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CLAUDIANA PINHO

HERNANI OLIVEIRA
SEBASTIÃO DA SILVA
PATRICIA MIRELLY
RONUERY RODRIGUES
RIBAMAR JUNIOR
Noção hegemônica sobre o "terceiro setor" / Instrumentalização e a
funcionalidade do "terceiro setor" para com o projeto neoliberal /
Articulação das lutas sociais. p. 51-59 / 229-243 / 270-274. IN: MONTAÑO,
Carlos. Terceiro setor e questão social.

Carlos Montaño
Assistente Social graduado pela Universidad de la
República (UdelaR, Montevidéu-Uruguai, 1989).
Mestre e Doutor em Serviço Social pela
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ, Rio
de Janeiro, 1995 e 2001). Realizou estudos de Pós-
doutorado no Instituto Superior Miguel Torga
(ISMT, Coimbra-Portugal, entre 2009 e 2010).
 Terceiro setor: visão hegemônica, mistificada e
ideologizada;
 O uso ideológico e político desse conceito;
 Debilidades teóricas quanto ao conceito de "terceiro
setor";
 Debilidades teóricas quanto às categorias que o
integram;
 O caráter "não-governamental" do "terceiro setor"
1. Movimento dos Sem Terra (MST)
2. Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (FARCS)
3. Movimentos indígenas
4. Greves nas fábricas
5. ONGs
6. Organizações Sem Fins Lucrativos (OSFL)
7. Organizações da Sociedade Civil (OSC)
8. Instituições filantrópicas
9. Associações de moradores
10. Instituições religiosas
 Caráter não Governamental;

 Autogovernado;

 Não Lucrativo;
 “Conforme aponta Guerra (2000), a instrumentalidade
remete à qualidade e capacidade de algo (pessoa,
classe, máquina, instituição, valores, conhecimentos)
em ser meio de obtenção de finalidades”. (p. 229)
 As relações sociais, instituições, indivíduos, valores e
atos, são transformados em meios de acumulação de
capital e reprodução das relações sociais;

 O capital precisa romper essa relativa ambiguidade


estatal, herdada do keynesianismo: de se preocupar
com acumulação de capital e a reprodução das relações
sociais, quanto para dar respostas a demandas e
garantir direitos sociais.
Neoliberalismo Keynesianismo
Políticas de incentivo
Intervenção mínima do Estado
governamental

Valoriza a competição e a liberdade


econômica e propõe que o mercado Incentivo à produção e ao consumo
seja o mais amplo possível
 Re-instrumentalização dos sujeitos, instituições, prática
e valores para estar de acordo com o projeto neoliberal
ocultando as mazelas do sistema para torná-las
aceitáveis para a população.
 A) Justificar e Legitimar o processo de
desestruturação da Seguridade Social e
desresponsabilização do Estado na intervenção
social;

 B) Desonerar o capital da responsabilidade de co-


financiar as respostas às refrações da “questão
social” mediante políticas sociais estatais;
 C) Despolitizar os conflitos sociais dissipando-os e
pulverizando-os, e transformar as “ lutas contra a
reforma do Estado” em “parceria com o Estado”;

 D) Criar a cultura/ideologia do “possibilismo”;

 E) Reduzir os impactos (negativos ao sistema) do


aumento do desemprego;
 Transferência de responsabilidade;

 Auto-culpa pelas mazelas sociais;

 Esvazia a dimensão de direito universal do


cidadão;
 Objetivo puramente político-ideológico
que parte do setor empresarial, para
conseguir uma demanda lucrativa.