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CONCURSO DE PESSOAS

Arts. 29 a 31, CP

Prof. Edigardo Neto


Concurso de Pessoas
 INTRODUÇÃO - (EMPRESA CRIMINOSA).

 CRIMES PLURISSUBJETIVOS = CONCURSO NECESSÁRIO


 CRIMES UNISSUBJETIVOS = CONCURSO EVENTUAL

 RAZÕES:
 Assegurar o êxito do empreendimento delituoso;
 Garantir a impunidade;
 Possibilitar o proveito coletivo do resultado do crime ou
 Simplesmente, satisfazer outros interesses pessoais.

 TEORIAS - DISCUSSÃO: se a conduta praticada em concurso constitui um ou vários crimes ?

 PLURALISTAS – Existem tentos crimes quantos forem os participantes do fato delituoso.


 DUALISTAS – Há dois crimes, um para os autores, e outro para os partícipes.
 MONISTAS – TODO AQUELE CONCORRE PARA O CRIME, CAUSA-O EM SUA TOTALIDADE
E POR ELE RESPONDE INTEGRALMENTE. (FUNDAMENTO DE POLÍTICA CRIMINAL).
TEORIA ADOTADA PELO NOSSO CÓDIGO PENAL.
Concurso de Pessoas

 REQUISITOS DO CONCURSO DE PESSOAS

 PLURALIDADE DE AGENTES E DE CONDUTAS CULPÁVEIS;


 Nos eventualmente plurissubjetivos (têm a pena aumentada quando praticado em concurso).
 RELEVÂNCIA CAUSAL DE CADA CONDUTA PARA A PRODUÇÃO DO RESULTADO –
EFICÁCIA CAUSAL;
 A contribuição posterior configura crime autônomo.
 VÍNCULO SUBJETIVO ENTRE OS AGENTES (VONTADES HOMOGÊNEAS);
 Não depende, contudo, do prévio ajuste entre os envolvidos.
 UNIDADE DE INFRAÇÃO PENAL PARA TODOS OS AGENTES;
 Excepcionalmente, adota-se a Teoria pluralista com a realização de tipos penais diversos para os
agentes que buscam o mesmo resultado.
 EXISTÊNCIA DE FATO PUNÍVEL.
Concurso de Pessoas
• AUTORIA
– TEORIAS:
• SUBJETIVA OU UNITÁRIA – Não distingue autor e partícipe;
• EXTENSIVA - Não distingue autor e partícipe;
• OBJETIVA OU DUALISTA – Faz a distinção entre autor e partícipe
– OBJETIVO-FORMAL
» Autor – pratica os verbos do tipo
» Partícipe – concorre para a prática do tipo
– OBJETIVO-MATERIAL
– DOMÍNIO DO FATO – Hans Welzel – 1939
» Autor propriamente dito
» Autor intelectual
» Autor mediato
» Coautor
– PUNIBILIDADE – “na medida de sua culpabilidade”
• Autor intelectual – Art. 62, I, CP.
Concurso de Pessoas
 COOPERAÇÃO DOLOSO DISTINTA – ART. 29, §2º, CP.
1ª parte – “Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á
aplicada a pena deste”;
 O vínculo jurídico somente existia em relação ao crime menos grave.
2ª parte – “essa pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o
resultado mais grave”.
 Previsibilidade – Juízo do homem médio.
 COAUTORIA – Parcial ou Direta
 Crimes próprios e crimes de mão própria
 Crimes culposos
 Executor de reserva
 Crimes omissivos
 Autoria mediata – O homem de trás
 inimputável – por embriaguez ou doença mental.
 Coação moral irresistível.
 Obediência hierárquica.
 Erro de tipo escusável, provocado por terceiro.
 Erro de proibição escusável, provocado por terceiro.
Concurso de Pessoas
 PARTICIPAÇÃO
 Moral
 Induzir (fazer surgir) ou Instigar (reforçar).
 Material
 Auxílio – cúmplice
 Punição
 Teorias:
– Acessoriedade mínima
– Acessoriedade limitada
– Acessoriedade máxima ou extrema
– Hiperacessoriedade
 Participação de menor importância – Art. 29, §1º, CP.
§ 1º - Se a participação for de menor importância, a pena pode ser diminuída de um sexto a
um terço.
 Causa de diminuição da pena
 Participação impunível – Art. 31, CP
Art. 31 - O ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio, salvo disposição expressa em
contrário, não são puníveis, se o crime não chega, pelo menos, a ser tentado.
Concurso de Pessoas
• QUESTÕES DIVERSAS
– Autoria colateral
– Autoria incerta
– Autoria desconhecida

• CRIMES MULTITUDINÁRIOS
– Atenuante – Art. 65, III, e, CP.
– Agravante genérica – Art. 61, I, CP.

• Circunstâncias incomunicáveis – Art. 30, CP.


– Elementares – Dados fundamentais, especiais.
– Circunstâncias – São fatores agregados ao tipo, para aumentar ou diminuir a pena.

Art. 30 - Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quando


elementares do crime.
Concurso de Pessoas
(Promotor de Justiça – MP/TO 2004) Assinale a opção INCORRETA relativa ao
concurso de agentes.
(a) Praticado o crime por vários agentes, exige-se, para a caracterização da
coautoria, a participação psicológica de cada um deles.
(b) As circunstâncias objetivas se comunicam, desde que o partícipe delas tenha
conhecimento.
(c) Considere a seguinte situação hipotética. Adriano desentendeu-se com José e
decidiu matá-lo. Procurou Lucas, que, após saber de sua intenção, emprestou-lhe
uma arma. Adriano embriagou-se e, utilizando-se da arma citada, atingiu José.
Nessa situação, Adriano e Lucas serão responsabilizados pelo crime de homicídio.
(d) Considere a seguinte situação hipotética. Alberto, namorado de Ana, grávida há
um mês, pagou aborto criminoso, a pedido da gestante. Nessa situação, Alberto
incorreu no crime de aborto, na condição de coautor.
(e) A autoria colateral não exige o vínculo subjetivo entre os participantes.