Chrysopa spp
 Chrysoperla spp
 Hemerobideos spp
 Sirfídeos
 Cantharis sp

Chrysopa spp / Chrysoperla spp

Hemerobideos spp

Sirfídeos
Cantharis sp.