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Trabalho realizado por:

• Olívio Pires
• Wanderley Neto
• 12ºTMI
"Olá, guardador de rebanhos,
Aí à beira da estrada,
Que te diz o vento que passa?"
"Que é vento, e que passa,
E que já passou antes,
E que passará depois.
E a ti o que te diz?"
"Muita causa mais do que isso.
Fala-me de muitas outras causas.
De memórias e de saudades
E de coisas que nunca foram."
"Nunca ouviste passar o vento.
O vento só fala do vento.
O que lhe ouviste foi mentira,
E a mentira está em ti."
 O poema é constituído por um terceto e três quadras.

Este poema não tem rimas, logo são versos

soltos/brancos.

 Quanta à métrica, o poema apresenta uma variedade

em termos de sílabas métricas, sendo, portanto, de

métrica irregular.
 Primeiro, para o sujeito poético, a relação com a realidade

passa por sentir apenas essa realidade, sem a pensar ou

imaginar.

 Ao contrário, para o seu interlocutor, a realidade é muito mais

do que aquilo que se sente, pois é também porta aberta para

a memória, a saudade e o sonho.


 A última estrofe tem valor conclusivo e, nela, o

sujeito poético apresenta um exemplo de

carácter pessoal sobre a experiência de sentir.


 O “guardador de rebanhos” é um diálogo entre o guardador

de rebanhos e um interlocutor.

 Na primeira e terceira estrofes, apresentam a voz do

interlocutor.

 Na segunda e quarta estrofes, mencionam os comentários do

guardador de rebanhos. Este encontra-se à beira da estrada.


 O interlocutor e o guardador de rebanhos apresentam a

sua perspetiva sobre o vento pois é um dos elementos

da natureza que tem maior mobilidade.


 Linguagem coloquial;

 Vocabulário simples;

 Apóstrofe;

 Alternância de frases interrogativas e frases

declarativas.