Você está na página 1de 14

SE EU PUDESSE

Trabalho realizado por:


José Cardoso nº2243 12ºTMI
Tiago Oliveira nº2270 12ºTGE
Se eu pudesse
SE EU PUDESSE TRINCAR A TERRA TODA
E SENTIR-LHE UM PALADAR,
SERIA MAIS FELIZ UM MOMENTO…
MAS EU NEM SEMPRE QUERO SER FELIZ.
É PRECISO SER DE VEZ EM QUANDO INFELIZ
PARA SE PODER SER NATURAL

NEM TUDO É DIAS DE SOL,


E A CHUVA, QUANDO FALTA MUITO, PEDE-SE
POR ISSO TOMO A INFELICIDADE COM A FELICIDADE
NATURALMENTE, COMO QUEM NÃO ESTRANHA
QUE HAJA ROCHEDOS E ERVA…

O QUE É PRECISO É SER-SE NATURAL E CALMO


NA FELICIDADE OU NA INFELICIDADE,
SENTIR COMO QUEM OLHA,
PENSAR COMO QUEM ANDA,
E QUANDO SE VAI MORRER, LEMBRAR-SE SE QUE O DIA MORRE,
E QUE O POENTE É BELO E É BELA A NOITE
QUE FICA…
ASSIM É E ASSIM SEJA…
ALBERTO CAEIRO

 Alberto Caeiro é considerado o mestre de todos os heterónimos de


Fernando Pessoa.
 Nasceu em Lisboa, mas viveu quase toda a sua via no campo.
 Não teve profissão, os pais morreram cedo e ficou a viver com a tia
avó.
 Caeiro escrevia com uma linguagem simples e com um vocabulário
limitado de um poeta camponês pouco ilustrado.
 Pratica o realismo sensorial, com uma atitude de rejeição às
caraterísticas da poesia simbolista.
ESTRUTURA EXTERNA

 Este poema é composto por três estrofes:

1ª Sextilha

2ª estrofes Quintilha

3ª Sétima
ESTRUTURA EXTERNA

• Esquema rimático:

1ª estrofe 2ª estrofe 3ªestrofe


A F L
B G H
C H M
D I N
D J O
E P
Q

• O esquema rimático é irregular tendo só na primeira estrofe uma rima emparelhada.


ESTRUTURA EXTERNA

• Silabas métricas:
• 1ª estrofe
Se/ eu/ pu/des/se /trin/car /a /te/rra /to/da 10 - decassílabo
E /sem/tir/-lhe um /pa/la/dar, 6 - hexassílabo
Se/ria /mais/ fe/liz /um /mo/men/to… 8 - octossílabo

• 2ª estrofe
Nem/ tu/do é/ di/as /de/ sol 7 - heptassílabo
E a /chu/va/, quan/do/ fal/ta /mui/to,/ pe/de-se 10 - decassílabo
Por /isso/ to/mo /a in/fe/li/ci/da/de/ com /a /fe/li/ci/da/de 14 – verso composto por 14 silabas métricas

• 3ª estrofe
O /que é/ pre/ci/so é/ ser/-se /na/tu/ral/ e/ cal/mo 12 – verso alexandrino
Na /fe/li/ci/da/de ou /na in/fe/li/ce/da/de, 11 - hendecassílabo
Sem/tir /co/mo/ quem/ o/lha, 6 - hexassílabo
ESTRUTURA INTERNA

Ao longo da obra conseguimos entender a relação entre o bom e o mau


que o poeta transmite relação essa que é um mistério, imprevisível e é
esse o mistério que o poeta transmite no titulo do poema.
“Se eu pudesse trincar a terra toda”

O poema começa de um modo misterioso, mas ao longo da sua leitura pode-mos concluir que este verso está
relacionado com a vida em geral, tendendo a mostrar que devemos ultrapassar as várias fases da vida sendo elas
boas ou más.
“nem tudo é dias de sol, E a chuva, quando falta muito, pede-se”

Este verso explica através de fenómenos naturais essas fases da vida, os dias de sol são o lado
bom da vida, e a chuva sendo o lado triste, mau da vida.
Mas o lado mau da vida também é necessário para se viver, senão não seria natural.
Ter momentos infelizes faz com que os momentos felizes sejam valorizados “Por isso tomo a
infelicidade como a felicidade”
“O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda.”

Este verso demonstra que para ser feliz é preciso ser natural, deixar a vida seguir o
seu rumo, esquecendo se é bom ou mau, basta agir como alguém normal, de modo
natural.
“ E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre”

Este verso fala-nos da morte e tao qual ela é natural assim como o dia, uma hora,
a tristeza também acabam, tendo assim tudo um começo e um fim.
“E que o poente é belo e é bela a noite que fica…”

Esta continuação do verso demonstra o quão a morte é bela, ou seja, natural, assim
como a noite vai “viver” seu tempo e depois “morrer” naturalmente
“ Assim é e assim seja”

Este verso final dá-nos conta de que podemos dar voltas e voltas para
impedir a morte mas nada nos irá salvar tudo tem um começo e tudo
tem um fim, por muito que a gente possa mudar a morte vem
naturalmente e ninguém consegue mudar nada para o poder evitar.
ESPERAMOS QUE TENHAM GOSTADO DA NOSSA INTERPRETAÇÃO DO
POEMA, OBRIGADO.